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	<title>Esporte em Pauta &#187; Notícias</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Notícias</title>
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		<title>A história de Victor Estrella Burgos</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 14:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tênis]]></category>
		<category><![CDATA[Victor Estrella Burgos]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Tennis-42.png" width="42" height="42" alt="Tênis" title="Tênis" /><br/>Aos 34 anos, Victor Estrella Burgos foi o mais velho tenista a fazer sua primeira participação na história do torneio. Foi também o primeiro tenista da história da Republica Dominicana a participar do torneio, assim como o primeiro do país a chegar no top 100 da ATP. Sua partida contra o croata Borna Coric, de 17 anos, registrou a maior diferença de idade da história do torneio. 
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Tennis-42.png" width="42" height="42" alt="Tênis" title="Tênis" /><br/><p>&#8220;Estou vivendo a melhor semana da minha vida&#8221;. A trajetória improvável de Victor Estrella Burgos é um primor entre as histórias lado B de grandes torneios esportivos. Federer pode quebrar seu próprio recorde de títulos de Grand Slam nesse US Open, Serena Williams pode se tornar  a primeira tricampeã consecutiva do torneio desde Chris Evert em 1977. Mas nas quadras de Flushing Medows, há espaço também para outros recordes. Vamos a eles:</p>
<p>Aos 34 anos, Victor Estrella Burgos foi o mais velho tenista a fazer sua primeira participação na história do torneio. Foi também o primeiro tenista da história da Republica Dominicana a participar do US Open, assim como o primeiro do país a chegar no top 100 da ATP. Sua partida contra o croata Borna Coric, de 17 anos, registrou a maior diferença de idade da história do torneio. Para além das estatísticas, sua imagem fala por si:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://ensegundos.net/wp-content/uploads/2014/07/Victor-Estrella-.jpg" /></p>
<p><em>&#8220;Eu fiquei bem emocionado quando servi para o jogo. Não dava para acreditar que eu estava naquela situação, eu vou para a terceira rodada do US Open&#8230; foi tenso e muito, muito emocionante para mim. Graças a Deus eu fiz o ponto. Depois disso, outra lágrima caiu&#8221;, </em>disse em <a href="http://www.usopen.org/en_US/news/interviews/2014-08-28/201408281409280399288.html">entrevista</a> após sua segunda vitória no torneio.</p>
<p>Ele começou a jogar com 8 anos. Para parar de brigar com seus irmãos, seu pai o colocou em um clube de tênis para trabalhar como pegador de bolinhas. <em>&#8220;No começo, ninguém me ensinou. Acho que eu vi e copiei de outras pessoas, como elas jogavam, e comecei a jogar. Graças a Deus o clube permitiu que eu jogasse, porque eu era uma criança hiperativa, mas nunca fiz bagunça&#8221;,</em> disse ao <a href="http://www.nytimes.com/2014/08/03/sports/tennis/burgos-an-improbable-trailblazer-takes-aim-at-us-open.html?_r=0">New York Times</a>. Ele jogou um torneio de tênis pela primeira vez com 14 anos. <em>&#8220;Eu era muito baixo</em> [Victor hoje mede apenas 1,74m]<em> e eles não queriam me deixar jogar porque o torneio tinha um patrocinador de bebidas alcóolicas. Eu chorei e briguei, pedindo para jogar&#8221;.</em></p>
<p>Estrella se tornou &#8220;profissional&#8221; com 22 anos. Mas com dívidas e lesões, ele competia quase exclusivamente na Copa Davis, representando seu país, enquanto trabalhava como técnico. Até que em 2006 decidiu investir no seu sonho e ser jogador. Passou a se dedicar integralmente ao tênis, jogando torneios Futures e Challenger. Em 2012, precisou parar de jogar por um tempo, de novo, por uma lesão no cotovelo. Ironicamente, foi bom: Estrella teve que mudar muita coisa no treinamento e trabalhar firme com um fisioterapeuta. <em>&#8220;Foi a chave. Eu tinha a habilidade para jogar e o bom nível no tênis, preciso continuar cuidando de mim e acho que isso me manterá no top 100&#8243;</em>. Em um ano, ele saiu de 330 no ranking da ATP para 99 em março deste ano.</p>
<p>A quadra em que disputou seus jogos tinha lugar para 1.148 pessoas &#8211; e estava cheia. Repleta de dominicanos que foram apoiá-lo. <em>&#8220;Eu sei de onde eu vim, e vim de baixo. Acho que estou abrindo caminho para outros jogadores, e isso me deixa com mais vontade de melhorar. (..) Estou feliz. Acho que as pessoas estão em festa na República Dominicana, isso é muito especial para mim. (&#8230;) Isso me deixa mais forte quando entro em quadra&#8221;</em>. Estrella ganhou duas partidas e se despediu do torneio na terceira rodada, após perder do canadense Milos Raonic jogando em uma das três principais quadras do complexo de Flushing Medows.</p>
<p>Como bem disse a <a href="http://www.espn.co.uk/tennis/sport/story/338289.html">ESPN</a>, Estrella está vivendo o sonho de qualquer atleta. &#8220;O que Sean Bean fez no <a href="http://www.imdb.com/title/tt0114917/">filme When Saturday Comes</a>, Victor Estrella está fazendo agora no US Open -  uma última tentativa. Com lesões e dívidas, ele deixou o esporte por quase 5 anos antes de voltar para uma última chance. Que decisão. Que jornada. E não importa a conclusão, que história.&#8221;</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/GsOEebmbpG4" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Os melhores links de esporte da semana</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2014 15:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chad Le Clos]]></category>
		<category><![CDATA[diego hypólito]]></category>
		<category><![CDATA[Mireia Belmonte]]></category>
		<category><![CDATA[US Open]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/01/filler.png" alt="default icon" /><br/>Há uma infinidade de links compartilhados hoje em dia, que valem ou não a pena ser lidos. Seguindo a tendência de outros sites (como o OENE e o Recorrido), começo hoje a compilar links interessantes sobre esporte em geral. 
