﻿
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
xmlns:rawvoice="http://www.rawvoice.com/rawvoiceRssModule/"
>

<channel>
	<title>Esporte em Pauta &#187; momento inesquecível</title>
	<atom:link href="https://esporteempauta.com.br/tag/momento-inesquecivel/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://esporteempauta.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Oct 2014 13:33:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.8.3</generator>
<!-- podcast_generator="Blubrry PowerPress/5.0.3" mode="advanced" -->
	<itunes:summary></itunes:summary>
	<itunes:author>Esporte em Pauta</itunes:author>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="https://esporteempauta.com.br/wp-content/plugins/powerpress/itunes_default.jpg" />
	<itunes:subtitle></itunes:subtitle>
	<image>
		<title>Esporte em Pauta &#187; momento inesquecível</title>
		<url>https://esporteempauta.com.br/wp-content/plugins/powerpress/rss_default.jpg</url>
		<link>https://esporteempauta.com.br</link>
	</image>
	<item>
		<title>Meu momento olímpico inesquecível: a maratona feminina de 1984</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-maratona-feminina-de-1984</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-maratona-feminina-de-1984#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 May 2012 14:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>
		<category><![CDATA[momento olímpico inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=3150</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Talvez poucos lembrem da vitória da norte-americana Joan Benoit na Maratona feminina em 1984. O fato marcante foi o drama da suíça Gabrielle Andersen-Schiess, de 39 anos. Trôpega, desorientada, com séria debilidade causada por desidratação e exaustão muscular, Gabrielle entrou na pista se arrastando, 20 minutos após a chegada de Joan
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Por <strong>Marcia Leal</strong></p>
<p>O esporte entrou em minha vida através dos meus filhos, Beatriz e Caio. Aos dois anos de idade eles começaram a nadar, pois morando em Santos queria ter segurança quando fossem entrar no mar ou quando fossem em uma casa que tivesse piscina.</p>
<p>E este esporte transformou a vida deles. Ensinou-os disciplina, coragem e um amor incondicional à natação, além de uma valorização aos outros esportes. Foi assim que, cada vez mais, eu também ficava informada sobre esse mundo esportivo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-3151" title="gabrielle_2" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/gabrielle_2.jpg" alt="" width="124" height="166" />Antes do nascimento deles assistia às Olimpíadas como uma distração. Uma cena nas Olimpíadas de Los Angeles em 1984 chamou minha atenção, e desde então é o momento olímpico que nunca esqueci.</p>
<p>Foi na Maratona feminina, vencida pela norte-americana Joan Benoit, cuja vitória talvez poucos lembrem, pois o fato marcante foi o drama da suíça Gabrielle Andersen-Schiess, de 39 anos. Trôpega, desorientada, com séria debilidade causada por desidratação e exaustão muscular, Gabrielle entrou na pista se arrastando, 20 minutos após a chegada de Joan.</p>
<p>Aos solavancos, e rechaçando os médicos que tentavam detê-la, cruzou por fim a linha de chegada – e desabou. “Eu tinha de chegar” diria ela depois. “E consegui”. Este é sem dúvida o espírito olímpico de perseverança, força, coragem.</p>
<p><strong>Marcia Leal</strong> é professora de História e mãe de dois ex-atletas</p>
<p>*Curta a página do site no facebook: <a href="http://on.fb.me/JZBCF7">http://on.fb.me/JZBCF7</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-maratona-feminina-de-1984/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento olímpico: inesquecível: o bronze e a persistência de Vanderlei</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-o-bronze-e-a-persistencia-de-vanderlei-cordeiro</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-o-bronze-e-a-persistencia-de-vanderlei-cordeiro#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 May 2012 19:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[maratona 2008]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>
		<category><![CDATA[vanderlei cordeiro de lima]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=3161</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Mais do que o extremo conformismo de Vanderlei com o episódio - apenas lamentou o ocorrido em vez de criar caso - mais do que a extrema humildade - recusou em rede nacional a medalha de ouro oferecida pelo jogador de vôlei de praia Emanuel - e mais do que o extremo pieguismo nacional na exaltada "medalha de bronze que vale uma de ouro", chamou atenção o que realmente justificou sua medalha Pierre de Coubertin
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><p>Por <strong>Paulo Gomes</strong></p>
<p>Meu momento olímpico inesquecível trata de um dos esportes mais tradicionais dos Jogos Olímpicos, a Maratona. Assim como as Olimpíadas, a Maratona teve origem na Grécia Antiga. Diz a história que a modalidade foi criada em homenagem a um soldado grego que correu da cidade de Maratona até Atenas para avisar os atenienses de uma invasão bárbara. O esforço foi tanto que o soldado faleceu ao dar a notícia depois de percorrer os cerca de 40 quilômetros.</p>
<p>Hoje as maratonas tem uma distância oficial de 42.195 metros e os melhores do mundo completam as provas em pouco mais de duas horas. O momento que trato aqui foi justamente nos Jogos de Atenas &#8211; 2004, quando parte daquele percurso feito pelo soldado há 2.500 anos foi corrido novamente por fundistas de todo o mundo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-3162" title="vanderlei" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/vanderlei.jpg" alt="" width="299" height="299" />A história é famosa: Vanderlei Cordeiro de Lima, brasileiro, liderava a prova em mais de sua metade, suscitando esperanças de uma medalha de ouro em toda a nação. Aos 36 quilômetros, foi atacado por um lunático religioso que queria aparecer. Vanderlei parou, se desvencilhou, mas perdeu tempo, velocidade, ritmo e, mais importante em uma corrida de longa distância, concentração.</p>
