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	<title>Esporte em Pauta &#187; Cuba</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Cuba</title>
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		<title>Cuba está fora do vôlei feminino nas Olimpíadas</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 00:16:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Volleyball-42.png" width="42" height="42" alt="Vôlei" title="Vôlei" /><br/>Depois de perder a final do pré olímpico continental para a República Dominicana, que ficou com a única vaga em disputa, Cuba anunciou que não tem dinheiro para ir ao pré olímpico Mundial, que distribuirá as últimas três vagas olímpicas, e está fora dos Jogos de Londres. Tricampeãs olímpicas e velhas rivais brasileiras, as cubanas perderam das dominicanas por 3x1 no pré olímpico da Norceca]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Volleyball-42.png" width="42" height="42" alt="Vôlei" title="Vôlei" /><br/><p>Velha rival das brasileiras, tricampeã olímpica (1992 a 2000) e uma das principais potências do vôlei feminino mundial, a Seleção Cubana está fora de Londres. Depois de perder a final do pré olímpico continental para a República Dominicana, que ficou com a única vaga em disputa, Cuba anunciou que não tem dinheiro para ir ao pré olímpico Mundial, que distribuirá as últimas três vagas olímpicas, e está fora dos Jogos de Londres.</p>
<p>A Seleção perdeu a final do pré olímpico da Norceca, que reúne países da América do Norte e América Central, por 3&#215;1 para a República Dominicana. A seleção, treinada pelo brasileiro Marcos Kwiek, abriu dois sets de vantagem, vencendo por 25/18 e 25/23, e viu as cubanas diminuirem a vantagem depois de um set muito disputado, que temrinou em 27/29. No último set, comandadas pela atacante Bethania De la Cruz, as dominicanas venceram por 25/20 e colocaram o país de volta aos Jogos após uma edição ausentes.</p>
<div id="attachment_3108" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img class="size-medium wp-image-3108" title="dominicana" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/dominicana-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">Dominicanas levaram vaga da Norceca</p></div>
<p><strong>Zebras nos torneios pré olímpicos</strong><br />
Cuba poderia conseguir a vaga no pré olímpico mundial, que será disputado no Japão no final de maio. No entanto, o país desistiu da participação por não ter verba para a viagem, e está fora das Olimpíadas de Londres. Em seu lugar, a Seleção de Porto Rico, terceira colocada no pré olímpico da Norceca, disputará o torneio.</p>
<p>Outra forte seleção que ficou sem vaga no pré olímpico continental foi a <a href="http://esporteempauta.com.br/volei/bicampea-mundial-russia-esta-fora-do-pre-olimpico-turquia-e-polonia-decidem-vaga">Rússia, que caiu na semifinal do torneio europeu</a> diante da anfitriã <a href="http://esporteempauta.com.br/volei/turquia-vence-polonia-e-conquista-vaga-olimpica-inedita">Turquia, que hoje conquistou a vaga inédita</a> em partida contra a Polônia. Para as russas, atuais bicampeãs mundiais, resta ainda a chance no pré olímpico mundial, para o qual tem participação garantida.</p>
<p>Além da Rússia, participam do torneio Sérvia, Japão, Taiwan, Coreia do Sul, Tailândia, Porto Rico e um representante da América do Sul (Brasil ou Peru, dependendo do resultado do pré olímpico sulamericano, que começa esta semana). O pré olímpico mundial distribuirá uma vaga para o melhor asiático e mais três vagas para Londres.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Boxe profissional, boxe amador, e um ouro histórico</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 23:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Boxe]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Boxing-42.png" width="42" height="42" alt="Boxe" title="Boxe" /><br/>Da Bahia, Everton, que antes queria ser jogador de futebol e mudou de esporte aos 15 anos, se mudou para São Paulo com 16 anos para treinar. Foi peão e lavador de carros e hoje, com 22 anos, ganha R$ 3.100 por mês. O site da AIBA (International Boxing Association) ressaltava na capa o feito inédito do brasileiro com matéria intitulada " Brazil makes history on Baku final day".]