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	<title>Esporte em Pauta &#187; pan americano</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; pan americano</title>
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		<title>Quem é Graciele Hermann?</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 18:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="PAN" title="PAN" /><br/>A nova sensação da natação brasileira é gaúcha e tem 19 anos. Graciele Hermann surgiu para o público em geral após o PAN de Guadalajara. Ela chegou lá sem fazer muito barulho, conquistando sua primeira convocação para a Seleção Brasileira na última seletiva, e saiu como a maior surpresa do país, ao ficar a três centésimos do índice olímpico dos 50 livre. No final do ano, no Open realizado no Rio de Janeiro, Graciele confirmou as expectativas e atingiu a marca, nadando para 25"12, oito centésimos abaixo da marca A da FINA para a prova. Mas quem é essa nadadora sorridente de 19 anos, que está atualmente no México participando do treinamento em altitude com a Seleção Brasileira?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="PAN" title="PAN" /><br/><p>A nova sensação da natação brasileira é gaúcha e tem 19 anos. Graciele Hermann surgiu para o público em geral após o PAN de Guadalajara. Ela chegou lá sem fazer muito barulho, conquistando sua primeira convocação para a Seleção Brasileira na última seletiva, e saiu como a maior surpresa do país, ao ficar a três centésimos do índice olímpico dos 50 livre. No final do ano, no Open realizado no Rio de Janeiro, Graciele confirmou as expectativas e atingiu a marca, nadando para 25&#8243;12, oito centésimos abaixo da marca A da FINA para a prova. Mas quem é essa nadadora sorridente de 19 anos, que está atualmente no México participando do treinamento em altitude com a Seleção Brasileira?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-268" title="Captura de tela 2011-10-21 às 17.17.35" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/captura-de-tela-2011-10-21-c3a0s-17-17-35.png" alt="" width="480" height="315" /><em>Foto: Satiro Sodré</em></p>
<p>Graciele começou a nadar aos 12 anos em Pelotas no <a href="http://www.clubebrilhante.com.br/">Clube Brilhante</a>.Uma pesquisa no site da CBDA indica que a atleta ainda não participava de campeonatos brasileiros na categoria infantil (13 e 14 anos). É de 2007, quando tinha 15 anos e já estava na categoria juvenil a primeira aparição nos resultados de campeonatos de categoria. Em Fortaleza, Graciele, única representante do clube pelotense na competição, nadou três provas e ficou de fora das finais nas três: 22o lugar no 100 e 200 peito, e primeira reserva (nona colocada) nos 50 livre, quando nadou para 28&#8243;80.</p>
<p>Um ano depois, Graciele já estava no Grêmio Náutico União, uma das maiores potências da região Sul do país na natação. Em maio, ela já esteve presente no Maria Lenk, o campeonato brasileiro absoluto, na ocasião a última seletiva para as Olimpíadas de Pequim. Ficou em 20a reserva na prova de 50 livre nadando para 28&#8243;32, em setembro, no Finkel, baixou para 28&#8243;08 e pulou três posições para cima.</p>
<p>O mais curioso de 2008, entretanto, foi que Graciele já havia chegado aos campeonatos nacionais absolutos mas continuou sem subir ao pódio no brasileiro de categoria. Ficou em 4o lugar no 50 livre tanto no nacional do meio do ano, realizado em Belém, quando nadou para 27&#8243;72, quanto no brasileiro de verão, realizado no Espírito Santo, nadando para 27&#8243;64. No Chico Piscina, tradicional competição infanto-juvenil do calendário da CBDA, por onde passaram César Cielo, Joanna Maranhão, Lucas Salatta, Thiago Pereira e outros grandes nomes da natação brasileira, Graciele ficou em 7o.</p>
<p>Em 2009, já na categoria Júnior, Graciele subiu pela primeira vez ao pódio em campeonatos brasileiros de categoria, e não foi nem no 50 nem no 100 livre, mas no 100 peito, conquistando a prata no meio do ano. No final do ano, no mesmo torneio onde Cielo bateu o recorde mundial do 50 livre, Graciele ficou em 2o no 50 livre Júnior (o brasileiro júnior e sênior era realizado de tarde, e na manhã seguinte os oito primeiros de todas as categorias nadavam a OPEN; Graciele não chegou a classificar para nadar a final absoluta). Ao longo do ano, Graciele também marcou presença nos brasileiros absolutos, conseguindo chegar à final B do Finkel (100 livre) e do Maria Lenk (50 livre).</p>
