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	<title>Esporte em Pauta &#187; Memória</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Memória</title>
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		<title>As lições de Soni</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jan 2014 02:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[rebecca soni]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>O momento mais marcante de Soni para mim foi sua participação em Londres, uma "lição" em vários sentidos. Ela chegou aos Jogos como campeã mundial das duas provas de peito e viu Ruta Meilutyte, então uma garota desconhecida de 15 anos, vencer. Não deve ter sido fácil. Poucos dias depois, ela voltou à piscina para nadar o 200 peito, sua principal prova]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Já era esperado, mas eu sempre fico triste: Rebecca Soni é a nova aposentada da natação mundial. Bicampeã olímpica do 200 peito, prova em que foi a primeira mulher da história a superar a barreira dos 2&#8217;20, Soni foi uma das maiores nadadoras de peito da história. Nem precisa falar muito: seis medalhas olímpicas, sendo três de ouro, bicampeã mundial do 100 peito, seis medalhas de Mundiais.</p>
<p>O momento mais marcante de Soni para mim foi sua participação em Londres, uma &#8220;lição&#8221; em vários sentidos. Resumindo a história, ela chegou aos Jogos Olímpicos como campeã mundial das duas provas de peito e favorita absoluta ao ouro. No 100, que aconteceu primeiro, viu Ruta Meilutyte, então uma garota desconhecida de 15 anos, crescer das eliminatórias até a final e vencer. Não deve ter sido fácil: ela não fez seu melhor tempo, e deve ter sido difícil se ver perdendo para alguém que ela provavelmente nem conhecia e foi uma das maiores surpresas não somente da natação, mas de toda Olimpíada 2012.</p>
<p>Poucos dias depois, ela voltou à piscina para nadar o 200 peito, sua principal prova. A força mental para passar de uma frustração como essa do 100 peito e focar na próxima prova não é nem um pouco trivial &#8211; não somente no esporte como na vida. É preciso muito foco para deixar para trás o que passou e se concentrar na próxima prova, sem se abater e sem esquecer que Olimpíada é uma chance quase única &#8211; uma a cada quatro anos. Quantos atletas não deixam oportunidades escapar depois de nadar mal a primeira prova?</p>
<p>Na semifinal, Soni nadou para 2&#8217;20&#8221;00. E para entender o que significava esse tempo naquele momento, vale ler o que a nadadora falou hoje, no dia de sua aposentadoria, em entrevista ao Swimming World:</p>
<p><em>&#8220;Eu continuo voltando [a mencionar] os 2&#8217;20 não só porque foi incrível, mas pelo fato de que eu pensava nisso há quase 10 anos. Foi isso que me manteve nadando depois de Pequim-2008. Eu estava perto , mas eu tive que colocar mais quatro anos na água.<strong>Foi isso que me fez ir treinar todos os dias</strong>. Foi um momento incrível.</em></p>
<p><em>Esse foi o meu sonho e objetivo. Eu me lembro de, na semifinal, fazer 2&#8217;20&#8221;00, e eu tive aquele momento em que eu pensei que aquele ia ser o meu legado &#8211; que eu quase consegui&#8221;.</em></p>
<p>Não só Soni colocou para trás o que havia acontecido no 100 peito, como fez a prova de sua vida, de um jeito bem de &#8220;livro&#8221; mesmo como ela falou: bateu na trave na semifinal, e na final foi perfeita. Foi sua última prova individual da vida, realizando um sonho. Veja a reação dela após olhar o placar (a segunda foto é uma das minhas preferidas desses Jogos):</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://www.guinnessworldrecords.com/media/5938786/Rebecca-Soni-main_497x310.jpg" width="497" height="310" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/soni.jpg" width="609" height="383" /></p>
<p>Ainda na entrevista de hoje para a Swimming World:</p>
<p><em>&#8220;Ainda me lembro da conversa específica sobre o 2&#8217;20. Foi durante uma competição, eu fui falar com meu treinador de categoria do Scarlet, Tom Speedling , e ele estava olhando para mim. Eu queria saber o que tinha feito errado, acho que tinha acabado de fazer 2&#8217;45. Ele só olhou para mim e disse: &#8220;Você vai ser a primeira mulher a nadar abaixo de 2&#8217;20&#8243;.  Isso nem estava na minha perspectiva na época, mas ele falou tão sério, e  realmente acreditando naquilo, que ele plantou essa semente na minha cabeça. Isso me faz pensar no que teria acontecido se a conversa não tivesse acontecido. Eu não pensei muito sobre aquilo imediatamente, mas continuei voltando para isso, e se tornou parte de mim e meu objetivo. Eu ficava pensando que ele acreditava em mim e tinha colocado a idéia na minha cabeça. Acho que eu não seria a pessoa que sou hoje se que aquela uma frase não tivesse sido dito para mim quando eu tinha 14 ou 15 anos&#8221;. </em></p>
<p>Gosto muito de atletas que valorizam seus técnicos da base e esse depoimento é genial: tanto para dar a dimensão da importância de um técnico da vida de um atleta, como para mostrar o tamanho de um sonho. As Olimpíadas duram uma semana e o que vemos na TV são os atletas entrando na área da piscina, sendo apresentados e nadando, mas um resultado como esse ouro é construído ao longo de uma vida inteira. Por isso o esporte é tão legal.</p>
<p>Para terminar, não consegui entender direito ainda o que será essa &#8220;empresa&#8221; criada pela Soni e <a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/depoimento-porque-vou-sentir-falta-de-ariana-kukors">Kukors</a>, anunciada no mesmo dia da aposentadoria. Mas destaco aqui uma parte do depoimento, em que ela fala sobre uma das ideias que as duas ex-nadadoras tem para ajudar a passar suas experiências de nadadoras para crianças. &#8220;Nós só queremos visitar e dizer oi para as crianças e deixá-las envolvidas e motivadas. No fim do dia, queremos que elas amem natação&#8221;. Acho que essa é a filosofia que deve nortear a natação para crianças &#8211; se você conseguir amar natação, com o tempo (e um bom técnico), vai aprender a ter disciplina, determinação e persistência para perseguir seu sonho. Mas tudo começa com o amor pelo esporte.</p>
<p>A entrevista completa pode ser lida <a href="http://www.swimmingworldmagazine.com/lane9/news/World/37633.asp">aqui</a>.</p>