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Boxing-42.png" width="42" height="42" alt="Boxe" title="Boxe" /><br/><p>Digna de nota a vitória do brasileiro Everton Lopes, primeiro do país a se sagrar camepão mundial de boxe amador, título conquistado no sábado no torneio realiado em Baku, no Azerbaijão, competindo pela categoria meio médio ligeiro, até 64kg. Além dele, o Brasil conseguiu um bronze com Esquiva Florentino, que carimbou também passaporte para Londres. O atleta, do Espírito Santo, é filho de Touro Moreno, boxeador de 75 anos com uma história intrigante contada em boa <a href="http://www1.folha.uol.com.br/esporte/987298-aos-75-anos-pai-de-boxeador-descarta-se-aposentar-dos-ringues.shtml">reportagem da Folha</a> esta semana e que será tema de um documentário a ser lançado no ano que vem.</p>
<p>A história de Everton não foge do padrão de atletas que dedicam suas vidas a esportes marginalizados e pouco valorizados no Brasil. Da Bahia, Everton, que antes queria ser jogador de futebol e mudou de esporte aos 15 anos, se mudou para São Paulo com 16 anos para treinar. Foi peão e lavador de carros e hoje, com 22 anos, ganha R$ 3.100 por mês &#8211; desde 2010, com aumento do repasse da Lei Piva para R$ 1,4 milhão à CBBoxe e patrocínio de R$ 4,73 milhões da Petrobras, 24 pugilistas passaram a receber salários de forma permanente.O site da AIBA (International Boxing Association) ressaltava na capa o feito inédito do brasileiro com matéria intitulada <a href="http://www.aiba.org/en-US/news/ozqsp/newsId/4226/news.aspx">&#8221; Brazil makes history on Baku final day&#8221;</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-230" title="everton lopes" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/everton-lopes.jpg" alt="" width="480" height="269" /></p>
<p>O boxe convive com uma situação peculiar: a divisão entre o esporte profissional, que conseguia levar Popó ao horário nobre da Globo em pleno sábado, envolvendo cifras milionárias e regras específicas, e o amador, que é o esporte olímpico e convive com as limitações em países onde não tem tanta tradição, como é o caso brasileiro. Há regras diferenciadas para os dois, como o número de rounds (10-12 para o profissional e 4 para o amador), a utilização de protetor de cabeça apenas pelos amadores, e a marcação de pontos. Em 2009, foi criada a World Boxing Series, torneio com premiação em dinheiro e regras intermediárias entre os dois, com atletas do amador, e valendo duas vagas por categoria para os jogos Olímpicos, em uma tentativa da Associação de aproximar os dois.</p>
<p>O assunto é polêmico e não se pode perder de vista que, apesar da distinção no nome, a qualificação de amador ao boxe disputado nas Olimpíadas não significa que os atletas não são, e devam ser, remunerados de forma adequada pelo que fazem. Sem entrar no mérito da motivação dos atletas profissionais (que encontraram nas lutas agenciadas uma forma legal e legítima de praticarem seu esporte), considero extremamente danoso que um esporte conviva com uma divisão como essa que de um lado impede maiores recursos destinados aos atletas olímpicos, e acaba por não reunir os melhores atletas juntos na mesma disputa, e impedir confrontos que poderiam ser memoráveis, entre grandes personalidades de cada um. Não há dúvida de que mais do que as regras, que poderiam ser adaptadas, a divisão está mais ligada a percepção do esporte como produto com grande potencial de público e vendas.</p>