<p>2010 foi mais um ano de evolução. Neste ano, chegou à final do OPEN, desta vez disputado em piscina curta e ficou em sexto lugar. No torneio de categoria, foi campeã brasileira nos 50 e 100 livre, saindo da competição com o segundo e terceiro índice técnico, chamando a atenção o 25&#8243;92 no 50 livre na longa, no tradicional parque aquático Julio de Delamare, primeiro sub-26 em competições nacionais. Este ano, a competição que selou sua ida ao PAN foi a Tentativa de Índice para o Mundial de Xangai, quando nadou para 25&#8243;81, ficando em segundo lugar, atrás apenas de Flávia Delaroli, e a frente de nomes como Tatiana Lemos e Juliana Kury. No Maria Lenk, ficou em sétimo mas ninguém conseguiu superar seu tempo e sua vaga estava garantida.</p>
<p>Em meio a tantos números e competições, uma coisa fica clara: Graciele certamente não era apontada como promessa quando era infantil ou juvenil, mesmo já sendo muito forte e com tempos consistentes, principalmente no juvenil 2. Sua evolução ao longo dos anos salta aos olhos e deixa claro que ainda que tenha sido surpresa para a grande maioria dos torcedores, vinha de um trabalho bem feito dos profissionais do GNU que certamente acreditaram nela esse tempo todo. Uma coisa em especial me chamou a atenção: os dois quarto lugares no brasileiro quando era juvenil 2. É muito difícil ficar em quarto e continuar, ainda mais chegando nesta idade quando se coloca a questão: vai continuar nadando ou vai prestar vestibular? &#8211; muitas vezes uma coisa exclui a outra no Brasil. É extremamente significativo que ela tenha continuado nadando.</p>
<p>No PAN, Graciele melhorou 6 décimos e nadou duas vezes para a casa dos 25&#8243;20, uma vez para 25&#8243;28 nas eliminatórias e outra pra 25&#8243;23, na final. Faltam trés centésimos para o índice &#8211; esta barreira não é trivial mas é inegável que a marca está muito próxima. Graciele tem porte ideal para velocista: é alta, magra e forte. Mais do que isso, gostei muito de sua atitude após as provas. Sempre sorrindo, Graciele poderia ter reclamado ou se lamentado por ter ficado tão próxima da marca que precisava fazer e bater na trave, mas o que vimos foi o contrário, uma garota contente por ter chegado tão perto, certa do trabalho que tinha pela frente, e muito feliz.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-270" title="PAN GUADAJARA 2011/NATAÃÃO" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/3cent.jpg" alt="" width="480" height="319" /></p>
<p><em>Foto: Satiro Sodré</em></p>
<p>No Brasileiro Júnior &#8211; que não valia vaga olímpica &#8211; Graciele mais uma vez nadou muito bem e ficou novamente a oito centésimos da marca, aumentando a expectativa pelo Open. Na competição, nadou a eliminatória do 100 livre para 56&#8243;15, mas optou por não nadar a final para descansar para a principal prova. No dia 15 de dezembro, sexta de tarde, nadou em observação a última série do Brasileiro Sênior, válido como eliminatória para o Open, e marcou 25&#8243;12, conseguindo o índice olímpico.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/quem-e-graciele-hermann/attachment/captura-de-tela-2012-02-02-as-16-21-19" rel="attachment wp-att-877"><img class="size-full wp-image-877 aligncenter" title="Captura de Tela 2012-02-02 às 16.21.19" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Captura-de-Tela-2012-02-02-às-16.21.19.png" alt="" width="587" height="247" /></a></p>
<p><em>Foto: Ricardo Brandão/AGIF</em></p>
<p><strong>*O texto foi adaptado do original publicado no blog <a href="http://londres365dias.wordpress.com/2011/10/24/quem-e-graciele-hermann/">Londres 365 dias</a> em 24 de outubro, publicado logo após o PAN, para incorporar o resultado da atleta nos demais torneios do ano. </strong></p>
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		<title>Homem ou mulher, tem que treinar</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 23:28:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[arthur zanetti]]></category>
		<category><![CDATA[daiane dos santos]]></category>
		<category><![CDATA[daniele hypólito]]></category>
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		<category><![CDATA[ginástica artística]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Sem categoria" title="Sem categoria" /><br/>A imprensa tem comentado exaustivamente a mudança de status na ginástica artística, com a seleção masculina, que tem em Diego Hypólito o nome mais conhecido e premiado, conseguindo resultados melhores do que a seleção feminina. Antes do PAN, no Mundial de Tóquio, os meninos subiram ao pódio duas vezes, com Diego (bronze, solo) e Arthur [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Sem categoria" title="Sem categoria" /><br/><p>A imprensa tem comentado exaustivamente a mudança de status na ginástica artística, com a seleção masculina, que tem em Diego Hypólito o nome mais conhecido e premiado, conseguindo resultados melhores do que a seleção feminina. Antes do PAN, no Mundial de Tóquio, os meninos subiram ao pódio duas vezes, com Diego (bronze, solo) e Arthur Zanetti (prata, argolas) já garantiram vaga em Londres; já a equipe feminina não consegiu a classificação e precisará disputar o pré-olímpico para tentar se garantir em 2012.No PAN, a disparidade ficou escancarada.</p>
