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	<title>Esporte em Pauta &#187; Beatriz Nantes</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Beatriz Nantes</title>
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		<title>Três outras lições dos técnicos da minha vida</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2014 13:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>Poderia gastar linhas falando das lições óbvias que aprendi com meus técnicos de natação: a importância de se construir um resultado, cair após as derrotas, respeito aos adversários, disciplina. Tudo isso é muito bonito, tão bonito que já chega a ser meio clichê, de tão incorporado na minha vida.
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Poderia gastar linhas falando das lições óbvias que aprendi com meus técnicos de natação: a importância de se construir um resultado, cair após as derrotas, respeito aos adversários, disciplina. Tudo isso é muito bonito, tão bonito que já chega a ser meio clichê, de tão incorporado na minha vida.</p>
<p>Nesse dia após a comemoração do dia dos professores, lembrei de três outras lições que aprendi com os três técnicos da minha vida.</p>
<p><strong>1. &#8220;Melhor não julgar os outros; todo mundo tem uma história e nós não conhecemos&#8221;</strong><br />
Sempre tive o costume de, logo após sair do pódio, tirar a medalha do pescoço e guardá-la &#8211; tinha pavor que alguém me visse desfilando com aquilo e inferisse que eu era uma menina metida e exibida. Em algum Campeonato Paulista, fui almoçar com o Caco (meu técnico por grande parte da vida e amigo até hoje) e avistamos uma mãe com uma medalha no pescoço, algo que sempre achei meio ridículo. Fiz alguma piada sobre isso.</p>
<p>No ônibus de volta para o hotel, me lembro claramente do Caco falando: &#8220;Bia, parei para pensar naquela mãe que estava com a medalha. Também acho meio estranho. Mas nós não conhecemos a história dela, né? Nem da família. Às vezes eles passaram por algo difícil, às vezes tem que fazer muitos sacrifícios para o filho nadar. Enfim, não sabemos. E como não sabemos, não podemos julgar&#8221;.</p>
<p>Nunca esqueci disso. Continuo julgando as pessoas no impulso mas, dentro de mim, sempre lembro disso. É uma ideia meio parecida com um mantra que tenho ouvido com frequência, de ser gentil com os outros anônimos que passam em nossa vida; não sabemos que tipo de fardo as pessoas carregam.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://www.berlinda.org/BERLINDA.ORG/Artes_Visuais/Eintrage/2011/9/18_A_Tropa_do_Individuo__Nastio_Mosquito_e_os_Ghostbusters_files/Pai%20Natal%20A%20Viagem.jpg" width="444" height="203" /></p>
<p><strong>2. A sinceridade do &#8220;Eu não vou torcer para você&#8221;</strong><br />
Nadei no mesmo clube, Saldanha, por muitos anos. A Unisanta era a principal força da cidade e, todo ano, perdíamos atletas para lá. Eu ficava indignada, odiava o Santa. Até que, por muitos motivos, resolvi ir para lá em 2004. Contar para o Caco e o Marcelo, meus dois técnicos durante meus anos de Saldanha, foi uma das coisas mais difíceis da minha vida (mas, ainda bem, minha mãe me mostrou a importância de ter dignidade e fazer isso pessoalmente, algo que muitos atletas olímpicos esquecem mesmo com 25 anos na cara).</p>
<p>Caco foi muito tranquilo; ele já estava meio de saco cheio de ser técnico. Me desejou sorte e sucesso. O Marcelo não. Ele ficou triste, pediu para eu ficar e foi muito sincero: falou que não torceria por mim, não porque não gostasse de mim, mas porque gostava demais. Aquilo pegou em mim muito forte, mas confesso que admirei muito a sinceridade e o sentimento.</p>
<p>Além disso, foi importante para eu aprender que toda escolha na vida envolve uma renúncia. Não dá para sair de um lugar e esperar que todos achem lindo. Assim como não dá para terminar com alguém, mudar de emprego, falar o que pensa, se posicionar sobre algum assunto e esperar que todo mundo goste.</p>
<p>Isso em nada alterou o que nós tínhamos vivido e a importância do Marcelo na minha vida. Hoje, torço por ele e vibro com cada conquista; sei que a recíproca é verdadeira.</p>
<p><strong>3. Se melhorar, melhora. </strong><br />
Treinei com o Gérson só por um ano, mas foi o suficiente para amá-lo para o resto da vida, mesmo que com uma relação bem diferente e menos fraternal do que tive com Caco e Marcelo.</p>
<p>Eu achava engraçado ver suas broncas coletivas, a forma como ele falava e ficava bravo, a forma como cobrava seriedade. E dentre todas as coisas que ele falava, nada foi tão marcante do que o &#8220;para com essa coisa de &#8216;se melhorar estraga&#8217;. Pelo amor de deus molecada, vamos PARAR DE SE SABOTAR!! Se melhor melhora, esse discursinho ai é a coisa mais ridícula do mundo&#8221;.</p>
<p>Incorporar isso na minha vida é uma tarefa diária; sou uma pessimista por excelência. Mas essa filosofia gerseniana não é um ode ao otimismo desmedido ou  uma visão infantil de que tudo sempre ficará bem; é um discurso em prol de colocar menos minhocas na cabeça e aceitar que não há problema nas coisas boas que acontecem com você. Não precisa estar sempre desconfiando do universo. Tudo pode dar errado ou certo, independente se estava dando certo ou errado antes.</p>
<p><img class="alignnone" alt="" src="https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpa1/v/t1.0-9/180488_150153168371693_288989_n.jpg?oh=3a703060743a113d6c36a52759d7a93d&amp;oe=54BE79BD&amp;__gda__=1421183820_93f7e284ace05e31a60c7b6d04ec4f1f" width="478" height="379" /></p>
<p><img class="alignnone" alt="" src="https://scontent-b-mia.xx.fbcdn.net/hphotos-xfa1/v/t1.0-9/40235_112707062116304_6041727_n.jpg?oh=494f4d58251590844e30d17145fb0081&amp;oe=54BAAF11" width="448" height="336" /></p>
<p><img class="alignnone" alt="" src="https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfa1/v/t1.0-9/166113_148263851893958_4520817_n.jpg?oh=fb576eb924d7ce4190ff515d77d24353&amp;oe=54BF2189&amp;__gda__=1424943169_f52fa4b28bd85eb1adb45acb03d40ff3" width="504" height="378" /></p>
<p><img class="alignnone" alt="" src="https://scontent-a-mia.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/v/t1.0-9/41340_112707115449632_353931_n.jpg?oh=5f3dc3ec2e97356a5c24ad58bbbfb2ba&amp;oe=54C020AD" width="493" height="370" /></p>
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		<title>Diego Hypólito</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2014 01:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ginástica Artística]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[diego hypólito]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Gymnastics-Artistic-42.png" width="42" height="42" alt="Ginástica Artística" title="Ginástica Artística" /><br/>Não é trivial alguém que exponha de forma tão contundente um objetivo desse tamanho (tenho até minhas dúvidas se é bom). Mas uma coisa não dá para negar: Diego é corajoso.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Gymnastics-Artistic-42.png" width="42" height="42" alt="Ginástica Artística" title="Ginástica Artística" /><br/><p><em>&#8220;It&#8217;s not about how hard you hit, it&#8217;s about how hard you can get hit, and keep moving forward&#8221;</em></p>