<p>Seria uma proposta vazia sugerir algo como unificar os dois boxes, ao menos por ora &#8211; e talvez tenha que haver diferença entre os dois mesmo, não conheço o boxe afundo para ter uma opinião tão firme sobre o assunto. O importante é que o amador conquista o reconhecimento necessário para se manter como esporte, ainda mais se tratando de uma modalidade olímpica. O direcionamento das verbas da Petrobras para o boxe, extremamente benéfico para o esporte este ano, abre espaço para o melhor desempenho destes atletas olímpicos, abrindo um círculo virtuoso que facilita a renovação do patrocínio e a conquista de novos &#8211; tenho a opinião que esportes de menor expressão são altamente dependentes de ídolos para se alavancarem e atrairem torcedores e novos praticantes. Torço (e acredito que)  a conquista de Everton se torne um marco para o boxe amador, que vai a Londres com chances de surpreender e trazer medalhas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-231" title="everton-lopes-medalha-450x338" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/everton-lopes-medalha-450x338.jpg" alt="" width="450" height="340" /></p>
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		<title>Brasil X Cuba</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 01:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Volleyball-42.png" width="42" height="42" alt="Vôlei" title="Vôlei" /><br/>Duas semi finais olímpicas, disputa de bronze, finais de PAN com disputa dentro e fora de quadra marcam a história do confronta entre as duas potências das Américas no vôlei feminino nos últimos 15 anos. A geração de Leila, Virna e Fofão fez muito pelo vôlei, chegou a vencer Cuba em Winnipeg, mas ficou faltando a final olímpica. A seleção atual chegou em Guadalajara no PAN com o ouro olímpico mas a derrota no PAN do Rio engasgada, e em um jogo disputado, devolveu e levou o título]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Volleyball-42.png" width="42" height="42" alt="Vôlei" title="Vôlei" /><br/><p>Em 2007, tive o prazer de estar no Rio de Janeiro especialmente para ver o PAN com o meu irmão. Além de todos os dias da natação, estivemos no Marcanãzinho vendo a final do Vôlei feminino onde as brasileiras encontraram suas velhas rivais cubanas.</p>
<p>O histórico era complicado: nas Olimpíadas de 1996 e 2000, o Brasil fora eliminado por Cuba, sem conseguir parar a jogadora Mireya Luis, grande estrela do time e que nas duas ocasiões arranjou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HUrDOE4GXqo">briga com as brasileiras</a>, passado que até hoje faz um Brasil X Cuba ser um jogo quente. Neste período, vale lembrar da vitória emocionante das brasileiras no PAN de Winnipeg, em 1999, onde no quinto set Elisângela fechou o jogo com uma largadinha. A geração de Leila, Virna e Fofão fez muito pelo vôlei (a semi de 1996 foi a primeira da história, e as meninas conquistaram o bronze vencendo a Rússia no último jogo), chegou a vencer Cuba, mas ficou faltando a final olímpica.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-220" title="pan99_volei" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/pan99_volei.jpg" alt="" width="437" height="316" /></p>
<p>Em 2004, agora sob o comando de Zé Roberto (Bernardinho trocou o posto de técnico da seleção feminina pela masculina após Sidney) verdadeira algoz do time brasileiro foi a equipe da Rússia, mas Cuba terminou o que pode ser descrita como uma das derrotas mais memoráveis da seleção de vôlei feminino. Na semifinal, ganhando por 2&#215;1, o Brasil ganhava o quarto set por 24&#215;19. Foram quatro match points desperdiçados, e a equipe perdeu a cabeça a partir de lá. Foi para o quinto set e perdeu a chance de chegar à primeira final olímpica. Foi triste ver o choro das jogadoras e do técnico após perder o que estava na mão, e ver a disputa pelo terceiro lugar jogada de forma abatida, com as jogadores perdendo o bronze para Cuba.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-221" title="mari_2004" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/mari_2004.jpg" alt="" width="360" height="249" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-222" title="virna_2004" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/virna_2004.jpg" alt="" width="224" height="300" /></p>