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/01/filler.png" alt="default icon" /><br/><p><span style="line-height: 1.5em;">Há uma infinidade de </span>links compartilhados hoje em dia, que valem ou não a pena ser lidos. Seguindo a tendência de outros sites (como o <a href="http://us7.campaign-archive1.com/home/?u=3e8c2cf4bc52c4d0a8e9b747e&amp;id=9ee800a442">OENE</a> e o <a href="http://blogrecorrido.com">Recorrido</a>), começo hoje a compilar links <strong>interessantes</strong> sobre esporte em geral. <span style="line-height: 1.5em;"><br />
</span></p>
<p><img class="alignleft" alt="" src="http://media.utsandiego.com/img/photos/2014/08/24/a3a994ac3ebeb6215d0f6a7067003de9_r620x349.JPEG?75d51d0aea2efce5189afce216053cbc530c46a8" width="372" height="209" />O melhor texto de esporte que li na semana foi essa entrevista com o Fred Vergnoux, técnico de Mireia Belmonte, nadadora espanhola medalhista olímpica. Uma aula de como é necessário se preparar absurdamente (mentalmente e fisicamente) para subir a um pódio olímpico e ser competitivo hoje em dia. Duas partes muito legais: quando ele falou da <strong>importância do sono para os atletas</strong> hoje em dia, que em sua visão é um dos principais detalhes sobre treinamento que ainda é inexplorado; e quando fala de seu método de treinamento de &#8220;tirar os atletas da <strong>zona de conforto</strong>&#8220;.</p>
<p><em>&#8220;A parte mais importante do treino é o descanso. Você não pode melhorar sua força se não descansa, não pode melhorar a velocidade nem competir bem. O descanso é cada dia mais importante, mas é um mundo ainda inexplorado, amador. É dito que antes da competição é necessária descansar mais e alongar mais, mas que alongamento? Dormir, quantos ciclos, a partir de que horas? E a siesta? Quarenta minutos, vinte ou dez? Isso é determinado com análise de sangue, do sistema hormonal de cada pessoa, monitoramento do que acontece com a pessoa enquanto dorme&#8221;</em></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Vale <a href="http://deportes.elpais.com/deportes/2014/08/24/actualidad/1408899186_977050.html">muito a pena</a>.  </span></p>
<p>Começou essa semana o <strong>US Open</strong>, o quarto Grand Slam do ano. Um pouco antes do início da competição, o New York Times <a href="http://www.nytimes.com/2014/08/19/sports/tennis/silenced-at-wimbledon-crowds-make-the-us-open-unique.html?smid=fb-nytimes&amp;WT.z_sma=SP_TWW_20140819&amp;bicmp=AD&amp;bicmlukp=WT.mc_id&amp;bicmst=1388552400000&amp;bicmet=1420088400000">fez uma matéria</a> sobre a questão do <strong>silêncio durante os jogos de tênis</strong>. Com declarações de Djokovic, Federer e Andy Murray, o repórter Ben Rothenberg comparou o US Open (mais barulhento) com Wimbledon e mostrou a disposição de alguns jogadores a um pouco mais de barulho durante os jogos.</p>
<p>Djoko disse:</p>
<p><em>&#8220;Quando vejo outros esportes, como NBA, vejo como é animado para a torcida ver os telões e como há entretenimento nos intervalos. Mesmo durante os jogos, você pode gritar, assobiar, fazer o que quiser&#8221;.</em> Obviamente, ele depois pondera que há limites para isso, mas fala que especificamente nos intervalos é possível ter maior interação.</p>
<p>O tenista Ernests Gulbis foi uma das vozes dissonantes e falou que o tênis precisa ser apreciado pelo que é e refutou o caráter &#8220;espetáculo&#8221; desse e de outros esportes.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">&#8220;Se eu vou assistir tênis, eu quero ver tênis. Se vou assistir um jogo de </span>basquete, quero ver basquete. Não ligo para as dançarinas, para os fogos. Sou um fã de basquete, e vou assistir isso. Se vou ao teatro, quero ver a peça (&#8230;) Se você quer ver dança, vá a um clube noturno, a um bar&#8221;.</p>
<p><img class="alignright" alt="" src="http://s2.glbimg.com/meVE9MYo9yZPeZg9zO3eLiwkS-I=/931x0:2966x3000/300x442/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2014/08/21/dscn5361.jpg" width="240" height="354" />Diego Hypólito é daqueles atletas que o brasileiro em geral adora tirar sarro. No rol de Rubens Barrichello, Thomas Bellucci e Thiago Pereira. Um julgamento em minha opinião bem cruel: atletas de altíssimo nível que não dão o passo a mais para chegar a um pódio olímpico ou título muito importante, são sempre considerados fracos psicologicamente (ainda que nem sempre a explicação seja psicológica) e &#8220;devedores&#8221;, enquanto atletas piores que eles tecnicamente são muitas vezes considerados &#8220;coitados&#8221; que fizeram o melhor que puderam. Vou falar mais sobre isso em outra oportunidade. (Em tempo, Thiago desde Londres <strong>é</strong> medalhista olímpico, e mesmo assim essa visão não muda tão fácil).</p>
<p>Voltando a Diego, uma <a href="http://globoesporte.globo.com/ginastica-artistica/noticia/2014/08/diego-hypolito-cura-depressao-e-volta-sonhar-buscarei-medalha-olimpica.html">matéria extensa</a> do GloboEsporte.com falou que ele esteve com depressão depois de ser dispensado do Flamengo. Ele falou sobre isso, sobre como isso afetou seus treinamentos, e reforçou que tem como objetivo ser medalhista olímpico. Depois de duas Olimpíadas em que chegou com boas chances (principalmente em Pequim) e saiu sem medalha, acho muito corajoso e lindo como Diego continua dando a cara a tapa e treinando.</p>
<p><em>- Eu nem tinha motivação para treinar. Não estava sendo disciplinado em questão de horário, de não faltar e de cumplicidade com o treino. Eu perdi a minha felicidade. Eu sempre estou rindo o dia inteiro. Se você reparar o meu treino, eu estou sempre sorrindo, mas eu não era mais assim. Eu não estava mais tendo o desempenho que eu queria ter. O meu objetivo é muito claro, eu quero ser medalhista olímpico e vou fazer tudo para buscar isso. Eu acredito que eu posso e buscarei medalha olímpica. Até onde o meu sonho pode ir, só eu e Deus vamos decidir &#8211; afirmou Diego, que treina com a seleção brasileira, em São Caetano do Sul.</em></p>
<p>Por fim, uma autopromoção: escrevi ontem na Swim Brasil sobre o <a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/2014/08/26/beneficio-da-duvida/">frequente preconceito</a> com nadadores chineses. Sempre que surge um novo talento se destacando, vem junto com ele algum rumor de que a ascensão é muito estranha e deve ter algo mais na historia. O último foi o chinês Yu Hexin, que teve questionada sua data de nascimento durante as Olimpíadas da Juventude.</p>
<p><em>&#8220;Quando a Ruta Meilutyte foi ouro nas Olimpíadas com 15 anos, ela tinha sido inscrita com 1’07’’30 e melhorou mais de 2 segundos. Não vi ninguém levantando nenhuma suspeita sobre ela. E nem deveriam. Assim como não acho certo levantar suspeitas sobre os chineses. Por que ela é um fenômeno e Ye Shiwen polêmica? Por que um nadador conseguir seis ouros olímpicos com 19 anos (Phelps) é genialidade mas um chinês começar a destruir no 1500 com a mesma idade (Sun Yang) é “mais um caso duvidoso”?&#8221;</em></p>
<p>O ponto é que<strong> não coloco a mão no fogo pelos chineses como não coloca por nenhum outro</strong>.</p>
