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	<title>Esporte em Pauta &#187; Patricia Boos</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Patricia Boos</title>
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		<title>Sonho Olímpico: Patricia Boos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2014 18:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Hóquei na grama]]></category>
		<category><![CDATA[Patricia Boos]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>A questão das Olimpíadas é complicada. Pela diferença de nível técnico da seleção para as demais equipes, a Federação Internacional de Hóquei (FIH) criou um critério: o Brasil teria que chegar ao top 40 do mundo no feminino e top 30 no masculino até o final deste ano.
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Existe outra Olimpíada antes das Olimpíadas começarem. Para que 10.568 atletas estivessem em Londres, muitos ficaram pelo caminho.</p>
<p>As seletivas nacionais são cruéis. No taekwondo, pela regra que valia até a última edição dos Jogos, cada país só podia levar quatro atletas no total, entre todas as categorias &#8211; não basta ser o melhor do país no seu peso, há que ser melhor que os outros melhores. No judô, apenas um atleta é aceito por país em cada categoria. Os cortes na lista dos convocados no vôlei aconteceram já em Londres.</p>
<p>A mesma travessia está sendo traçada desde já, rumo ao Rio-2016.</p>
<p>Diz o senso comum que os esportes de menor tradição podem respirar alivados quando há uma Olimpíada em casa. O motivo é bem claro: ao invés de se submeter aos fortes índices e critérios de classificação típicos de uma Olimpíada, o país sede teria o benefício da vaga garantida em todas as modalidades.</p>
<p>Mas nem sempre é assim. O caso mais emblemático hoje é o do hóquei sobre a grama, que corre o risco de ser o único esporte sem brasileiros nas Olimpíadas de 2016. Desde que a modalidade se tornou olímpica, em 1908 para os homens e 1980 para a disputa feminina, o Brasil nunca teve representantes na competição mais importante desse esporte.</p>
<p>A ausência do hóquei brasileiro no piso sagrado das Olimpíadas não podia ser diferente: o esporte engatinha no país, com 6 clubes que participam do Campeonato Brasileiro, todos do eixo Sul-Sudeste. No <a href="https://www.youtube.com/watch?v=F-JD35iBry0">documentário</a> “À sombra dos holofotes”, o técnico do Florianópolis resume bem a questão técnica: “Não daria para jogar contra a primeira divisão argentina, contra a segunda dá. No masculino. No feminino já teria que ir um pouco mais embaixo”.</p>
<p>Em meio aos dados, existem os atletas. Uma delas é Patricia Boos, 30 anos.</p>
<p>Ainda na faculdade de educação física, Patricia foi vista jogando futebol. Na época, o Brasil começava a formar uma seleção permanente visando o PAN de 2007, e Patricia foi chamada para defender o país. O Brasil terminou a competição com três derrotas em três jogos, e 38 gols sofridos.</p>
<p>A evolução da modalidade a partir daí &#8211; lenta, mas uma evolução &#8211; se confunde com a história de Patricia, hoje capitã da seleção. O principal (e insuficiente) legado do PAN foi o campo oficial construído no Rio de Janeiro.</p>
<p>Embora importante, o campo é também uma “maldição”: os jogos do Campeonato brasileiro são realizados lá. Não é incomum ver as duas principais equipes de Florianópolis viajando horas até o Rio para disputar uma partida no final de semana e, então, voltar para casa. Seria apenas o problema do cansaço e da falta de praticidade, não fosse um detalhe: são os jogadores que arcam com todos os custos de viagem: passagem aérea, hospedagem, alimentação. Não há auxílio de custo nem por parte do clube nem da Seleção, com exceção dos períodos de preparação em Deodoro.</p>
<p>Em paraleo ao hóquei, Patrícia &#8211; e a maioria dos atletas das seleções, masculina e feminina &#8211; trabalham. Patricia é funcionária pública e também faz faculdade. Treina todos os dias, entre preparação física e treino na quadra e no campo society, improvisação para lidar com a falta de um campo oficial no estado.</p>
<p>Enquanto ouvia Patricia me contando sobre isso há cerca de um mês, quando falamos ao telefone, meu lado racional não pensava nem na estrutura para o esporte no Brasil. O que me vinha à cabeça era: <em>por que</em> ela fazia aquilo? Se dedicar assim por um esporte, gastar dinheiro com ele &#8211; sem nem ter a garantia de participar das Olimpíadas &#8211; pagar para competir. É contraintuitivo. Ela me respondeu:</p>
<p>&#8220;Eu sempre fui apaixonada por esportes em geral. Isso vem muito da pessoa: eu não consigo ficar muito longe da competição, gosto do clima e gosto muito de representar e vestir a camisa do Brasil. Isso me move, me atrai. Por isso eu continuo esse tempo todo. Não consigo largar isso e seguir minha normalmente, sem ser atleta”.</p>
<p><strong>Participação nas Olimpíadas</strong><br />
A questão das Olimpíadas é complicada. Pela diferença de nível técnico da seleção para as demais equipes, a Federação Internacional de Hóquei (FIH) criou um critério: o Brasil teria que chegar ao top 40 do mundo no feminino e top 30 no masculino até o final deste ano.</p>
<p>Atualmente, o Brasil é 41o. A última chance de melhorar a classificação seria a disputa da Liga Mundial, em Guadalajara. Com o patrocinador tirando a verba da viagem, o Brasil não pode participar da competição, e não há mais chance de ficar entre os 40 primeiros até o final do ano. Outra forma de classificação seria ficar entre os 6 primeiros no PAN, mas o país ainda não está classificado para a competição.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Os atletas se mobilizaram e organizaram um <a href="http://www.change.org/p/federação-internacional-de-hóquei-reveja-seus-critérios-de-qualificação-e-confirme-a-participação-das-seleções-brasileiras-masculina-e-feminina-nos-jogos-ol%C3%ADmpicos-do-rio-de-janeiro-em-2016?share_id=HeWDLSwcEi&amp;utm_campaign=friend_inviter_chat&amp;utm_medium=facebook&amp;utm_source=share_petition&amp;utm_term=permissions_dialog_true">abaixo assinado</a> pedindo a revisão das regras de participação da FIH, mencionando que outros esportes sem tradição contarão com convite para participar dos Jogos. “Não queremos só as Olimpíadas. Queremos o futuro do esporte. Sabemos que a participação vai trazer um legado muito grande: instalações, aumentar o número de praticantes, crianças conhecendo, público. A ideia é essa, divulgar o esporte. Somos poucos, muitos não conhecem”, me disse Patricia. </span></p>
<p>Antes que soasse um discurso de &#8220;vítima&#8221;, a própria Patricia completou. &#8220;A ideia é mostrar a realidade mas não de forma negativa. Sabemos que tem muitos problemas, e que a realidade não é a ideal. Queremos divulgar e desenvolver o hóquei no Brasil. Mas sempre positivamente, sabe? Tentando trazer as pessoas para o nosso lado ao ver que a gente vem lutando e batalhando”.</p>
<p style="text-align: center;"> <img class="aligncenter" alt="" src="http://hoqueibrasil.files.wordpress.com/2013/01/patricia-boos2.jpg" width="565" height="356" /></p>
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