<p>Nos resultados, foram três ouros para os homens, incluindo título inédito na competição por equipes, e as mulheres fora do pódio nessa disputa pela primeira vez desde Mar del Plata (1995). Mais do que isso, declarações pouco sutis evidenciam um certo raxa dentro da equipe feminina, com Daiane se colocando a favor da volta da seleção permanente e Daniele, ao contrário, se posicionando totalmente contra e exaltando sua melhora na nova fase em comparação com 2008.</p>
<p>Polêmicas a parte,vale a pena ressaltar alguns pontos dessa seleção masculina que vem de fato evoluindo muito.</p>
<p><strong>+Técnico</strong></p>
<p>Marcos Goto e Renato Araújo são os técnicos da seleção masculina e parecem muito importantes para a vitória. Marcos Goto em especial me chamou a atenção quando vi os vídeos de Arthur Zanetti no Mundial de Londres em 2009 e 2011. Em 2009, com apenas 19 anos, ele chegou à final das argolas e ficou em quarto lugar; este ano, pulou para o segundo lugar e se credencia como um potencial à medalha no ano que vem. Nas duas vezes, Marcos comemora muito após a exibição do atleta.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-292" title="arthur-zanetti-ga" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/arthur-zanetti-ga.jpg" alt="" width="480" height="234" /></p>
<p>Mais interessante ainda, em uma <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Olimpiadas/0,,MUL1368351-17698,00-COM+METODOS+DIFERENTES+BRASIL+BUSCA+EVOLUCAO+NO+PAN+JUVENIL+DE+GINASTICA.html">entrevista de 2009</a>, quando treinava a seleção juvenil, Goto deu a seguinte declaração após um bom resultado: <em> &#8211; Eles foram bem? Que ótimo! Então merecem mais treino. Quanto mais eles treinarem, mais rápido vão conseguir os resultados. </em></p>
<p>O técnico é a alma de uma equipe. É a referência para o atleta e geralmente a primeira pessoa com quem ele quer comemorar após uma vitória. Um técnico que exalta a importância do treino ganha o respeito de sua equipe e um técnico que não descansa e deixa claro os objetivos é essencial para a evolução da equipe nos últimos anos.</p>
<p>Vídeo da prova que deu a prata a Arthur:</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/CGsbc4mrNWc?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>+União</strong></p>
<p>Parece clichê mas me chamou a atenção, na procura por informações sobre os atletas, a exaltação da união entre eles, que tanto vem sendo colocada como fator crucial para o bom desempenho, presente já em vídeos e declarações antes da disputa do Mundial e do PAN. Em todas as apresentações dos atletas, os dois técnicos e o restante da equipe estavam na área ao lado torcendo e vibrando muito, como pode ser visto nesta matéria que foi ao ar no Jornal Nacional. Notem como todos estão envolvidos pela apresentação dos companheiros.</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/hP8BztoUJXM?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Também representativo e para mim um dos vídeos mais emocionantes que vi sobre o PAN foi a reação dos atletas quando descobriram que levaram o ouro por equipes.</p>
<p>http://esportes.terra.com.br/rumo-a-2012/videos/0%2C%2C386940.html</p>
<p><strong>+ Treino, treino, treino</strong></p>
<p>Este é o ponto chave. Diego deu uma declaração muito sensata sobre o mal estar no time feminino:<em> &#8220;Até pra colocar um ponto final nessa história das meninas: o que elas têm que fazer é treinar os aparelhos&#8221;.</em></p>
<p>Assim como o técnico, Diego exaltou a importância dos treinos. Ele em particular sabe bem o que é isso. Depois da falha em 2008, caindo na apresentação do solo que o deixou atônito e muito abalado, Diego passou por problemas de lesão que o deixaram fora do Mundial ano passado e teve que operar o tornozelo, tendo um tempo menor de preparação.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-291" title="diego-hypolito-ginastica-artistica-700x500-20111028" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/diego-hypolito-ginastica-artistica-700x500-20111028.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p>Para terminar, reproduzo uma citação do blog <a href="http://gymblogbrazil.blogspot.com/">Gym Blog Brasil</a>, tocado por três amantes da ginástica que entendem do assunto e acompanham o desempenho dos atletas há tempos. Escrevendo sobre a prova de Arthur no Mundial reproduzida no vídeo acima, o blog chegou à seguinte conclusão:</p>