<p>Me lembro como se fosse ontem do tombo que Diego Hypólito levou nas Olimpíadas de Pequim. Ele vinha de dois ouros e uma prata em Mundiais naquele ciclo olímpico: era o favorito ao ouro no solo. Mas caiu de bunda e saiu completamente devastado da prova. Lembro de sua entrevista, arrasado, lembro da foto em que sua cara exprimia o quão inacreditável era aquilo que tinha acontecido. E lembro também dele falando: meu sonho não acabou, quero ser campeão olímpico.</p>
<p>Um dos maiores talentos da história da ginástica brasileira, Diego sempre lidou com lesões. Em 2005 passou por cirurgia e ficou 6 meses sem treinar; em 2010, ficou fora do Mundial por lesão no tornozelo e pé esquerdo e também passou por cirurgia; o mesmo aconteceu após as Olimpíadas de Londres, quando ficou quatro meses afastado após mais duas operações. Mesmo com tudo isso, Diego seguia treinando, e sempre fez questão de falar o quanto amava a ginástica.</p>
<p>Nesse meio tempo, Diego viu seu colega Arthur Zanetti conquistar aquilo que nunca teve vergonha de dizer que era seu sonho: o ouro olímpico. Faz parte do esporte: nem sempre o primeiro cara a ter mais destaque em uma modalidade, aquele que abre as primeiras portas, é quem vai chegar mais alto (ou mais cedo) no pódio olímpico. Na mesma edição em que Zanetti foi magistral e conquistou o histórico ouro, Diego caiu de novo. &#8220;Esse cara não foi feito para Olimpíadas, esquece&#8221;, muita gente falou. Talvez não seja mesmo, mas acho engraçado duvidar de quem coleciona tantas medalhas em Mundial.</p>
<p>De todo modo, Diego continuou treinando. Esse ano, revelou ter passado por depressão no período após a demissão do Flamengo. Ficou internado, tomou remédios e quando revelou o problema para a imprensa, falou de novo: <em>&#8220;Eu não estava mais tendo o desempenho que eu queria ter. O meu objetivo é muito claro, eu quero ser medalhista olímpico e vou fazer tudo para buscar isso. Eu acredito que eu posso e buscarei medalha olímpica. Até onde o meu sonho pode ir, só eu e Deus vamos decidir.&#8221;</em></p>
<p>Não é trivial alguém que exponha de forma tão contundente um objetivo desse tamanho (tenho até minhas dúvidas se é bom). Mas uma coisa não dá para negar: Diego é corajoso.</p>
<p>Passaram alguns meses e mais um baque: Diego seria o reserva da seleção no Mundial da China, competição mais importante da modalidade. Diego estava treinando bem, viajou ao país, mas não iria competir. A decisão da comissão técnica era estratégica: focar nos atletas que fossem fortes no conjunto e não em um único aparelho. Isso porque esse Mundial classificaria 24 seleções para o Mundial do ano que vem, em Glasgow, que será seletiva para as Olimpíadas. O país nunca conseguiu se classificar para a disputa por equipes em uma Olimpíadas. A evolução é grande e isso pode mudar no Rio-2016. Nesse Mundial, a seleção acabou ficando em 6o na prova, resultado inédito e muito expressivo.</p>
<p>Mas voltando à decisão estratégica: a comissão resolveu focar nos atletas fortes no conjunto, o que não era o caso de Diego, que sempre foi muito forte no solo. Mas, poucos dias antes da competição, Caio Souza teve uma lesão e Diego entrou no time.</p>
<p>No dia em que foi anunciado que Diego seria reserva, ele postou no instagram:</p>
<div data-reactid=".14.0.0.0.0.0.0.1.0.0.0.0.1"><em>Oi galera! Quero agradecer tantas pessoas legais que sempre me incentivam na vitória ou na derrota! Esses dias tem sido muito difíceis! Me esforcei o máximo que pude mas não foi o suficiente para ser da seleção titular! Quero desejar muita sorte a todos os meninos que treinaram e se dedicaram e irão competir o mundial! Obrigado pelo carinho da seleção por terem me ajudado muito com força em meus treinamentos! Esse ano assim como o próximo ano é muito importante para a seleção! Vcs tem muito potencial para chegar a uma final por equipes! Assim possibilitando 5 ginastas competirem as olimpíadas! Espero conseguir fazer parte desse sonho! Desculpe repórteres! Família! Amigos! Técnicos dentre muitas pessoas que estão próximas a mim esses dias se eu não consegui dar muitas risadas! Conversar! Mas estou muito decepcionado comigo! Espero que entendam que estar aqui sempre é um sonho! E ficar de fora não é nada fácil! Esse ano ainda tenho duas competições! Irei continuar me esforçando muito para tentar ajudar a equipe nacional! Assim também possibilitado que eu consiga o meu sonho! Que é ser um medalhista olímpico e a classificação olímpica por equipes! Muita força mesmo a todos os meninos que estão se esforçando para esse objetivo olímpico! Temos muitas chances com essa equipe de ir à final por equipes esse ano e finais individuais! Estarei orando por nós! Deus obrigado por tudo! Quando eu chorar vou me lembrar que até aqui tua mão me sustentou! Desistir nunca! Esse foi meu treino de hoje da manhã!<a href="http://instagram.com/fc_diegohypolito" data-reactid=".14.0.0.0.0.0.0.1.0.0.0.0.1.2:1.1"><br />
</a></em></div>
<p>Novamente, depois de mais uma &#8220;derrota&#8221;, Diego ressaltou seu sonho: ser medalhista olímpico. Essa fé inabalável é comovente.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Os posts ontem e hoje foram diferentes. Diego, sorrindo muito, estava nas nuvens. Diego não desperdiçou a vaga herdada: foi para a final do solo, ajudando o Brasil a conseguir o sexto lugar por equipes. E na final, fez uma apresentação segura, com pouquíssimos erros, e foi bronze, voltando ao pódio de Mundial depois de 3 anos.  Na entrevista, falou que aquele era o dia mais feliz de sua vida e comentou que chegar ali tinha sido &#8220;muito, muito difícil.&#8221; De novo, <a href="http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2014/10/exclusivo-diego-hypolito-supera-depressao-treina-e-conquista-medalha.html">falou no desejo</a> da medalha olímpica (vale muito a pena ver o primeiro vídeo dessa reportagem da Globo). </span></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">&#8220;Galera ainda não acredito que fui medalhista mundial!!!!! Estou me sentindo muito criança precisando me beliscar para provar que é real!!!!! Então como é dia das crianças postei essa foto de ontem que fui feliz como uma criança!!!!!! Obrigado Deus e todas as pessoas que têm me coberto de carinho! Muito grato mesmo sem explicação!!!!! Estou no hotel mas não consigo dormir pois amanhã volto ao Brasil!!!!!! Terca estarei em casa!!!!</span></p>
<p><img class="alignnone" alt="Foto: Ricardo Bufolin" src="http://s2.glbimg.com/0xY2PjJp1qvskwUPCsjIpg63jjQ=/0x15:1500x885/690x400/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2014/10/03/cbg_ag_world_champion_2014_-_mag_team_competition_-_02oct14_13.jpg" width="483" height="280" /></p>
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		<title>Sonho Olímpico: Patricia Boos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2014 18:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Hóquei na grama]]></category>
		<category><![CDATA[Patricia Boos]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>A questão das Olimpíadas é complicada. Pela diferença de nível técnico da seleção para as demais equipes, a Federação Internacional de Hóquei (FIH) criou um critério: o Brasil teria que chegar ao top 40 do mundo no feminino e top 30 no masculino até o final deste ano.