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		<title>Quem é Isaquias Queiroz (um pouco além da &#8220;piada pronta&#8221; e da &#8220;redenção&#8221;)</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2014 23:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Canoagem]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Isaquias Queiroz]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/>Natural de Ubaitaba, na Bahia, Isaquias é um fenômeno da canoagem brasileira já há algum tempo. Estamos falando de um esporte com pouca tradição no Brasil, que tem no jovem de 20 anos os melhores resultados já conquistados. Ele começou na modalidade aos 11 anos, quando ingressou no projeto do governo federal Segundo Tempo. Antes disso, seu sonho era ser jogador de futebol. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Home" title="Home" /><br/><p>Isaquias Queiroz estampou as manchetes de jornais no sábado, dia 10 de agosto. Durante o Mundial de Canoagem, disputado em Moscou, na Rússia, o atleta brasileiro esteve prestes a se sagrar campeão quando se desequilibrou e caiu perto da linha de chegada. Foi na prova olímpica de C1 1000 metros, em que ele havia sido bronze no Mundial de 2013, melhor resultado da história da canoagem brasileira em Mundiais.</p>
<p><img class="alignright" alt="" src="http://s2.glbimg.com/VVaGroilqsCQQJC4GvxlGf4Tw7Y=/0x0:880x600/690x470/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2014/08/10/isaquiasqueiroz_facebook.jpg" width="386" height="263" /></p>
<p>A imagem e o vídeo rodaram os principais portais de notícias, menos pelo resultado e mais pelo &#8220;pitoresco&#8221; da queda tão próxima à linha de chegada. Isaquias nem é Isaquias na maioria das manchetes, mas sim o &#8220;Brasileiro que tem ouro do Mundial de canoagem na mão, mas cai na remada final&#8221;. Piada pronta, né? Nos comentários, &#8220;Brasil sendo Brasil&#8221;, &#8220;Eu me pergunto porque brasileiro &#8220;amarela&#8221; tanto!&#8221;, &#8220;Gol, da Alemanha, rs.&#8221; e por ai vai. Uma prévia do que teremos daqui a dois anos nas Olimpíadas, quando os entendidos de plantão virarão entendidos nos 28 esportes olímpicos que serão disputados.</p>
<p>Antes de continuar: não acho que os atletas brasileiros são coitadinhos nem heróis incompreendidos, não acho que a grande imprensa e o futebol são grandes  vilões por não haver espaço para &#8220;outros esportes&#8221;, não acho que para torcer para um esporte você precisa necessariamente entender dele e nem sou contra cobranças aos atletas. Mas acho legal e razoável que as pessoas saibam que Isaquias não é só &#8220;um brasileiro que tem ouro na mão&#8221;, que Poliana não &#8220;saiu da prova em Londres porque estava com frio&#8221; e etc. Como tudo na vida, se informar e entender um pouco sobre as coisas torna todas as histórias mais complexas e mais gostosas de acompanhar. O que não diminui o fato, é claro, de Isaquias ter cometido um erro no final da prova. Não dá para não dizer isso. Para além disso, vale conhecer a historia de Isaquias.</p>
<p>Natural de Ubaitaba, na Bahia, Isaquias é um fenômeno da canoagem brasileira já há algum tempo. Estamos falando de um esporte com pouca tradição no Brasil, que tem no nono lugar de Sabastian Cuatrin, um argentino naturalizado brasileiro, seu melhor resultado em Olimpíadas. Foi Isaquias quem teve os melhores resultados do país na modalidade desde então.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Ele começou na modalidade aos 11 anos, quando ingressou no projeto do governo federal Segundo Tempo. Antes disso, seu sonho era ser jogador de futebol. &#8220;</span><em style="line-height: 1.5em;">Eu acho que o sonho da maioria dos brasileiros, quando jovens, é jogar futebol, para ter seu nome reconhecido. E o futebol é o esporte que mais traz esse reconhecimento no país</em><span style="line-height: 1.5em;">&#8220;. Aos 14 anos, Isaquias saiu da Bahia e foi para São Paulo treinar, período em se bancava sozinho, com sua mãe mandando dinheiro e colocando foco total nos treinos.</span></p>
<p>Desde cedo os resultados foram muito fortes, dominando os campeonatos nacionais e sul-americanos de categoria. Em 2010, ele participou da primeira edição das Olimpíadas da Juventude e terminou em quinto. Foi medalhista nos Pan-Americanos de canoagem e, em 2011, conquistou a primeira medalha do Brasil a nível mundial da modalidade: ouro no Mundial Junior. Dois anos depois, abriu mão de defender o título para disputar o Mundial adulto. Resultado: duas medalhas, um bronze em prova olímpica (c1 1000m, essa mesma em que caiu ontem) e ouro em prova não olímpica. Esse ouro foi repetido hoje, quando sagrou-se bicampeão do C1 500, para alegria de quem adora uma história de &#8220;redenção&#8221;. Ele ganhou ainda um bronze ao lado de Erlon Souza na prova de C2 200, também não olímpica.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">No facebook, ele postou:</span></p>
<p><a href="http://www.empiricus.com.br/?attachment_id=20625" rel="attachment wp-att-20625"><img alt="Captura de Tela 2014-08-10 às 19.45.57" src="http://www.empiricus.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Captura-de-Tela-2014-08-10-às-19.45.57.png" width="519" height="324" /></a></p>
<p>Procurando reportagens antigas sobre ele, além dessa <a href="http://www.esporteessencial.com.br/entrevista/isaquias-queiroz-canoagem">excelente entrevista do Esporte Essencial</a>, achei <a href="http://sportsdende.com.br/n/isaquias-queiroz-confederacao-brasileira-de-canoagem#.U-flXl4oznA">declarações interessantes</a> de seu técnico, o espanhol Jesús Morlán. O renomado treinador foi contratado pelo COB para auxiliar na preparação da canoagem visando os Jogos de 2016.</p>
<p><em><span style="line-height: 1.5em;">&#8220;O Isaquias sempre teve um potencial enorme, mas ainda tinha que entender que era um caminho longo de quatro anos de preparação para os Jogos. Então ainda faltava um pouco de paciência, ele queria tudo instantaneamente, mas em pouco tempo conseguimos trabalhar essa ansiedade dele”, conta o treinador. Ele também comenta que o baiano sofreu com o trabalho árduo, mas depois de ser campeão mundial entendeu que o sacrifício valia a pena.</span><span style="line-height: 1.5em;"><span style="line-height: 1.5em;"> </span></span></em></p>
<p>Outro episódio interessante envolvendo o atleta foi seu &#8220;<a href="http://globoesporte.globo.com/outros-esportes/noticia/2013/09/campeao-mundial-isaquias-queiroz-desabafa-e-ameaca-largar-canoagem.html">desabafo</a>&#8221; nas redes sociais, após o ouro no Mundial do ano passado. Nele, ele fala que nada em sua vida mudou financeiramente, diz que está triste, que pensou em abandonar o esporte e voltar a ser &#8220;aquele moleque travesso&#8221;, e comenta de um amigo do Equador que ganhou uma casa após ser ouro em etapa da Copa do Mundo. O desabafo é forte e vale ser lido.</p>
<p>Já pensei bastante sobre essa questão da premiação para atletas. Não acho que alguém deve ganhar uma casa por ganhar uma medalha e entendo que hoje em dia há sim apoio ao esporte olímpico brasileiro &#8211; não da forma certa, uma vez que o investimento vem sendo feito no esporte de alto rendimento em buscas exclusivamente de medalhas em 2016, para sustentar uma boa colocação no quadro de medalhas, que pode até vir mas <a href="http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/brasil-no-rio/post/o-que-e-ser-uma-potencia-olimpica.html">não significará que somos uma potência esportiva</a>. Mas que há mais investimentos hoje dia, isso é inegável.</p>