<p>&#8220;Mais uma vez o coração na mão&#8230; Zanetti teve a série mais limpa da competição. Argolas sem balanço, posições muito bem marcadas, cristos &#8220;zerados&#8221;&#8230;Deu orgulho de ver. A emoção tomou conta de mim, e <strong>por um momento eu pensei que essa apresentação era muito mais do que um feito inédito. Essa apresentação traduzia toda a evolução da ginástica masculina do nosso país. Traduzia o resultado de um esforço, de uma dedicação, de uma garra e uma vontade de estar ali, de fazer parte dos melhores, de conseguir disputar os Jogos Olímpicos. Essa medalha foi além do &#8220;nunca conquistada&#8221;</strong>. Ela vai ser lembrada em janeiro, quando a seleção masculina conquistará (eu acredito!) a vaga para a equipe completa em Londres 2012.&#8221;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-295" title="barroso" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/barroso.jpg" alt="" width="480" height="359" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-293" title="ginastica" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/ginastica.jpg" alt="" width="480" height="359" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-294" title="comemoraçao" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/comemorac3a7ao.jpg" alt="" width="480" height="359" /></p>
<pre></pre>
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		<title>O time que sobrou em um dia e o goleiro que ganhou o jogo no outro</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 19:19:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Camila Lacerda]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[PAN]]></category>
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		<category><![CDATA[handebol]]></category>
		<category><![CDATA[matias shulz]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="PAN" title="PAN" /><br/>A seleção feminina merece atenção. Do time que foi para o Pan, apenas duas atletas atuam no Brasil. As demais estão espalhadas pela Europa na Espanha, Hungria, Áustria, França e Dinamarca com a base do time formada por atletas atuando no time austríaco Hypo, que em recente parceria com a Confederação Brasileira de Handebol tem conseguido trazer experiência internacional e entrosamento entre as jogadoras. Não só porque suas jogadoras têm talento, potencial e vontade de vencer, mas também porque têm um técnico experiente acreditando que o Brasil possa brigar por algo a mais que eu ficaria de olho e torceria por essa seleção em Dezembro aqui no Brasil e também em Londres.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="PAN" title="PAN" /><br/><p><strong>Contribuição de Camila Lacerda</strong></p>
<p>Domingo e segunda trouxeram aos espectadores brasileiros as finais do handebol feminino e masculino em duas histórias com finais bastante diferentes para nossas seleções. Já que no domingo a Record decidiu transmitir o belíssimo jogo da seleção Brasileira de futebol e sua derrota para a Costa Rica, quem tinha Record News ou conseguiu acessar a transmissão online do Terra  viu a seleção feminina de handebol sobrar na vitória que trouxe o ouro contra a seleção da Argentina. Quem não tinha, infelizmente perdeu.</p>
<p>Eu bem que joguei handebol por 5 anos na faculdade, mas como minhas ex-companheiras de time bem sabem eu não entendo muito do esporte. Só sei que a seleção feminina brasileira é a melhor seleção das Américas desde algum tempo e tetracampeã dos Jogos Panamericanos. Não sobra muito a comentar sobre o jogo, em que o Brasil ganhou com tranquilidade por um placar de 33 a 15 e contou com grandes atuações da ponta direita Alê, da meia Duda e da experiente e talentosíssima goleira Chana.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-277" title="Captura de tela 2011-10-25 às 13.05.41" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/captura-de-tela-2011-10-25-c3a0s-13-05-41.png" alt="" width="480" height="225" /><em>Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM</em></p>
<p>Comandada desde 2008 pelo Dinamarquês Morten Soubak, a seleção brasileira feminina terá a chance de mostrar à sua torcida no campeonato mundial a ser realizado em Dezembro no Brasil que está pronta para subir mais um degrau e crescer no cenário mundial. O Dinamarquês tem feito um trabalho de muita qualidade com o time e incentivado a ida de suas jogadoras para a Europa para que se exponham ao melhor handebol do mundo e assim possam evoluir, aumentando o nível individual e coletivo da equipe brasileira.</p>