<p>Acabou ficando com o terceiro lugar e a honraria Pierre de Coubertin, concedida pelo Comitê Olímpico Internacional como homenagem, emocionando o Brasil. Mais do que o extremo conformismo de Vanderlei com o episódio &#8211; apenas lamentou o ocorrido em vez de criar caso, o que seria justificável &#8211; mais do que a extrema humildade &#8211; recusou em rede nacional a medalha de ouro oferecida pelo jogador de vôlei de praia Emanuel &#8211; e mais do que o extremo pieguismo nacional na exaltada &#8220;medalha de bronze que vale uma de ouro&#8221;, o que chamou atenção foi o que realmente justificou sua medalha Pierre de Coubertin.</p>
<p>A homenagem é concedida aos que demonstram &#8220;grande espírito olímpico&#8221;. Mais do que tudo o que foi citado, o que caracterizou esse espírito foi a persistência de Vanderlei em Atenas. Interrompido, poderia muito bem ter parado e ninguém poderia ter o acusado de nada. Poderia muito bem ter feito um escarcéu com a organização, já que o ocorrido foi realmente um absurdo.</p>
<p>Mas não fez nada disso. Ele sabia que a participação em uma Olimpíada muitas vezes é o mais bonito na carreira de um atleta e não cogitou abandonar, seguiu correndo para completar. Conhecendo-o, não tenho dúvida de que o faria independente da colocação em que estivesse.</p>
<p>Dos quatro representantes que o Brasil leva para as provas olímpicas deste ano no tradicional esporte, dois estiveram em Pequim nas últimas Olimpíadas e desistiram no meio da Maratona. Que Vanderlei Cordeiro sirva de exemplo para os fundistas brasileiros em Londres.</p>
<p><strong>Paulo Gomes</strong> é Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. É repórter do Webrun e fundador do Esporte Universitário.Net.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-o-bronze-e-a-persistencia-de-vanderlei-cordeiro/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento olímpico inesquecível: o bronze do revezamento em Sidney</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/natacao/meu-momento-olimpico-inesquecivel-o-bronze-do-revezamento-em-sidney</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/natacao/meu-momento-olimpico-inesquecivel-o-bronze-do-revezamento-em-sidney#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 16:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redacao]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=2430</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Na final, a TV estava focada, claro, na briga pelo ouro entre Austrália e EUA. A distância era tanta que, quando fechava o quadro, só se via os nadadores dos dois países, o resto nem aparecia na TV. Nos últimos 50m, o Brasil estava em quinto e Edvaldo "Bala" Valério na água. A TV focada na briga pelo ouro e eu, querendo ver uma medalha do Brasil, não tinha como saber como estava a equipe brasileira]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p><strong>Por Guilherme Giorgi Costa</strong></p>
<p>Era o primeiro dia da Olimpíada de Sydney e a única chance real de medalha do Brasil era o revezamento 4x100m da natação. O ouro e a prata todos sabiam que iam ficar com EUA e Austrália e a briga pelo bronze iria ser dura. Tinha pelo menos uns cinco na briga.</p>
<p>O cinco virou quatro nas eliminatórias. A Holanda, que tinha uma equipe muito boa, foi desclassificada e vi uma entrevista do Xuxa, nosso Fernando Scherer, dizendo que ali o Brasil ganhou a medalha, já que os holandeses eram os mais fortes candidatos ao bronze. O Brasil nadou tranquilo as eliminatórias, passou em quinto.<br />
<img class="alignleft size-full wp-image-2980" title="bala" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/bala.jpg" alt="" width="246" height="300" />Na final, a TV estava focada, claro, na briga pelo ouro entre Austrália e EUA. A distância era tanta que quando fechava o quadro, só se via os nadadores dos dois países, o resto nem aparecia na TV. Nos últimos 50m, o Brasil estava em quinto e Edvaldo &#8220;Bala&#8221; Valério na água.<br /><Br>A TV focada na briga pelo ouro e eu, querendo ver uma medalha do Brasil, não tinha como saber como estava a equipe brasileira.<br /><Br>Quando os australianos tocaram na frente, para o delírio de todo Complexo aquático em Sydney, a câmera de TV abriu o plano e aí deu para ver o Edvaldo na frente dos alemães, italianos e suecos e batendo em terceiro.<br />
O Brasil era bronze. E, esse mais que do que nunca, foi um bronze com sabor de ouro. E para mim, melhor ainda. É a primeira medalha olímpica do Brasil que lembro de ter visto já que na Olimpíada de Atlanta pouco me lembro, tinha apenas seis anos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/natacao/meu-momento-olimpico-inesquecivel-o-bronze-do-revezamento-em-sidney/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento olímpico inesquecível: Munique 1972, lágrimas de glória e de dor</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-munique-1972-lagrimas-de-gloria-e-de-dor</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-munique-1972-lagrimas-de-gloria-e-de-dor#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 May 2012 13:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redacao]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=2995</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Talvez pela minha idade, talvez pela televisão colorida, talvez pela beleza do espetáculo, tudo era empolgante nos Jogos Olímpicos. Eu tinha 14 anos estava fascinado com as oito medalhas de ouro de Mark Spitz na natação, com a ginasta soviética Olga Korbut, com o esguio atleta finlandês Lasse Viren, a inédita derrota do time de basquetebol dos Estados Unidos para a então União Soviética]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Por <strong>Jocimar Daolio </strong></p>