<p>O ponto é que, lendo a história de Isaquias, entendo sua frustração. Acho que ele tem toda razão em cobrar mais atenção, em &#8220;denunciar&#8221; os erros da Confederação, compreendo sua &#8220;impaciência por um resultado&#8221; como o técnico colocou. Estamos falando de um jovem de 20 anos, que saiu de casa aos 14, que vê no esporte uma forma de mudar de vida e que luta diariamente para um resultado. O esporte no Brasil não podia ser diferente do que é o Brasil e suas desigualdades de todos os tipos.<span style="line-height: 1.5em;"> Não digo isso de forma piegas, nem pintando Isaquias como um &#8220;coitadinho&#8221;. É só uma constatação de como funciona o esporte olímpico no Brasil. </span></p>
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		<title>Kaio Marcio: &#8220;eu gosto de treinar sozinho&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Mar 2014 17:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Natação]]></category>
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		<category><![CDATA[Entrevistas com Bia Nantes]]></category>
		<category><![CDATA[Kaio Marcio de Almeida]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Aos 29 anos, Kaio Marcio de Almeida ainda quer mais na natação. Após três participações olímpicas (2004, 2008 e 2012), uma passagem treinando no Fluminense e um período sem treinar, o nadador está de volta a sua cidade natal, João Pessoa.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Aos 29 anos, Kaio Marcio de Almeida ainda quer mais na natação. Após três participações olímpicas (2004, 2008 e 2012), uma passagem treinando no Fluminense e um período sem treinar, o nadador está de volta a sua cidade natal, João Pessoa. Duas vezes recordista mundial, finalista olímpico em Pequim-2008 e com cinco medalhas em Mundiais de piscina curta, Kaio é um dos melhores nadadores de borboleta da história do país. Dono de um submerso muito forte, Kaio falou sobre os objetivos para esse ano, a possível volta para a respiração frontal e os momentos mais marcantes de sua carreira.</p>
<p><strong>Beatriz Nantes- Com sua candidatura à deputado federal, chegou a ser indagada uma aposentadoria. Quais seus planos para a natação? </strong><br />
Kaio Márcio – Eu fiquei sempre nadando, mas não estava treinando. Agora voltei a treinar.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-08.19.06.png"><img class="alignright" alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 08.19.06" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-08.19.06-300x199.png" width="300" height="199" /></a></p>
<p><strong>BN-</strong> <strong>Você já sabia que iria voltar a treinar, ou decidiu no meio do caminho?<br />
</strong>KM- No caso eu já iria voltar, só estava dando umas pequenas férias mesmo. Eu tenho o objetivo de nadar as Olimpíadas, então não estava planejando parar agora.</p>
<p><strong>BN- Onde você vai treinar e com quem?</strong><br />
KM – Vou treinar em João Pessoa. Mudei de treinador, estou com o Reinaldo agora, de Piracicaba.</p>
<p><strong>BN- Você não gosta de treinar fora de João Pessoa?</strong><br />
KM – Eu passei 4 anos no Rio de Janeiro pelo Fluminense, e depois da Olimpíada eu vim para cá. Nesse momento é onde eu mais gosto de treinar.</p>
<p><strong>BN- Como pretende conciliar os treinos com a Câmara em 2015, caso seja eleito?</strong><br />
KM – Isso já é outra historia…</p>
<p><strong>BN- Qual você considera ser sua melhor prova hoje? 50, 100 ou 200 borbo?<br />
</strong>KM – Os 200 borbo.</p>
<p><strong>BN – Como foi a adaptação da respiração frontal para a lateral? </strong><br />
KM – Eu cansei um pouco no começo, foi uma adaptação bem radical para mim na época. Eu treinei bastante, depois de um tempo consegui me adaptar. Mas não sei se vai ser a respiração que eu vou adotar agora. Talvez agora eu mude para a frontal, ainda estou vendo.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-08.16.42.png"><img class="alignleft" alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 08.16.42" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-08.16.42-300x184.png" width="300" height="184" /></a></p>
<p><strong>BN – De quem foi a decisão de mudar para a lateral na época, um técnico ou você mesmo?</strong><br />
KM – Fui eu mesmo. Um nadador russo que foi campeão olímpico em 1996 no 200 borboleta, Denis Pankratov. Ele nadava respirando lateral. Quando eu comecei a nadar, ele foi uma referência para mim no nado borboleta. Eu sempre tive vontade de respirar lateral.</p>
<p><strong>BN -Você também é conhecido por ter um dos melhores submersos do mundo, existe algum trabalho especial para aprimorá-lo? </strong><br />
KM – Eu treino bastante pernada, dá uma ajudada para tudo. Desde pequeno acho que essa base me ajuda, de perna, com o passar dos anos foi aprimorada.</p>
<p><strong>BN – Quando você bateu o recorde mundial dos 50 borboleta em 2005, já era esperado?</strong><br />
KM – Naquela época eu estava treinando muito para o 50 metros. Era uma época que era difícil de conseguir. Já tinha chegado perto na Copa do Mundo, dois meses antes, e depois eu estava preparado. Fiz uma marca que me surpreendeu pelo tempo, e me deixou muito feliz. Foi muito marcante.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/kaio.jpg"><img class="alignright" alt="" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/kaio-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a></p>
<p><b>BN – Quais outros momentos mais marcantes que você já teve?<br />
</b>KM – Esse do recorde mundial, quando eu fui campeão Pan-Americano, quando eu bati o recorde mundial de 200 borboleta. Foi em Estocolmo, me marcou muito. Esse depois que eu nadei a eliminatória eu já estava esperando mais.</p>
<p><b>BN – E o momento mais difícil?<br />
</b>KM – Acho que foi o mundial de longa de Shangai <em>[Kaio terminou em 10º e parou nas semifinais dos 200 borboleta]</em>. Eu estava treinando muito bem, e acabou que não competi bem. Não cheguei nem perto. Foi um momento que me deixou mais chateado.</p>
<p><b>BN – Como foi Londres?<br />
</b>KM – Londres foi um azar que eu tive, um problema de saúde. Fiquei doente alguns dias antes. Mas eu vou tentar reverter isso para 2016.<em> [Kaio ficou em 17º e não passou das eliminatórias no 200 borboleta]</em></p>
<p><strong>BN – Até pelo submerso forte, seus resultados em piscina curta são mais fortes do que em piscina longa. O que você faz para reverter isso?</strong><br />
KM – O primeiro passo é treinar em piscina de 50. Ela exige mais natação, tem que ter resistência maior. Treinar na longa já é um primeiro passo.</p>
<p><strong>BN – Você está treinando em qual, no momento? </strong><br />
KM – No momento só estou treinando em piscina de 25, para esse ano.</p>
<p><strong>BN – Quais os objetivos da temporada?</strong><br />
KM – Esse ano vai ser o Mundial de curta. O primeiro passo é conseguir o índice no Finkel, e depois conseguir nadar bem.</p>
<p><strong>BN – Você vai treinar sozinho esse ano? Prefere?<br />
</strong>KM – Eu treino sozinho, gosto de treinar assim. Treinei sozinho boa parte da minha vida, 80% da minha carreira, e me acostumei. Eu foco muito no tempo, consigo me motivar sozinho.</p>