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Existe outra Olimpíada antes das Olimpíadas começarem. Para que 10.568 atletas estivessem em Londres, muitos ficaram pelo caminho.</p>
<p>As seletivas nacionais são cruéis. No taekwondo, pela regra que valia até a última edição dos Jogos, cada país só podia levar quatro atletas no total, entre todas as categorias &#8211; não basta ser o melhor do país no seu peso, há que ser melhor que os outros melhores. No judô, apenas um atleta é aceito por país em cada categoria. Os cortes na lista dos convocados no vôlei aconteceram já em Londres.</p>
<p>A mesma travessia está sendo traçada desde já, rumo ao Rio-2016.</p>
<p>Diz o senso comum que os esportes de menor tradição podem respirar alivados quando há uma Olimpíada em casa. O motivo é bem claro: ao invés de se submeter aos fortes índices e critérios de classificação típicos de uma Olimpíada, o país sede teria o benefício da vaga garantida em todas as modalidades.</p>
<p>Mas nem sempre é assim. O caso mais emblemático hoje é o do hóquei sobre a grama, que corre o risco de ser o único esporte sem brasileiros nas Olimpíadas de 2016. Desde que a modalidade se tornou olímpica, em 1908 para os homens e 1980 para a disputa feminina, o Brasil nunca teve representantes na competição mais importante desse esporte.</p>
<p>A ausência do hóquei brasileiro no piso sagrado das Olimpíadas não podia ser diferente: o esporte engatinha no país, com 6 clubes que participam do Campeonato Brasileiro, todos do eixo Sul-Sudeste. No <a href="https://www.youtube.com/watch?v=F-JD35iBry0">documentário</a> “À sombra dos holofotes”, o técnico do Florianópolis resume bem a questão técnica: “Não daria para jogar contra a primeira divisão argentina, contra a segunda dá. No masculino. No feminino já teria que ir um pouco mais embaixo”.</p>
<p>Em meio aos dados, existem os atletas. Uma delas é Patricia Boos, 30 anos.</p>
<p>Ainda na faculdade de educação física, Patricia foi vista jogando futebol. Na época, o Brasil começava a formar uma seleção permanente visando o PAN de 2007, e Patricia foi chamada para defender o país. O Brasil terminou a competição com três derrotas em três jogos, e 38 gols sofridos.</p>
<p>A evolução da modalidade a partir daí &#8211; lenta, mas uma evolução &#8211; se confunde com a história de Patricia, hoje capitã da seleção. O principal (e insuficiente) legado do PAN foi o campo oficial construído no Rio de Janeiro.</p>
<p>Embora importante, o campo é também uma “maldição”: os jogos do Campeonato brasileiro são realizados lá. Não é incomum ver as duas principais equipes de Florianópolis viajando horas até o Rio para disputar uma partida no final de semana e, então, voltar para casa. Seria apenas o problema do cansaço e da falta de praticidade, não fosse um detalhe: são os jogadores que arcam com todos os custos de viagem: passagem aérea, hospedagem, alimentação. Não há auxílio de custo nem por parte do clube nem da Seleção, com exceção dos períodos de preparação em Deodoro.</p>
<p>Em paraleo ao hóquei, Patrícia &#8211; e a maioria dos atletas das seleções, masculina e feminina &#8211; trabalham. Patricia é funcionária pública e também faz faculdade. Treina todos os dias, entre preparação física e treino na quadra e no campo society, improvisação para lidar com a falta de um campo oficial no estado.</p>
<p>Enquanto ouvia Patricia me contando sobre isso há cerca de um mês, quando falamos ao telefone, meu lado racional não pensava nem na estrutura para o esporte no Brasil. O que me vinha à cabeça era: <em>por que</em> ela fazia aquilo? Se dedicar assim por um esporte, gastar dinheiro com ele &#8211; sem nem ter a garantia de participar das Olimpíadas &#8211; pagar para competir. É contraintuitivo. Ela me respondeu:</p>
<p>&#8220;Eu sempre fui apaixonada por esportes em geral. Isso vem muito da pessoa: eu não consigo ficar muito longe da competição, gosto do clima e gosto muito de representar e vestir a camisa do Brasil. Isso me move, me atrai. Por isso eu continuo esse tempo todo. Não consigo largar isso e seguir minha normalmente, sem ser atleta”.</p>
<p><strong>Participação nas Olimpíadas</strong><br />
A questão das Olimpíadas é complicada. Pela diferença de nível técnico da seleção para as demais equipes, a Federação Internacional de Hóquei (FIH) criou um critério: o Brasil teria que chegar ao top 40 do mundo no feminino e top 30 no masculino até o final deste ano.</p>
<p>Atualmente, o Brasil é 41o. A última chance de melhorar a classificação seria a disputa da Liga Mundial, em Guadalajara. Com o patrocinador tirando a verba da viagem, o Brasil não pode participar da competição, e não há mais chance de ficar entre os 40 primeiros até o final do ano. Outra forma de classificação seria ficar entre os 6 primeiros no PAN, mas o país ainda não está classificado para a competição.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Os atletas se mobilizaram e organizaram um <a href="http://www.change.org/p/federação-internacional-de-hóquei-reveja-seus-critérios-de-qualificação-e-confirme-a-participação-das-seleções-brasileiras-masculina-e-feminina-nos-jogos-ol%C3%ADmpicos-do-rio-de-janeiro-em-2016?share_id=HeWDLSwcEi&amp;utm_campaign=friend_inviter_chat&amp;utm_medium=facebook&amp;utm_source=share_petition&amp;utm_term=permissions_dialog_true">abaixo assinado</a> pedindo a revisão das regras de participação da FIH, mencionando que outros esportes sem tradição contarão com convite para participar dos Jogos. “Não queremos só as Olimpíadas. Queremos o futuro do esporte. Sabemos que a participação vai trazer um legado muito grande: instalações, aumentar o número de praticantes, crianças conhecendo, público. A ideia é essa, divulgar o esporte. Somos poucos, muitos não conhecem”, me disse Patricia. </span></p>
<p>Antes que soasse um discurso de &#8220;vítima&#8221;, a própria Patricia completou. &#8220;A ideia é mostrar a realidade mas não de forma negativa. Sabemos que tem muitos problemas, e que a realidade não é a ideal. Queremos divulgar e desenvolver o hóquei no Brasil. Mas sempre positivamente, sabe? Tentando trazer as pessoas para o nosso lado ao ver que a gente vem lutando e batalhando”.</p>
<p style="text-align: center;"> <img class="aligncenter" alt="" src="http://hoqueibrasil.files.wordpress.com/2013/01/patricia-boos2.jpg" width="565" height="356" /></p>
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		<title>A história de Victor Estrella Burgos</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 14:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tênis]]></category>
		<category><![CDATA[Victor Estrella Burgos]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Tennis-42.png" width="42" height="42" alt="Tênis" title="Tênis" /><br/>Aos 34 anos, Victor Estrella Burgos foi o mais velho tenista a fazer sua primeira participação na história do torneio. Foi também o primeiro tenista da história da Republica Dominicana a participar do torneio, assim como o primeiro do país a chegar no top 100 da ATP. Sua partida contra o croata Borna Coric, de 17 anos, registrou a maior diferença de idade da história do torneio. 
