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	<title>Esporte em Pauta &#187; Especial Nadadoras</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Especial Nadadoras</title>
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		<title>Alessandra Marchioro: &#8220;Agora eu estou muito leve, acho que dá pra nadar bem o 100 livre&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 22:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Maria Lenk 2013]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Alessandra Marchioro está leve. Na quarta-feira, ela conquistou o índice para seu primeiro Mundial de piscina longa - competição mais importante da natação junto com as Olimpíadas - na prova de 50 livre. Com 25''17, ela garantiu sua classificação junto com Graciele Herrmann (25''10), na única prova da natação feminina que terá duas representantes em Barcelona até o momento. 
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Alessandra Marchioro está leve. Na quarta-feira, ela conquistou o índice para seu primeiro Mundial de piscina longa &#8211; competição mais importante da natação junto com as Olimpíadas &#8211; na prova de 50 livre. Com 25&#8221;17, ela garantiu sua classificação junto com Graciele Herrmann (25&#8221;10), na única prova da natação feminina que terá duas representantes em Barcelona até o momento.</p>
<div id="attachment_10452" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/ale.jpg"><img class="size-medium wp-image-10452" title="Trofeu Maria Lenk/Natacao" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/ale-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Satiro Sodré/SSPress</p></div>
<p>Natural de Curitiba, Alessandra sempre treinou na cidade, mesmo defendendo clubes do Rio de Janeiro nos últimos dois anos. Inicialmente, ela nadava pelo WS Natação, clube que defendia quando foi campeã brasileira pela primeira vez, em 2006, quando era infantil 1, na prova de 100m peito. &#8220;Minha carreira sempre foi uma escada. Comecei ganhando regional, ai estadual, brasileiro de categoria. Eu sonhei muito, e agora estou aqui&#8221;. Foi também no peito que Alessandra ganhou sua primeira medalha em competições absolutas, aos 15 anos, na prova de 50m peito.</p>
<p>Em 2010, Alessandra foi o destaque do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude, realizado em Cingapura, terminando em quarto lugar no 50m livre e 50m peito, e quinto lugar no 100m livre.</p>
<p>Curiosamente, Graciele Herrmann, sua principal concorrente no Brasil hoje, também ganhou sua primeira medalha de brasileiro em provas de peito. &#8220;A rivalidade é muito importante, às vezes na hora do treino você pensa nisso, que a outra está treinando, e dá um up&#8221;. Foi Graciele quem representou o Brasil nas Olimpíadas no ano passado, em Londres, onde Alessandra Marchioro também esteve presente pelo projeto Vivência Olímpica do COB, que levou jovens promessas para assistir a competição.</p>
<p>Alessandra chegou a nadar perto do índice para os Jogos no ano passado, quando defendeu o Fluminense, com 25&#8221;63, a 43 centésimos da marca. No final do ano, se classificou pelo o revezamento e integrou a seleção brasileira no Mundial de Istanbul, onde chegou à semifinal no 100 e 50 livre, e à final no revezamento 4&#215;100 livre.</p>
<p>Este ano, Alessandra passou a defender o Botafogo &#8211; mas continua com a mesma estrutura, em Curitiba, treinando com o técnico Adolfo Deluca. Ela passou a integrar ainda o Time Nissan, que passou a patrocinar 24 atletas no início deste ciclo olímpico. &#8220;Gostei muito do patrocínio, além da visibilidade maior, o apoio que eles estão dando por trás, com cursos de social media, além do carro&#8221;. Ela também comemora o aumento de incentivo da CBDA para a natação feminina. &#8220;A gente sempre ficou na sombra, acho que só faltava isso, incentivo diferente. Eles estão vendo agora que a gente tem como crescer&#8221;.</p>
<p>Depois do índice no 50 livre, Alessandra nada amanhã o 100m livre em busca de um lugar no revezamento. &#8220;O foco era o 50 livre, claro, mas queria a vaga no revezamento. Agora que eu estou garantida estou muito leve, então acho que vai dar para nadar bem, e também quero muito nadar esse revezamento com as meninas lá&#8221;.</p>
<div><span style="font-family: 'Century Gothic'; line-height: 18px; text-align: left; background-color: #ffffff;"><br />
</span></div>
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		<title>Beatriz Travalon: &#8220;No Mundial caiu a ficha: se ela consegue, por que eu não posso?&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 18:21:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Beatriz Travalon]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Nadadoras]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Nadando no Primeiro de Maio até os 15 anos, Beatriz pegou sua primeira final de Brasileiro de categoria apenas como juvenil 2, em 2009, ano em que foi treinar no Pinheiros. Com boa evolução de tempos e resultados desde então, Beatriz brilhou no Open do ano passado,  brasileiro absoluto, vencendo as três provas de peito. 
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Aos 19 anos, Beatriz Travallon tem uma história um pouco diferente da maior parte das nadadoras de destaque do Brasil hoje. Nadando no Primeiro de Maio até os 15 anos, ela pegou sua primeira final de Brasileiro de categoria apenas como juvenil 2, em 2009, ano em que foi treinar no Pinheiros. Com boa evolução de tempos e resultados desde então, Beatriz brilhou no Open do ano passado,  brasileiro absoluto, vencendo as três provas de peito.</p>
<p>O resultado classificou a nadadora para sua primeira seleção absoluta, na disputa do Mundial de curta, na Turquia, em que chegou à semifinal do 50 peito. Depois de desistir de uma bolsa de 100% para estudar e nadar nos Estados Unidos para continuar o trabalho com seu técnico Sérgio Marques (“Não troco por nada”), Beatriz mira o Mundial de Barcelona. “Depois que eu nadei o Mundial vi que fiquei em 11o, mas o mais importante é que eu olhava para a campeã e via que ela tinha dois olhos, duas pernas, percebei que ela era igualzinha a mim. Caiu a ficha, se ela consegue, por que eu não posso?”</p>
<p>:: Veja <a href="http://esporteempauta.com.br/tag/especial-nadadoras">aqui</a> todas as entrevistas do Especial Nadadoras.</p>
<div id="attachment_10147" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Captura-de-Tela-2013-04-03-às-15.13.58.png"><img class="size-medium wp-image-10147" title="Captura de Tela 2013-04-03 às 15.13.58" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Captura-de-Tela-2013-04-03-às-15.13.58-300x192.png" alt="" width="300" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">Beatriz foi 13a no Mundial de curta/2012 </p></div>
<p><strong>Quando você começou a nadar? Praticava algum esporte quando era mais nova?<br />
</strong>Eu praticava tudo na escola, vôlei, futebol, handebol. Não era a melhor, mas fazia. A natação começou quando eu era pequena. Meu pai falou pra mim e pro meu irmão:  “Vocês vão escolher três esportes, fazer por um tempo, escolher um e ficar no mínimo três anos”, porque ele queria que a gente pegasse disciplina, essas coisas que o esporte dá. A gente começou no futebol, tênis e natação, e escolhemos natação. Passaram os três anos e continuamos&#8230;</p>
<p>Comecei a competir no Primeiro de Maio na 4a série, com 10 anos. Com 13 anos eu federei, e esse tempo todo treinei com a Valéria. Em 2009 vim para o Pinheiros.</p>