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		<title>Larissa Oliveira: &#8220;Estou acreditando no impossível&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2014 17:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[natação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/> Com personalidade forte, Larissa Martins Oliveira é um dos maiores destaques da nova leva de velocistas brasileiras. Natural de Juiz de Fora e nadadora do Pinheiros desde 2011, Larissa tem 21 anos e é especialista no 100 e 200 livre.  A nadadora estreou em Mundiais de piscina longa em Barcelona, no ano passado
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>“Eu estou acreditando no impossível”. Com personalidade forte, Larissa Martins Oliveira é um dos maiores destaques da nova leva de velocistas brasileiras. Natural de Juiz de Fora e nadadora do Pinheiros desde 2011, Larissa tem 21 anos e é especialista no 100 e 200 livre.  A nadadora estreou em Mundiais de piscina longa em Barcelona, no ano passado, fazendo o melhor tempo do revezamento 4×100 livre na ocasião. Campeã Sulamericana em Santiago, no Chile, no início deste ano, Larissa falou em entrevista sobre sua carreira, os objetivos para esse ano e a relação com o técnico André Ferreira (Amendoim).</p>
<p><b>Beatriz Nantes: Você ficou bem emocionada no pódio do 100 livre no Sulamericano semana passada. O que essa vitória e essa competição representaram para você?<br />
</b>Larissa Oliveira: Essa competição foi meio que um passo que eu precisava passar. O início desse ano tive alguns problemas. Foi difícil, desde o primeiro dia de treino, não foi fácil. Eu precisava ter um resultado que me mostrasse que esse foi o caminho certo, que está tudo tranquilo, certinho mesmo. Quando eu vi que eu tinha conseguido ganhar, que fiz um resultado legal, foi uma realização.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-1.jpg"><img alt="larissa 1" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-1.jpg" width="528" height="350" /></a></p>
<p>Campeã Sul-Americana dos 100 livre Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Gostou do tempo também?</b><br />
LO: Gostei. O meu melhor é 55’’2 em Barcelona abrindo revezamento, e oficial é 55’’3, do Open. Eu achei que para a época foi bom, como todo mundo estava pesado, achei que foi um tempo bacana, bem perto do meu melhor.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Qual o objetivo para esse ano?<br />
</b>LO: A competição do ano é o Pan Pac [Pan Pacific] né. O que eu quero para esse ano é isso, apesar do índice ser muito difícil, principalmente para o feminino, que ainda somos inferiores. Mas estou acreditando.</p>
<p><b>BN: Você nada bem os 100 livre, os 200 livre, e mesmo os 50 livre. Qual sua prova favorita?<br />
</b>LO: Na verdade a que eu gosto mais é os 100 livre. Mas eu sei que a melhor prova é os 200 livre. No momento não está sendo, acho que por causa de encaixe. Só os 50 que eu não gosto muito. É muito rápido! Não consigo pensar, me concentrar, falar  “força, vamo”.</p>
<p><b>BN: Você acha que a leveza é um diferencial seu, já que você não é tão alta.<br />
</b>LO: Realmente a coisa da leveza é uma vantagem minha, todo mundo fala que tenho uma posição na água muito boa. Esse negócio da desvantagem de tamanho, teve uma época que eu fiquei “Ah, não sou alta, não sou forte, será que eu tenho chance a nível mundial?”. Só que esse ano eu comecei a pensar diferente. Já que é tão difícil, que é tão impossível como todo mundo fala, eu estou acreditando no impossível. No sentido que, por mais que eu seja menor, eu acredito.</p>
<p><b>BN: Seu submerso é muito forte. Você treina para fazer 30m (15m na ida e 15m na volta)?<br />
</b>LO: Sim, a gente treina bem pesado para o submerso. É uma vantagem que eu sei que consigo tirar de todo mundo, onde eu realmente torço para tentar me destacar.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Foi no Pinheiros que surgiu isso, ou você já focava nisso antes?<br />
</b>LO: Eu sempre tive um submerso bom, e no Pinheiros eu aprimorei ele junto com o Amém [Amendoim].</p>
<p><strong>BN</strong>: <b>Como é sua relação com ele? Você sempre exalta ele nas suas vitórias.<br />
</b>LO: Quando eu cheguei aqui eu não tinha nada, família, amigos, não conhecia quase ninguém. E desde quando eu cheguei comecei a treinar com ele. Eu senti como se ele fosse meu porto seguro, que tudo que precisasse poderia contar com ele. Isso ajuda muito, a gente não tem só o atleta-técnico, eu sei que ele é um apoio para mim. Aconteceu de cogitarem a hipótese de treinar com outro técnico no Pinheiros, por conta do esquema, quando aconteceu eu bati bem o pé, só fico se for para continuar com ele. Ele me passa confiança de que eu consigo chegar nas Olimpíadas, me coloca para cima, está junto comigo.</p>
<p><b>BN: Como foi essa vinda para São Paulo? Antes, você sempre tinha morado em Juiz de Fora?<br />
</b>LO: Sempre morei lá. Cheguei a nadar no Botafogo mas treinando com meu técnico, o Gérson, em Juiz de Fora. Quando eu era mais nova eu ia muito para seleção de categoria, e no Multinations eu conheci o Carlão. Meu pai é corinthiano roxo, eles se deram bem. O Carlão me chamou para nadar lá e eu fiquei 1 ano nadando pelo Corinthians, e no final do ano o Pinheiros me chamou. Só que como eu não tinha terminado o 3º ano, minha mãe falou para eu ficar em Juiz de Fora, e depois viria para São Paulo. Esse um ano, nadei de novo pelo Corinthians, e aí o Pinheiros me chamou de novo. Eu já tinha acabado a escola e pensei em vir, tentar dar uma alavancada. Cheguei no Pinheiros em 2011.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-2.jpg"><img alt="larissa 2" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-2.jpg" width="521" height="348" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>BN: Foi difícil?<br />
</b>LO: Foi difícil ter que deixar minha mãe, pai, irmã, eu era muito apegada. Isso me fez sofrer um pouco, é a parte que eu menos gosto, de não ter a família por perto. Só que meu sonho é grande. Eu sei que em Juiz de Fora eu não ia chegar perto dele. Então ficou uma balança. E minha mãe me incentivou, e sempre que dá meus pais vem para cá também.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Que sonho é esse?<br />
</b>LO: Meu sonho é um pouco ousado. Eu acho que ir para as Olimpíadas já é uma satisfação grande. Ir, muita gente vai. Eu queria ir e ter um resultado expressivo lá.</p>
<p><b>BN: Você pensa nisso para 2016 já, ou para 2020?<br />
</b>LO: Eu quero para 2016, é o meu foco. Eu até estava conversando com uma amiga no Chile, que eu não tenho tempo a perder. Se eu for para 2020, ótimo, mas não quero depender de 2020, acho que minha hora já é 2016.</p>
<p><b>BN: Como é sua rotina aqui em São Paulo, você mora sozinha?<br />
</b>LO: A rotina é bem dividida por período, cada época tem um volume diferente, tanto de água como musculação. Agora a gente está num período de 10 treinos + 3 sessões fora. Moro com o Daniel Orzechowski, meu namorado.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Vocês treinam juntos? Como é essa relação?<br />
</b>LO: Agora a gente não está treinando mais junto, mas antes a gente treinava. Então era tudo junto. É uma questão de se adaptar, não é fácil ficar 24 horas junto, mas tem a parte do apoio que é bom. Ele sempre sabe o que eu estou passando.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/IMG_222407831323316.jpeg"><img alt="Daniel e Larissa" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/IMG_222407831323316.jpeg" width="960" height="720" /></a></p>