<p>Munique 1972, 26 de agosto a 11 de setembro, XX edição dos Jogos Olímpicos. Eu tinha 14 anos e, pela primeira vez na vida, me interessava pelas Olimpíadas, talvez por ser a primeira transmitida diretamente pela televisão. As transmissões televisivas em cores haviam chegado ao Brasil somente dois anos antes. Não tenho qualquer memória dos Jogos Olímpicos do México, em 1968.</p>
<p>Talvez pela minha idade, talvez pela televisão colorida, talvez pela beleza do espetáculo, tudo era empolgante nos Jogos Olímpicos, embora as transmissões esportivas ainda não tinham atingido o estágio tecnológico de espetacularização do fenômeno, como se pode ver atualmente. Na minha memória, era uma Olimpíada maravilhosa, não tanto pelos feitos de atletas brasileiros. De fato, ao <img class="alignleft  wp-image-2996" title="spitz" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/spitz-300x225.jpg" alt="" width="210" height="158" />final dos Jogos, o Brasil se contentaria com apenas duas medalhas de bronze, com Nelson Prudêncio no salto triplo e com Chiaki Ishii, no judô.</p>
<p>Mas eu não estava acompanhando as Olimpíadas somente para ver vitórias de atletas brasileiros, não esperadas mesmo. Eu estava maravilhado com as oito medalhas de ouro de Mark Spitz na natação, sendo duas delas no mesmo dia, com uma hora de intervalo entre as duas finais. Nunca um atleta havia ganho tantas medalhas de ouro numa mesma edição de <img class="alignright size-thumbnail wp-image-2997" title="Captura de tela 2012-05-02 às 09.40.23" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Captura-de-tela-2012-05-02-às-09.40.23-150x150.png" alt="" width="150" height="150" />Jogos Olímpicos.</p>
<p>Eu estava maravilhado com a ginasta soviética Olga Korbut, graciosa, ágil, flexível e fazendo exercícios tidos até então como  impossíveis nos aparelhos de ginástica. Levou três ouros.</p>
<p>Eu fiquei fascinado com o esguio atleta finlandês Lasse Viren, com apenas 23 anos, ganhando o ouro <img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2998" title="lasse" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/lasse-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />nos 5 e 10 mil metros rasos. Nessa última prova, aconteceu um fato marcante. Viren, em quinto lugar, tropeçou no pé de outro concorrente e caiu. Rapidamente se levantou e, mesmo estando em último lugar, recuperou-se e venceu a prova. Depois dobrou o ouro na prova de 5 mil metros. Lasse Viren, quatro anos mais tarde, em Montreal, venceu novamente as provas de 5 e 10 mil metros, tornando-se o único atleta a conseguir esse feito, o chamado <em>double-double</em>. Sem contar o quinto lugar na maratona.</p>
<p>Ainda houve outro acontecimento esportivo maravilhoso em Munique 1972, que foi a inédita derrota do time de basquetebol dos Estados Unidos para a então União Soviética, por 51 a 50, no último segundo do jogo, após uma polêmica motivada por um suposto erro de cronometragem, que fez com que houvesse mais três segundos jogados, o suficiente para uma cesta dos soviéticos. Os Estados Unidos, em protesto, jamais receberam a medalha de prata.</p>
<p>Mas as Olimpíadas de Munique ficaram marcadas também por um triste episódio, o mais sangrento em todas as edições dos Jogos Olímpicos, que veio a ser conhecido como Massacre de Munique. O grupo terrorista árabe Setembro Negro invadiu a vila olímpica no dia 5 de setembro, matando imediatamente dois atletas israelenses e fazendo outros nove reféns, mas que também acabaram sendo mortos depois da fracassada operação de resgate da polícia alemã.<img class="alignright size-full wp-image-2999" title="urss_usa" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/05/urss_usa.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p>Sentimentos contraditórios para quem, como eu, não dispunha na época de maturidade para compreender esse episódio. Alguns anos mais tarde pude perceber que o esporte não é só alegria, confraternização, beleza e espetáculo, mas também está sujeito a conflitos raciais, religiosos e econômicos, como qualquer fenômeno social. Pude perceber que o esporte não está imune, fora e acima do mundo, mas é também resultado dos conflitos da sociedade. Compreendi que o esporte pode ser manipulado por interesses dos mais variados. Aprendi que o bem e o mal convivem sempre nas quadras, piscinas, ginásios e vilas olímpicas. Aprendi que no esporte existem lágrimas de glória, mas também lágrimas de dor.</p>
<p><strong>Jocimar Daolio</strong> é professor da Faculdade de Educação Física da UNICAMP</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-munique-1972-lagrimas-de-gloria-e-de-dor/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento olímpico inesquecível: eu já sabia!</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-eu-ja-sabia</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-eu-ja-sabia#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 17:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redacao]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=2682</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Vicente Lenílson foi o primeiro brasileiro. A primeira parcial não determinou muita coisa para mim. Edson Luciano pega o bastão na quinta posição, a curva começou a fechar. O ritmo de Edson foi bom, forte. Mas a consagração começou a se confirmar a partir de André Domingos. De quinto, o velocista foi para terceiro e deixou Claudinei Quirino muito próximo da medalha de prata. Bastava ser melhor que o cubano que estava na frente. Parecia simples, mas não era]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><p>Por <strong>Dimas Coppede</strong></p>
<p>O momento olímpico vale muito para quem ama o esporte. Ver o país disputar uma medalha sensibiliza, emociona, faz o espectador mergulhar na competição.</p>
<p>Em 2000, a Olimpíada foi disputada em Sidney, na Austrália. O fuso horário não ajudava. Eu tinha 12 anos, tinha de ir para a escola, e aproveitava os minutos entre acordar e sair de casa, para apreciar as disputas.</p>