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Tennis-42.png" width="42" height="42" alt="Tênis" title="Tênis" /><br/><p>&#8220;Estou vivendo a melhor semana da minha vida&#8221;. A trajetória improvável de Victor Estrella Burgos é um primor entre as histórias lado B de grandes torneios esportivos. Federer pode quebrar seu próprio recorde de títulos de Grand Slam nesse US Open, Serena Williams pode se tornar  a primeira tricampeã consecutiva do torneio desde Chris Evert em 1977. Mas nas quadras de Flushing Medows, há espaço também para outros recordes. Vamos a eles:</p>
<p>Aos 34 anos, Victor Estrella Burgos foi o mais velho tenista a fazer sua primeira participação na história do torneio. Foi também o primeiro tenista da história da Republica Dominicana a participar do US Open, assim como o primeiro do país a chegar no top 100 da ATP. Sua partida contra o croata Borna Coric, de 17 anos, registrou a maior diferença de idade da história do torneio. Para além das estatísticas, sua imagem fala por si:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://ensegundos.net/wp-content/uploads/2014/07/Victor-Estrella-.jpg" /></p>
<p><em>&#8220;Eu fiquei bem emocionado quando servi para o jogo. Não dava para acreditar que eu estava naquela situação, eu vou para a terceira rodada do US Open&#8230; foi tenso e muito, muito emocionante para mim. Graças a Deus eu fiz o ponto. Depois disso, outra lágrima caiu&#8221;, </em>disse em <a href="http://www.usopen.org/en_US/news/interviews/2014-08-28/201408281409280399288.html">entrevista</a> após sua segunda vitória no torneio.</p>
<p>Ele começou a jogar com 8 anos. Para parar de brigar com seus irmãos, seu pai o colocou em um clube de tênis para trabalhar como pegador de bolinhas. <em>&#8220;No começo, ninguém me ensinou. Acho que eu vi e copiei de outras pessoas, como elas jogavam, e comecei a jogar. Graças a Deus o clube permitiu que eu jogasse, porque eu era uma criança hiperativa, mas nunca fiz bagunça&#8221;,</em> disse ao <a href="http://www.nytimes.com/2014/08/03/sports/tennis/burgos-an-improbable-trailblazer-takes-aim-at-us-open.html?_r=0">New York Times</a>. Ele jogou um torneio de tênis pela primeira vez com 14 anos. <em>&#8220;Eu era muito baixo</em> [Victor hoje mede apenas 1,74m]<em> e eles não queriam me deixar jogar porque o torneio tinha um patrocinador de bebidas alcóolicas. Eu chorei e briguei, pedindo para jogar&#8221;.</em></p>
<p>Estrella se tornou &#8220;profissional&#8221; com 22 anos. Mas com dívidas e lesões, ele competia quase exclusivamente na Copa Davis, representando seu país, enquanto trabalhava como técnico. Até que em 2006 decidiu investir no seu sonho e ser jogador. Passou a se dedicar integralmente ao tênis, jogando torneios Futures e Challenger. Em 2012, precisou parar de jogar por um tempo, de novo, por uma lesão no cotovelo. Ironicamente, foi bom: Estrella teve que mudar muita coisa no treinamento e trabalhar firme com um fisioterapeuta. <em>&#8220;Foi a chave. Eu tinha a habilidade para jogar e o bom nível no tênis, preciso continuar cuidando de mim e acho que isso me manterá no top 100&#8243;</em>. Em um ano, ele saiu de 330 no ranking da ATP para 99 em março deste ano.</p>
<p>A quadra em que disputou seus jogos tinha lugar para 1.148 pessoas &#8211; e estava cheia. Repleta de dominicanos que foram apoiá-lo. <em>&#8220;Eu sei de onde eu vim, e vim de baixo. Acho que estou abrindo caminho para outros jogadores, e isso me deixa com mais vontade de melhorar. (..) Estou feliz. Acho que as pessoas estão em festa na República Dominicana, isso é muito especial para mim. (&#8230;) Isso me deixa mais forte quando entro em quadra&#8221;</em>. Estrella ganhou duas partidas e se despediu do torneio na terceira rodada, após perder do canadense Milos Raonic jogando em uma das três principais quadras do complexo de Flushing Medows.</p>
<p>Como bem disse a <a href="http://www.espn.co.uk/tennis/sport/story/338289.html">ESPN</a>, Estrella está vivendo o sonho de qualquer atleta. &#8220;O que Sean Bean fez no <a href="http://www.imdb.com/title/tt0114917/">filme When Saturday Comes</a>, Victor Estrella está fazendo agora no US Open -  uma última tentativa. Com lesões e dívidas, ele deixou o esporte por quase 5 anos antes de voltar para uma última chance. Que decisão. Que jornada. E não importa a conclusão, que história.&#8221;</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/GsOEebmbpG4" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Os melhores links de esporte da semana</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2014 15:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chad Le Clos]]></category>
		<category><![CDATA[diego hypólito]]></category>
		<category><![CDATA[Mireia Belmonte]]></category>
		<category><![CDATA[US Open]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/01/filler.png" alt="default icon" /><br/>Há uma infinidade de links compartilhados hoje em dia, que valem ou não a pena ser lidos. Seguindo a tendência de outros sites (como o OENE e o Recorrido), começo hoje a compilar links interessantes sobre esporte em geral. 
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/01/filler.png" alt="default icon" /><br/><p><span style="line-height: 1.5em;">Há uma infinidade de </span>links compartilhados hoje em dia, que valem ou não a pena ser lidos. Seguindo a tendência de outros sites (como o <a href="http://us7.campaign-archive1.com/home/?u=3e8c2cf4bc52c4d0a8e9b747e&amp;id=9ee800a442">OENE</a> e o <a href="http://blogrecorrido.com">Recorrido</a>), começo hoje a compilar links <strong>interessantes</strong> sobre esporte em geral. <span style="line-height: 1.5em;"><br />
</span></p>
<p><img class="alignleft" alt="" src="http://media.utsandiego.com/img/photos/2014/08/24/a3a994ac3ebeb6215d0f6a7067003de9_r620x349.JPEG?75d51d0aea2efce5189afce216053cbc530c46a8" width="372" height="209" />O melhor texto de esporte que li na semana foi essa entrevista com o Fred Vergnoux, técnico de Mireia Belmonte, nadadora espanhola medalhista olímpica. Uma aula de como é necessário se preparar absurdamente (mentalmente e fisicamente) para subir a um pódio olímpico e ser competitivo hoje em dia. Duas partes muito legais: quando ele falou da <strong>importância do sono para os atletas</strong> hoje em dia, que em sua visão é um dos principais detalhes sobre treinamento que ainda é inexplorado; e quando fala de seu método de treinamento de &#8220;tirar os atletas da <strong>zona de conforto</strong>&#8220;.</p>
<p><em>&#8220;A parte mais importante do treino é o descanso. Você não pode melhorar sua força se não descansa, não pode melhorar a velocidade nem competir bem. O descanso é cada dia mais importante, mas é um mundo ainda inexplorado, amador. É dito que antes da competição é necessária descansar mais e alongar mais, mas que alongamento? Dormir, quantos ciclos, a partir de que horas? E a siesta? Quarenta minutos, vinte ou dez? Isso é determinado com análise de sangue, do sistema hormonal de cada pessoa, monitoramento do que acontece com a pessoa enquanto dorme&#8221;</em></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Vale <a href="http://deportes.elpais.com/deportes/2014/08/24/actualidad/1408899186_977050.html">muito a pena</a>.  </span></p>
<p>Começou essa semana o <strong>US Open</strong>, o quarto Grand Slam do ano. Um pouco antes do início da competição, o New York Times <a href="http://www.nytimes.com/2014/08/19/sports/tennis/silenced-at-wimbledon-crowds-make-the-us-open-unique.html?smid=fb-nytimes&amp;WT.z_sma=SP_TWW_20140819&amp;bicmp=AD&amp;bicmlukp=WT.mc_id&amp;bicmst=1388552400000&amp;bicmet=1420088400000">fez uma matéria</a> sobre a questão do <strong>silêncio durante os jogos de tênis</strong>. Com declarações de Djokovic, Federer e Andy Murray, o repórter Ben Rothenberg comparou o US Open (mais barulhento) com Wimbledon e mostrou a disposição de alguns jogadores a um pouco mais de barulho durante os jogos.</p>