<p>Essa seleção merece atenção. Do time que foi para o Pan, apenas duas atletas atuam no Brasil. As demais estão espalhadas pela Europa na Espanha, Hungria, Áustria, França e Dinamarca com a base do time formada por atletas atuando no time austríaco Hypo, que em recente parceria com a Confederação Brasileira de Handebol tem conseguido trazer experiência internacional e entrosamento entre as jogadoras. Não só porque suas jogadoras têm talento, potencial e vontade de vencer, mas também porque têm um técnico experiente acreditando que o Brasil possa brigar por algo a mais que eu ficaria de olho e torceria por essa seleção em Dezembro aqui no Brasil e também em Londres.</p>
<p>O jogo da seleção masculina foi diferente desde o começo. Bem que o Brasil tentou e até abriu 4 gols de diferença no primeiro tempo de jogo. Mas então o ataque pouco criativo da seleção, que forçou seu jogo o tempo inteiro em seus meias pouco assertivos e muito precipitados começou a falhar e o goleiro da Argentina Schulz começou a aparecer. O handebol é um esporte em que o goleiro faz toda a diferença no resultado final e pode acabar sendo o grande responsável pela vitória de seu time. Ainda que muitas das bolas defendidas por Schulz tenham sido mal chutadas pelos brasileiros, o fato do goleiro ter crescido e atuado como atuou tirou a confiança dos atletas da seleção e foi fator determinante para o resultado final de 26&#215;23 favorável ao time argentino.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-276" title="shulz" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/shulz.jpg" alt="" width="480" height="359" /><em>Goleiro Shulz que fez a diferença para a equipe argentina (Foto: Reinaldo Marques, Terra)</em></p>
<p>A derrota da seleção masculina acaba por trazer à tona a fragilidade de um esporte que tem tudo pra ser grande no país, já que é popular nas escolas Brasil afora e que se levado mais a sério poderia ir muito mais longe. Juca Kfouri <a href="http://blogdojuca.uol.com.br/2010/03/nosso-recordista-no-handebol/">postou já em 2010, em seu blog</a> algo que a meu ver reflete essa derrota e a falta de evolução do esporte nos últimos anos em suas seleções feminina e masculina: “<em>O sítio da Confederação Brasileira de Handebol informa que seu presidente, Manoel Luiz Oliveira, “aceitou”, constrangidamente, é claro, cumprir mais um mandato à frente da entidade, o sétimo”.</em> Depois de sete mandatos e resultados pouco expressivos, resta nos perguntar se um dia esse esporte será grande no Brasil e se alguma gestão conseguirá fazer o esporte evoluir e consolidar-se como potência. Enquanto isso torcemos pra que as meninas brilhem e os rapazes possam se recuperar e dar a volta por cima da derrota de ontem.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-279" title="Captura de tela 2011-10-25 às 13.22.25" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/captura-de-tela-2011-10-25-c3a0s-13-22-25.png" alt="" width="480" height="303" /><em>Foto: Reuters</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-278" title="hand_argentina" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/hand_argentina.jpg" alt="" width="480" height="359" /><em>Foto: Terra</em></p>
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		<title>O 4&#215;200 livre feminino brasileiro</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 19:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
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		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[4x200 livre]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="PAN" title="PAN" /><br/>O que se viu no PAN foi a melhor atuação das brasileiras neste revezamento desde Atenas-2004, quando conquistaram a segunda final olímpica de revezamento na história da natação feminina do país, terminando em sétimo. Na ocasião, tinhamos Joanna Maranhão, Mariana Brochado, Monique Ferreira e Paulo Baracho, um revezamento consistente com quatro nadadoras nadando entre 2'01-2'02.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="PAN" title="PAN" /><br/><p>Foi uma grata surpresa assistir ao revezamento 4&#215;200 livre feminino no PAN. As análises indicavam que o Brasil teria uma luta difícil apenas pela prata, lutado contra as venezuelanas, capitaneadas pelas irmãs Andreina e Yanel Pinto, terceira e quinta colocadas na prova, com 2&#8217;00&#8243;7 para Andreina e 2&#8217;03&#8243;9 para Yanel. Mas o que se viu foi a melhor atuação das brasileiras desde Atenas-2004, quando conquistaram a segunda final olímpica de revezamento na história da natação feminina do país, terminando em sétimo.</p>