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		<title>Depoimento: Porque vou sentir falta de Ariana Kukors</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Sep 2013 20:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>É bom saber que para cada Phelps e Bolt, monstros para quem fazer parte do time olímpico é quase trivial, existem 100 grandes atletas que precisam se beliscar quando colocam os pés na vila olímpica. Amo Phelps de paixão, e que bom que ele existe. Mas que bom que existem os outros 100 - e também os 200 que ficaram fora na seletiva, e os 300 que estão nos clubes treinando para chegar nela- sem eles, a natação não faria o menor sentido]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Ariana Kukors anunciou hoje sua aposentadoria das piscinas, aos 24 anos. Nadadora norte-americana, ela é recordista mundial dos 200 medley, e foi quinta colocada na prova nas últimas Olimpíadas.</p>
<p>Traduzindo: é uma nadadora fantástica e de altíssimo nível, mas que está longe de ser uma das melhores da história, friamente falando. Provavelmente não vai sair manchete em nenhum veículo brasileiro que não seja especializado em natação, diferente do que aconteceu quando Laure Manaudou parou, por exemplo.</p>
<p>Mesmo assim &#8211; ou pensando bem, por isso mesmo &#8211; sentirei muita falta dela. Estou um pouco afastada da natação e do esporte, e esse anúncio veio para me trazer muitas lembranças e despertar emoções que estavam guardadas desde que voltei de Barcelona.</p>
<p>Tenho uma atração especial por competições seletivas. Sei que um Trial existe como suporte para que exista um Mundial e uma Olimpíada, as competições que &#8220;importam de verdade&#8221;. Mas sou fascinada pelas histórias por trás da conquista de uma vaga no lugar mais desejado por todos. Adoro a ideia dessa barreira clara e objetiva que você precisa superar para chegar à algum lugar. Você pode até ter um clube queridinho da confederação, roubalheira, preferidos e preteridos, atletas corretamente contemplados com bolsa e outros erroneamente deixados de fora, mas não importa: na natação, ou você faz índice/fica entre os dois primeiros (ou seja lá qual for o critério adotado), ou está fora. Não existe lobby de agente de jogador. Não existe pressionar o técnico para mudar a convocação. Não existe Bernardinho brigar com Ricardinho e tirá-lo do grupo.Os Trials são um passaporte para o grande evento sem precisar passar pela subjetividade do cara do Consulado que te concede ou não o visto. Ninguém te dá esse passaporte: você conquista.</p>
<p>Para alguns, isso é uma mera formalidade. Atletas lutam a vida inteira para participar de um estadual enquanto para outros o índice sai todo dia no primeiro tiro da série de A2 no treino, quase soltando. O mesmo para o nacional de categoria, nacional absoluto, seleção de categoria, e isso segue em todos os níveis. A peneira só vai afunilando cada vez mais.</p>
<p>Até que chegamos ao último degrau, onde as coisas ficam um pouco estranhas.</p>
<p>Tipo aquele 50 livre no Maria Lenk desse ano, onde um cara desse último e altíssimo nível mostrou que no não há nada garantido &#8211; e simples assim, o quarto colocado nas Olimpíadas fica sem vaga para o Mundial. Ou como é em centenas de provas nos Trials mais fortes do planeta. Estados Unidos. Você pode ser o recordista mundial ou a bicampeã olímpica da prova, se ficar em terceiro, fica sem passaporte. Como aconteceu com Coughlin no 100 costas ano passado.</p>
<p>E é aqui que chegamos a Kukors, recordista mundial da prova de 200 medley desde o Mundial de Roma, 2009 &#8211; pelo próprio aposto, claramente uma das favoritas à vaga. Para entender o que estava em jogo, precisamos voltar quatro anos.</p>
<p>O mesmo local: Omaha, Nebraska. A mesma prova: 200 medley. Aos 19 anos, Kukors virou na frente faltando apenas 50 metros para garantir seu lugar em Pequim, depois de um parcial de peito magistral. Mas&#8230;.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/1EtEo2pNBN0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Por oito centésimos, Kukors foi superada pela veterana Natalie Coughlin, e ambas por Katie Hoff. Ficou fora das Olimpíadas.</p>
<p>Um ano depois, nos Trials para o Mundial de Roma, Kukors foi terceira em sua principal prova de novo. Mas foi terceira também no 200 livre, conquistando o direito de nadar o revezamento 4&#215;200. Depois, Kukors ganhou o direito de nadar sua principal prova com a desistência de Elizabeth Pelton, que abriu mão de sua vaga para focar no 100 costas.</p>
<p>Herdeira da vaga, Kukors bateu o recorde mundial na semifinal. E na final de novo, conquistando sua primeira medalha de Mundial, logo um ouro, um mês depois da frustração de ter ficado sem vaga na seletiva.</p>
<p>Não é por acaso que sua declaração pós prova foi essa: &#8220;Nos últimos 50, eu vi a Stephanie [Rice, campeã olímpica] chegando, só queria colocar minha mão na parede primeiro. Eu nunca deixei de acreditar. Tive muitos altos e baixos na carreira. Sonhos realmente se tornam realidade, e eu tenho um grande técnico e uma grande família que nunca deixaram de acreditar em mim&#8221;.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/09/kukors.jpg"><img title="kukors" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/09/kukors.jpg" alt="" width="640" height="417" /></a></p>
<p>Voltemos a 2012.</p>
<p>Como recordista mundial &#8211; marca que permanece imbatível até hoje &#8211; Kukors seria evidentemente uma das favoritas em qualquer 200 medley que disputado desde 2009. Mas em Omaha, 2012, trials para Londres, ser recordista mundial não queria dizer praticamente nada. Kukors não conseguia dormir. Só conseguiu depois de um bom tempo, enquanto a irmã segurava sua mão.</p>
<p>Em uma prova tensa, ela foi segunda &#8211; batendo na chegada, ironia do destino, justamente Elizabeth Pelton, aquela que desistiu da vaga em Roma e &#8220;permitiu&#8221; o título e recorde mundial.</p>
<p>Essa é Kukors depois da prova:</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/09/kukors2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12385" title="kukors2" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/09/kukors2.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Essa é Kukors depois de abraçar sua mãe e suas três irmãs:</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/09/familia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12386" title="familia" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/09/familia.jpg" alt="" width="600" height="328" /></a></p>
<p>Essa é Kukors encontrando sua equipe.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/_ditHqI8pn8" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Um dia depois da prova, ela disse em uma entrevista que quando as pessoas perguntavam o que ela fazia e ouviam como resposta &#8220;sou nadadora&#8221;, logo perguntavam: &#8220;Já foi para as Olimpíadas?&#8221;. A resposta: &#8220;Quando você diz: não, mas eu estive no Mundial, elas ficam, &#8216;ah legal&#8217;. Ninguém está nem aí. As Olimpíadas são algo com que você pode se identificar. Então ter esse grande objetivo, ter dúvidas como eu tive ontem e conseguir é simplesmente um sentimento incrível.&#8221;</p>