<p>Djoko disse:</p>
<p><em>&#8220;Quando vejo outros esportes, como NBA, vejo como é animado para a torcida ver os telões e como há entretenimento nos intervalos. Mesmo durante os jogos, você pode gritar, assobiar, fazer o que quiser&#8221;.</em> Obviamente, ele depois pondera que há limites para isso, mas fala que especificamente nos intervalos é possível ter maior interação.</p>
<p>O tenista Ernests Gulbis foi uma das vozes dissonantes e falou que o tênis precisa ser apreciado pelo que é e refutou o caráter &#8220;espetáculo&#8221; desse e de outros esportes.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">&#8220;Se eu vou assistir tênis, eu quero ver tênis. Se vou assistir um jogo de </span>basquete, quero ver basquete. Não ligo para as dançarinas, para os fogos. Sou um fã de basquete, e vou assistir isso. Se vou ao teatro, quero ver a peça (&#8230;) Se você quer ver dança, vá a um clube noturno, a um bar&#8221;.</p>
<p><img class="alignright" alt="" src="http://s2.glbimg.com/meVE9MYo9yZPeZg9zO3eLiwkS-I=/931x0:2966x3000/300x442/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2014/08/21/dscn5361.jpg" width="240" height="354" />Diego Hypólito é daqueles atletas que o brasileiro em geral adora tirar sarro. No rol de Rubens Barrichello, Thomas Bellucci e Thiago Pereira. Um julgamento em minha opinião bem cruel: atletas de altíssimo nível que não dão o passo a mais para chegar a um pódio olímpico ou título muito importante, são sempre considerados fracos psicologicamente (ainda que nem sempre a explicação seja psicológica) e &#8220;devedores&#8221;, enquanto atletas piores que eles tecnicamente são muitas vezes considerados &#8220;coitados&#8221; que fizeram o melhor que puderam. Vou falar mais sobre isso em outra oportunidade. (Em tempo, Thiago desde Londres <strong>é</strong> medalhista olímpico, e mesmo assim essa visão não muda tão fácil).</p>
<p>Voltando a Diego, uma <a href="http://globoesporte.globo.com/ginastica-artistica/noticia/2014/08/diego-hypolito-cura-depressao-e-volta-sonhar-buscarei-medalha-olimpica.html">matéria extensa</a> do GloboEsporte.com falou que ele esteve com depressão depois de ser dispensado do Flamengo. Ele falou sobre isso, sobre como isso afetou seus treinamentos, e reforçou que tem como objetivo ser medalhista olímpico. Depois de duas Olimpíadas em que chegou com boas chances (principalmente em Pequim) e saiu sem medalha, acho muito corajoso e lindo como Diego continua dando a cara a tapa e treinando.</p>
<p><em>- Eu nem tinha motivação para treinar. Não estava sendo disciplinado em questão de horário, de não faltar e de cumplicidade com o treino. Eu perdi a minha felicidade. Eu sempre estou rindo o dia inteiro. Se você reparar o meu treino, eu estou sempre sorrindo, mas eu não era mais assim. Eu não estava mais tendo o desempenho que eu queria ter. O meu objetivo é muito claro, eu quero ser medalhista olímpico e vou fazer tudo para buscar isso. Eu acredito que eu posso e buscarei medalha olímpica. Até onde o meu sonho pode ir, só eu e Deus vamos decidir &#8211; afirmou Diego, que treina com a seleção brasileira, em São Caetano do Sul.</em></p>
<p>Por fim, uma autopromoção: escrevi ontem na Swim Brasil sobre o <a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/2014/08/26/beneficio-da-duvida/">frequente preconceito</a> com nadadores chineses. Sempre que surge um novo talento se destacando, vem junto com ele algum rumor de que a ascensão é muito estranha e deve ter algo mais na historia. O último foi o chinês Yu Hexin, que teve questionada sua data de nascimento durante as Olimpíadas da Juventude.</p>
<p><em>&#8220;Quando a Ruta Meilutyte foi ouro nas Olimpíadas com 15 anos, ela tinha sido inscrita com 1’07’’30 e melhorou mais de 2 segundos. Não vi ninguém levantando nenhuma suspeita sobre ela. E nem deveriam. Assim como não acho certo levantar suspeitas sobre os chineses. Por que ela é um fenômeno e Ye Shiwen polêmica? Por que um nadador conseguir seis ouros olímpicos com 19 anos (Phelps) é genialidade mas um chinês começar a destruir no 1500 com a mesma idade (Sun Yang) é “mais um caso duvidoso”?&#8221;</em></p>
<p>O ponto é que<strong> não coloco a mão no fogo pelos chineses como não coloca por nenhum outro</strong>.</p>
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		<title>Quem é Isaquias Queiroz (um pouco além da &#8220;piada pronta&#8221; e da &#8220;redenção&#8221;)</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2014 23:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Canoagem]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Isaquias Queiroz]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>Natural de Ubaitaba, na Bahia, Isaquias é um fenômeno da canoagem brasileira já há algum tempo. Estamos falando de um esporte com pouca tradição no Brasil, que tem no jovem de 20 anos os melhores resultados já conquistados. Ele começou na modalidade aos 11 anos, quando ingressou no projeto do governo federal Segundo Tempo. Antes disso, seu sonho era ser jogador de futebol. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Isaquias Queiroz estampou as manchetes de jornais no sábado, dia 10 de agosto. Durante o Mundial de Canoagem, disputado em Moscou, na Rússia, o atleta brasileiro esteve prestes a se sagrar campeão quando se desequilibrou e caiu perto da linha de chegada. Foi na prova olímpica de C1 1000 metros, em que ele havia sido bronze no Mundial de 2013, melhor resultado da história da canoagem brasileira em Mundiais.</p>
<p><img class="alignright" alt="" src="http://s2.glbimg.com/VVaGroilqsCQQJC4GvxlGf4Tw7Y=/0x0:880x600/690x470/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2014/08/10/isaquiasqueiroz_facebook.jpg" width="386" height="263" /></p>
<p>A imagem e o vídeo rodaram os principais portais de notícias, menos pelo resultado e mais pelo &#8220;pitoresco&#8221; da queda tão próxima à linha de chegada. Isaquias nem é Isaquias na maioria das manchetes, mas sim o &#8220;Brasileiro que tem ouro do Mundial de canoagem na mão, mas cai na remada final&#8221;. Piada pronta, né? Nos comentários, &#8220;Brasil sendo Brasil&#8221;, &#8220;Eu me pergunto porque brasileiro &#8220;amarela&#8221; tanto!&#8221;, &#8220;Gol, da Alemanha, rs.&#8221; e por ai vai. Uma prévia do que teremos daqui a dois anos nas Olimpíadas, quando os entendidos de plantão virarão entendidos nos 28 esportes olímpicos que serão disputados.</p>
<p>Antes de continuar: não acho que os atletas brasileiros são coitadinhos nem heróis incompreendidos, não acho que a grande imprensa e o futebol são grandes  vilões por não haver espaço para &#8220;outros esportes&#8221;, não acho que para torcer para um esporte você precisa necessariamente entender dele e nem sou contra cobranças aos atletas. Mas acho legal e razoável que as pessoas saibam que Isaquias não é só &#8220;um brasileiro que tem ouro na mão&#8221;, que Poliana não &#8220;saiu da prova em Londres porque estava com frio&#8221; e etc. Como tudo na vida, se informar e entender um pouco sobre as coisas torna todas as histórias mais complexas e mais gostosas de acompanhar. O que não diminui o fato, é claro, de Isaquias ter cometido um erro no final da prova. Não dá para não dizer isso. Para além disso, vale conhecer a historia de Isaquias.</p>