<p>Daniel e Larissa</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Você tem algum ídolo na natação?<br />
</b>LO: Como eu vim de cidade pequena, nunca fui muito ligada no esporte nível mundo. Tanto que quando eu comecei, não sabia quem era Phelps, Lochte, ninguém mesmo, eu não acompanhava. Depois que eu vim, eu comecei a ver que o horizonte é mais amplo do que eu imaginava. Comecei a ter mais vivência, com a Flavia Delaroli, Michelle Lenhardt, a Gabi Silva, essas pessoas são meu ponto de referência, que eu via como ter a atitude que elas tinham em competição. Ídolo mesmo eu não tenho, mas a princípio, quando eu comecei, foram elas. Hoje como eu tenho ido para competições internacionais, vejo muito essas meninas, já começo a me espelhar nelas. Eu vejo a Katinka [Hosszu], que ganha um milhão de provas, a Missy Franklin, que também nada os 200, a Ranomi [Kromowidjojo], que é campeã olímpica. Eu comecei a olhar para todo mundo.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>O que você tem achado da programação da CBDA, de levar vocês para competições fora?<br />
</b>LO: O ano passado foi quando eu comecei mesmo a viajar para fora. Eu fui convocada para a Copa do Mundo de Singapura, e fui bancando mais duas. A CBDA deu o Mare Nostrum, como preparação para Barcelona. Essas viagens vão mostrando que não é tão distante. Acho que o grande salto foi por conta dessas competições. Eu comecei a reparar em tudo. Mesmo coisas pequenas, ver como elas fazem aquecimento fora da água, ativação, ver como elas iam soltar depois da prova. Eu tento absorver o máximo.</p>
<p><b>BN: Como foi a experiência do Mundial de Barcelona?<br />
</b>LO: Eu fiquei muito feliz por ter ido, em contrapartida como eu só fui para nadar revezamento, queria ter nadado uma prova individual. Chegando lá eu pedi para abrir o revezamento, foi onde eu fiz o meu melhor tempo e foi o melhor das brasileiras, assim ganhei a vaga para o 4×100 medley. Achei que foi mais um degrau que eu subi, mas eu queria ter nadado prova individual.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-3.jpg"><img alt="larissa 3" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-3.jpg" width="666" height="489" /></a></p>
<p>Gracielle, Alessandra, Daynara e Larissa em Barcelona Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>BN: Você falou que a meta esse ano é o Pan Pacific, você está pensando também no Mundial de curta ou o foco é para longa mesmo?<br />
</b>LO: Eu penso nos dois, mas até pela data, eu penso em uma coisa de cada vez. Primeiro tem o Maria Lenk, tentar fazer o índice do Pan Pacific. Aí, se fizer, tem o Pan Pac. Depois disso, zerou, é pensar no índice para Doha.</p>
<p><strong>BN</strong>: <b>Você gosta de treinar?<br />
</b>LO: Eu gosto de treinar. Todo mundo fala que não, mas eu tenho muito prazer em chegar no clube. Acho que também porque a equipe está muito bacana, ficou um pessoal bem legal, e isso ajuda. Eu treino meio fundo, tem o pessoal de medley também e o Fabio Santi, que é o que mais nada junto comigo.</p>
<p><b>BN: Você falou que não acompanhava muito natação mundial em Juiz de Fora, ao mesmo tempo você sempre se destacou na base. Você sempre quis ser nadadora?<br />
</b>LO: Era uma coisa minha. Eu me sentia muito bem na piscina treinando. Aquela coisa que eu não sabia porque, como. Eu só sabia que eu gostava.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Quando começou a nadar?<br />
</b>LO: A nadar, desde quando eu me entendo por gente. Competir mesmo foi quando virei petiz. Quando era infantil já comecei a ganhar brasileiro. No juvenil, eu continuava indo para os pódios, mas não cheguei a nadar tão bem, de ganhar minhas três provas. Depois no júnior voltei a nadar melhor, e aí vim para o Pinheiros.</p>
<p><b>BN: Nessa época de juvenil, ou em algum outro período difícil, você já pensou em parar de nadar?<br />
</b>LO: Tem época que é muito difícil, a gente pensa mesmo. Não em parar de nadar, mas em desistir, e não porque quer, mas porque é um caminho difícil. Mas é esse mesmo caminho que motiva. Quando a gente consegue aquela coisa pequena, é muito gratificante, e isso vai motivando.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Qual foi seu momento mais marcante na natação até hoje?<br />
</b>LO: O que mais me marcou , que é uma prova que eu lembro até hoje, foi o Finkel de 2011 em Belo Horizonte. Era o que eu queria, ganhar um Finkel, mas quando eu vi que realmente tinha conseguido, lembro como se fosse ontem, bati a mão no placar e sai correndo chorando para abraçar o Amém, agradecer. Foi uma das cenas mais marcantes.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa.jpg"><img alt="Campeã do 100 livre no Finkel 2011" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa.jpg" width="592" height="396" /></a></p>
<p>Campeã do 100 livre no Finkel 2011</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Deixe uma mensagem para os leitores do blog<br />
</b>LO: Acho que é isso que eu falei. Muita gente falava para mim que eu tinha que ficar mais forte, porque não sou grande, e que seria muito difícil, porque minhas provas eram 50, 100 e 200, que tinha que ser alta, que todas são altas…. e hoje eu não me importo mais com isso. Todos falavam que é impossível. Eu passei a acreditar no impossível. Se tem algo que eu sempre falo pra mim, é que eu acredito no impossível.</p>
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		<title>Volta ao mundo com Poliana Okimoto</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2014 19:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Poliana Okimoto é daquelas nadadoras-prodígio que você provavelmente já viu na lista de recordes insuperáveis da categoria de base. Desde o petiz 2. São recordes que já duram quase 20 anos. Na piscina, a evolução ao longo dos anos não correspondeu aos feitos de petiz/infantil]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Por <strong>Carolina Moncorvo</strong> e <strong>Beatriz Nantes</strong></p>
<p>Na verdade, voltas. Em um levantamento esdrúxulo sobre quantos metros a nadadora já possa ter nadado na vida, chegamos ao mínimo número de quase 2 voltas no mundo. DUAS. À nado! Já poderíamos acabar o especial aqui. Por favor, nos avise se você já nadou mais do que 50 mil quilômetros na sua vida. E olha que estamos ignorando as voltas ao mundo literais viajadas para competições. E digo mais, ignoramos também as metragens nadadas nessas próprias competições! São (no mínimo) 2 voltas ao mundo de TREINO.<em> [corrigido]</em></p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Tabela-Volta-ao-Mundo1.jpg"><img alt="Tabela Volta ao Mundo" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Tabela-Volta-ao-Mundo1.jpg" width="348" height="165" /></a></p>
<p>Poliana Okimoto é daquelas nadadoras-prodígio que você provavelmente já viu na lista de recordes insuperáveis da categoria de base. Desde o petiz 2. São recordes que já duram quase 20 anos. Na piscina, a evolução ao longo dos anos não correspondeu aos feitos de petiz/infantil, seja por imaturidade ou até mesmo por ter sido mal lapidada no decorrer dos anos. Alguma coisa estava errada e precisava ser mudada. Mas o quê?</p>