<p><strong>No infantil 1 você já foi campeã paulista e chegou a ir para o Brasileiro.<br />
</strong>Eu ganhei no primeiro paulista de federado que nadei, foi um choque. Porque nunca tinha ganhado nem o Paulista de não federado, no meio do ano tinha sido terceira. Sabe na sua vida quando você tem alguns eventos que parece que marcam? Esse foi um deles. Depois daquilo parece que minha cabeça mudou, e ninguém esperava.</p>
<p><strong>Como era a equipe no Primeiro de Maio? Depois que ganhou o Paulista você chegou a pensar em ir para um lugar maior?</strong><br />
A equipe era bem pequena, devia ter uns 15 atletas no máximo, e federados eram quatro. Eu não pensava em sair. Comecei a pensar quando eu fui em um ortopedista por um problema na coluna. Ele falou que ia em uma conferência que tinha um médico do Pinheiros e perguntou se eu não queria mandar um currículo. Eu fiz, mas não esperava nada. Isso foi em 2008, e em 2009 eu entrei no Pinheiros.</p>
<p><strong>Nesse ano você já melhorou seu tempo de 1’20 para 1’17 na longa e chegou à final do Brasileiro pela primeira vez.<br />
</strong>Sim. Era muito diferente o treino no Primeiro de Maio e do Pinheiros. Antes eu treinava de terça a sexta, não treinava segunda nem sábado, e não malhava direito. No Pinheiros mudou tudo, parece que completou aquilo que faltava, de ir de um clube pequeno para um com mais estrutura. E desde então todos anos eu consigo fazer uma melhora boa.</p>
<p><strong>Nessa época que você estava no Primeiro de Maio você continuava treinando bem focada na natação, se imaginava nadadora?<br />
</strong>Eu vou confessar que eu não me imaginava em Olimpíada, porque eu não achava possível. Eu queria nadar bem, ganhar medalha, mas me imaginava focando em faculdade e estudo. Conforme foi mudando, o rumo do meu sonho foi mudando também. Agora se você me perguntar se eu me vejo na Olimpíada, eu me vejo. E disputando. Agora eu consigo acreditar.</p>
<p><strong>Quando isso mudou?<br />
</strong>Acho que em 2012, quando eu peguei medalha do 100 peito no Finkel. Nesse dia eu falei “Olha, talvez eu possa ser alguém&#8230;”. Eu já tinha medalha de absoluto, mas no 50 peito.</p>
<p><strong>Mesmo quando você estava no Pinheiros, não era a melhor do estilo lá, estava rodeada das meninas que eram as campeãs nessa prova. Como era isso e com que técnicos você treinou lá?<br />
</strong>Treinei um ano com o Taba e depois no júnior até hoje treino com o Sérgio Marques. Quando eu entrei não treinava com elas, que eram mais velhas. Treinava com as da minha idade, e eu estava no bolo. Tinha hora que ganhava o tiro, às vezes elas ganhavam. Na competição eu ainda perdia, mas no treieno já tinha começado a me adaptar. Ano passado comecei a treinar com a Carol [Mussi], Ana Carla e Tuca [Tatiane Sakemi]. Foi um choque, não estava acostumada a treinar com gente de peito. Mas foi rápido, é bom que tem um intercâmbio de técnica, uma ajuda a outra.</p>
<div id="attachment_10148" style="width: 302px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/bia.jpg"><img class="size-full wp-image-10148" title="bia" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/bia.jpg" alt="" width="292" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Campeã de três provas no Open/2012</p></div>
<p><strong>Você falou do Paulista como um dos eventos que te marcou, quais foram os outros?<br />
</strong>Esse Finkel que eu consegui a medalha, o Open do ano passado. Eu diria que foi o maior deles&#8230;</p>
<p><strong>Onde você ganhou as três provas de peito&#8230;.<br />
</strong>Sim, e uma coisa que nem eu esperava. Eu queria nadar bem, ms superou as expectativas. E o Mundial também. Eu nadei e vi que fiquei em 11o na eliminatória, mas mais do que isso, eu olhava para a campeã e falav: “Gente, ela tem dois olhos, duas pernas&#8230;” Percebi que ela era igualzinha a mim, então não tem porque eu ser diferente. Caiu a ficha que se ela pode, por que eu não posso? Tem uma questão psicológica muito importante. Se uma menina de 15 anos consegue, porque eu não posso? É só trabalhar duro, ser focado, que eu vou chegar.</p>
<p><strong>Seu melhor resultado no Mundial foi o 50 peito, que chegou na semifinal, mas você mesma disse que os momentos em que passou a acreditar foi quando pegou medalha no 100. Como é seu treinamento, o foco é para que prova?<br />
</strong>Eu treino no meio fundo, treino para o 100 e 200 peito. Porque o 50 eu sei que meio que sai sozinho. Não preciso treinar muito velocidade, não sei porque mas já sou mais veloz naturalmente. Preciso treinar mais a parte de fôlego, ritmo de prova. Se eu treino para o 200 nado bem tanto essa prova quanto o 100.</p>
<p><strong>E entre curta e longa?<br />
</strong>Eu não tenho preferência pela curta, é so que tenho resultados bons e isso acaba me dando conforto de nadar na curta. Mas eu sei que são dois esportes praticamente diferentes. Eu quero dar a mesmo coisa na longa que eu dei na curta. Porque na longa é a coisa série né. Eu quero ir  para o Maria Lenk com a mesma cabeça, físico, que eu estava no Open.</p>
<p><strong>Como é sua rotina de treinamento?<br />
</strong>Eu treino de manhã, às 7h30. Volto para casa e passo um bom tempo falando com meu namorado [o também nadador Arthur Mendes Filho, 3o colocado no Mundial Júnior de 2011], que mora nos Estados Unidos, e vou descansar. Dai eu durmo, vou pro treino, e do treino vou direto para a faculdade. Volto para casa umas 23h.</p>
<p><strong>Você ficou dois anos sem estudar até começar a faculdade, como foi esse período?<br />
</strong>Foi um mometo que eu decidi que queria focar na natação. Eu ainda tenho esse foco, mas sei que não posso deixar de fazer faculdade. Não estou fazendo a melhor do mundo nem me dedicando  100%, mas sei que tem que ser feito. Nesses dois anos eu tinha decidido ir para os EUA, fiquei um ano mandando papelada, fui aceita e duas semanas antes da viagem eu desistir. Tinha 100% de bolsa, mas a faculdade era ruim na natação, a melhor menina tinha 1’08 em jardas. E ai teve o Finkel, que eu estava me dando muito bem com o treino do Serjão, eu sai de uma pessoa que achava que não tinha alguma coisa aqui para mim, para uma que viu meu futuro aqui. Decidi focar na natação e ficar com o Serjão, não largo ele por nada.</p>
<p><strong>Sua família apoiou?<br />
</strong>Apoiou. Meu pai falava que preferia que tivesse ido, mas me apoia porque sabe o quanto a natação é importante para mim. E minha mãe era atleta. Ela sempre quis ir para as Olimpíadas. Mas ela jogava vôlei e não era alta, então não conseguiu se desenvolver muito. Ela apoiou muito.</p>
<p><strong>Todo mundo comenta sobre o peito feminino ser o estilo mais fraco do país, e de fato não temos nenhum resultado expressivo. Como você recebe isso?<br />
</strong>Infelizmente é verdade, mas não é por falta de esforço nosso para mudar isso. O peito feminino nunca foi muito forte, teve a época dos trajes que foi um pouco melhor, e depois disso foi ficando esquecido. É ima coisa que a gente tenta mudar e eu sei que vamos mudar. Fazemos a mesma coisa que todo mundo, não tem como não dar certo. No treino o Serjão sempre incentiva, fala “Meninas no peito, vamos levar esse peito para frente”.</p>
<p><strong>Como está a expectativa para o Maria Lenk?<br />
</strong>Boa. eu quero pegar a vaga de novo para o Mundial.</p>