<p>De lá até o ouro nas Olimpíadas de 2008, o Braisl perdeu o Campeonato Mundial para a mesma Rússia na final, após vencer o primeiro set, e em 2007, jogando em casa, chegou à final que seria disputada contra Cuba. O ginásio estava lotado e o jogo foi tenso do início ao fim. Cuba já não era a melhor seleção e se fosse para apontar um favorito com base nos primeiros jogos do torneio, Brasil certamente seria apontada pela maioria. Mas Cuba cresce quando joga contra o Brasil. As jogadoras sabem da rivalidade histórica e é impressionante como as cubanas são sérias e dava para ver como o intmidavam as brasileiras, mesmo que estas tenham jogado com atitude de campeãs.</p>
<p>O jogo foi lindo. O quarto set que levou ao tie break terminou em 34&#215;32 e o Brasil desperdiçou quatro match points. No quinto set, foram mais dois não aproveitados e com 17&#215;15 as cubanas mostraram que podem estar mais distantes da elite mundial, mas jamais haverá jogo fácil para o Brasil quando jogar contra elas. Arrisco dizer que o trauma é muito maior do que contra a Rússia, que ganhou dois jogos importantíssimos das brasileiras, um em circunstâncias que até hoje nem elas sabem explicar.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-223" title="PAN" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/pan.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p>Fiquei triste indo embora desse jogo. Poucos brasileiros permaneceram para ver sua seleção receber a medalha de prata. Sei que é extremamente frustrante para um torcedor ver uma derrota como essa, que é inevitável pensar em como foram amarelonas e ficar com raiva de mais uma derrota inexplicável. Mas tento ter em mente que ninguém sofre mais com isso do que elas mesmas. Na volta para casa, o torcedor logo esquece do jogo que viu e do grito sou brasileiro com muito orgulho com muito amor, e se volta a seus afazeres cotidianos, no outro dia talvez comenta com os amigos que a derrota foi absurda, entre tantos outros comentários triviais, e a vida segue. Para elas, não. Não é fácil deitar a cabeça no travesseiro depois de uma derrota como essa, e para as jogadoras essa é sua vida, que também segue, mas derrotas como essas não cicatrizam. É claro que o sentimento é maior delas porque quem joga são elas então a culpa é, em última instância, daquelas que não conseguiram fazer, não há porque ser hipócrita. Mas também sei como é difícil não fazer. Ninguém perde porque quer, ninguém amarela porque quer. É necessário muito treino para superar isso.</p>
<p>Em 2008, o vôlei feminino do Brasil chegou ao topo do mundo. Mari, uma das apontadas como maior responsável pelas últimas derrotas &#8211; papel reforçado pelo seu perfil contido em campo e fora dele &#8211; lavou a alma e conduziu o Brasil na vitória por 3&#215;1 contra os EUA em um torneio impecável. Foi lindo ver e essa foto para mim diz muito sobre o tudo, com a consagração de Zé Roberto, a euforia de Fabi, e a alegria e alívio de Mari.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-224" title="brasil_volei_pequim(1)" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/brasil_volei_pequim1.jpg" alt="" width="480" height="320" /></p>
<p>Mas ainda faltava devolver a derrota para Cuba no PAN, e como esperado, as duas equipes se enfrentaram na final. O Brasil começou arrasador e levou fácil o primeiro set, mas perdeu o segundo. Em um terceiro set tenso, o Brasi levou também, fechando no erro de saque de Palácios, mas Cuba se recuperou no quarto set e o placar marcava 24&#215;15. O Brasil ainda se recuperou e marcou 6 pontos seguidos, mas as cubanas conseguiram fechar e levaram a decisão para o tie break. A impressão para quem assistia era que mais uma vez as cubanas estavam crescendo muito para cima do Brasil, e a dúvida pairava : será que de novo elas vão deixar escapar, mesmo com a superioridade da seleção brasileira? O que se viu no último set foi um Brasil quase sem erros, e jogando o que sabe não há chance para as cubanas. A seleção fechou em 15&#215;10, devolvendo a derrota de quatro anos atrás.</p>
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