<p>Natural de Ubaitaba, na Bahia, Isaquias é um fenômeno da canoagem brasileira já há algum tempo. Estamos falando de um esporte com pouca tradição no Brasil, que tem no nono lugar de Sabastian Cuatrin, um argentino naturalizado brasileiro, seu melhor resultado em Olimpíadas. Foi Isaquias quem teve os melhores resultados do país na modalidade desde então.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Ele começou na modalidade aos 11 anos, quando ingressou no projeto do governo federal Segundo Tempo. Antes disso, seu sonho era ser jogador de futebol. &#8220;</span><em style="line-height: 1.5em;">Eu acho que o sonho da maioria dos brasileiros, quando jovens, é jogar futebol, para ter seu nome reconhecido. E o futebol é o esporte que mais traz esse reconhecimento no país</em><span style="line-height: 1.5em;">&#8220;. Aos 14 anos, Isaquias saiu da Bahia e foi para São Paulo treinar, período em se bancava sozinho, com sua mãe mandando dinheiro e colocando foco total nos treinos.</span></p>
<p>Desde cedo os resultados foram muito fortes, dominando os campeonatos nacionais e sul-americanos de categoria. Em 2010, ele participou da primeira edição das Olimpíadas da Juventude e terminou em quinto. Foi medalhista nos Pan-Americanos de canoagem e, em 2011, conquistou a primeira medalha do Brasil a nível mundial da modalidade: ouro no Mundial Junior. Dois anos depois, abriu mão de defender o título para disputar o Mundial adulto. Resultado: duas medalhas, um bronze em prova olímpica (c1 1000m, essa mesma em que caiu ontem) e ouro em prova não olímpica. Esse ouro foi repetido hoje, quando sagrou-se bicampeão do C1 500, para alegria de quem adora uma história de &#8220;redenção&#8221;. Ele ganhou ainda um bronze ao lado de Erlon Souza na prova de C2 200, também não olímpica.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">No facebook, ele postou:</span></p>
<p><a href="http://www.empiricus.com.br/?attachment_id=20625" rel="attachment wp-att-20625"><img alt="Captura de Tela 2014-08-10 às 19.45.57" src="http://www.empiricus.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Captura-de-Tela-2014-08-10-às-19.45.57.png" width="519" height="324" /></a></p>
<p>Procurando reportagens antigas sobre ele, além dessa <a href="http://www.esporteessencial.com.br/entrevista/isaquias-queiroz-canoagem">excelente entrevista do Esporte Essencial</a>, achei <a href="http://sportsdende.com.br/n/isaquias-queiroz-confederacao-brasileira-de-canoagem#.U-flXl4oznA">declarações interessantes</a> de seu técnico, o espanhol Jesús Morlán. O renomado treinador foi contratado pelo COB para auxiliar na preparação da canoagem visando os Jogos de 2016.</p>
<p><em><span style="line-height: 1.5em;">&#8220;O Isaquias sempre teve um potencial enorme, mas ainda tinha que entender que era um caminho longo de quatro anos de preparação para os Jogos. Então ainda faltava um pouco de paciência, ele queria tudo instantaneamente, mas em pouco tempo conseguimos trabalhar essa ansiedade dele”, conta o treinador. Ele também comenta que o baiano sofreu com o trabalho árduo, mas depois de ser campeão mundial entendeu que o sacrifício valia a pena.</span><span style="line-height: 1.5em;"><span style="line-height: 1.5em;"> </span></span></em></p>
<p>Outro episódio interessante envolvendo o atleta foi seu &#8220;<a href="http://globoesporte.globo.com/outros-esportes/noticia/2013/09/campeao-mundial-isaquias-queiroz-desabafa-e-ameaca-largar-canoagem.html">desabafo</a>&#8221; nas redes sociais, após o ouro no Mundial do ano passado. Nele, ele fala que nada em sua vida mudou financeiramente, diz que está triste, que pensou em abandonar o esporte e voltar a ser &#8220;aquele moleque travesso&#8221;, e comenta de um amigo do Equador que ganhou uma casa após ser ouro em etapa da Copa do Mundo. O desabafo é forte e vale ser lido.</p>
<p>Já pensei bastante sobre essa questão da premiação para atletas. Não acho que alguém deve ganhar uma casa por ganhar uma medalha e entendo que hoje em dia há sim apoio ao esporte olímpico brasileiro &#8211; não da forma certa, uma vez que o investimento vem sendo feito no esporte de alto rendimento em buscas exclusivamente de medalhas em 2016, para sustentar uma boa colocação no quadro de medalhas, que pode até vir mas <a href="http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/brasil-no-rio/post/o-que-e-ser-uma-potencia-olimpica.html">não significará que somos uma potência esportiva</a>. Mas que há mais investimentos hoje dia, isso é inegável.</p>
<p>O ponto é que, lendo a história de Isaquias, entendo sua frustração. Acho que ele tem toda razão em cobrar mais atenção, em &#8220;denunciar&#8221; os erros da Confederação, compreendo sua &#8220;impaciência por um resultado&#8221; como o técnico colocou. Estamos falando de um jovem de 20 anos, que saiu de casa aos 14, que vê no esporte uma forma de mudar de vida e que luta diariamente para um resultado. O esporte no Brasil não podia ser diferente do que é o Brasil e suas desigualdades de todos os tipos.<span style="line-height: 1.5em;"> Não digo isso de forma piegas, nem pintando Isaquias como um &#8220;coitadinho&#8221;. É só uma constatação de como funciona o esporte olímpico no Brasil. </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A importância do Meeting Estudantil</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/natacao/a-importancia-do-meeting-estudantil</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2014 01:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>Em uma natação que caminha todo ano para poucos clubes absorvendo todo mundo, em uma cidade importante para a natação brasileira e em um mundo de crianças viciadas em facebook e celulares, como é bom ver tanta gente junta para nadar um estudantil. Mesmo que essa competição não seja a principal da temporada. Mesmo que muitos ali não sigam na natação. Se uma criança estiver assistindo TV e resolver nadar depois de ver essa competição, ela já terá valido a pena.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Há dois anos, ao final das provas de natação nas Olimpíadas de Londres, Barack Obama postou no facebook: &#8220;O programa de natação dos EUA tem muitas razões para ficar orgulhoso essa semana &#8211; aqui estão algumas mais&#8221;. Os EUA acabavam de ganhar, novamente, o maior número de ouros, pratas e bronzes entre todos os países na modalidade, liderando com folga o quadro de medalhas das Olimpíadas.</p>
<p>O presidente dos EUA estava orgulhoso disso, mas o post falava de algo mais. Uma foto comemorava as 600 mil crianças que haviam entrado em programas de iniciação à natação naquele ano, 530 mil aprendendo a nadar e 70 mil novos membros na USA Swimming, a confederação do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Captura-de-Tela-2014-08-05-às-22.02.13.png"><img class="wp-image-12611 aligncenter" alt="Captura de Tela 2014-08-05 às 22.02.13" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Captura-de-Tela-2014-08-05-às-22.02.13.png" width="592" height="352" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Costuma ser emocionante quando assistimos uma reportagem relembrando os primeiros passos de um campeão. Essas matérias não deixam de ser muito legais, tem seu valor. Mas é relativamente fácil (e cômodo) ir até a piscina de Santa Bárbara do Oeste e filmar o local onde Cesar Cielo aprendeu a nadar e iniciou sua vitoriosa carreira. Relembrar o início de uma trajetória quando ela já está traçada é relativamente fácil.Um pouco mais difícil é fazer o caminho contrário. Talvez um pouco do sucesso dos EUA na natação seja explicado por isso: o valor dado e os esforços feitos para incentivar a natação desde cedo.</p>
<p>Ver uma competição de natação na TV sempre me enche de felicidade. Ver uma competição de natação de categoria base na TV é quase uma raridade. Me enche de esperança. Me encheu de orgulho ver o Meeting Estudantil, transmitido pelo Corpo em Ação de Santos, no último sábado. Orgulho não só por ter estado lá nadando a série comemorativa dos 10 anos da competição, mas de ver uma competição com essa longevidade e, principalmente, de saber que conheço bem quem merece os parabéns por isso.</p>