<p><img class="size-full wp-image-260 alignright" title="marianaemonique" src="http://teste.gpizzo.com/wp-content/uploads/2011/10/marianaemonique.jpg" alt="" width="280" height="200" />Na ocasião, tinhamos Joanna Maranhão, Mariana Brochado, Monique Ferreira e Paulo Baracho, um revezamento consistente com quatro nadadoras nadando entre 2&#8217;01-2&#8217;02 (o recorde sulamericano era de Mariana com 2&#8217;01&#8243;17, batido somente com o início da era dos trajes). A rivalidade na piscina entre Monique e Mariana era muito saudável, forçando as duas cariocas a nadar cada vez mais forte.</p>
<p>Em 2004, tivemos o renascimento da natação feminina. Em uma Olimpíada de transição da geração Gustavo Borges e Xuxa para a de Thiago Pereira e Cielo, o Brasil não chegou ao pódio mas esteve em cinco finais, três das quais no feminino, na melhor performance das mulheres até hoje. Uma delas foi Joanna Maranhão, no melhor resultado de nossa história, ficando em quinto, Flavia Delaroli foi oitava no 50 livre, e o revezamento foi sétimo.</p>
<p>Na eliminatória, as meninas nadaram para 8&#8217;05&#8243;58, recorde sulamericano, garantindo vaga para a final, onde melhoraram 29 centésimos e cravaram 8&#8217;05&#8243;29, recorde sulamericano até hoje. Foi uma prova muito especial com quatro nadadoras guerreiras, duas pernambucanas (Joanna e Paula) e duas cariocas, e que selava uma de nossas provas mais fortes, o 200 livre, justamente pelo protagonismo das duas últimas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-261" title="reveza" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/reveza.jpg" alt="" width="200" height="280" /></p>
<p>De lá para cá, Paula e Mariana pararam de nadar, Monique voltou a nadar muito bem próximo às Olimpíadas de Pequim, e ano passado voltou ao Rio depois de anos nadando pela Unisanta e depois pelo Pinheiros. Joanna também se recuperou de percalços e alcançou o índice que garantiu participação individual em Pequim. Na ocasião, o 4&#215;200 foi o único sem participação brasileira, evidenciando como aquele 4&#215;200 de quatro anos antes fora resultado de uma geração muito forte de nadadoras da prova.</p>
<p>Desconsiderando os tempos feitos com trajes, nos últimos tempos as nadadoras não conseguiram superar a casa dos 2&#8217;03. Promessas acabaram não vingando e Tatiana Lemos se especializou mais nos 100 livre.</p>
<p>Sob este contexto, foi muito importante os 8&#8217;09&#8243; e a prata registrada na noite de terça feira em Guadalajara. A começar pelo tempo de Joanna, que abriu para 2&#8217;01&#8243;46, marca muito boa considerando a altitude e os fatos dela ter acabado de sair da final do 200 medley, onde conseguiu o bronze e superar seu melhor tempo sem trajes, e os 200 livre não serem sua principal prova. Jéssica Cavalheiro e Tatiana Lemos nadaram para 2&#8217;03, enquanto Manuella Lyrio, que tem voltado a nadar bem, marcou 2&#8217;01&#8243;22, tempo muito respeitável.</p>
<p><img class="aligncenter  wp-image-262" title="4x200pan" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/4x200pan.jpg" alt="" width="480" height="718" /></p>
<p>Claro que pensando na marca da Atenas comparada com essa tivemos uma involução, e ninguém nega isso. Mas este cenário posto, e pensando no que virá, o tempo de ontem foi uma inflexão importante para reverter este quadro. Precisamos de meninas de 20 anos, como Mariana em 2004, voltando a nadar para 2&#8217;01 e 2&#8217;00 e a brigar por finais internacionais, da força de Joanna, que não pode deixar de ser citada como referência para esta prova no Brasil. Jéssica Carvalho tem tudo para ser um desses nomes, além de outras que vem se destacando no cenário nacional &#8211; como Ana Araújo, cortada a uma semana do PAN, que foi lembrada por Joanna na entrevista após a prova.</p>
<p>Outro ponto que me agradou muito foi a fala de Tatiana Lemos. Veterana da seleção, ela comentou que havia tempo que o Brasil não nadava bem esta prova, e este tempo já era razoável (palavras dela). Esse tipo de autocrítica é muito importante e mostra que no caso dessas quatro, não há acomodação ou ingenuidade &#8211; elas sabem o que precisa melhorar e estão lutando por isso.</p>
<p>*</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-263" title="reveza" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/reveza1.jpg" alt="" width="480" height="320" /><em>4&#215;200 Brasil 2011</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-264" title="reveza2" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/reveza2.jpg" alt="" width="280" height="200" /></p>
<p><em>4&#215;200 Brasil 2004, no melhor momento da carreira das quatro e prestes a fazer a melhor marca sulamericana da prova até hoje</em></p>