<p>Tive sorte. Na verdade, no dia anterior, eu já sabia que o Brasil disputaria a final do revezamento 4&#215;100 na manhã seguinte. Acordei um pouco mais cedo, comecei a me arrumar. O atletismo não era, na época, uma grande paixão minha. Mas o inexplicável sentimento de que eu não poderia perder aquela decisão me parecia claro. A confiança que eu sentia também não me deixava dúvidas de que eu fiz a escolha certa ao acordar um pouco antes.</p>
<p>Lembro, e a cena aparece na minha frente, do momento em que ouço, enquanto escovava os dentes, o narrador anunciar a entrada dos competidores. A apresentação deles, os segundos que antecedem o tiro da largada, cenário perfeito, penso eu. Me coloco na frente da televisão e me deparo com a prova quase iniciada. Não tive tempo de me preparar, apenas de torcer.</p>
<p>Vicente Lenílson foi o primeiro brasileiro. A primeira parcial não determinou muita coisa para mim. O panorama, na minha <img class="alignright size-full wp-image-2683" title="claudinei" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/claudinei.jpeg" alt="" width="254" height="199" />cabeça, estava incerto. Edson Luciano pega o bastão na quinta posição, a curva começou a fechar. O ritmo de Edson foi bom, forte. Mas a consagração começou a se confirmar a partir de André Domingos. De quinto, o velocista foi para terceiro e deixou Claudinei Quirino muito próximo da medalha de prata. Bastava ser melhor que o cubano que estava na frente. Parecia simples, mas não era. Naqueles poucos segundos, a emoção explode. É como se a minha força de vontade pudesse ajudar de alguma forma. Comecei a falar: “Vai que dá, vai que dá!”. Pensamento certo. Claudinei arrancou com uma categoria ímpar, passou, de certa maneira, com facilidade pelo concorrente.</p>
<p>A prata não era prata. A prata valia ouro. Ouro pela superação, pela emoção do momento. Pelo lugar no pódio conquistado com tanto suor. Comemorei muito. Em seguida, fiquei observando a alegria dos quatro medalhistas, orgulhoso.</p>
<p>Pensei, depois de me acalmar: eu já sabia!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dimas Coppede</strong> é Jornalista desde 2009, Radialista desde 2010 e apaixonado por esportes desde o dia 21 de dezembro de 1987. Com experiências na Rede Record de Televisão, Rádio Iguatemi e RedeTV!, hoje o jornalista ocupa a função de editor de texto na ESPN Brasil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-eu-ja-sabia/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento olímpico inesquecível: medalhinha difícil de sair</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-medalhinha-dificil-de-sair</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-medalhinha-dificil-de-sair#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 14:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redacao]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=2668</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Na fase anterior à decisão, o adversário foi a Itália. Seria, pelo menos para os mais jovens na época, uma espécie de revanche, já que os italianos tinham deixado os brasileiros para trás dois anos antes na Espanha, graças a Paolo Rossi. Placar da semifinal, Brasil 2 x 1 Itália. Quem abriu o placar foi Gilmar Popoca]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><div>Por <strong>Maurício Rossi de Araújo</strong></div>
<div></div>
<div>O tão sonhado ouro olímpico para o futebol brasileiro, como diz o outro, está de rosca. Jamais o Brasil conseguiu conquistar o primeiro lugar no futebol em Olimpíadas. Tá certo, chegou  bem perto. Mas para quem diz que &#8220;aqui&#8221; brotam talentos, essa conquista já deveria ter acontecido.</div>
<div></div>
<div>O Brasil disputou os Jogos em 11 ocasiões com o futebol. Teve ano que não chegou nem a se classificar para a disputa. Em algumas que participou, como a de 1996 em Atlanta, foi derrotado pela Nigéria na semifinal; em 2000, por Camarões, nas quartas.<br />
Até hoje, levou duas medalhas de prata e duas de bronze. Pouco para o maior vencedor de Copas do Mundo na modalidade.</div>
<div></div>
<div>Em 1984, ano em que conquistou a primeira medalha de prata, foi quando o Comitê Olímpico Internacional (COI), para motivar o público do futebol, resolveu liberar jogadores profissionais para o evento. Lembro como se fosse hoje da camisa que a Seleção Brasileira vestia naquele torneio. Bem diferente daquelas que estamos acostumados a ver. Nada de amarelinha. Era um uniforme azul, particularmente bonito, mas não parecia Brasil.</div>
<div></div>
<div>Gilmar Rinaldi, goleiro do Internacional na época, encabeçava um time com jogadores, na maioria, formado pelo time de Porto Alegre. O Colorado era a base. Tinha Dunga no meio-campo. Mauro Galvão na zaga. Luís Carlos Winck na lateral-direita. Todos esses citados, menos o goleiro Gilmar, fizeram parte, um pouco mais tarde, do time do Vasco.</div>
<div></div>
<div><img class="alignleft size-full wp-image-2669" title="futebol" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/futebol.jpeg" alt="" width="266" height="189" />Mas um outro Gilmar, do rival vascaíno, o Flamengo, era o camisa 10 que encantava com toques diferentes, cobranças de faltas perfeitas. Para ficar mais fácil, os mais velhos, como eu, lembram dele: Gilmar Popoca. Bom jogador, um cara que seria o substituto de Zico, mas que batia na bola com a canhota. Um jogador que mais tarde vestiria a camisa de outros times como Ponte Preta, Botafogo, São Paulo.</div>
<div></div>
<div>Augilmar. Esse é o nome dele, um cidadão manauara, que hoje está com 48 anos. Popoca foi o tipo de jogador que, para muitos, era craque. Mas sempre faltava aquele tostãozinho para ele. Belo jogador, com classe.  Se pegarmos um jogador com passagem mais recente pelo futebol para uma comparação com Popoca, Ricardinho, ex-Corinthians, São Paulo, Santos e campeão do mundo com a Seleção Brasileira, seria esse cara.</div>
<div></div>