<p>Desde que aprendeu a nadar, com dois anos, Poliana adorava treinar – uma fundista nata. “Meu irmão mais velho se escondia, saía na rua, fazia o diabo para não ir e eu brincava de achar ele. Porque eu amava ir na natação, mesmo quando só tinha prova de 25 e eu era última. Sempre gostei de ir no treino, nunca faltei”. Poliana treinava no Munhoz, polo importante do fundo na época.</p>
<p>Por volta de seus 12 anos, quando começaram as provas mais longas, tudo caminhava bem. Ismar Barbosa, seu treinador na época, soube trabalhar muito bem o corpo e principalmente a cabeça da jovem promessa. Ainda aos 13, participou do primeiro absoluto, terminando em quarto lugar nos 800 livre por poucos décimos. A primeira medalha veio no final do mesmo ano, na mesma prova, durante o Finkel de 1996. “O Ismar era super bravo, mas me ensinou muito. Hoje, sou uma alteta disciplinada e dedicada, muito em razão da minha base. Depois dessa medalha, ele falou: ‘Poliana, está vendo essa medalha? Olhe bem pra ela, curte. Amanhã, você põe na sua gaveta e esquece dela.’ O que ele quis dizer: ‘Ganhou? Legal, parabéns, mas vamos continuar porque tem mais coisa pela frente.’ ”.</p>
<p><code><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LS7Ei74OtIs" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></code></p>
<p>Poliana e Ismar, que seguiram juntos do Munhoz para o Corinthians, almejavam Atenas 2004. Por mais que, em 1997, ainda faltassem 3 anos para os Jogos de Sidney, o foco era a longo prazo. “Ele mandava a gente escrever os objetivos a curto e a longo prazo, e o longo sempre foi Olimpíadas”.</p>
<p>Em 2000, ainda com Ismar, Poliana nadou um ano pelo Vasco. Com o fim do projeto do clube carioca, ela voltou ao Corinthians, agora para treinar com Bezerra. Nessa época, a fundista rodava por volta de 100km semanais. 10 mil metros pela manhã, 10 mil metros à tarde. Chegou a nadar bem um ano, fazendo índice para o Mundial de Moscou, mas depois, “não aguentava mais treinar”. Esse período ainda coincidiu com a transição escola/faculdade. Começou Psicologia em 2001, mas após o 1º semestre, não se identificou. Em 2002, começou a estudar Letras em São Paulo e ao mudar para Santos e treinar na Unisanta, continuou o curso por lá. Foi sua primeira (e rápida) passagem na equipe que voltou a defender esse ano. Rápida, mas fundamental: foi lá que Poliana conheceu Ricardo Cintra.</p>
<p>Poliana não deixou de ter bons resultados por todo esse período, continuou subindo ao pódio em campeonatos absolutos. Na maioria das provas, Poliana continuava ganhando<b><i>, </i></b>mas não melhorava mais seus tempos.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-19.21.54.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 19.21.54" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-19.21.54.png" width="673" height="404" /></a></p>
<p>Atravancada há alguns anos, sem melhorar tempo, frustrante para quem gostava tanto de treinar e nadar, Poliana já não pensava mais em Olimpíada. “Sinceramente, eu não pensava mais em Olimpíadas nessa época. Pensava na próxima competição, em terminar minha faculdade de Letras, em continuar ganhando uma grana e morando em Santos. Mas não pensava nos meus rendimentos na piscina. Achava que, no dia que terminasse a faculdade, eu ia parar de nadar”. Seus objetivos diluíram com o tempo, transformando-se em uma mera pretensão em concluir a faculdade.</p>
<p>Mas, afinal, o que deu errado? Na verdade, nada. Somos a favor de que tudo acontece por um motivo. Mas foi um técnico sumido e um domingo de manhã zapeando pelo controle remoto que mudaram tudo. Calma, chegaremos lá.</p>
<p>A fundista continuou em Santos em 2004, treinando na Unimonte e competindo pelo Pinheiros. Seu novo treinador não soube aproveitar o diamante em suas mãos e, literalmente, abandonou a atleta no meio do trajeto. “O Ricardo já tinha se formado em Educação Física e começou a pegar uns treinos quando ele faltava. Até que faltando uns 15 dias para o Finkel, o técnico sumiu do mapa.”</p>
<p>“Eu me sentia responsável por ela”, relembra Ricardo Cintra. “Comecei a treina-la para ver o que dava para fazer. Eu lembro que na época ela fazia umas médias para 1’14” de A1. Pô, eu era velocista e fazia esses tempos, achava estranho. Falei para ela que tinha que rodar para 1’10”, pelo menos”. No fatídico Finkel, Poliana levou os 1500 livre com sua melhor marca. Começava ali uma das parcerias de maior sucesso da natação brasileira.</p>
<p>Cintra, como bom observador, percebeu o que deveria ser óbvio. Provas de piscina são muito curtas para a capacidade de resistência da nadadora. A própria Poliana disse: “Dos 7 aos 11 anos, eu era muito ruim, um terror. Quando eu não chegava em último, eu vibrava. Mas naquela época, as provas eram curtas: 25 metros, no máximo 50. Então, desde pequena minhas fibras rápidas não prevaleciam. Quando comecei a poder competir provas de 400 e 800, comecei a me destacar”.</p>
<p>Pouco depois do Finkel, no dia 28 de novembro de 2004, Cintra ligou a TV e viu a Travessia dos Fortes que estava sendo transmitida. “Eu estava em São Paulo, na casa dos meus pais, e ele me ligou falando: liga a TV na Globo! Ano que vem você vai fazer essa prova”.</p>
<p><code><iframe src="http://www.youtube.com/embed/I4WoDFXqunw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></code></p>
<p><b>Confira a íntegra da entrevista</b></p>
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		<title>Natalia de Luccas:  2013 foi bom, mas eu espero que esse ano seja ainda melhor&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Feb 2014 02:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Natalia de Luccas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Versátil dentro da piscina, Natalia de Luccas foi provavelmente uma das maiores surpresas da natação brasileira em 2013. Aos 17 anos, a nadadora do Corinthians superou o recorde sulamericano dos 200 costas durante o Brasileiro Junior de Verão, saindo de vez do destaque nas categorias de base para o absoluto]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Versátil dentro da piscina, Natalia de Luccas foi provavelmente uma das maiores surpresas da natação brasileira em 2013. Aos 17 anos, a nadadora do Corinthians superou o recorde sulamericano dos 200 costas durante o Brasileiro Junior de Verão, saindo de vez do destaque nas categorias de base para o absoluto. Natalia chegou a São Paulo em 2011, depois de nadar no Gran São João, em Limeira, desde os 3 anos de idade. Nesta entrevista, ela fala sobre essa mudança, comenta o grande leque de provas (é bem forte também nos 100 livre, em que fez o 5º melhor tempo do Brasil em 2013: 55”9) e sobre a importância do Mundial Junior:  “Depois de lá eu voltei com outra cabeça. Vi que tempos absurdos, que pareciam impossíveis de fazer aqui, eram feitos lá fora e nem chegavam à final”.</p>
<div>
<p><b>Beatriz Nantes: Ano passado você foi para o Mundial Junior e bateu o recorde sulamericano. Foi o melhor ano da sua vida?<br />
</b>Natalia de Luccas: Com certeza! Ano passado acho que consegui muita coisa que eu não esperava. Treinei muito para isso. Foi um ano muito bom, mas eu espero que esse ano seja ainda melhor.</p>