<p>Nessa entrevista logo após a conquista, dá para ver que ela nem hesita em escolher um momento entre o título mundial e o passaporte olímpico.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/Xlxv_JL0Mk0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Não acho que estar em uma Olimpíada faz de ninguém herói ou coitadinho como nossa imprensa às vezes gosta de carimbar.  Mas é bom saber que para cada Phelps e Bolt, monstros para quem fazer parte do time olímpico é quase trivial, existem 100 grandes atletas que precisam se beliscar quando colocam os pés na vila olímpica. Amo Phelps de paixão, e que bom que ele existe. Mas que bom que existem os outros 100 &#8211; e também os 200 que ficaram fora na seletiva, e os 300 que estão nos clubes treinando para chegar nela- sem eles, a natação não faria o menor sentido.</p>
<p>Boa sorte Kukors, vou sentir sua falta.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/09/kukors3.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-12387" title="kukors3" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/09/kukors3-800x800.jpg" alt="" width="560" height="560" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fabiola Molina em três atos</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 20:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[fabíola molina]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>Fabíola ganhou de Laure (isso é o menos importante), fez o índice (isso é muito importante) e emocionou o Maria Lenk inteiro (isso é inesquecível), independente de disputas de clube e contagens de pontos. Eu estava na área de imprensa e contrariando o que meus professores ensinaram, não contive algumas lágrimas. Era Fabíola.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Perder tempo com o currículo de Fabíola Molina é besteira: hoje quero só lembrar de três momentos de sua carreira que me tocaram, sem recorrer a números ou a resultados. Mas resumindo, para quem não a conhece, Fabíola Molina faz hoje 38 anos, esteve presente em três Olimpíadas (2000, 2008, 2012), já foi campeão brasileira mais de cem vezes, é a melhor nadador de costas da história do país e uma das figuras mais carismáticas do esporte brasileiro na atualidade.</p>
<p><strong>1- Olimpíada de 2000<a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fabiola.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10695" title="fabiola" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/05/fabiola-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" /></a></strong><br />
Ainda eram tempos de Gustavo Borges e Fernando Scherer, de disputa entre Flamengo e Vasco. Fabíola era nossa melhor atleta no feminino e, na época com 25 anos, havia grande expectativa que fizesse o índice no 100 costas durante o Finkel, última seletiva para Sidney. Fabíola não fez.</p>
<p>No último dia de competição, abrindo o revezamento 4&#215;100 medley, ela fez 1’02’’92. O índice era 1’02’’90. Eu não conseguia acreditar! Falava pra minha mãe no sofá da sala: não pode ser, ela vai ter uma nova chance! Com 12 anos, acho que foi a primeira vez que fiquei indignada com os centésimos, os malditos centésimos que depois eu descobri que diferenciam um ouro de uma prata, um bom de um mal resultado, um passaporte carimbado e uma Olimpíada assistida do sofá.</p>
<p>Depois, ainda bem, a CDBA decidiu dar um convite para a nadadora, que afinal de contas tinha o índice B da FINA (e o A também, como me alertou agora o impecável Daniel Takata). Abriu um precedente, teve reclamação&#8230; é polêmico, claro, mas ainda bem que foi essa a decisão. Na época ainda não sabiamos que Fabíola iria se reinventar e sua melhor fase não seria nos triviais 20 e poucos anos, mas depois.</p>
<p><strong>2- PAN 2007</strong></p>
<p>Foi a primeira vez que assisti uma competição de alto nível ao vivo. Estava com meu irmão no Rio, compramos ingressos em lugares bons na arquibancada. Por acaso, estávamos perto da famíla da Fabíola. Me lembro muito claramente de sua irmã.</p>
<p>A Fabíola já tinha uma medalha de PAN, de 1995 se não me engano, mas fazia alguns anos que não tinha marcas “expressivas”. Ela tinha ficado fora das Olimpíadas de Atenas, mas desde então tinha voltado a nadar bem, dar bons tempos (perder no Brasil ela não perdia, mas foi aos poucos que foi voltando a fazer marcas melhores e se aproximar de índices).</p>
<p>Enfim, julho de 2007, arquibancada do PAN. Família inteira da Fabíola do meu lado torcendo muito. Mais do que torcendo, vibrando mesmo: todos como ela: felizes, sorridentes, orgulhosos de sua Fabíola ali representando seu país. Ela chegou em segundo. Lembro muito bem de sua irmã chorando, emocionada, e de tirar uma foto com qualidade pífia, dado o zoom enorme, mas linda, de Fabíola abraçando seu marido Diogo Yabe ao lado da área da piscina. Existem casais modinha na natação, e existem Fabíola e Diogo.</p>
<p><strong>3- Índice no Maria Lenk 2012</strong></p>
<p>Sem dúvida uma das maiores emoções que a cobertura de natação já me proporcionou e um dos melhores momentos de 2012, como escrevi <a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/o-10-momentos-mais-marcantes-da-natacao-em-2012">neste texto</a>. O contexto: Fabíola tinha feito índice para as Olimpíadas de Londres um ano antes, mas por um descuido e um teste positivo, perdeu a marca. Nem vale a pena falar sobre isso.</p>
<p>Fabíola voltou a tempo de nadar essa última seletiva &#8211; na verdade, ainda teríamos a &#8220;Tentativa de Índice&#8221; uma semana depois, exclusivamente para as provas em que não o Brasil não tivesse representantes ainda. Mas competição mesmo, com contagem de pontos, arquibancada lotada e transmissão na TV, aquela era a última.</p>
<p>Nada de índice na eliminatória.</p>
<p>Na final, ela teria a companhia de Laure Manaudou do seu lado, que tem &#8220;só&#8221; três medalhas olímpicas. Mas Fabíola fez Manaudou virar coadjuvante.</p>
<p>Fabíola ganhou de Laure (isso é o menos importante), fez o índice (isso é muito importante) e emocionou o Maria Lenk inteiro (isso é inesquecível), independente de disputas de clube e contagens de pontos. Eu estava na área de imprensa e contrariando o que meus professores ensinaram, não contive algumas lágrimas. Era Fabíola.</p>
<p>Com 36 anos, chegando a sua terceira Olimpíada, depois daquele 2011 tão difícil. Nas perguntas, algum repórter que provavelmente cobre futebol o dia inteiro e parou de para quedas em Jacarepaguá perguntou &#8220;por que o choro Fabíola?&#8221;.</p>
<p>Mesmo com a melhor resposta ele não entenderia.</p>