<div>Numa Olimpíada, por mais que os outros esportes mexam comigo, nada se compara ao futebol. Sempre vai chamar mais a atenção. Isso, sem ser machista, o futebol masculino. Embora, o feminino, com as condições precárias que o Brasil o trata, tem empolgado na competição. Nas duas últimas disputas, embalado por Marta, ficou com o segundo lugar, perdendo para os Estados Unidos.<br />
Mas quando a eliminação é no masculino, ela insiste por muito mais tempo em incomodar. O time de Gilmar Popoca, por exemplo, me deixou bem triste naquele longínquo ano de 1984, quando eu ainda estava com 14 anos de idade.</div>
<div></div>
<div>Eram outros tempos, verdade. Talvez tenha sido uma das últimas vezes que um time da Seleção Brasileira tenha me deixado chateado com uma derrota. Dois anos antes, pela Copa do Mundo, um time, ou melhor, um timaço havia cortado meu coração de apenas 12 anos de vida.<img class="alignright size-medium wp-image-2670" title="Captura de tela 2012-04-25 às 13.38.08" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Captura-de-tela-2012-04-25-às-13.38.08-300x229.png" alt="" width="300" height="229" /></div>
<div></div>
<div>Bem, mas como aqui o assunto é Olimpíada, naquela de Los Angeles, especialmente, o futebol provocou uma emoção diferente. Nas quartas-de-final, o time dirigido por Jair Picerni enfrentou o Canadá, que vencia o jogo até os 27 minutos do segundo tempo, quando Gilmar Popoca empatou e levou a decisão para os pênaltis. O Brasil venceu por 5 a 3 e seguiu para a semifinal.</div>
<div></div>
<div>Na fase anterior à decisão, o adversário foi a Itália. Seria, pelo menos para os mais jovens na época, uma espécie de revanche, já que os italianos tinham deixado os brasileiros para trás dois anos antes na Espanha, graças a Paolo Rossi.</div>
<div></div>
<div>Placar da semifinal, Brasil 2 x 1 Itália. Quem abriu o placar foi Gilmar Popoca, que nada pôde fazer para evitar, na final, uma derrota para a sempre carrasca França, que venceu por 2 a 0. Sabe-se lá o que vem por aí em Londres. Mas, vale uma brincadeirinha: tomara que Ganso não &#8220;popoque&#8221; e consiga, ao lado do &#8220;gênio&#8221; Neymar, a tão sonhada medalha.</div>
<div></div>
<div>
<p><strong>Maurício Rossi de Araújo</strong> nasceu em 21 de dezembro de 1969 e formou-se em Jornalismo pela Universidade São Judas (SP), em 1999. Chegou a fazer rádio comunitária, mas considera como verdadeiro início de carreira o trabalho realizado no programa Mundo da Bola, comandado por Flávio Prado, na rádio Jovem Pan AM, durante 1999. Do ano 2000 a 2010, atuou no programa Esportes Show do Portal Terra, como produtor, repórter e editor, ao lado do jornalista Wanderley Nogueira. Paralelamente, trabalhou, como pauteiro, repórter e editor de textos na TV Record (SP), entre janeiro de 2004 e setembro de 2006, e cobriu férias na equipe de reportagem da TV Gazeta, em julho de 2005. Desde janeiro de 2007, é funcionário da ESPN Brasil (SP), onde entrou como editor de textos, faz reportagens e, desde abril de 2007, atua como plantão esportivo da rádio Estadão ESPN.</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-medalhinha-dificil-de-sair/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento Olímpico inesquecível: Férias em Atlanta</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-ferias-em-atlanta</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-ferias-em-atlanta#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 14:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redacao]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=2653</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Já acostumado em assistir Esporte Total em sua edição noturna, Silvia Vinhas entra ao vivo e é interrompida por Álvaro José, que narra, ao vivo, a disputa da segunda semifinal do vôlei de praia. Em um tempo que não havia tantos sites de busca, jogar vôlei na areia era uma novidade incrível. Com a vitória de Adriana e Mônica, tive meu primeiro momento de patriostismo e que reflete o espírito olímpico. Nunca tinha visto um brasileiro em final, muito menos dos dois lados]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Por <strong>Emanoel Araújo</strong></p>
<p>Aos oito anos de idade nada mais empolga uma criança do que o período de férias. Sinônimo de videogame, casa dos primos no <img class="alignright size-full wp-image-2655" title="Captura de tela 2012-04-25 às 11.48.59" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Captura-de-tela-2012-04-25-às-11.48.59.png" alt="" width="159" height="250" />meio da semana, dormir até tarde e jogar bola. Esse enredo fazia parte daquilo que parecia uma &#8220;rotina&#8221; (ainda empregava esse termo da forma errada).</p>
<p>E naquele cinza-frio de julho mais um período de descanso estava pra começar. Mas este era diferente. A televisão &#8211; ainda sem assinatura, sem canais de esporte &#8211; era a janela que eu precisava para ver o mundo. Naquele julho, tudo o que eu queria ver era esporte. As preparações dos nosso atletas para mais uma Olímpiada e todo aquele acompanhamento intensivo próximo do maior evento esportivo do mundo.</p>
<p>Em meados de julho de 96, as Olimpíadas de Atlanta começaram. Com ela, a TV Bandeirantes começava a transmitir um programa chamado Esporte Total, que oferecia um resumo dos Jogos. Boa opção para quem ainda tentava entender o que era Olímpiada e o que o Brasil tinha com isso.</p>
<p><img class="alignleft  wp-image-2654" title="memoria" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/memoria.jpg" alt="" width="210" height="167" />Já acostumado em assistir Esporte Total em sua edição noturna, Silvia Vinhas entra ao vivo e é interrompida por Álvaro José, que narra, ao vivo, a disputa da segunda semifinal do vôlei de praia. Em um tempo que não havia tantos sites de busca, jogar vôlei na areia era uma novidade incrível. Adriana e Mônica duelavam com uma dupla australiana. Com 15 a 3 no placar o, para mim desconhecido, para o locutor favoritíssimo, o vôlei brasileiro entrou em quadra como saiu. Mostrando uma hegemonia que eu nunca tinha visto fora do futebol, as adversárias da dupla já estavam definidas. Era Jacqueline e Sandra, não por coincidência, também brasileiras.</p>