<p><strong>O revezamento já está classificado então a primeira da prova vai para nadar o 4&#215;100 medley, mas e o índice você acha que dá para chegar?<br />
</strong>Dá para chegar. Meu tempo atual está muito distante, tenho 1’11’‘7 do Maria Lenk do ano passado, o índice é 1’08’‘6. Mas de novo, se pensar no que eu fiz na curta, 1’07’‘2, eu sei que sou capaz de fazer 1’08, só preciso saber colocar na água.</p>
<p><strong>Como você pensa em seus objetivos? </strong><br />
Tenho metas de curto, médio e longo prazo. Mas conforme você vai andando suas metas vão mudando. A meta no Open era pegar medalha, e ponto, e a meta ambiciosa era ir pro Mundial. Quando eu atingi melhor do que a meta, a meta mudou. Agora e quero pegar semifinal, final no Mundial. Conforme curto prazo muda, o longo prazo muda também, Eu tenho meta agora de conseguir vaga para Barcelona, e lá melhorar classificação, ir para as Olimpíadas. Mas as coisas vão mudando.</p>
<p><strong>Como está o clima no Pinheiros?<br />
</strong>As coisas mudaram muito do ano passado para esse. A equipe está mais unida, faz treino conjunto, sai junto, acho que isso vale mais que os resultados. Não estamos fortes para ganhar o Maria Lenk, não vai ter contratação, mas essa união de um torcer para o outro faz a gente somar mais pontos. É uma questão mais de equipe do que de resultado.</p>
<p><strong>Como é sua postura de treino e competição? Treina bem e fica mais nervosa na competição, ou costuma crescer em competição?<br />
</strong>Eu treino muito bem, e às vezes minha competição não era compatível  com o treino. No Open foi a primeira vez que foi compatível com o que eu estava treinando, antes eu ia com expectativa alta e acabava quebrando um pouco a cara. Costumo ficar muito nervosa, ainda mais quando é a primeira prova. Mas tô trabalhando nisso, melhorei no Finkel, Open e no Mundial não fiquei nervosa. Isso para mim foi uma boa conquista.</p>
<p><strong>Alguma vez você já pensou em parar de nadar?<br />
</strong>Não, eu sempre quis nadar. Algumas pessoas que sempre foram boas desanimam quando caem um pouco. Mas eu comecei lá de baixo, sei perder também. Isso foi bom para mim, eu aprendi desde sempre a perder.</p>
<p><strong>Foto de capa</strong>: Satiro Sodré &#8211; Divulgação/CBDA</p>
<p>Veja <a href="http://esporteempauta.com.br/tag/especial-nadadoras">aqui</a> todas as entrevistas do Especial Nadadoras.</p>
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		<title>Tatiana Lemos: &#8220;vou nadar enquanto estiver feliz, estou pensando ano após ano&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Apr 2013 14:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Nadadoras]]></category>
		<category><![CDATA[Tatiana Lemos]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Com duas participações olímpicas e quatro em Pan-Americanos, Tatiana Lemos é hoje a atleta mais veterana da seleção brasileira. Presente no Mundial de Perth, em 1998, quando tinha 19 anos, Tatiana é recordista sulamericana do 100 livre. Depois de 11 anos no Pinheiros, ela defenderá a Unisanta nesta temporada, embora continue treinando em Brasília, com o técnico Fabio Costa. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Com duas participações olímpicas e quatro em Pan-Americanos, Tatiana Lemos é hoje a atleta mais veterana da seleção brasileira. Presente no Mundial de Perth, em 1998, quando tinha 19 anos, Tatiana é recordista sulamericana do 100 livre em piscina curta e longa e do 200 livre em curta, e atleta da Marinha desde 2009. Depois de 11 anos no Pinheiros, ela defenderá a Unisanta nesta temporada, embora continue treinando em Brasília, com o técnico Fabio Costa. Nesta entrevista, Tatiana fala sobre os objetivos da temporada, a forma como encara a natação, seu papel na Comissão de Atletas do COB e a nova estrutura de trabalho da CBDA. &#8220;Achei muito válido. É um processo e o primeiro passo já foi dado. Mas não adianta só fazer clínica, tem que ser continuado, a partir de ações e estratégias&#8221;.</p>
<p>:: Veja <a href="http://esporteempauta.com.br/tag/especial-nadadoras">aqui</a> todas as entrevistas do Especial Nadadoras.</p>
<p><strong>Você é a atleta mais veterana da seleção brasileira, participando do seu primeiro PAN em 1999 e com duas participações em Olimpíadas. Qual é o objetivo para este ciclo olímpico?</strong></p>
<p>Pergunta difícil essa. Na verdade eu não estou pensando ainda nas Olimpíadas do Rio, mas ano após ano. Esse ano meu objetivo é ir para o Mundial de Barcelona, e tudo vai depender dos resultados que eu for tendo. Eu vou nadar enquanto estiver feliz nadando, enquanto estiver com condições, com clube, salário. Estou pensando em nadar por partes, tracei todos os objetivos para esse ano.</p>
<p><strong> Esse início de ano foi conturbado para a natação brasileira, com muitos atletas mudando de clubes. Você assinou contrato recentemente com a Unisanta. Como foi esse início de ano, conseguiu treinar com tranquilidade?<br />
</strong>Foi bem conturbado mesmo. Estamos sem a piscina onde eu treino em Brasília, tivemos que achar uma piscina alternativa, além de muita coisa na cabeça para pensar e decidir. No começo do ano eu estava tranquila com essa questão dos clubes,  me programei para ficar 2, 3 meses sem clube, sem receber. Já tinha na cabeça que ia ser um processo demorado, para tentar focar nos treinos e não me estressei. Já vinha negociando, e assinei mesmo na semana retrasada.<br />
<a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/tatiana.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10135" title="tatiana" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/tatiana-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><br />
Mas continuo treinando em Brasília, que era o que eu queria e foi uma dificuldade nas negociações. Vou continuar com meu técnico Fabio Costa e acabei fazendo um contrato de um ano, em função de tudo que eu coloquei. Confesso que agora no final com a questão dos prazos para o Maria Lenk eu comecei a ficar mais preocupada. Quem não tiver clube vai ter que nadar a competição em observação, e ai só pode nadar eliminatória, então fica fora da final, que é a melhor parte. Isso foi me angustiando no final, mas no final deu certo. Depois de 11 anos no Pinheiros vou representar um clube novo, também vai ser uma novidade. Mas estou animada, satisfeita, muito focada para ir para o Mundial. As expectativas são bem boas.</p>
<p><strong>Você têm o recorde Sulamericano no 100 livre desde 2009, com 54’’72, ainda feito com os trajes. O índice para o Mundial de Barcelona está é 54’’86. Como está sua expectativa para o Maria Lenk nessa prova e para conseguir essa vaga para o Mundial?<br />
</strong>Esse tempo foi feito com traje mesmo, e em 2011 fiz 54’’95, que foi o tempo que me deixou pertinho do índice de Londres, mas acabei não fazendo. Eu acho que é um tempo totalmente possível de ser feito. Claro que não tenho certeza se vou fazer,  início do ano foi conturbado, não foi uma temporada perfeita. Acho que expectativa de fazer esse tempo eu não tenho, mas às vezes quando as coisas não são perfeitas a gente pode se surpreender, você passa por um monte de adversidades que acabam te fortalecendo de um jeito difícil.</p>
<p>Lógico que eu quero o índice, mas tem o revezamento também, que já está classificado, e é uma porta de entrada para a seleção. Não estou criando grandes expectativas com o tempo.  Estou concentrada, focada, feliz com a minha natação. Ano passado foi bem difícil, muita coisa aconteceu, agora estou tranquila de novo e quero curtir esse momento de estar feliz com a natação, com os meus treinos. Voltei  para Brasília no meio do ano passado e foi um semestre de muita natação. Agora já estou adaptada e bem animada.</p>