<p>Uma boa tentativa é essa foto aqui embaixo, dela abraçando sua família &#8211; cinco anos depois deles comemorarem sua prata no PAN naquela mesma piscina.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Captura-de-Tela-2013-05-22-às-17.06.44.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-10694" title="Captura de Tela 2013-05-22 às 17.06.44" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Captura-de-Tela-2013-05-22-às-17.06.44.png" alt="" width="519" height="500" /></a></p>
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		<title>Memória: consagração e queda de Gabriel Mercedes</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 14:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Gabriel Mercedes]]></category>
		<category><![CDATA[londres 2012]]></category>
		<category><![CDATA[República Dominicana]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Gabriel Mercedes é um dos ídolos do esporte na República Dominicana. Quatro anos depois de conquistar a prata nas Olimpíadas de Pequim, tornando-se o quarto atleta da história do país a subir ao pódio na competição, Gabriel era um dos favoritos ao ouro em Londres-2012. Sua participação durou pouco, e com os ligamentos rompidos durante a primeira luta, Mercedes continuou lutando
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Gabriel Mercedes é um dos ídolos do esporte na República Dominicana. O país de 9,5 milhões de habitantes tem pouca tradição em Olimpíadas, tendo conquistado apenas seis medalhas até hoje , o que não impede que a pequena nação do Caribe seja a pátria de duas histórias do esporte sensacionais. Uma delas é a de Felix Sanchez, do atletismo. Outra é de Gabriel Mercedes, do taekwondo.</p>
<div id="attachment_10279" style="width: 351px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/pequim1.jpg"><img class="size-full wp-image-10279" title="pequim" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/pequim1.jpg" alt="" width="341" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Prata em Pequim-2008</p></div>
<p>A primeira vez que chamou a atenção na modalidade foi em 1998, aos 19 anos, quando Gabriel foi prata nos Jogos Centroamericanos e do Caribe, realizado em Maracaibo, Venezuela. Um ano depois, ele foi bronze no Mundial da modalidade, as duas vezes na categoria até 54kg. A categoria não é olímpica, e Gabriel não esteve em Sidney-2000, primeira vez em que a modalidade foi disputada valendo medalhas, depois de duas edições de demonstração, em 1988 e 1992.</p>
<p>Gabriel logo passou para uma categoria acima, até 58kg, visando a disputa das Olimpíadas. Foi campeão dos Jogos Centroamericanos em 2002 já no novo peso, bronze nos Jogos Pan-Americanos no ano seguinte, e estreou em Olimpíadas em Atenas 2004. Lá, perdeu na primeira luta para Oscar Salazar, que ficaria com a medalha de prata &#8211; por causa disso, o dominicano chegou a disputar a repescagem, mas não avançou.</p>
<p>No novo ciclo olímpico, Gabriel se consolidou como um dos melhores lutadores da modalidade na América, juntamente com o mexicano Guilhermo Pérez, do México, ambos com resultados fortes internacionalmente. Gabriel venceu os Jogos Centroamericanos novamente, os Jogos Pan-Americanos,  mas nos dois Mundiais do período foi eliminado na primeira rodada, enquanto Peréz conquistava a prata em 2007, no Mundial disputado na China.</p>
<p>Um ano depois, os dois estavam novamente em Pequim, para a disputa das Olimpíadas. Em chaves diferentes, se vencessem suas lutas, os dois se enfrentariam apenas na final &#8211; um confronto antes só seria possível na repescagem. Em um 20 de agosto perfeito, os dois foram vencendo suas lutas uma a uma, até se encontrarem na final. Em uma luta muito parelha que terminou empatada, os juízes deram a vitória a Guilhermo Peréz. Gabriel chegou a reclamar da decisão &#8211; o taekwondo é um esporte onde a força política conta muito, e o dominicano chegou a dizer que &#8220;sabe que venceu a luta, mas os juízes o castigaram para agradar as autoridades mexicanas&#8221;. Polêmicas à parte, Gabriel tornou-se o quarto dominicano da história a ganhar uma medalha olímpica, tornando-se ídolo no país.</p>
<p>Após a medalha, Gabriel continuou treinando de forma sólida e se manteve com bons resultados a nivel internacional. Além de manter o domínio nas Américas, vencendo os Jogos Centroamericanos pela terceira vez, e levando o bi no PAN, ele voltou a subir ao pódio em Mundiais, ficando em terceiro na edição de 2011, na Coréia do Sul.</p>
<p>Escolhido para carregar a bandeira de seu país na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres e credenciado por seus resultados no ciclo olímpico, Gabriel era um dos favoritos à medalha na competição.</p>
<p>A esperança durou pouco. Na primeira luta, contra Tameem Al-Kubati, do Iemen, um movimento errado custou caro. Gabriel rompeu os ligamentos do joelho direito quando ganhava o confronto por 3 a 1. Mesmo lesionado, ele continuou na luta até o final, perdendo por 8 a 3 e mal conseguindo se mexer. Gabriel terminou a luta chorando e saiu da área de competição desconsolado. Veja vídeo <a href="http://www.noticiassin.com/2012/08/gabriel-mercedes-habla-en-exclusiva-con-noticias-sin-de-la-lesion-que-lo-saco-de-los-juegos-olimpico/">aqui</a>.</p>
<p>Menos de um mês após a luta, em setembro, Gabriel operou os ligamentos. A previsão na época era que ficasse parado de seis a oito mfeses. Ele já está treinando, com rotina de 2 horas e meia por dia, mas disse recentemente em entrevista que a recuperação ainda está &#8220;80%&#8221;.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/mercedes.jpg"><img class="size-full wp-image-10280 aligncenter" title="mercedes" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/mercedes.jpg" alt="" width="348" height="232" /></a></p>
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		<title>A aposentadoria de Rebecca Adlington e a relação atleta-técnico</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Feb 2013 14:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[rebecca adlington]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Foi lindo como ela reconheceu a parte do técnico em seus resultados: “Eu tenho quatro medalhas olímpicas em casa que nao existiriam se eu estivesse com qualquer outro técnico. Elas sempre serão minhas tanto quanto suas”. Rebecca disse que Bill é seu segundo pai, falou como ele a entendia como ninguém, e finalizou com uma frase linda]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Rebecca Adlington anunciou sua aposentadoria da natação competitiva na manhã desta terça-feira (5). Aos 23 anos e dona de quatro medalhas olímpicas, conquistadas em Pequim (dois ouros) e Londres (dois bronzes), Rebecca para nadando em alto nível e ainda jovem, diferente da maioria dos que decidem se aposentar. Por que?</p>