<p>Com a vitória de Adriana e Mônica, tive meu primeiro momento de patriostismo e que reflete o espírito olímpico. Nunca tinha visto um brasileiro em final, muito menos dos dois lados. Na final, a superação, a garra de adversárias e compatriotas que estavam exaustas, mas garantiram um ótimo espetáculo, como tinha feito durante esses dois primeiros dias que acompanhei o vôlei de areia. Desde então, não deixo mais de ver o esporte, tampouco de assistir os demais.</p>
<p><strong>Emanoel Araújo</strong> é produtor da BandSports</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-ferias-em-atlanta/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento olímpico inesquecível: a primeira vez a gente nunca esquece</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-primeira-vez-a-gente-nunca-esquece</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-primeira-vez-a-gente-nunca-esquece#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 14:59:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Thiago Blum]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=2651</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Quando o diretor de jornalismo abriu a lista, fiquei em choque... pra não dizer em pânico. Foi quando soube que faria parte do quarteto que iria acompanhar a seleção brasileira de futebol. Justo futebol? O que pra mim sempre foi um 'sub-esporte olímpico ?' Vou pra Miami e não Atlanta? Dane-se ! Era Olimpíada ! Não importa o endereço]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>O título deste texto não podia ser mais óbvio, mas quando o assunto é a chegada ao auge, quase obrigatório.</p>
<div>
<p>Sonhar em estar numa Olimpíada não é privilégio de atletas.</p>
</div>
<div>
<p>Minha primeira lembrança do maior evento esportivo do planeta aconteceu há 32 anos.</p>
</div>
<div>
<p>Me via lá, ao lado do mosaico do mascote Misha, que encantou o mundo direto de Moscou, quando as transmissões ao vivo começavam a deixar de engatinhar.</p>
</div>
<div>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2659" title="Captura de tela 2012-04-25 às 11.48.59" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Captura-de-tela-2012-04-25-às-11.48.591.png" alt="" width="159" height="250" />Quatro anos passaram, e o troco soviético ao boicote, tirou boa parte do brilho dos jogos de Los Angeles.</p>
</div>
<div>
<p>Em Seul 88, os prazeres da adolescência desviaram o foco. O esporte corria forte em minhas veias, mas outras ofertas ocupavam a cabeça.</p>
</div>
<div>
<p>Quando os quatro cantos do globo se voltaram pra Barcelona, eu gozava dos primeiros meses de estágio.</p>
</div>
<div>
<p>Jornalismo ! Era o caminho mais curto pro atleta frustrado alcançar a medalha sonhada. O alto do pódio.</p>
</div>
<div>
<p>Dividia o atendimento aos ouvintes da Rádio Cultura AM de São Paulo, com os jornais. Mergulhava fundo nas notícias. E vibrava com a formação do timaço de José Roberto Guimarães, que ganhou o primeiro ouro olímpico coletivo para o Brasil.</p>
</div>
<div>
<p>Para muitos, a capital da Catalunha sediava a maior Olimpíada de todos os tempos.</p>
</div>
<div>
<p>O destino se traçava.</p>
</div>
<div>
<p>O aprendizado das ondas do rádio me lançou para a televisão.</p>
</div>
<div>
<p>Conhecer pessoas certas era a ponte. Ser eficiente e profissional, o caminho.</p>
</div>
<div>
<p>Depois de um ano, a contratação, num canal esportivo.</p>
</div>
<div>
<p>As TVs por assinatura eram a novidade, e quem estivesse no lugar certo, seria tragado.</p>
</div>
<div>
<p>Fui&#8230;</p>
</div>
<div>
<p>Aos 24 anos, começava o trabalho que para muitos, inclusive eu mesmo, era uma diversão.</p>
</div>
<div>
<p>1995 passou voando&#8230; e em 96, os Estados Unidos receberiam mais uma vez a elite do esporte mundial.</p>
</div>
<div>
<p>A ESPN Brasil, prestes a completar um ano de vida, não podia ficar de fora, E lógico, não ficou.</p>
</div>
<div>
<p>Os meses que antecederam a escolha dos menos de 10 funcionários que iriam para Atlanta, movimentaram a redação. Afinal de contas, grande parte da equipe era de garotos. &#8216;Focas&#8217; que chegaram ali pelos motivos que eu conhecia tão bem.</p>
</div>
<div>
<p>Quando o diretor de jornalismo abriu a lista, fiquei em choque&#8230; pra não dizer em pânico.</p>
</div>
<div>
<p>E uma pergunta não me abandonava: &#8216;Será que um ano e meio de treinos seria suficiente para vencer ?&#8217;</p>
</div>
<div>
<p>Foi quando soube que faria parte do quarteto que iria acompanhar a seleção brasileira de futebol.</p>
</div>
<div>
<p>Justo futebol ? O que pra mim sempre foi um &#8216;sub-esporte olímpico ?&#8217; Vou pra Miami e não Atlanta ?</p>
</div>
<div>
<p>Questões&#8230; questões&#8230; questões&#8230;</p>
</div>
<div>
<p>Dane-se ! Era Olimpíada ! Não importa o endereço. Não importa que não vai ver a natação, o atletismo ou o judô.</p>
</div>
<div>
<p>A estreia tem local e data marcados ! Com apenas 25 anos !</p>
</div>
<div>
<p>Ao chegar na Flórida, sobravam desafios na minha primeira cobertura da seleção. Sem credenciais oficias, o acesso aos jogadores era limitado. Encontrar e falar com Aldair, Rivaldo, Bebeto, o ainda não fenômeno mas já famoso Ronaldo, Juninho Paulista e outros, era loteria.Para assistir as partidas, precisamos comprar ingressos comuns. A estrutura era pequena. Dependíamos de favores. E de quebra, convivia com problemas internos na equipe.</p>
</div>
<div>
<p>Os dias passavam rápido: derrota para o Japão na estreia esquentou o clima no time de Zagallo. Mas vieram vitórias contra Hungria e Nigéria, e a classificação para as quartas de final. A obrigação pelo ouro inédito, fez o país acompanhar ainda mais de perto a campanha. Expectativa que cresceu ainda mais depois da goleada contra Gana.</p>
</div>
<div>
<p>A briga por medalha fez time e jornalistas mudarem de endereço. As finais aconteceriam em Athens, na Geórgia.<img class="alignright  wp-image-2661" title="nigeria" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/nigeria.jpg" alt="" width="210" height="210" /></p>