<div id="attachment_10141" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/pequim.jpg"><img class="size-medium wp-image-10141" title="pequim" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/pequim-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Tatiana foi 19a no 100 livre em Pequim-2008</p></div>
<p><strong>Diante de toda dificuldade dos treinos e desse ano difícil que você teve, o que te mantém na natação?<br />
</strong>O que me mantém é conseguir equilibrar a natação na minha vida. 2008 foi um ano de muito aprendizado, e depois dali eu comecei a encarar a natação de uma forma um pouco diferente, e ver como isso fazia bem para minha vida. Além de gostar muito, também vi que podia fazer outras coisas que gosto e continuar sendo atleta de alto nível. Isso me deixou mais tranquila pra continuar treinando e vivendo minha vida. Eu não cheguei naquele limite ainda, de não aguentar mais, porque preciso fazer outras coisas, consegui equilibrar.</p>
<p>E eu amo natação, o estilo de vida de atleta é o estilo de vida q eu gosto. Claro que tem sacrifícios, que é doído, tem lesão, tem dor, mas eu não trocaria a minha vidinha de atleta por outra. Enquanto eu tô feliz , nadando bem e financeiramente consigo manter minha vida eu continuo. Na hora que um desses fatores começar a desencaixar ai repenso. Esse ano já foi meu primeiro baque, fiquei dois meses sem receber. Começou a mudar o cenário, mas não mudou minha motivação nem meus objetivos. Já tenho 34 anos, mas todo ano tem uma motivação diferente. Eu acho que ainda posso fazer mais pela natação, isso me mantém.</p>
<p><strong>Que outras coisas você tem feito quando fala nesse equilíbrio?<br />
</strong>Além de ter tempo para hobby, esse ano particularmente eu comecei um curso do COB de fundamentos da administração esportiva. Fiquei sabendo que tinha e me interessei, e você só faz por indicação. São dois meses e é online, mas tenho que estudar todos os dias, está me exigindo atá mais do que eu esperava que fosse. Mas estou adorando, e já faço pensando na minha transição. Não sei quando vai ser, mas já estou me preparando, acho que é importante se preparar para parar.  não sei quando vai ser, mas já to me preparando. Sou formada em educação física, eu amo esporte, e não consigo me ver sem. O curso está sendo muito válido e não está atrapalhando meu foco. E estudar sempre é bom, ainda mais que o atleta trabalha muito o corpo, então trabalhar a cabeça é bom, está sendo muito válido.</p>
<p><strong>O que você achou da nova estrutura proposta pela CBDA, tendo  Vanzela como técnico da seleção feminina e com a realização de treinos em conjunto e clínicas, juntando atletas mais novos e mais experientes?<br />
</strong>Eu acho totalmente válido. Deveria ter sido feito há muito tempo. Não tem jeito, tem que separar o feminino e o masculino. É o mesmo esporte, são as mesmas provas, mas o corpo funciona diferente e a natação feminina está em nível diferente. Mais precisa de mais ações. Por exemplo, talvez para o masculino o interessante é levar para competições fora do país, e para as meninas, o interessante pode ser levar para treinar fora. Não cada uma ir treinar fora sozinha, mas levar juntas para um trainning camp de três semanas em algum lugar. Ver o que as outras meninas estão fazendo, trocar um pouco de figurinha, entender como em outros países chegaram onde chegaram e aqui não. Não só de treinamento, mas de parte física também.</p>
<p>A nova estrutura é excelente, mas acho que precisa de mais ainda, de um trabalho psicológico, um fisiologista, biomecânico só com as meninas. Porque é diferente, a força, os hormônios. De toda forma é um processo e o primeiro passo já foi dado, acho que começou bem. Eu conversei com o Vanzella e o Adolfo, que são os responsáveis, dei algumas sugestões e até me coloquei a disposição pra ajudar. Não adianta só fazer clínica, tem que ser continuado, a partir de ações e estratégias.</p>
<p><strong>Você foi eleita para a comissão de nadadores do COB. Como está sendo fazer esse trabalho?<br />
</strong>A gente assumiu no final de fevereiro. O COB na verdade quer que os atletas se envolvam com suas Confederações, saibam o que está acontecendo dentro do COB, em relação aos Jogos do Rio, querem que a gente faça um elo entre atletas e dirigentes. Além de comunicar, querem que a gente consiga colocar para eles coisas que seriam importantes para os atletas. A meta são duas reuniões anuais, mas nada impede que tenham mais. Já exisita uma comissão, mas não era muito atuante, eles querem que seja mais ativa.</p>
<p><strong>Nesses  anos de seleção brasileira e em clubes, qual foi o momento mais marcante?<br />
</strong>Acho que meu ano mais marcante foi 2008. Eu bati 5 vezes o recorde Sulamericano do 100 livre, e o principal, aprendi muito de mim mesma e da natação. Minha cabeça mudou muito em relação à natação, a competição, aos objetivos, a acreditar. Eu não destacaria um momento, mas o ano de 2008.</p>
<p>Foto de capa: Satiro Sodré/Divulgação CBDA</p>
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		<title>Carolina Bilich: &#8220;Vou dar a vida na água pra pegar a vaga no revezamento&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 14:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Natação]]></category>
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		<category><![CDATA[Especial Nadadoras]]></category>
		<category><![CDATA[Nova geração]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Carolina Bilich tinha 15 anos quando se mudou do Espírito Santo para Belo Horizonte para treinar. Hoje com 17, Carolina foi o maior destaque da seleção brasileira que foi campeã sulamericana juvenil, em torneio que aconteceu no Chile na última semana. O feito foi inédito: Carolina saiu da competição com o prêmio de melhor atleta tanto na natação como nas maratonas aquáticas ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Carolina Bilich tinha 15 anos quando se mudou do Espírito Santo para Belo Horizonte para treinar. Destaque infantil do Clube Alvares Cabral, um dos mais tradicionais da natação em Vitória, Carolina foi para o  Minas Tênis Clube em 2011, quando já tinha sido campeã brasileira de categoria diversas vezes, além de já ter chegado a uma final de brasileiro absoluto. Hoje com 17 anos, Carolina foi o maior destaque da seleção brasileira que foi campeã sulamericana juvenil, em torneio que aconteceu no Chile na última semana. O feito foi inédito: Carolina saiu da competição com o prêmio de melhor atleta tanto na natação (levou o índice técnico no 400 livre) como nas maratonas aquáticas (dois ouros, na prova por equipes e no 7,5km).</p>
<div id="attachment_10110" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/carolina.jpg"><img class="size-medium wp-image-10110" title="carolina" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/carolina-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Destaque do Sulamericano Juvenil (Foto: Satiro Sodré)</p></div>