<p>Em seu anúncio na TV, Rebecca explicou sua decisão. Falou sobre como sempre teve o desejo de parar no seu auge, e resumiu “atingi tudo o que eu queria”. Título olímpico,  título Mundial, recorde mundial, título do Commonwealth Games.  De fato, tudo. Fundista, ela comentou ainda a tendência de nadadoras cada vez mais novas dominando as provas (citou inclusive o exemplo de Katie Ledecky, campeão olímpica aos 15 anos em Londres, em prova que Adlington era favoritíssima).</p>
<p>O anúncio da TV foi a parte mais glamurosa, mas o que mais me tocou foi o <a href="http://www.rebeccaadlington.co.uk/rebecca's-diary/thank-you!!.aspx">texto que postou em seu blog</a>, onde tece uma série de agradecimentos. Ela começa agradecendo sua equipe de psicólogo, preparador físico, agente, seus técnicos de criança, sua cidade e seus patrocinadores. Depois, agradece à família/amigos/namorado, em seguida seus colegas de treino, e finaliza com um depoimento ao seu técnico Bill.</p>
<p>Achei maravilhoso, para começar, como ela deixou muito claro ali a importância de seus técnicos e colegas de equipe. Quem já foi atleta sabe que, por mais que a família e os amigos sejam parte essencial na construção de um resultado, a relação que nasce com quem faz o dia a dia de treinos é algo muito especial. Ainda mais pra uma fundista, que roda e sofre tanto.</p>
<p>Foi lindo como ela reconheceu a parte do técnico em seus resultados: “Eu tenho quatro medalhas olímpicas em casa que nao existiriam se eu estivesse com qualquer outro técnico. Elas sempre serão minhas tanto quanto suas”. Rebecca disse que Bill é seu segundo pai, falou como ele a entendia como ninguém, e finalizou com uma frase linda “A parte mais difícil de deixar a natação competitiva é que não trabalharei mais com você ao meu lado e não terei você para me guiar. Obrigada por tudo, estou em dívida com você para sempre”. Bill também tem muito a agradecer a Rebecca: com os resultados conquistados com ela, ele virou agora Head Coach do Team GB.</p>
<p>O esporte ensina muitas coisas para a vida e deixa marcas para sempre. Ter paixão pelo que se faz, a importância da disciplina, a beleza de não apenas sonhar mas construir um caminho até a realização desse sonho. Entre as coisas que ficam, além das medalhas e lembranças de grandes conquistas, uma das mais fortes é a relação com um técnico, algo que os grandes atletas do mundo captam muito bem. Michael Phelps também exaltou Bob Bowman quando parou, no que para mim foi a parte mais emocionante de sua despedida.</p>
<p>Eu já era fã de Rebecca Adlington, fundista, apaixonada por natação, sempre deixando claro como seus resultados eram conquistados com muito trabalho. Virei mais fã ainda depois do que li.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Furniss_2895578.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-9572" title="Furniss_2895578" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Furniss_2895578.jpg" alt="" width="560" height="420" /></a></p>
<p><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/swgWP1wB_8I" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Porque sentirei falta de Laure Manaudou</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2013 23:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Laure Manaudou]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Estamos falando de um dos maiores gênios da natação feminina nos anos 2000. Vejamos porque. Laure "surgiu" nas Olimpíadas de Atenas, encantando o mundo ao ganhar três medalhas, uma de cada cor. Ela só tinha 17 anos e ganhou medalhas no 400 e 800 livre, e ainda um bronze no 100 costas - nadando como se fosse simples ser fundista e nadar costas ao mesmo tempo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Laure Manaudou parou de nadar. O anúncio já era previsto, depois de divulgado que ela falaria hoje (30) em rede <a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/familia.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9527" title="familia" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/familia-300x222.jpg" alt="" width="300" height="222" /></a>nacional na França. Junto com a notícia, Laure anunciou que está grávida de seu segundo filho com Fred Bousquet, nadador francês que é velho conhecido de César Cielo. Pra completar, Laure é irmã da nova sensação da velocidade, o campeão olímpico Florent Manaudou. Lindos, velozes, e ainda por cima franceses. Que família.</p>
<p>No fundo essa segunda aposentadoria representa pouco para a natação atual em termos práticos. Laure teve uma Olimpíada de Londres pífia: não chegou a nenhuma final, e no 200 costas fechou série nas eliminatórias. Por que, então, a notícia tem tanta repercussão no mundo da natação e mesmo na França?</p>
<p>Simplesmente porque estamos falando de um dos maiores gênios da natação feminina nos anos 2000. Vejamos porque.</p>
<p>Laure &#8220;surgiu&#8221; nas Olimpíadas de Atenas, encantando o mundo ao ganhar três medalhas, uma de cada cor. Ela só tinha 17 anos e ganhou medalhas no 400 e 800 livre, e ainda um bronze no 100 costas &#8211; assim, como se fosse simples ser fundista e nadar costas ao mesmo tempo. Foi o primeiro ouro de uma nadadora na história da França. Antes dela, o país havia chegado ao topo do pódio olímpico na natação apenas com os homens, e a última vez fora em 1952. Com toda justiça, ela virou sensação na França.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/laure-manaudou-athenes-jo_158.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9528" title="laure-manaudou-athenes-jo_158" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/laure-manaudou-athenes-jo_158.jpg" alt="" width="605" height="422" /></a></p>
<p>Dois anos depois, sem que ninguém esperasse, em um mero Campeonato Francês, Laure fez o que parecia impossível: quebrou o segundo recorde mundial mais antigo da história da natação na época, o do 400 livre. Aquele recorde, que pertencia a Janet Evans desde 1988 e sobreviveu a quatro Olimpíadas, aos Mundiais, ao fast skin. Dois meses depois, Laure baixou a marca de novo com um fortíssimo 4&#8217;02&#8221;13.</p>
<p>Em 2007, Laure rompeu com seu técnico da vida Philippe Lucas e, em decisão polêmica, se mudou para a Itália para treinar. Na época ela namorava Luca Marin. No Mundial daquele ano, ela brilhou: ganhou o 200 e 400 livre, foi prata no 800 livre e no 100 costas. Atenção para o 200 livre:</p>