<p>Ver o Caco e o Marcelo na beira da piscina é daquelas coisas que não tem preço. Tenho inveja de quem pode, mesmo anos depois de parar de nadar, &#8220;dar uma passada&#8221; no clube e ver que os antigos técnicos continuam lá, treinando outras crianças sortudas que passam a semana na escola esperando ansiosas pelo campeonato paulista. Meu clube não existe mais, os técnicos partiram para outras funções. Mas algumas coisas jamais se perdem.</p>
<p>Em uma natação que caminha todo ano para poucos clubes absorvendo todo mundo, em uma cidade importante para a natação brasileira e em um mundo de crianças viciadas em facebook e celulares, como é bom ver tanta gente junta para nadar um estudantil. Mesmo que essa competição não seja a principal da temporada. Mesmo que muitos ali não sigam na natação. Se uma criança estiver assistindo TV e resolver nadar depois de ver essa competição, ela já terá valido a pena.</p>
<p>Que continue valendo por mais 10 anos&#8230;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="https://scontent-a-mia.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/v/t1.0-9/10255199_662033737219146_6243829833931524026_n.jpg?oh=cd27e0e8ac83c68d81529296b1918b64&amp;oe=544ADBF2" width="640" height="426" /></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ele está de volta &#8211; e sorrindo. Tudo sobre a volta de Phelps</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 11:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Phelps]]></category>
		<category><![CDATA[ryan lochte]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Michael Phelps, o maior medalhista olímpico da história, está de volta mesmo. Depois da novela desde meados do ano passado, quando a notícia foi publicada pela primeira vez, ele não só voltou como já em um bom nível.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Michael Phelps, o maior medalhista olímpico da história, está de volta mesmo. Depois da novela desde meados do ano passado, quando a notícia foi publicada pela primeira vez, ele não só voltou como já em um bom nível.</p>
<p>- Phelps estava inscrito nas provas de 50, 100 livre e 100 borboleta no GP de Mesa. Já na entrevista coletiva antes do início da competição ele comentou que sairia do 100 livre.<a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Michael-Phelps-by-Mike-Lewis-2-319x480.jpg"><img class="alignright" alt="Michael-Phelps-by-Mike-Lewis-2-319x480" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Michael-Phelps-by-Mike-Lewis-2-319x480.jpg" width="223" height="336" /></a></p>
<p>- Na eliminatória do 100 borboleta, ele nadou <strong>52&#8221;84</strong>, venceu sua série e passou para a final com o primeiro tempo. Sorrindo bastante, ele continuou reforçando que está se divertindo na piscina. Outra declaração também foi que &#8220;<strong>estou fazendo isso porque eu quero</strong>, por mim&#8221;. Tenho sentido, de fato, Phelps feliz e mais descontraído nas entrevistas do que costumava ser (ele é um gênio e o maior de todos os tempos, mas carisma nunca foi seu forte). <a href="https://www.youtube.com/watch?v=of7f1Bzvn0M">Vídeo da prova aqui.</a></p>
<p>- Na coletiva de imprensa, ele disse que estava muito <strong>animado</strong> de nadar e que realmente estava mais relaxado nessa volta, depois de uma jornalista comentar sobre o sorriso dele atrás da baliza, algo que nunca tinha visto. Sobre a expectativa para a final, falou &#8220;obviamente sou uma pessoa muito orientada pelo tempo, então tenho um tempo na minha cabeça&#8221;. Bob Bowman, seu técnico por toda vida, falou que foi divertido vê-lo nadar (e que nem sempre era), e &#8220;comemorou&#8221; o fato dele ter feito o tempo exigido para participar do Campeonato Nacional.</p>
<p>- Sobre a disputa com <strong>Ryan Lochte</strong>, tanto na coletiva da manhã como da noite ele comentou que os dois gostam de competir um com o outro, mas &#8220;obviamente, nenhum dos dois quer que o outro ganhe, e por isso é tão legal&#8221;. Disse ainda que os dois conversaram sobre como os tempos estão fortes e ainda brincaram sobre ambos fazerem um tempo para entrarem juntos na final C e &#8220;ver o que acontece&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/10314454_10152344417776069_9176917351476110756_n.jpg"><img class="aligncenter" alt="10314454_10152344417776069_9176917351476110756_n" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/10314454_10152344417776069_9176917351476110756_n.jpg" width="538" height="358" /></a></p>
<p>- Uma jornalista perguntou a Bob Bowmann qual foi a última vez que ele precisou classificar Phelps para um campeonato nacional, e ele disse &#8220;talvez com 13 anos&#8221;. Phelps disse que se sentia como um &#8220;<strong>summer league swimmer</strong>&#8220;. Ele tem batido muito na tecla de se divertir nadando. &#8221;A única coisa que voce pode dizer para as crianças é &#8220;se divirta&#8221;. &#8221;</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/kt5tZYklbfQ" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>- Na final, Phelps nadou na raia 4 e Ryan Lochte na raia 5. Muita gritaria quando o nome de Phelps foi anunciado. O ritmo foi bem mais forte do que pela manhã, mas Phelps virou muito mal. Ele ainda voltou melhor que Lochte, mas não o suficiente para vencer. Os tempos foram 51&#8221;93 e 52&#8221;13, o segundo e o <strong>quinto melhor tempo</strong> do mundo esse ano, empatado com Steffen Deibler. Seria o suficiente para vencer o Maria Lenk.</p>
<p>- Phelps errou a <strong>virada</strong> e falou na coletiva de imprensa que foi provavelmente &#8220;a pior de sua vida&#8221;. Bob concordou. Ele se disse mais relaxado na final do que nas eliminatórias, e que achou estranho que não conseguiu dormir.<br />
<iframe src="//www.youtube.com/embed/tR73EXzMAeI" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>- Logo após a prova, perguntado se tinha visto Phelps durante a prova, Lochte falou que sim, na virada, e que &#8220;deu um sorriso&#8221;. Phelps então disse: &#8220;Por que, porque voce estava na frente?&#8221;, e depois brincou novamente com isso na entrevista. É muito bom ver os dois competindo juntos novamente.</p>
<p style="text-align: left;">- Ele desconversou sobre planos para o <strong>futuro</strong>. &#8220;É um longo caminho até eu decidir se continuo ou não&#8221;, mas depois falou que &#8220;sabe o que precisa fazer para continuar, e precisa nadar mais rápido a cada competição&#8221;. Phelps já deu demonstrações o bastante de que nunca vai nadar sem ter algum objetivo em sua cabeça. Claro que ele não vai falar agora &#8220;eu quero o ouro olímpico&#8221;, mas  deve ter sim um objetivo em mente&#8230;</p>
<p><iframe style="line-height: 1.5em;" src="//www.youtube.com/embed/bMoGNKAfgNg" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">- Sobre o </span><strong style="line-height: 1.5em;">50 livre</strong><span style="line-height: 1.5em;">, ele falou que nadará </span><strong style="line-height: 1.5em;">borboleta</strong><span style="line-height: 1.5em;">. &#8220;O 50 é um pouco estranho. Bob me disse que esse pode ser o primeiro e último 50 que eu vou nadar&#8221;.</span></p>
<p>- A escolha de Mesa para voltar, de acordo com ele, foi pelo <strong>timing</strong>. &#8220;Iamos voltar em outra competição, mas ela foi cancelada&#8221;. Depois, falou ainda que é uma cidade legal e ouviu coisas interessantes sobre esse GP no ano anterior.</p>
<p>E uma das partes mais legais para mim: &#8220;<strong>Esse esporte me deu tanta coisa, eu não consigo devolver o suficiente pelo que eu recebi dele. Essa jornada tem sido incrível, espero que continue sendo</strong>&#8220;.</p>