<p>Versátil, Carolina nada tudo: já foi campeã brasileira infantil no 200 borboleta, campeã do 100 borboleta no Chico Piscina, fez duelos por anos com Gabriela Rocha nas prova de 400 e 800 livre, e sua primeira medalha em torneios nacionais absolutos veio no 1500 livre, no Maria Lenk de 2011. Mas se perguntada qual dessas é sua prova preferida, Carolina responde com outra: o 200 livre. &#8220;As quatro melhores do 100 e 200 livre vão para o Mundial pelo revezamento. Lógico que eu quero nadar as outras provas bem, mas a meta do Maria Lenk é pegar o revezamento do Mundial. Vou dar avida na água pra pegar essa vaga&#8221;. Confira entrevista com a atleta:</p>
<p>:: Veja <a href="http://esporteempauta.com.br/tag/especial-nadadoras">aqui</a> todas as entrevistas do Especial Nadadoras.</p>
<p><strong>No início da sua carreira você nadava borboleta e depois passou a mesclar com o fundo e priorizar mais essas provas. Como foi essa transição? Ainda treina borboleta?</strong></p>
<p>Quando a gente vai ficando mais velho tem que focar mais nas provas que a gente quer nadar, não tem jeito. Eu acabei focando mais no crawl, no fundo. De vez em quando eu treino borbo para dar resistência para o fundo, mas o crawl é o foco.</p>
<p><strong>Em 2009, ainda como infantil 2, você já participou de uma competição absoluta, nadando o Finkel, onde terminou em 12º no 400 livre e 200 borboleta. Como essa experiência foi importante?<br />
</strong>Com certeza foi muito importante. Eu tinha índice pra ir para o absoluto, e meu técnico na época, o  Alexandre, queria que eu fosse, para pegar experiência. Ele sabia que eu queria seguir na natação e ia ser legal nadar com Joanna Maranhão, Cielo. Foi bem importante para pegar experiência e também para dar uma motivada.</p>
<p><strong>Você começou a nadar no Álvares Cabral mesmo, com o Alexandre?</strong><br />
Eu comecei no Praia Clube, com o Marco, e logo depois fui para o Álvares. Treinava com o Paulista, e no infantil passei pro Alexandre.</p>
<p><strong>Em 2010 a Gabriela Rocha foi para o Álvares e vocês fizeram bons duelos nos Brasileiros, se alternando nos primeiros lugares do pódio no 400 livre e 800 livre. Como era essa relação?<br />
</strong>Foi uma coisa muito legal quando ela foi pro Álvares, porque era uma competição todo dia. Desde pequena a gente sempre disputava. Um dia dava uma, outro dava outro, era de quem estava melhor no dia mesmo. Foi bom porque no treino tem dia que você tá mal, outros que está bem, e foi uma puxando a outra, a gente foi crescendo junto. A gente sabia que era sempre a gente em primeiro e segundo, só não sabia a ordem.</p>
<div id="attachment_10111" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/carol.jpg"><img class="size-medium wp-image-10111" title="carol" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/carol-300x228.jpg" alt="" width="300" height="228" /></a><p class="wp-caption-text">Ao lado de Ana Marcela e Poliana</p></div>
<p><strong>Um ano depois você já foi pro Minas Tênis, ainda com 15 anos. Como foi essa decisão?<br />
</strong>Eu já recebia algumas propostas. Vim para o Minas para ver como era só, não imaginava que iria, mas sabia que em algum momento teria que sair do Espírito Santo. Fui com a minha mãe só para ver, mas quando cheguei no Minas, não teve como não ficar. Tanto que foi tudo muito rápido, cheguei aqui dia 3 de janeiro, voltei para o Espírito Santo, e voltamos de novo para Belo Horizonte no dia 4.</p>
<p><strong>Seus pais foram com você?<br />
</strong>Minha mãe veio junto, eu tinha 15 anos. Ela ficava direto comigo, e as vezes meu pai vinha também ou ela ia pra lá ficar com ele. Minha mãe falava pra mim: se você quiser ir pro Minas, vai, eu vou junto com você. Depois em outubro do ano passado meu pai conseguiu transferência para cá.</p>
<p><strong>Como foi a adaptação?<br />
</strong>Dizem que<strong> </strong>demora de 8 a 16 meses pra se adaptar ao lugar e tal. Foi meio difícil a vinda para cá, senti muito a falta dos meus irmãos. Mas no Maria Lenk, com 4 meses no Minas, consegui minha primeira medalha no absoluto, só perdi para a Ana Marcela e a Poliana no 1500 livre . Nessa hora eu vi que fiz a escolha certa, que estava no caminho certo. Porque querendo ou não lá em Vitória estava indo bem com o Alexandre, então eu troquei o certo pelo incerto, sempre dá uma insegurança.</p>
<p><strong>Pouco depois, no início de 2012 você foi para sua primeira seleção absoluta, no Sulamericano. </strong><br />
Foi minha primeira seleção, nadei para 8’52 no 800 livre e fiquei em 4º, e no 1500 fiquei em 2º com 17’02, foi minha primeira medalha na competição.</p>
<p><strong>Acha que uma participação em seleção nacional absoluta para Mundial pode vir dessa prova de 1500?</strong><br />
Na verdade, agora com o Vanzella como Head Coach da seleção feminina, foi definido que os quatro melhores tempos do 100 livre e 200 livre vão para o Mundial para o revezamento.  Eu diria que não que é fácil, porque é super difícil, mas que o menos difícil para mim seria entrar pelo revezamento. Mas claro que não é fácil.</p>
<p><strong>Você começou a nadar o 200 livre há menos tempo, como foi isso?</strong><br />
Eu sempre nadava o 200 borboleta e o 400 livre seguido, na mesma etapa. Conversei com meu técnico e decidimos trocar pelo 200 livre. Acabei ficando impressionada com meu tempo no 200 livre, fiquei com o quinto tempo do Brasil, atrás da Manuela [Lyrio], Joanna [Maranhão], Jessica  [Cavalheiro] e Larissa [Oliveira]. Fiquei animada, via que tinha alguma chance.</p>
<p><strong>A Manuella treina no Minas também, vocês treinam juntas?</strong><br />
Mais ou menos, porque ela treina no meio fundo, com o Scott, e eu treino no fundo, com o Dudu.  No fundo treinamos só eu e Larissa Cieslak, e tem os meninos também: Lucas Kanieski, Diogo Vilarinho, Juan Pereyra..</p>
<p><strong>Você foi o grande destaque do Sulamericano juvenil, baixou pela primeira vez os 4&#8217;20 no 400 livre, fez 2&#8217;03 no 200 livre&#8230; o que achou da competição? Estava polida?<br />
</strong>Não estava polida! Fui super pesada, treinando normal. Às vezes acho qeu quando você vai pesado, tem menos pressão. Você acaba nadando mais tranquila pensando que &#8220;o tempo que der estou feliz&#8221;. Fiquei muito impressionada com meus resultados.</p>
<p><strong>Qual sua expectativa para essas provas no Maria Lenk?<br />
</strong>Acho que todo mundo quer sempre melhorar os tempos. Eu sempre converso com o Dudu e com meu preparador físico e a gente pensa em metas. A meta desse Maria Lenk é pegar o revezamento do Mundial. Lógico que quero nadar as outras provas bem, mas como apareceu esse 200, vou dar minha vida na água para pegar essa vaga. .</p>
<p><strong>Você também foi  destaque nas maratonas aquáticas no Sulamericano, vencendo a prova por equipes e o 7,5km, levando o prêmio de melhor maratonista da competição. Pretende começar a nadar maratonas aquáticas também?<br />
</strong>Pretendo sim. Foi a minha terceira maratona, e tenho conversado com o Dudu que pretendo continuar. Querendo ou não é uma prova a mais, tem o Rio-2016 ai&#8230; <strong></strong></p>
<p><strong>Tem alguma referência no fundo, em quem você se espelha?<br />
</strong>Eu acho que por treinar com os homens, minha referência são eles. O Kanieski, esses meninos que treinam comigo, são muito fortes, então meu objetivo nos treinos acaba sendo deixar eles menos na frente possível.</p>
<p><strong>O que achou da clinica e da nova estrutura proposta pela CBDA?<br />
