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	<title>Esporte em Pauta &#187; Thiago Blum</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Thiago Blum</title>
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		<title>Meu momento olímpico inesquecível: a primeira vez a gente nunca esquece</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 14:59:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Blum]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Quando o diretor de jornalismo abriu a lista, fiquei em choque... pra não dizer em pânico. Foi quando soube que faria parte do quarteto que iria acompanhar a seleção brasileira de futebol. Justo futebol? O que pra mim sempre foi um 'sub-esporte olímpico ?' Vou pra Miami e não Atlanta? Dane-se ! Era Olimpíada ! Não importa o endereço]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>O título deste texto não podia ser mais óbvio, mas quando o assunto é a chegada ao auge, quase obrigatório.</p>
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<p>Sonhar em estar numa Olimpíada não é privilégio de atletas.</p>
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<p>Minha primeira lembrança do maior evento esportivo do planeta aconteceu há 32 anos.</p>
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<p>Me via lá, ao lado do mosaico do mascote Misha, que encantou o mundo direto de Moscou, quando as transmissões ao vivo começavam a deixar de engatinhar.</p>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-2659" title="Captura de tela 2012-04-25 às 11.48.59" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Captura-de-tela-2012-04-25-às-11.48.591.png" alt="" width="159" height="250" />Quatro anos passaram, e o troco soviético ao boicote, tirou boa parte do brilho dos jogos de Los Angeles.</p>
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<p>Em Seul 88, os prazeres da adolescência desviaram o foco. O esporte corria forte em minhas veias, mas outras ofertas ocupavam a cabeça.</p>
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<p>Quando os quatro cantos do globo se voltaram pra Barcelona, eu gozava dos primeiros meses de estágio.</p>
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<p>Jornalismo ! Era o caminho mais curto pro atleta frustrado alcançar a medalha sonhada. O alto do pódio.</p>
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<p>Dividia o atendimento aos ouvintes da Rádio Cultura AM de São Paulo, com os jornais. Mergulhava fundo nas notícias. E vibrava com a formação do timaço de José Roberto Guimarães, que ganhou o primeiro ouro olímpico coletivo para o Brasil.</p>
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<p>Para muitos, a capital da Catalunha sediava a maior Olimpíada de todos os tempos.</p>
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<p>O destino se traçava.</p>
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<p>O aprendizado das ondas do rádio me lançou para a televisão.</p>
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<p>Conhecer pessoas certas era a ponte. Ser eficiente e profissional, o caminho.</p>
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<p>Depois de um ano, a contratação, num canal esportivo.</p>
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<p>As TVs por assinatura eram a novidade, e quem estivesse no lugar certo, seria tragado.</p>
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<p>Fui&#8230;</p>
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<p>Aos 24 anos, começava o trabalho que para muitos, inclusive eu mesmo, era uma diversão.</p>
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<p>1995 passou voando&#8230; e em 96, os Estados Unidos receberiam mais uma vez a elite do esporte mundial.</p>
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<p>A ESPN Brasil, prestes a completar um ano de vida, não podia ficar de fora, E lógico, não ficou.</p>
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<p>Os meses que antecederam a escolha dos menos de 10 funcionários que iriam para Atlanta, movimentaram a redação. Afinal de contas, grande parte da equipe era de garotos. &#8216;Focas&#8217; que chegaram ali pelos motivos que eu conhecia tão bem.</p>
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<p>Quando o diretor de jornalismo abriu a lista, fiquei em choque&#8230; pra não dizer em pânico.</p>
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<p>E uma pergunta não me abandonava: &#8216;Será que um ano e meio de treinos seria suficiente para vencer ?&#8217;</p>
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<p>Foi quando soube que faria parte do quarteto que iria acompanhar a seleção brasileira de futebol.</p>
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<p>Justo futebol ? O que pra mim sempre foi um &#8216;sub-esporte olímpico ?&#8217; Vou pra Miami e não Atlanta ?</p>
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<p>Questões&#8230; questões&#8230; questões&#8230;</p>
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<p>Dane-se ! Era Olimpíada ! Não importa o endereço. Não importa que não vai ver a natação, o atletismo ou o judô.</p>
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<p>A estreia tem local e data marcados ! Com apenas 25 anos !</p>
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<p>Ao chegar na Flórida, sobravam desafios na minha primeira cobertura da seleção. Sem credenciais oficias, o acesso aos jogadores era limitado. Encontrar e falar com Aldair, Rivaldo, Bebeto, o ainda não fenômeno mas já famoso Ronaldo, Juninho Paulista e outros, era loteria.Para assistir as partidas, precisamos comprar ingressos comuns. A estrutura era pequena. Dependíamos de favores. E de quebra, convivia com problemas internos na equipe.</p>
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<p>Os dias passavam rápido: derrota para o Japão na estreia esquentou o clima no time de Zagallo. Mas vieram vitórias contra Hungria e Nigéria, e a classificação para as quartas de final. A obrigação pelo ouro inédito, fez o país acompanhar ainda mais de perto a campanha. Expectativa que cresceu ainda mais depois da goleada contra Gana.</p>
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<p>A briga por medalha fez time e jornalistas mudarem de endereço. As finais aconteceriam em Athens, na Geórgia.<img class="alignright  wp-image-2661" title="nigeria" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/nigeria.jpg" alt="" width="210" height="210" /></p>
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<p>Apesar de estarmos no Estado de Atlanta, mantivemos distância além do regulamentar da capital oficial dos jogos.</p>
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<p>Naquela altura já estava absolutamente possuído pela competição. E pouco preocupado em ter que acompanhar apenas de longe as braçadas de Gustavo Borges, as bandejas de Hortência e Paula, e a arrancada fulminante que nos deu o bronze no revezamento.</p>
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<p>Brasil e Nigéria de novo. Faltavam dois passos para o título.</p>
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<p>Ingressos na mão. Posição no meio da torcida&#8230;</p>
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<p>O time ia bem&#8230; mas veio a prorrogação com morte súbita&#8230;</p>
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<p>Todos conhecem o desfecho: gol de Kanu&#8230; 4&#215;3&#8230; e os africanos na final.</p>
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<p>Naquela quarta-feira não vimos nem ouvimos os jogadores. A missão era outra: acompanhar o batuque e a festa negra em verde e branco. Festa que terminou em título cinco dias depois.</p>
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<p>Para o Brasil ficou o bronze nada festejado, e sem aparição no pódio.</p>
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<p>Foram 22 dias pro resto da vida.</p>
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<p>Não há dúvida: A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE</p>
<p><strong>Thiago Blum</strong> começou na TV Cultura e está na ESPN Brasil desde o início do canal. Hoje é editor chefe do Sportscenter primeira edição. Participou da cobertura das Olimpíadas de 1996, 2000 e 2004 e estará em Londres nesse ano. Cobriu também as Copas do Mundo de 1998, 2002, 2006 e 2010.</p>
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