<p>Ele está de volta. E sorrindo.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-25-às-08.39.44.png"><img class="size-full wp-image-12599 aligncenter" alt="Captura de Tela 2014-04-25 às 08.39.44" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-25-às-08.39.44.png" width="469" height="262" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/dois.jpg"><img class="aligncenter" alt="dois" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/dois.jpg" width="448" height="298" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/coach1.jpg"><img class="aligncenter" alt="coach" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/coach1.jpg" width="605" height="403" /></a></p>
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		<title>Quem já tem índice para o Pan Pacific</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2014 11:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Lenk 2014]]></category>
		<category><![CDATA[Pan Pacific]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>Até o momento, já são 9 índices no masculino em provas olímpicas e 3 no feminino. Nas provas não olímpicas, sem contar as sobreposições, são 4 no masculino e 2 no feminino. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>O Maria Lenk é a terceira seletiva para o Pan Pacific, competição que acontece em Gold Coast, na Austrália, entre 21 e 25 de agosto. Pelo critério adotado pela CBDA, serão convocados dois atletas por prova, na seguinte proporção:</p>
<p>- 21 atletas nas provas olímpicas (14 masculino e 7 no feminino)<br />
- 6 atletas nas provas não olímpicas (4 masculino e 2 no feminino)</p>
<p>Até o momento, já são 9 índices no masculino em provas olímpicas e 3 no feminino. Nas provas não olímpicas, sem contar as sobreposições, são 4 no masculino e 2 no feminino.</p>
<p>Provas olímpicas:<br />
<strong>Masculino</strong><br />
Bruno Fratus &#8211; 50 livre &#8211;  21&#8221;80 (Open 2013)<br />
Cesar Cielo &#8211; 50 livre &#8211; 21&#8221;92 (Open 2013)<br />
Leonardo de Deus &#8211;  200 costas &#8211; 1&#8217;57&#8221;77 (Open 2013)<br />
Felipe França &#8211;  100 peito &#8211; 1&#8217;00&#8221;31 (Open 2013)<br />
Tales Cerdeira &#8211; 200 peito &#8211; 2&#8217;11&#8221;16 (Open 2013)<br />
Thiago Simon &#8211; 200 peito &#8211; 2&#8217;11&#8221;99 (Maria Lenk 2014)<br />
Leonardo de Deus &#8211; 200 borboleta &#8211; 1&#8217;56&#8221;23 (Open 2013)<br />
Nicolas Oliveira &#8211; 200 livre &#8211; 1&#8217;47&#8221;17 (Maria Lenk 2014)<br />
João de Lucca &#8211; 200 livre &#8211; 1&#8217;48&#8221;30 (Maria Lenk 2014)<br />
Fabio Santi &#8211; 100 costas &#8211; 54&#8221;32 (Maria Lenk 2014)<br />
Thiago Pereira &#8211; 100 borboleta &#8211; 52&#8221;37 (Maria Lenk 2014)</p>
<p>*Henrique Barbosa também nadou abaixo do índice no 200 peito, mas fez o terceiro melhor tempo, atrás de Tales e Thiago.</p>
<p><strong>Feminino</strong><br />
<span style="line-height: 1.5em;">Daynara de Paula &#8211; 100 borboleta 58&#8221;35 (Open 2013)<br />
</span>Graciele Hermann &#8211; 50 livre &#8211; 24&#8221;76 (Maria Lenk 2014)<br />
Etiene Medeiros &#8211; 100 costas &#8211; 1&#8217;00&#8221;77 (Open 2013)</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Provas não-olímpicas<br />
<strong>Masculino</strong><br />
Guilherme Guido &#8211; 50 costas &#8211; 24&#8221;95 (Open 2013)<br />
Daniel Orzechowski &#8211; 50 costas &#8211; 25&#8221;40 (Open 2013)<br />
Felipe França &#8211; 50 peito &#8211; 27&#8221;03 (Open 2013)<br />
João Gomes Jr &#8211; 50 peito &#8211; 27&#8221;40 (Open 2013)<br />
Nicholas Santos &#8211; 50 borboleta &#8211; 22&#8221;95 (Open 2013)<br />
</span></p>
<p><strong>Feminino</strong><br />
<span style="line-height: 1.5em;">Carolina Bergamaschi &#8211; 50 peito &#8211; 31&#8221;83 (Open 2013)<br />
</span>Beatriz Travalon &#8211; 50 peito &#8211; 31&#8221;98 (Open 2013)<br />
Daynara de Paula &#8211; 50 borboleta 26&#8221;67 (Open 2013)<br />
Etiene Medeiros &#8211; 50 costas &#8211; 28&#8221;11 (Open 2013)</p>
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		<title>Thiago Simon e Pereira são os nomes do segundo dia</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2014 00:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[thiago pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago Simon]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>O segundo dia de finais não foi tão intenso como o primeiro, mas teve muitas boas marcas! Mais dois atletas fizeram índice para o Pan Pacific. No 200 peito masculino, Thiago Simon não só confirmou seu índice como nadou melhor do que pela manhã

]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>O segundo dia de finais não foi tão intenso como o primeiro, mas teve muitas boas marcas! Mais dois atletas fizeram índice para o Pan Pacific.</p>
<p>No 200 peito masculino, Thiago Simon não só confirmou seu índice como nadou melhor do que pela manhã. Com 2’11”99 ele venceu a prova e comemorou muito. Henrique Barbosa também nadou bem, fechou forte (34”15) e fez o índice, com 2’12”54. Tales Cerdeira completou o pódio com 2’13”28.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-22-%C3%A0s-18.38.40.png"><img class="aligncenter" alt="Foto: Satiro Sodré, SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-22-%C3%A0s-18.38.40.png" width="556" height="370" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré, SSPress</p>
<p>Na prova feminina, Pamela Alencar dominou boa parte da prova (passou 1’12”52), mas cansou na volta. Fechando muito forte para 37”13, Julia Sebastian levou a prova com 2’28”53. Para se ter uma ideia de como o último parcia de Julia fez diferença, o segundo melhor parcial de últimos 50 foi 39”82, mais de 1 segundo e meio mais fraco. Renata Sander fez 2’34”07 e foi a segunda melhor brasileira, e Manuela Prado foi a terceira, com 2’35”27.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-22-%C3%A0s-18.42.56.png"><img class="aligncenter" alt="Foto: Satiro Sodré, SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-22-%C3%A0s-18.42.56.png" width="568" height="376" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré, SSPress</p>
<p>Nadando sua segunda prova de 100 na competição, Thiago Pereira venceu e fez o índice do Pan Pacific no 100 borboleta, com 52”37. Marcos Macedo foi prata com 52”76 e Arhtur Mendes Filho bronze, com 52”94.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-22-%C3%A0s-19.47.03.png"><img class="aligncenter" alt="Foto: Satiro Sodré, SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-22-%C3%A0s-19.47.03.png" width="544" height="364" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré, SSPress</p>
<p>No 100 borboleta feminino, domínio das estrangeiras.. e do SESI! Jeanette Ottensen e Inge Dekker ficaram nas primeiras posições, com 57”22 para a dinamarquesa (recorde de campeonato) e 57”60 para a nadadora da holanda.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-22-%C3%A0s-19.56.34.png"><img class="aligncenter" alt="Foto: Satiro Sodré, SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-22-%C3%A0s-19.56.34.png" width="569" height="379" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré, SSPress</p>
<p>Entre as brasileiras, o pódio foi 100% do SESI, com Daynara de Paula (58”49), Etiene Medeiros (59”79) e Giovanna Diamante (1’00”25). Fernando Vanzella falou sobre isso com exclusividade.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/z2yB3Jo8Ah8" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>No 1500m livre, Juan Pereyra travou uma bela disputa com Luiz Rogerio Arapiraca. O final de prova do argentino fez a diferença e ele levou com 15’30”42. Mas o ouro na verdade ficou com Miguel Valente, que pela manhã venceu a série fraca com 15’28”87. Arapiraca completou o pódio com 15’33”40.</p>
<p>&nbsp;</p>
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