</strong>Eu achei bem legal eles colocarem o Vanzella como técnico da seleção feminina. Os homens querendo ou não sempre estiveram na frente das mulheres. Eu acho que agora as mulheres juntas, mais unidas, vai dar tudo certo. A nova geração tem muito o que fazer na piscina ainda.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Joanna Maranhão: &#8220;Resolvi pensar em uma temporada por vez&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 14:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Nadadoras]]></category>
		<category><![CDATA[joanna maranhão]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Entre piscina curta e longa, Joanna Maranhão tem oito recordes brasileiros e seis sulamericanos, duas finais e duas semifinais olímpicas em três participações nos Jogos. De volta ao Recife e aos treinos com Nikita depois de um ano e meio defendendo o Flamengo, Joanna fala sobre o treinamento para o Maria Lenk, a volta à sua cidade, a situação de seu patrocínio com o Correios e sua relação com o 400 medley
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Joanna Maranhão, 25 anos, é a nadadora mais completa do Brasil em ação hoje. Os dados não mentem: entre piscina curta e longa, são oito recordes brasileiros e seis sulamericanos, duas finais e duas semifinais olímpicas em três participações nos Jogos. Seu quinto lugar no 400 medley em Atenas é o melhor resultado da natação feminina na história, igualando a colocação de Piedade Coutinho em 1956. Em Londres, foi a única brasileira a avançar das eliminatórias, na prova de 200 medley.</p>
<p>De volta ao Recife e aos treinos com Nikita depois de um ano e meio defendendo o Flamengo, Joanna fala nesta entrevista sobre o treinamento para o Maria Lenk, a volta à sua cidade, a situação de seu patrocínio com o Correios e sua relação com o 400 medley: &#8220;Não importa se é 1&#215;400 medley na competição ou 5 no treino, dói sempre e é uma sensação sem igual quando eu completo e nado bem&#8221;.</p>
<div id="attachment_10087" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/nikita.jpg"><img class="size-full wp-image-10087" title="nikita" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/nikita.jpg" alt="" width="300" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">De volta aos treinos com Nikita</p></div>
<p>:: Veja <a href="http://esporteempauta.com.br/tag/especial-nadadoras">aqui</a> todas as entrevistas do Especial Nadadoras.</p>
<p><strong>Como está a volta ao Recife e aos treinos com o Nikita? Está feliz com o retorno a sua cidade? </strong><br />
Estou muito feliz em estar perto de minha família novamente, é bom tê-los por perto, ver minha mãe todos os dias, almoçar aos Domingos com minha avó, sair pro cinema com meu irmão, eu sentia muita falta disso. E esse bem estar está sendo refletido nos treinos e no trabalho com Nikita, eu confio muito nele, muito mesmo, como treinador, chefe, amigo, pai, ele é o cara mais honesto que eu já conheci, honesto até demais, rs. Enfim, não tenho do que reclamar de minha vida em Recife.</p>
<p><strong>Você tem oito recordes brasileiros no total, e há dez anos reina absoluta no Brasil nas provas de medley. Está priorizando a preparação para alguma prova este ano? Como está sua “relação” com o 400 medley?</strong><br />
Treinando com Nikita eu não tenho escolha, rs. Ele prefere os 400 medley e os 200 borboleta, são provas características do treino dele e ele diz &#8220;você nasceu pra isso, ainda tem muito pra tirar&#8221; e se ele diz, eu assino embaixo. Minha relação com os 400 medley está ótima, as pessoas as vezes pensam que existe algum tipo de trauma, mas não, a prova em si é muito desgastante física e mentalmente, mas pra mim, foi esse desgaste de anos e de marcas a serem batidas que me fez continuar, é desafiador. Não importa se é 1&#215;400 medley na competição ou 5 no treino, dói sempre e é uma sensação sem igual quando eu completo e nado bem.</p>
<p><strong>Qual sua expectativa para o Maria Lenk e qual o principal objetivo competitivo para o ano? </strong><br />
A expectativa é conseguir índices para o Campeonato Mundial de Barcelona, meu treinamento está voltado para isso, espero que a competição seja forte e que de preferência alguma estrangeiras seja contratada nas minhas provas, elas são ótimas referências para mim.</p>
<div id="attachment_10088" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/final.jpg"><img class="size-medium wp-image-10088" title="final" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/final-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></a><p class="wp-caption-text">Duas finais em Atenas-2004 (Foto: Satiro Sodré)</p></div>
<p><strong>Como está sua rotina de treinamentos hoje e como será a preparação até o Maria Lenk?</strong><br />
Bem pesada!Faco 10 treinos semanais na água, 3 sessões de musculação/treinamento funcional e 2 a 3 treinos de corrida na esteira; no Domingo embarquei para Sierra Nevada na Espanha para finalização dos treinos fortes e início de um breve descanso pro Maria Lenk, sou o tipo de atleta que não pode ter o chamado &#8220;polimento&#8221; eu destreino muito rápido, tenho que manter um certo volume e intensidade nos treinos.</p>
<p><strong>Desde o meio de 2011 você comentou sobre como ficou mais confiante, voltou a nadar bem o 400 medley, fez um ótimo PAN, depois o índice olímpico no Open e foi a única semifinalista da natação feminina em Londres. Como está sua motivação para esse início de ciclo olímpico?</strong><br />
Vem crescendo porque resolvi pensar em uma temporada por vez; não vislumbro 2016, vislumbro daqui a um mês, enxergo o descanso que vou ter daqui a pouco para voltar a piscina as 17h e fazer o melhor treino que eu puder, é assim que vou construir meu resultado.</p>
<p><strong>O que você achou da estrutura adotada pela CBDA, de colocar o Vanzella como treinador da seleção feminina, a realização da clínica e de treinamentos conjuntos dos atletas da seleção? </strong><br />
Tudo muito bom mas até agora nada de resultados, concorda?Na minha opinião 4 anos é pouco, muito pouco pra sair de uma semi-final em Londres pra várias finais e medalha como o Vanzella vislumbra para 2016. Foram anos e anos sem apoio concreto pra natação feminina e agora querem despejar tudo e resolver no último ciclo, espero que as mais novas não sintam essa pressão. Eu discordo de muita coisa, por exemplo: pra quê tanta mídia e exposição de campeonato sulamericano juvenil? Você vê a Rosicleia do judô indo pra campeonato sulamericano juvenil de judô?Não, ela só viaja pra competição grande porque pra base tem outro responsável e é assim que deve ser, não adianta ganhar competição na américa do sul, isso não é parâmetro pra quem quer medalha em 2016.</p>
<p>Sobre o patrocínio dos correios, eu vou começar a receber agora referente a fevereiro porque disseram que como atrasei na papelada, meu salário de Janeiro não vai ser pago, rs. Minha pergunta: pra onde vai esse meu suposto salário de Janeiro?E outra: onde estava a confederação logo após Londres quando meu patrocínio foi cortado?Nós podemos esperar 5 meses pela renovação, eles não podem esperar 1 mês pra que a gente organize uma papelada burocrática pra mandar. Percebeu como as coisas funcionam? Tudo unilateral e beneficiando a confederação, é bastante complicado.</p>
<p>Foto de capa: Joanna Maranhão/CBDA</p>