<p>Federica Pellegrini quebrou o recorde mundial, que durava cinco anos, na semifinal. Um dia depois, Laure acabou com a festa: ganhou a prova, baixou o novo recorde em quase um segundo, mostrou que o estilo livre tinha uma rainha, e ela era francesa. Considerando que depois Federica namoraria Luca Marin e que as duas são especialistas nas mesmas provas, temos nas duas nadadoras uma das maiores rivalidades da natação feminina recentemente. Como isso é bom para o esporte.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/qWGUMhG-Owg" frameborder="0" width="480" height="360"></iframe></p>
<p>Nesses três anos se concentraram todos os títulos de Laure nas piscinas. Veja: dos 17 aos 20 anos, Laure conquistou tudo. Depois, o fim do namoro com Luca Marin, a volta para a França, as fotos vazadas na internet culminaram com uma Olimpíada de Pequim fraca, em que ela terminou em oitava no 400 livre,  prova que dominava há  três anos. Dai seguiu-se uma das aposentadorias, a primeira filha com Bousquet e a volta em 2011, dessa vez nadando apenas costas. Laure não teve dificuldade em fazer o índice olímpico &#8211; aliás, como era lindo ver Laure nadando, fácil, leve e com eficiência de braçadas invejável.<a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/florent.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9526" title="France's Laure Manaudou congratulates her brother Florent Manaudou after he won the men's 50m freestyle final during the London 2012 Olympic Games at the Aquatics Centre" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/florent-300x174.jpg" alt="" width="300" height="174" /></a></p>
<p>A participação em Londres foi ruim, mas ainda assim ela apareceu. Quando seu irmão mais novo venceu o 50 livre, naquela prova  triste para os brasileiros, Laure invadiu a área da piscina para abraçá-lo. Cena única naquela edição dos Jogos. Era Laure Manaudou. Ela pode.</p>
<p>Tive a honra de ver a musa ao vivo, no Maria Lenk do ano passado. Nadando só costas, é verdade, o que pra mim nunca chegou perto ao que era vê-la nadando crawl. Laure, pra mim, marca a geração de nadadores da época em que eu comecei a acompanhar natação de verdade. Eu pensava que não conseguiria achar outra geração tão legal como aquela, mas a cada ano elas se renovam e a verdade é que gosto de todas. Agora com franceses também: foi Laure que abriu a porta para que depois viessem Alan Bernard, Amaury Levaux, o próprio Bousquet, e mais recentemente Yannick Agnel, Florent e Camille Muffat.</p>
<p>Mas nenhum deles jamais será como ela &#8211; ninguém nunca mais vai ser a primeira a bater o recorde mundial da Janet Evans. Obrigada, Laure.</p>
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		<title>Depoimento: assistindo o Mundial de handebol na Tunísia</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 15:08:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Handebol]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Depoimento]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial de handebol]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Handball-42.png" width="42" height="42" alt="Handebol" title="Handebol" /><br/>A Tunísia ia ter que jogar a vida pra ganhar da Dinamarca hoje. E todos os tunisianos com quem conversei acreditavam que dava: "É difícil mas nosso time também é um dos melhores do mundo, se jogar bem dá pra passar". Eles dizem que na Tunísia só tem um esporte que dá pra torcer em competição internacional, o hand. O futebol é de longe o esporte mais popular, mas além das competições regionais da Africa, eles torcem pra Tunísia até meio como segundo time
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Handball-42.png" width="42" height="42" alt="Handebol" title="Handebol" /><br/><p>A Tunísia ia ter que jogar a vida pra ganhar da Dinamarca hoje. E todos os tunisianos com quem conversei acreditavam que dava: &#8220;É difícil mas nosso time também é um dos melhores do mundo, se jogar bem dá pra passar&#8221;. Eles dizem que na Tunísia só tem um esporte que dá pra torcer em competição internacional, o hand. O futebol é de longe o esporte mais popular, mas além das competições regionais da Africa eles torcem pra Tunísia até meio como segundo time, pq sabem que não é seleção pra ganhar uma Copa. Chegar nas quartas é um grande resultado.</p>
<div>Chamei um amigo tunisiano pra ver o jogo aqui perto de casa. Pensei que ia ser incrível. Só quando cheguei no café me dei conta que era domingo à noite, e pior, tava chovendo. O mesmo café que no outro dia tava lotado quando conversei com você durante o jogo contra Montenegro, hoje não tinha metade daquele público. Chegamos no meio do primeiro tempo e a Tunísia já tava perdendo.</p>
<p>No segundo tempo o café ficou mais vazio ainda. Pessoal nem tava mais comemorando gol. Liguei a camera pra tirar umas fotos e o garçom pediu pra eu desligar pq haviam mulheres no recinto. Quando cheguei aqui ainda estranhava essas coisas, mas com o tempo você acostuma e agora já parece até normal. Por algum motivo que foge à minha clara compreensão, mulheres não devem ser fotografadas em público por desconhecidos. Enquanto desligava a camera tirei essa foto aí de baixo. O jogo foi um chocolate pra Dinamarca. </p>
<p>No fim a galera nem tava mais acompanhando. Cada um na sua mesa, conversando com os amigos, bebendo café e fumando sua shisha (algo parecido com narguile).Fiquei triste pela derrota, pelo descaso dos tunisianos (que estavam me encantando com tanta torcida pra um esporte menos visado), e por não ter uma história e umas fotos legais pra te mandar.</p>
</div>
<div>
<div>Mas tb, o que esperar de um povo que assiste futebol bebendo café?! haha</div>
<div></div>
</div>
<div></div>
<div><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/tunisia.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-9380" title="tunisia" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/tunisia-800x600.jpg" alt="" width="576" height="432" /></a></div>
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		<title>O dia que entrevistei Gabriella Silva</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2013 18:03:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Nasci em 1988, mesmo ano que a Gabriella Silva. Quando tinha 13 anos, idade em que começam os brasileiros absolutos, eu nadava borboleta. Assim como ela. Mas não que nem ela: desde sempre, a Gabi destruia na piscina. Eu fui apenas 10a naquele brasileiro infantil 1 de Belém onde ela já foi campeã ou vice. Não lembro direito, mas sei que ela já fazia 1’05 ou 1’06. Era lindo ver ela nadando borboleta. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Nasci em 1988, mesmo ano que a Gabriella Silva. Quando tinha 13 anos, idade em que começam os brasileiros de categoria, eu nadava borboleta. Assim como ela. Mas não que nem ela: desde sempre, a Gabi destruia na piscina. Eu fui apenas 10a naquele brasileiro infantil 1 de Belém onde ela já foi campeã ou vice. Não lembro direito, mas sei que ela já fazia 1’05 ou 1’06. Era lindo ver ela nadando.</p>