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		<title>Cielo e Joanna</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 16:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[400 medley]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Sem categoria" title="Sem categoria" /><br/>Cielo: Impossível não reafirmar a cada competição como Cielo é um monstro nadando. Ignorou os problemas de altitude, a competição sem adversários tão fortes e nadou muito para 47&#8243;84, sua melhor marca pessoal sem trajes e segundo melhor tempo do ano, atrás apenas de Magnussen, campeão mundial em Shangai, que nadou abaixo disso duas vezes [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Sem categoria" title="Sem categoria" /><br/><p><strong>Cielo</strong>: Impossível não reafirmar a cada competição como Cielo é um monstro nadando. Ignorou os problemas de altitude, a competição sem adversários tão fortes e nadou muito para 47&#8243;84, sua melhor marca pessoal sem trajes e segundo melhor tempo do ano, atrás apenas de Magnussen, campeão mundial em Shangai, que nadou abaixo disso duas vezes na temporada. Muitos apostavam em Cielo mais &#8220;leve&#8221; no PAN do que no Mundial, quando soube de sua absolvição poucos dias antes da estreia, e pronto a fazer tempos melhores, tese afirmada por ele mesmo após ganhar a prova, em entrevista à Record. Confesso que também acreditava mas tinha perdido um pouco a confiança vendo os tempos fracos saindo no PAN. Fazer um tempo bom em altitude é mesmo admirável &#8211; não somente pela dificuldade realmente imposta, como pela atitude de não se deixar abalar por isso.</p>
<p>Para ganhar de Magnussen, falta melhorar a volta. Em Shangai quando nadou para 47&#8243;49 abrindo o revezamento, o australiano passou 23&#8243;10 e voltou 24&#8243;39; Cielo passou trés decimos mais forte, com 22&#8243;84, mas voltou seis décimos acima (25&#8243;00). Vai ser assim em Londres: velocista por excelência, Cielo passa mais forte sempre e Magnussen tem um perfil que poderiamos chamar de mais associado com nadadores de 100/200 livre (houve especulações sobre sua participação nessa prova, mas ele e seu técnico negaram), de voltar muito forte, com menor gap nas parciais. Promete ser uma disputa bonita.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-243" title="Captura de tela 2011-10-17 às 13.58.43" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/captura-de-tela-2011-10-17-c3a0s-13-58-43.png" alt="" width="480" height="268" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-244" title="Captura de tela 2011-10-17 às 13.58.54" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/captura-de-tela-2011-10-17-c3a0s-13-58-54.png" alt="" width="298" height="395" /></p>
<p><strong>Joanna</strong>: tenho uma sincera admiração por Joanna Maranhão, que vi pela primeira vez em 2001, em Uberlândia, quando eu nadava meu primeiro brasileiro e ela já era cotada como promessa brasileira. A prata nos 400 medley no primeiro dia e o choro no pódio tem um significado muito maior do que esse resultado pensado individualmente. Mesmo o tempo em si não é tão forte &#8211; Joanna fizera os mesmos 4&#8217;46 em Santo Domingo, no PAN de 2003, há oito anos, e de lá para cá já nadou muito menos que isso. Tudo aconteceu de forma rápida para Joanna: surgiu para o absoluto em 2003, conseguiu medalha no PAN, e um ano depois estava em Atenas fazendo o melhor resultado da natação feminina brasileira em Olimpíadas, conquistando um quinto lugar com fortísimos 4&#8217;40. O prognóstico a sua frente era promissor, mas por uma série de motivos ela jamais chegou perto desses resultados. Mesmo o 4&#8217;40 ela só repetiu uma vez, em Pequim, mas não baixou os centésimos cravados feitos na Grécia.</p>
<p>Este ano, Joanna disse que nunca mais nadaria 400 medley. Mas de lá para cá mudou muita coisa também: Vanzella foi mandado embora do Minas em circunstâncias que até hoje ninguém sabe explicar, Joanna também saiu do clube e foi treinar com Roseana Carneiro, única técnica mulher até hoje a integrar uma Seleção Olímpica, quando treinava Kaio Márcio. Joanna é polêmica, briga, e tem muitos desafetos &#8211; não sei afirmar se isso a ajudou ou se foi um dos motivos para os contratempos em sua carreira, é mais fácil dizer que sua personalidade é assim. Não sei se Joanna conseguirá nadar abaixo dos 4&#8217;40 e se chegará às Olimpíadas, mas torço que sim. Confesso que me emocionei com seu choro no pódio &#8211; há poucas coisas tão difíceis como voltar. Espero que &#8220;volte&#8221; mais ainda, e que caia o 4&#8217;40&#8243;00 em Londres.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-245" title="Captura de tela 2011-10-17 às 14.28.33" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/captura-de-tela-2011-10-17-c3a0s-14-28-33.png" alt="" width="480" height="317" /></p>