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		<title>Daynara de Paula: &#8220;Estou fazendo diferente para não ter os mesmos resultados&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 13:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Aos 23 anos, Daynara de Paula já é uma das nadadoras mais experientes do país. Presente nas últimas duas Olimpíadas nadando provas individuais, a nadadora do SESI é detentora de dois recordes sul-americanos e foi finalista no Mundial de 2009, em Roma. Nessa entrevista, Daynara fala sobre os objetivos para o ano e sua mudança de postura


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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Aos 23 anos, Daynara de Paula já é uma das nadadoras mais experientes do país. Presente nas últimas duas Olimpíadas nadando provas individuais (em Londres, foram apenas quatro índices individuais no feminino), a nadadora é detentora de dois recordes sul-americanos e foi finalista no Mundial de 2009, em Roma.</p>
<div id="attachment_9988" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/day.jpg"><img class="size-medium wp-image-9988" title="day" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/day-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></a><p class="wp-caption-text">Daynara é um dos reforços da nova equipe do SESI</p></div>
<p>Natural do Amazonas, Daynara se mudou aos dois meses de idade para Jacareí, onde começou a nadar, defendendo o Trianon Clube &#8211; chegou a nadar um ano pelo Vasco da Gama, quando era infantil 2. Aos 15 anos, na categoria juvenil 1, mudou para o São Caetano, clube que defendia quando se classificou para as Olimpíadas de Pequim, em 2008.</p>
<p>Daynara passou depois pela Unisanta, Minas Tênis Clube e Flamengo, e desde o início do ano integra a equipe do SESI, que investiu forte na equipe feminina para esse ano &#8211; além dela, foram contratadas Etiene Medeiros, Jessica Cavalheiro, Ana Marcela Cunha e Fernando Vanzella para comandar o time, que conta ainda com vários nomes fortes da nova geração, como Bruna Primatti e Patrícia Neumann.</p>
<p>Veja a seguir entrevista com a nadadora, que falou sobre os objetivos para o ano e sua mudança de postura. &#8220;Uma frase que me marcou este ano foi &#8216;Se você fizer sempre a mesma coisa, vai ter sempre o mesmo resultado&#8221;&#8217;.</p>
<p>:: Veja <a href="http://esporteempauta.com.br/tag/especial-nadadoras">aqui</a> todas as entrevistas do Especial Nadadoras.</p>
<p><strong>Como estão indo os treinos no SESI? Já se adaptou bem à nova casa?</strong><br />
Eu estou muito feliz. Me adaptei sim, primeiro porque já conhecia o técnico, e segundo que o grupo é muito divertido. Estamos com uma equipe forte de pessoas focadas no mesmo objetivo.</p>
<p><strong>Além do SESI, que montou uma equipe muito forte, a CBDA também tem feito esforços pela natação feminina, com realização de clínicas e iniciativas de treinamento em conjunto de nadadores experientes e da nova geração. O que você achou disso?</strong></p>
<p>Eu fiquei muito contente, já deviam ter feito isso há muito tempo, achei ótimo. Ainda bem que começou. Isso vai ser importante no feminino, e também vai incentivar a termos mais atletas, não só de alto rendimento, mas praticantes mesmo. A natação aqui, comparado a outros países, ainda tem poucos atletas.</p>
<p><strong>Como é sua rotina de treinos? Vai fazer algum treinamento de altitude esse ano?<br />
</strong>Treino de segunda a sábado, fazendo entre 9 a 11 sessões de treino por semana. Ainda não temos treinamento de altitude previsto. Talvez pode ter depois do Maria Lenk, mas por enquanto estamos pensando na competição, que acontece daqui a um mês.</p>
<div id="attachment_9985" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/daynara.jpg"><img class="size-medium wp-image-9985" title="daynara" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/daynara-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Al Bello/Getty Images North America</p></div>
<p><strong>Você é especialista em borboleta, mas também nada bem as provas de velocidade de crawl. Qual sua expectativa para o Maria Lenk e como você está pensando no programa de provas?</strong><br />
Eu gosto de nadar as duas provas. Sempre priorizei o borboleta, e não sei porque o crawl também sai. Mas a prioridade é o borboleta. No Maria Lenk vou nadar o 50 e o 100, e tentar o índice nas duas, porque no Mundial também tem prova de 50 estilo.</p>
<p><strong>Qual o principal objetivo competitivo para este ano?</strong><br />
O objetivo principal é o Maria Lenk, fazer o índice para o Mundial [58''89], voltar a nadar para 58’’ou 57’’, e depois no Mundial ficar ente as melhores do mundo, para em 2016 já estar mais acostumada.</p>
<p><strong>Você acha que talvez tenha sido isso que faltou nas Olimpíadas de Londres, onde você não conseguiu melhorar seu tempo?<br />
</strong>Eu não sei o que faltou nas Olimpíadas de Londres. Até hoje eu paro e penso no que aconteceu, e nao tem explicação. Mas esse ano uma frase que mexeu muito comigo foi “Se você fizer sempre a mesma coisa, vai ter sempre o mesmo resultado”. Então eu tenho mudado um pouco mais, até minha conduta, levando a dieta mais a sério, sendo mais profissional, fazendo as coisas diferentes, para não fazer tudo igual e ter o mesmo resultado que eu vinha tendo.</p>
<p><strong>Como você avalia a participação no Mundial de curta, em que chegou à final do 100 borbo e a semi do 50 borbo?</strong><br />
Eu adorei! Fui finalista, pelo ano que eu estava fiquei muito surpresa. Meu melhor tempo na curta é 56’, e não achei que fosse conseguir chegar em 57’ estava nadando muito mal. Foi uma boa surpresa, e me deu um gás a mais para o ciclo olímpico.</p>
<p><strong>Você travou por muitos anos uma boa disputa com a Gabriella Silva no 100 borboleta, o que  ajudava a motivar ainda mais as duas. Agora, com a aposentadoria dela, como você vê a disputa dessa prova? Vê novas meninas chegando, acha que o motivação está mais em você?</strong><br />
Antigamente isso me ajudava mesmo. Agora eu nao estou mais focando nisso, mas sim tem mais meninas chegando. Estou focando na minha técnica, porque chegando nas Olimpíadas, não posso querer nadar com a Dana Vollmer, a gente tem estilos diferentes. Eu tenho que me basear em mim, não nos demais. Espero que tenha pessoas para ficar mais forte, mas estou me preocupando  mais comigo.</p>
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		<title>Michelle Lenhardt: &#8220;Resolvi me dar mais uma chance, lavar a alma no Maria Lenk&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2013 13:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Nadadoras]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Lenhardt]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Michelle Lenhardt tinha 24 anos quando ouviu de seu técnico no Rio Grande do Sul que estava velha para o esporte e a natação tinha acabado para ela. Quatro anos depois, Michelle estava em Pequim-2008 como integrante da seleção brasileira. Confira entrevista exclusiva com a nadadora
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p><a href="http://www.facebook.com/MiLenhardt">Michelle Lenhardt</a> tinha 24 anos quando ouviu de seu técnico no Rio Grande do Sul que estava velha para o esporte e a natação tinha acabado para ela. Era 2004 e o Brasil conquistara seu melhor resultado até hoje na natação feminina em Olimpíadas, chegando a três finais, com Joanna Maranhão, Flávia Delaroli e o revezamento 4&#215;200 livre. Quatro anos depois, Michelle estava em Pequim-2008 como integrante da seleção brasileira.</p>