<p>Às vezes, quando pessoas que fazem parte da minha vida hoje perguntam sobre essa época da minha vida, eu mostro o resultado dessas competições e falo com orgulho “já nadei com a Gabriella Silva!”.</p>
<p>O tempo passou e em 2008 eu estava no primeiro ano do curso de jornalismo. Meu professor de Jornalismo Básico I, Celso Unzelte, pediu que entrevistássemos alguém de destaque em seu meio de atuação. Na hora, pensei nela. Isso porque algumas semanas antes eu tinha me visto arrepiada dentro de um laboratório de edição, ao ler escondida do professor a notícia no Blog do Coach sobre o índice olímpico dela e da Daynara. A Gabi já estava muito perto, então quando eu vi que a Daynara fez o índice, uma série antes, pensei “putz, será que ela vai conseguir também?”. E ela conseguiu, com folga. Uma prova que anos antes não tinha nenhuma brasileira nadando para 1’01, e de repente tinha duas fazendo índice para Pequim. Incrível.</p>
<p>Então, naquele dia pensei que queria entrevistá-la. Eu tinha nadado em Santos com a Carol Moncorvo, minha amiga, que eu sabia que tinha ficado muito amiga da Gabi quando foi nadar no Pinheiros. Pedi pra ela se podia tentar, e deu certo. A Gabi disse que tinha muita gente pedindo entrevistas (a mídia aparece quando os resultados aparecem, mas eu juro, já acompanhava a carreira dela desde sempre!), e pediu para fazermos por telefone. Aceitei, é claro.</p>
<p>Foi minha primeira entrevista de verdade. Preparei várias perguntas e dissequei a carreira dela, desde os tempos do Rio, a ida para São Paulo, o início da saga de quebra de barreiras (primeiro o  eterno recorde sulamericano, depois o 1’00, depois o 59’’, e foi indo&#8230;). Ela respondeu a tudo com paciência e foi muito simpática. Um tempo depois, mandei email perguntando se ela permitia que eu publicasse a matéria, ela foi simpática de novo. E o Coach a publicou, pode ver <a href="http://www.bestswimming.com.br/roma2009/conteudo.php?id=9549">aqui</a>.</p>
<p>Foi muito legal ver a Gabi destruindo em Pequim. E depois em Roma. Nunca vou esquecer do repórter no final daquele quarto lugar falando que ela tinha ficado tão perto do bronze (8 centésimos), mas que ele não queria falar do que ela não fez, e sim do que ela fez. E ela chorou. É claro! Oito centésimos! Mas mesmo assim abriu seu sorriso e respondeu.</p>
<p>O esporte é cruel várias vezes. Foi cruel nesse dia. Mas foi muito mais cruel nas lesões que sempre atrapalharam sua carreira. E mesmo assim ela continuava tentando. Essa é só uma frase de efeito muitas vezes, mas eu queria repeti-la para deixar bem claro: ela continuava tentando. Mesmo sentindo dor, todos os dias. Acordando com dor, nadando com dor, soltando com dor. Todos os dias. Como ela bem disse hoje, ao anunciar sua aposentadoria no facebook, “Mas a gente tem que saber a hora de parar, antes que a vida pare pra gente”.</p>
<p>Para a natação, fica a saudade: em dois meses, vimos parar duas gigantes e finalistas olímpicas, Flávia e Gabriela. Parte fundamental da melhor geração de nadadoras que o Brasil já teve até hoje.</p>
<p>Pra mim, sempre será orgulho já ter nadado uma prova com ela.</p>
<p>Sucesso e boa sorte, Gabi!</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/gabi.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9294" title="gabi" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/gabi.jpg" alt="" width="400" height="264" /></a></p>
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		<title>Jason Lezak se aposenta aos 37 anos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 14:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Lezak]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/>Pequim, 2008. Quando subiu na baliza para fechar o revezamento 4x100 livre norte-americano, Jason Lezak carregava com ele duas participações olímpicas, quatro medalhas no total. Com 32 anos e 8 meses, era o segundo mais velho dos 32 nadadores presentes na épica prova. Épica pelo que ele faria dentro de alguns segundos. Para ser mais exato, em 46 segundos e seis centésimos. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Memória" title="Memória" /><br/><p>Pequim, 2008. Quando subiu na baliza para fechar o revezamento 4&#215;100 livre norte-americano, Jason Lezak carregava com ele duas participações olímpicas, quatro medalhas no total. Com 32 anos e 8 meses, era o segundo mais velho dos 32 nadadores presentes na épica prova.</p>
<p>Épica pelo que ele faria dentro de alguns segundos. Para ser mais exato, em 46 segundos e seis centésimos. <a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/lezak2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9262" title="Olympics Day 5 - Swimming" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/lezak2-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>Não é que ele tivesse fama de amarelão &#8211; se tivesse, podia até estar no revezamento da final, mas não seria colocado para fechar. Mas Lezak também não era um verdadeiro destaque norte-americano em grandes competições. Muitas vezes, ele nadava melhor na seletiva americana do que na competição propriamente dita.</p>
<p>Foi assim em 2004, quando Lezak chegou a Atenas como o principal velocista americano &#8211; tinha sido segundo no 50 livre na seletiva e primeiro no 100. O resultado: ganhou medalhas “apenas” nos revezamentos, onde cumpriu seu papel, sem nadar extraordinariamente e também sem estragar tudo. Nas provas individuais, a participação foi quase pífia: não passou nem da eliminatória no 100 livre e foi quinto no 50 livre.</p>
<p>E costumava ser assim nos Mundiais também. Lezak, assim como nosso Thiago Pereira, bateu várias vezes na trave. Entre Barcelona, Montreal e Melbourne, foi quarto duas vezes, quinto outra, muitas vezes depois de passar das eliminatórias com o primeiro tempo. Para um cara de 32 anos, tantas vezes parte do time americano, que já fora líder do ranking mundial na prova mais nobre da natação, não ter nenhuma medalha individual em disputas desse porte era um pouco frustrante.</p>
<p>Com esse histórico, e por isso desconhecido de muitos ao redor do mundo, Lezak caiu na piscina naquela noite em Pequim. E não poderia ser punido se terminasse a prova em segundo. Porque caiu na água em segundo, e tendo ao seu lado, na frente, o recordista mundial da prova, Alain Bernard, 25 anos. E outro pequeno detalhe: Lezak treinava sozinho para aquela Olimpíada. Não sozinho sem companheiros de treino. Sozinho sem técnico, desde 2006.</p>