</div>
<div>
<p>Apesar de estarmos no Estado de Atlanta, mantivemos distância além do regulamentar da capital oficial dos jogos.</p>
</div>
<div>
<p>Naquela altura já estava absolutamente possuído pela competição. E pouco preocupado em ter que acompanhar apenas de longe as braçadas de Gustavo Borges, as bandejas de Hortência e Paula, e a arrancada fulminante que nos deu o bronze no revezamento.</p>
</div>
<div>
<p>Brasil e Nigéria de novo. Faltavam dois passos para o título.</p>
</div>
<div>
<p>Ingressos na mão. Posição no meio da torcida&#8230;</p>
</div>
<div>
<p>O time ia bem&#8230; mas veio a prorrogação com morte súbita&#8230;</p>
</div>
<div>
<p>Todos conhecem o desfecho: gol de Kanu&#8230; 4&#215;3&#8230; e os africanos na final.</p>
</div>
<div>
<p>Naquela quarta-feira não vimos nem ouvimos os jogadores. A missão era outra: acompanhar o batuque e a festa negra em verde e branco. Festa que terminou em título cinco dias depois.</p>
</div>
<div>
<p>Para o Brasil ficou o bronze nada festejado, e sem aparição no pódio.</p>
</div>
<div>
<p>Foram 22 dias pro resto da vida.</p>
</div>
<div>
<p>Não há dúvida: A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE</p>
<p><strong>Thiago Blum</strong> começou na TV Cultura e está na ESPN Brasil desde o início do canal. Hoje é editor chefe do Sportscenter primeira edição. Participou da cobertura das Olimpíadas de 1996, 2000 e 2004 e estará em Londres nesse ano. Cobriu também as Copas do Mundo de 1998, 2002, 2006 e 2010.</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/memoria/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-primeira-vez-a-gente-nunca-esquece/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento olímpico inesquecível: É prata.. é prata.. é prata&#8230;.</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-e-prata-e-prata-e-prata</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-e-prata-e-prata-e-prata#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 17:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redacao]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=2589</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Aquela prata fez os 10% de mim que ainda torcia não virarem 0%, e de certa maneira influenciou muito a paixão por esporte que tenho até hoje. Por mais cético que eu possa ser hoje, não tem como ser louco por esporte sem ter esses 10% de torcida infantil e cega dentro da gente. E sempre que o Brasil está nas Olimpíadas, tem 10% de mim esperando pelo improvável acontecer]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><p>Tenho algumas lembranças de Barcelona 92, principalmente da final do vôlei contra a Holanda. Atlanta 96 foi a primeira Olimpíada que eu realmente acompanhei, tinha 11 anos e como toda criança era inocente e não tinha idéia do que rolava com dirigentes de confederações, patrocínios, doping etc&#8230; apenas torcia, e muito, para o Brasil.</p>
<p>O resultado do Brasil naquela Olimpíada surpreendeu (3 ouros, 3 pratas e 9 bronzes). Foi de longe a melhor participação brasileira, e eu sabia o detalhe de cada uma das medalhas. Na minha cabeça de 11 anos tinha chegado a hora do Brasil e a expectativa para <img class="alignleft size-medium wp-image-2598" title="Captura de tela 2012-04-24 às 13.22.07" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Captura-de-tela-2012-04-24-às-13.22.07-242x300.png" alt="" width="242" height="300" />Sydney foi imensa. Lembro da minha ansiedade para a chegada dos Jogos, lembro de ler tudo o que saia no jornal sobre as Olimpíadas, incluindo um guia detalhado de cada esporte que o Estadão lançou que tenho até hoje. E lembro principalmente de fazer projeções das possíveis medalhas do Brasil. Depois do Pan de Winnipeg os prognósticos eram os melhores, tinhamos muitos favoritos. Rodrigo Pessoa, Robert Sheidt, Torben Grael, os voleis de praia, futebol, judô, atletismo&#8230; quantos ouros conseguiriamos?</p>
<p>Ai veio a Olimpíada e a decepção dia após dia. A realidade do que era o esporte do Brasil comparado com as potências no mundo foi bem clara e todos favoritos foram caindo. Futebol para Camarões, Sheidt e Torben na vela, Rodrigo Pessoa, pessoal do judô, vôleis de praia&#8230;. Alguns com vexame e outros até com medalhas, mas  não lembro de “comemorar” as medalhas do Brasil. Durante aqueles 15 dias toda minha torcida cega e inocente pelo Brasil foi virando ceticismo. Comecei a ter muita raiva da patriotada das transmissões da TV aberta. Posso dizer que a Olimpíada de Sidney foi quando perdi a inocência de torcer cegamente pelo Brasil, passei a ver o esporte com outros olhos&#8230;</p>
<p>Chegávamos ao final dos Jogos e no atletismo (como nos outros esportes) acumulávamos fracassos, como Maurrem Magi e Claudinei Quirino (que chegou com o gabarito de ser medalhista no Mundial e acabou ficando apenas em sexto nos 200 metros). Ai chegou o 4&#215;100 masculino!</p>
<p>Nas Olimpíadas de 96 o Brasil, ainda com Robson Caetano, tinha buscado um histórico bronze. Aquela medalha que ninguém esperava foi muito comemorada. Assim, eu tinha um sentimento ambíguo com relação a essa prova em Sidney, com a expectativa grande gerada pelo bronze em Atlanta, junto ao ceticismo que desenvolvi ao ver todos os fracassos do Brasil. 90%de mim tinha <img class="alignright size-medium wp-image-2597" title="sydney" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/sydney-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" />certeza que o Brasil ia queimar, ou ia vir bem até algum erro na última passagem acabar com qualquer chance de medalha, mas 10% ainda tinha esperança, e torcia desesperadamente por algum resultado bom naquelas duas semanas horrorosas.</p>