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		<title>Histórias do PAN &#8211; Fernando Scherer tricampeão</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 14:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="PAN" title="PAN" /><br/>A disputa do 50 livre prometia ser uma das mais fortes da competição, a única contando com o melhor atleta da seleção americana que foi ao PAN, Gary HAll Jr, nada menos do que o campeão olímpico dos 50 livre na época. Mas o outro protagonista era o argentino José Meolans, campeão mundial da prova em piscina curta um ano antes, e que já havia levado o 100 livre no mesmo PAN. E lá estava Scherer]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="PAN" title="PAN" /><br/><p>O PAN é uma competição importante para a natação brasileira. Mesmo com a melhora no nível de nossos ateltas nos últimos anos, que permitiu mudar escolhas o como a de 2003, onde o PAN foi privilegiado frente ao Mundial de piscina longa, a competição continental continua tendo grande peso no calendário da CBDA. Para a edição de Guadalajara, nossa seleção completa estará lá, e nossas maiores estrelas César Cielo, Thiago Pereira e Felipe França devem conseguir entregar bons tempos.</p>
<p>Um grande personagem da história de nossa natação já brilhou nessa competição. É Fernando Scherer, o Xuxa, que junto com Gustavo Borges foi o grande nome das piscinas na década de 1990.Ambos são grandes medalhistas de PAN &#8211; Gustavo Borges foi o atleta brasileiro que mais subiu ao pódio na competição até hoje, 19 vezes, enquanto Scherer tem dez medalhas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-235" title="borges e scherer" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/borges-e-scherer.jpg" alt="" width="250" height="171" /></p>
<p>Santo Domingo ficou marcada pela aparição de dois que seriam grandes nomes da natação brasileira a partir dai. Thiago Pereira, então com 17 anos, foi prata no 200 medley, que um ano depois daria a ele sua primeira final olímpica, e bronze nos 400 medley; na mesma prova, Joanna Maranhão também foi bronze no PAN e no ano seguinte conseguiu o melhor resultado da natação feminina do Brasil em toda história, ficando em em quinta em Atenas com 17 anos.</p>
<p>Diante dos novatos, Gustavo Borges,  Scherer e Rogério Romero (que merece um post exclusivo) também brilharam. Os dois ajudaram o revezamento brasileiro a levar o ouro, Borges esteve na prata do 4&#215;200, e conquistou o bronze nos 100 livre &#8211; já pouco competitivo na prova em nível mundial, fez uma opção a meu ver certa e encerrou a carreira em Atenas nadando apenas o revezamento 4&#215;100, sabendo que na prova individual seria difícil brilhar e chegar perto do resultado de Barcelona (prata) e Atlanta (bronze).</p>
<p>Mas a grande surpresa e uma prova memorável ficou por conta de Scherer nos 50 livre. A disputa prometia ser uma das mais fortes da competição, a única contando com o melhor atleta da seleção americana que foi ao PAN, Gary HAll Jr, nada menos do que o campeão olímpico dos 50 livre na época (e que um ano depois se tornaria bi, levando o ouro em Atenas). Mas o outro protagonista era o argentino José Meolans, campeão mundial da prova em piscina curta um ano antes, e que já havia levado o 100 livre no mesmo PAN.</p>
<p>E lá estave Scherer. Bronze nas Olimpíadas de Atlanta sete anos antes (não sei se é possível entender o tamanho e o significado de uma medalha individual olímpica), em Sidney a má atuação individual (não passou das eliminatórias) foi ofuscada por um bronze histórico no revezamento 4&#215;100 livre, com o Brasil se colocando junto aos gigantes Austrália e EUA.Três anos depois, Scherer chegou ao PAN como azarão ao lado dos dois.</p>
<p>Mas Scherer sempre foi guerreiro. Começou tarde na natação, com 17 anos, era surfista, se iniciou com cabelos compridos e loiros e depois ficou conhecido pela cabeça completamente raspada. Nadou ali uma prova irretocável e levou o tricampeonato com 22&#8243;40, deixando os dois rivas para trás, e comemorando do jeito que esse tipo de vitória pede.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-236" title="scherer_pan" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/scherer_pan.jpg" alt="" width="480" height="320" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-237" title="scherer_2003" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/scherer_2003.jpg" alt="" width="480" height="316" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-238" title="scherer_podio2003" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/10/scherer_podio2003.jpg" alt="" width="245" height="364" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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