<p>Então em qualquer outra circunstância, perder aquela prova seria até ok. Mas daquela vez não era, porque se terminasse em segundo, Lezak acabava com o implícito sonho de oito ouros olímpicos de seu colega Michael Phelps. E acreditemos em milagre ou não, o milagre aconteceu.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/7735706" frameborder="0" width="500" height="281"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/7735706">2008 Beijing Olympics Swimming Men&#8217;s 4 x 100m Freestyle Relay Final</a> from <a href="http://vimeo.com/user2079915">Meazza</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Veja: isso não tem nada a ver com gostar ou torcer pelos EUA. Tem a ver com um cara fechando um revezamento da forma mais incrível que o mundo já viu. Até hoje, se assisto essa prova &#8211; especialmente depois da última virada &#8211; eu tenho certeza que Bernard vai chegar na frente. Em que mundo o velho Lezak, aos 32 anos, passaria o recordista mundial? Oito anos mais novo? Para selar o primeiro ouro de revezamento da história da França em Olimpíadas? Nos últimos metros? Só mesmo em Pequim. Só mesmo Lezak, where amazing happen.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/rev.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9261" title="rev" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/rev.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a></p>
<p>Mas a felicidade plena de Lezak ainda estava por vir. Porque se foi brilhante no revezamento e encontrou a redenção perante o país inteiro, Lezak ainda perseguia sua medalha individual. Talvez por estar mais relaxado, talvez mais motivado, ele fez seu segundo 100 livre mais perfeito. Nadando na raia 7, ao lado de nosso Cesar Cielo, tão do lado, Lezak foi o terceiro a bater na parede. E Cielo também. Juntos, os dois dividiram o bronze naquela prova, um bronze com muitos significados para ele e para Cielo também.</p>
<p>Veja a reação de Lezak ao ver que tinha finalmente conseguido sua medalha:</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/lezak.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9263" title="lezak" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/lezak.jpg" alt="" width="267" height="200" /></a></p>
<p>Lezak pensou muito forte em parar depois de Pequim. Francamente, onde ele iria além daquilo? Em 2012 teria 36 anos. Seu agente Evan Morganstein fala como Lezak começou a fazer uma série de discursos motivacionais e clínicas, e os dois discutiam se era necessário que ele continuasse competindo para fazer tais atividades. “Vimos que Jason ainda tinha a paixão, e isso pesou mais que o dinheiro para ele decidir se ia tentar fazer o time em 2012. Ganhar a medalha individual teve uma grande parte nisso também”.</p>
<p>Lezak voltou a treinar. E em 2009 surpreendeu a todos ao optar pelos Maccabiah Games ao invés do Mundial de longa, que coincidiram nas datas. Em termos da natação competitiva, os Jogos não representam nada. Mas ele queria representar os judeus norte-americanos na competição, e assim o fez. No final de 2009, seu primeiro filho nasceu, e Lezak treinava de manhã (ainda sozinho) e cuidava dele a tarde, quando sua esposa ia trabalhar. “A parte mais difícil era naquelas dias que eu me esforçada demais &#8211; como os atletas sabem, nesses dias eles só querem chegar em casa e relaxar ou dormir &#8211; mas não havia tempo relaxar. Não foi fácil”.</p>
<p>Incrivelmente, a participação de Lezak na seletiva olímpica americana aos 36 anos, em 2012, foi melhor do que aos 20 anos, em 1996. Naquela ocasião ele foi apenas 30o no 50 livre, longe de uma vaga para competir em Atlanta. Em 2012, ficou em nono na semifinal do 100 livre, a poucos centésimos da vaga na final. Era o fim. Mas Ryan Lochte abriu mão da prova, e Lezak entrou na final. Fez então exatamente o que precisava para ser convocado para Londres: terminou em sexto, conseguindo a última vaga, que deu a ele o direito de nadar a eliminatória do revezamento na competição. Aos 36, foi o mais velho do Team USA na capital britânica.</p>
<p>Aos 37 anos, Lezak anunciou sua aposentadoria. Soma oito medalhas olímpicas, sete em Mundiais de longa e sete em curta. E para sempre será o maior protagonista de um dos revezamentos mais incríveis da história da natação.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/jason.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-9264" title="jason" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/jason-800x562.jpg" alt="" width="560" height="393" /></a></p>
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		<title>Gyurta vai à Noruega</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 13:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[dale oen]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Gyurta]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>Fazer promessas após ser campeão olímpico é uma coisa. Cumprí-las é outra. O húngaro Daniel Gyurta, campeão no 200 peito em Londres com recorde mundial, foi até a Noruega entregar uma réplica de sua medalha de ouro à família de Dale Oen. O norueguês, um dos favoritos nas provas de peito em Londres, morreu tragicamente em maio do ano passado. 
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Fazer promessas após ser campeão olímpico é uma coisa. Cumprí-las é outra. O húngaro Daniel Gyurta, campeão no 200 peito em Londres com recorde mundial, foi até a Noruega entregar uma réplica de sua medalha de ouro à família de Dale Oen. O norueguês, um dos favoritos nas provas de peito em Londres, morreu tragicamente em maio do ano passado.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/bRooH-IHNb8" frameborder="0" width="640" height="480"></iframe><br />
Gyurta foi à premiação dos melhores atletas do ano na Noruega e entregou a medalha ao irmão de Alex, Robin Dale Oen. Depois de fazer seu discurso em norueguês, falando como Oen era um competidor fantástico e grande homem e amigo, Gyurta foi aplaudido de pé. &#8220;Estou convencido que ele teria ganhado o ouro nas Olimpíadas, então essa medalha representa o que ele teria alcançado não fosse sua morte trágica&#8221;, disse o húngaro.</p>
<p>Como o COI não permite réplicas da medalha olímpica, Gyurta encomendou uma medalha especial, com o retrato de Dale Oen em um lado e a Torre de Londres do outro.</p>
<p>Simplesmente esporte.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/gyurta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9199" title="gyurta" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/gyurta.jpg" alt="" width="640" height="420" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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