<p>Depois do Grêmio Náutico União, defendeu a Unisanta, de Santos, por três anos, e em 2008 foi para o Pinheiros, onde conquistou seus principais resultados. Depois de enfrentar uma lesão na coluna nos últimos dois anos e uma cirurgia de risco, Michelle foi dispensada do Pinheiros no final de 2012, e quase parou de nadar. &#8220;Fui a algumas entrevistas de emprego, e tinha conseguido o tão desejado cargo dentro de uma conceituada agência de propaganda aqui em SP, mas tomei a decisão de adiar minha aposentadoria. Resolvi me dar mais uma chance, “lavar a alma” no Maria Lenk&#8221;, afirma Michelle, que está em processo de transferência para um clube que ainda não pode revelar. Leia a entrevista completa:</p>
<p>:: Veja <a href="http://esporteempauta.com.br/tag/especial-nadadoras">aqui</a> todas as entrevistas do Especial Nadadoras.</p>
<p><strong>Você começou a nadar com 4 anos e já passou por pelo menos duas histórias muito fortes de superação: uma quando saiu do Rio Grande do Sul desacreditada, e a outra relacionada aos problemas de coluna nos últimos dois anos. Neste início de ciclo olímpico, qual sua principal motivação e objetivos competitivos para os próximos anos?<br />
</strong></p>
<div id="attachment_10037" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/paris.jpg"><img class="size-medium wp-image-10037" title="paris" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/paris-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Em Paris, após ficar a 3 décimos do índice olímpico</p></div>
<p>Sempre fui muito motivada, nasci pra competir. Mas chega uma hora na vida que temos que tomar decisões. Não penso no ciclo olímpico, tenho consciência da minha idade e as prioridades vão mudando. Nunca nadei por dinheiro, mas hoje estou contando apenas com o apoio que recebo da Marinha do Brasil. O problema da lesão me deixou dois anos sem resultados, o que dificulta bastante. O último importante foi a prata no Panamericano, em 2011.</p>
<p><strong>Qual foi o período mais difícil até hoje? Em algum momento você pensou em parar de nadar?</strong><br />
Por incrível que pareça, apesar de eu ter sofrido muito com a lesão na coluna e ter tido que enfrentar uma cirurgia de risco (eu poderia não voltar a sentir minha perna direita), acredito que superei esse episódio e saí mais forte dele. Pensei em parar sim, e quase parei, mas foi só no começo desse ano, 8 meses depois da cirurgia, quando me vi sem clube e sem salário pra me manter aqui em SP, sendo que eu já estava de volta aos treinos e competições, gradativamente recuperando o condicionamento e confiança.</p>
<p>Fui a algumas entrevistas de emprego, e tinha conseguido o tão desejado cargo dentro de uma conceituada agência de propaganda aqui em São Paulo, mas depois de muito pensar e repensar tomei a decisão de adiar minha aposentadoria e não aceitar o cargo. Achei que seria frustrante parar por conta de uma lesão e também por ter sido dispensada do clube onde conquistei os maiores títulos da minha carreira. Resolvi me dar mais uma chance, “lavar a alma” no Maria Lenk.</p>
<div id="attachment_10038" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/michelle_2.jpg"><img class="size-medium wp-image-10038" title="michelle_2" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/michelle_2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Olimpíadas de Pequim-2008</p></div>
<p><strong>Fisicamente, como você está? Depois da cirurgia do ano passado, como foi a recuperação? Já está 100%?</strong><br />
Até o momento da cirurgia foi um processo muito penoso. Minha lesão vem desde março de 2011, quando o meu quadril saiu do lugar num treino de musculação, passei uma semana sem andar. Depois disso, sentia muitas dores no treino, que já não era o mesmo por eu não ter condições físicas de cumprir. Exatos 12 meses depois, após ter feito duas infiltrações pra suportar as dores e os treinos, eu rompi o meu disco lombar, o que prensou o canal medular em 2cm. Passei a sofrer com irradiações do nervo, perdi força na perna direita, não sentia ela do joelho pra baixo e meu pé estava sempre dormente.</p>
<p>Perguntei pro médico quais eram as minhas reais chances de recuperação até a seletiva olímpica (Maria Lenk) e o mesmo não me deu muitas esperanças. Eu, no meu grau máximo de teimosia, pedi que fizéssemos uma  nova infiltração para que eu pudesse competir, mas de nada adiantou. Cheguei na competição com dores e limitações de movimentos, principalmente para abaixar e fazer uma saída. Nadei os 50m livre, prova que eu estava a 30”do índice olímpico, e me sai muito mal. Nadei a final B, acho que fiquei em 16<sup>O</sup> lugar. No dia dos 100m livre eu não consegui nem aquecer, ali havia terminado pra mim.</p>
<p>Realizei a cirurgia 2 semanas depois, saí do hospital andando e sentindo minha perna de volta. Depois de alguns meses de reabilitação, tive alta médica para voltar a treinar 100% em dezembro, no mesmo dia em que fui dispensada do E.C. Pinheiros. Hoje posso falar que estou recuperada, não tenho mais nenhuma restrição.</p>
<p><strong>O início de ano foi conturbado para a natação brasileira. Como está sua situação neste momento? Com quem você está treinando?</strong><br />
É um momento delicado para alguns esportes no Brasil. Às vésperas de sediar os jogos olímpicos, vimos grandes nomes da natação brasileira sem clube. Bati em algumas portas, e fui rejeitada. Dois anos sem resultado, e a idade pesaram. Essa sensação é horrível. Hoje vou competir por um clube que me ofereceu o mínimo que eu precisava, uma estrutura de competição (passagens, hotel, alimentação e staff). Meu atual treinador é Felipe Domingues, que treina o multicampeão paralímpico André Brasil.</p>
<div id="attachment_10044" style="width: 581px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/marialenk.jpg"><img class=" wp-image-10044    " title="marialenk" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/03/marialenk.jpg" alt="" width="571" height="379" /></a><p class="wp-caption-text">Campeã do 100m livre no Maria Lenk 2009</p></div>
<p><strong>Recentemente você participou da Clínica da CBDA, que reuniu nadadores experientes e nomes da nova geração. O que você achou da nova estrutura da CBDA, com o Vanzella como treinador da seleção feminina e a realização da clínica e de iniciativas com os nadadores em conjunto?</strong><br />
Um grande e importante passo foi dado, a natação feminina sempre ficou à sombra da masculina, nunca tivemos uma atenção voltada pra nós, o que julgo ser de total e fundamental importância. Acredito numa evolução de resultados.</p>
<p><strong>Como está sua rotina de treinamentos hoje e como será a preparação até o Maria Lenk?</strong><br />
Fiz um trabalho totalmente diferenciado e voltado pra mim, com especificidades que nunca havia trabalhado antes. Agora é a fase final, polimento. O que tinha que ser feito já foi, e estou muito satisfeita com o que realizei. Meu treinador entendeu e soube trabalhar as minhas necessidades.</p>
<p><strong>O índice para o Mundial na prova de 50 livre é 25’’34. Você já nadou para 25’’50 no Open de Paris em 2011. Acredita que dá para chegar nesse índice?</strong><br />
Treinei pra ser rápida. Por que não a mais rápida? Se vier o índice, é porque fui rápida o suficiente. Mas hoje vou competir apenas pra ser feliz e, depois do Maria Lenk, vou repensar a minha vida.</p>
<p>Veja <a href="http://www.facebook.com/MiLenhardt">aqui</a> a página ofical da nadadora.</p>
<p>Foto capa: Satiro Sodré/Divulgação CBDA</p>
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