<p>Com direito a narração do Galvao Bueno a prova começou&#8230; Vicente Lenilson abriu&#8230; passou para Edson Luciano&#8230; que passou para André Domingos&#8230; que passou para o Claudinei Quirino, que entrou na reta em terceiro. A medalha de bronze estava muito perto e ele ainda engoliu o cubano na reta enquanto o Galvão gritava “É prata&#8230; é prata&#8230; é prata&#8230;. essa prata vale ouro!” Por mais clichê que seja, pra mim valeu mesmo. Aquela prata fez os 10% de mim que ainda torcia não virarem 0%, e de certa maneira influenciou muito a paixão por esporte que tenho até hoje. Por mais cético que eu possa ser hoje, não tem como ser louco por esporte sem ter esses 10% de torcida infantil e cega dentro da gente.</p>
<p>E sempre que o Brasil está nas Olimpíadas, tem 10% de mim esperando pelo improvável acontecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Eduardo Barbosa</strong> é mestre em economia e esse ano vai tirar férias para ver as Olimpíadas, mesmo que só na televisão.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-e-prata-e-prata-e-prata/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu momento olímpico inesquecível: A vara mágica</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-vara-magica</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-vara-magica#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 13:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Redacao]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[momento inesquecível]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=2447</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>Fiquei perplexo. Sem reação. Por segundos, que valeram como minutos intermináveis, não pude falar nada. Esperava ingenuamente que o narrador da transmissão tivesse alguma resposta. Murer não piscava. Colocava as mãos na cintura, inconsolável. Com os olhos arregalados, perguntava para organizadores e concorrentes o que estava acontecendo. Sem esbravejar. Apenas, sem compreender o que estava acontecendo]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Poderia falar aqui de medalhas históricas, de conquistas triunfais, de recordes impressionantes, de viradas surpreendentes, de tantos outros momentos olímpicos recheados de glórias, louvores, champagnes e metais brilhantes. Momentos como esses não faltam. Mas quando penso em um fato marcante de Olimpíada vem à mente uma tragédia – sem mortos e feridos – e sim com uma atleta sem ter para onde ir ou o que fazer.</p>
<p>Me lembro que estava tendo aula na faculdade no dia em que Fabiana Murer disputava salto com vara na distante Pequim. A diferença de fuso da capital chinesa para São Paulo praticamente não permitiu que eu visse quase nenhuma das principais provas, fossem elas ao longo da madrugada ou de manhã. Naquele 18 de agosto de 2008, uma segunda-feira comum, estava no prédio da <img class="alignleft size-medium wp-image-2448" title="vara" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/vara-268x300.jpg" alt="" width="268" height="300" />Fundação Cásper Líbero, para mais um dia normal, com direito a prova. O teste não era tão relevante. Não em uma data como aquela. Fiz a obrigação o mais rápido que pude, esqueci o restante e corri para o computador mais próximo.</p>
<p>Foi a primeira vez que a internet transmitiu o evento ao vivo, um movimento pioneiro do <em>Terra</em>. Numa sala com outras 30/35 máquinas, calculo que 80% – umas 25 – estivessem ligadas ao mesmo site, acompanhando a mesma imagem. Não era à toa. Afinal, Maurren Maggi ainda não havia competido e ganhado o ouro no salto em distância e a maior esperança brasileira feminina no atletismo ainda era Murer.</p>
<p>Claro que a dourada era um sonho inconcebível. Sabendo que a recordista mundial, que fazia parecer 5 metros de altura uma envergadura ridícula, pisava na mesma pista que as outras. Mas qualquer medalha já era um feito impressionante. Quanto a Yelena Isinbayeva, não custava nada torcer por uma noite mal dormida, algum incômodo, ou – quem sabe – algum problema com o equipamento. Quem diria? Problema com equipamento, parecia a opção mais impossível. Não era. Pelo menos para Fabiana, não era. Não era o dia da brasileira. Depois de horas, dias, semanas, anos de trabalho para o tão esperado momento, aquele <em>não era </em>o dela.</p>
<p>Junto a milhões de tantos outros compatriotas e à própria atleta, fiquei perplexo. Sem reação. Por segundos, que valeram como minutos intermináveis, não pude falar nada. Esperava ingenuamente que o narrador da transmissão tivesse alguma resposta. Eu, milhões de brasileiros e Fabiana. Murer não piscava. Colocava as mãos na cintura, inconsolável. Com os olhos arregalados, perguntava para organizadores e concorrentes o que estava acontecendo. Sem esbravejar. Apenas, sem compreender o que estava acontecendo. Questionava. Calculava. Analisava. Chorava.</p>
<p>Só depois foi revelado que uma das varas da competidora havia “desaparecido”. Como uma vara mágica. Com isso, ela teve de saltar com um equipamento mais curto do que o necessário, e obviamente era o fim da linha. Mais algumas horas, e descobririam a tal vara em um depósito.</p>
<p>Um dia repleto de esperança, torcida, dúvida e emoção. Um dia que foi um resumo do que é o esporte olímpico no Brasil: uma grande vara deixada ao relento.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-2449" title="capa" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/capa.jpeg" alt="" width="507" height="351" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div><strong>Ricardo Spinelli</strong>, 23 anos, nascido e criado em São Paulo se formou jornalista na Faculdade Cásper Líbero. Começou a carreira como voluntário na Rádio Gazeta AM. No programa semanal &#8220;No Vestiário&#8221; foi repórter, comentarista e apresentador por 2 anos. Depois disso seguiu para a ESPN Brasil, onde começou como estagiário do &#8220;Futebol no Mundo&#8221; e passou a editor do &#8220;Sportscenter&#8221;. Eclético nos esportes, gosta de futebol, mas prefere acompanhar outras modalidades, como futebol americano, basquete, vôlei, natação e atletismo.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/meu-momento-olimpico-inesquecivel-a-vara-magica/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