</div>
<p><strong>BN: </strong><b>E o que você espera desse ano?<br />
</b>NL: Estou pensando no Pan Pacific. Estou perto do índice nos 100 costas, que é 1’01’’39 e eu tenho 1’01’‘50. Nos 200 costas também, que é 2’11’’09 e eu tenho 2’12’’09. E tem também o Mundial de curta, que espero conseguir uma vaga.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Como foi o BHP Billiton na Australia? Foi sua primeira seleção absoluta, como foi isso depois de tantas seleções de categorias?<br />
</b>NL: Eu fiquei mto feliz de estar lá. Claro que a gente não estava na melhor forma, estava treinando pesado. Mas foi muito legal para servir como motivação, ver os outros atletas competindo. Essas competições são boas para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-51.jpg"><img class="aligncenter" alt="Foto: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-51.jpg" width="529" height="353" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>BN: Nas categorias de base você nadava (e ainda nada) bem o 50 e 100 livre, além das provas de borboleta. Você treina velô ou meio fundo? Como é sua rotina?<br />
</b>NL: Aqui no Corinthians eu treino meio fundo, mas eu gosto de nadar bastante provas. Não gosto de ficar só em uma. Até para ter um leque grande, e se uma prova acaba não saindo na competição, tem outra para poder nadar. Eu gosto mesmo de pode nadar várias provas.</p>
<div>
<p><b>BN: De todas essas, qual a preferida?<br />
</b>NL: Agora eu estou nadando bastante costas, que eu gosto. Mas gosto bastante do crawl também.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: E como surgiu o costas? Foi no Corinthians ou no Gran São João você já treinava também?<br />
</b>NL: Quando eu vim para o Corinthians, vim nadando crawl e borboleta. Costas eu nadava pouco. Com o Carlão [Carlos Matheus, head coach do Corinthians e técnico de Natalia], eu aprimorei. Foi ele que meio que descobriu o costas para mim. Agora com ele, treino bastante costas e estou focando bem no Pan Pacific.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: Com crawl, borbo e costas fortes, e um medley?</b><br />
NL: Eu acabo nadando como quarta prova em absoluto, até pela ordem das provas. Mas é quarta prova, o foco são as outras.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-6.png"><img class="alignright" alt="Foto: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-6.png" width="397" height="264" /></a></p>
<p><b>BN: Como foi sua vinda para o Corinthians? Como foi tomar essa decisão e como foi sair de casa?</b></p>
<p>NL: Eu nadava no Gran em Limeira, no interior. Daí em 2010 eu recebi o convite para o Corinthians. Desde o primeiro dia que meus pais vieram conhecer a estrutura e o clima, a gente sentiu uma energia muito grande aqui, do Carlão e do clube mesmo. Estamos muito felizes aqui. Minha mãe veio comigo, até para me ajudar mesmo. Eu acho que fiz a melhor escolha que poderia ter feito, estou gostando muito.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: Como é sua rotina de treinos? Você estuda também?<br />
</b>NL: Eu treino de segunda a sábado. Três vezes por semana eu dobro. Segunda, quarta e sexta, faço também musculação das 11h ao meio dia. Eu estou no terceiro ano no Colégio Amorim. Como o Corinthians tem parceria com a UNIP, eu acho que tenho que aproveitar, penso em fazer faculdade. Tenho que treinar e cumprir meus deveres, mas acho que é importante estudar também. É bom também para não ficar bitolada em natação.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: E você gosta de treinar?<br />
</b>NL: Eu gosto! Acho que eu aprendi que sem treino não tem como nadar bem, então eu gosto de treinar sim.</p>
<p><b>BN: E de competir?<br />
</b>NL: Eu gosto de competir, sou bem competitiva. Gosto de estar nadando para ganhar, e odeio perder… tem que ir aprendendo. É importante aprender a se superar, nadar forte, eu gosto de competir por isso.</p>
<p><b>BN: Em que momento, se é que isso aconteceu, você percebeu que queria ser nadadora profissional, que não era algo só de categoria de base?<br />
</b>NL: Acho que tudo é importante, cada fase é uma descoberta nova. Eu penso degrau por degrau. Mas foi depois do recorde sulamericano que caiu a ficha que eu não era mais juvenil, que estava no absoluto. Agora cada vez mais a gente tem que se afirmar na natação.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-4.jpg"><img alt="Foto: Wlad Veiga" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-4.jpg" width="739" height="463" /></a></p>
<p>Foto: Wlad Veiga</p>
<p><b>BN: Você estava esperando esse recorde sulamericano? Antes do Brasileiro seu melhor era 2’15.<br />
</b>NL: Foi um pouco inesperado. O costas, principalmente os 200, é uma prova que eu nunca nadei confiante. Diferente dos 100, que eu já estava nadando bem. Mas eu sabia, pelos treinos que eu estava fazendo, que os 200 ia ser bom. O Mundial Junior foi importante, porque depois de lá eu voltei com outra cabeça. Vi que lá fora tem tempos absurdos, que pareciam impossíveis de fazer aqui, e que eram feitos lá fora e nem chegavam à final. Foi uma boa experiência para ver isso.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: Você pensa em 2016?<br />
</b>NL: Eu penso bastante nisso. É um sonho que eu estou buscando, tentando chegar cada vez mais perto. Mas até lá eu tenho que passar por outras fases, Pan Pacific, Mundial…</p>
<p><b>BN: Você tem algum ídolo? A Missy Franklin nada suas provas… </b><br />
Eu gosto bastante da Fabíola, ela é minha maior inspiração.</p>
<p><b>BN: Vocês se conhecem né?</b><br />
NL: Sim, no Open a gente bateu um papo rápido. Ela é minha maior inspiração mesmo. Se eu chegar até a idade que ela chegou nadando, vou ficar muito feliz.</p>
<p><b>BN: Você já viajou bastante, quantos países conhece por causa da natação? Qual gostou mais?</b><br />
NL: Eu acho que 7 países. Cada um tem a sua história. Mas eu gostei bastante da Austrália, que a gente foi agora, e de Dubai também, porque foi meu primeiro Mundial. Cada viagem te marca de um jeito.</p>
</div>
<p><b>BN: Nos 100 livre,  você terminou 2013 com o quinto melhor tempo do país, atrás só das meninas que foram ao Mundial. Essa prova está nas suas metas?<br />
</b>NL: Sim, é com certeza a minha terceira prova, a principal depois do costas. Acho que vou buscar nadar cada vez melhor, porque tenho que estar bem colocada para conseguir representar o Brasil no revezamento, que eu gosto de nadar. E até para conseguir entrar em uma competição absoluta pelo rev.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-3.jpg"><img class="alignright" alt="Foto: Wlad Veiga" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-3-735x1024.jpg" width="225" height="313" /></a></p>
<p><b>BN: E um 200 livre, nao dá pra pensar? Seu melhor é 2’04”….</b></p>
<p>NL: É uma prova que o Carlão quer muito me ver nadando. Mas sempre acaba pegando uma outra prova minha no Maria Lenk e Finkel, geralmente o 100 costas. Fica difícil nadar na mesma etapa. Quando dá eu nado, mas não é o foco.</p>
<div><strong>BN: </strong><b>Como é sua relação com ele?</b></div>
<div>
<p>NL: Nossa… o Carlão… a relação é ótima. Ele é, de verdade, como se fosse um segundo pai. A gente se dá muito bem.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Luiz Altamir: &#8220;eu penso em 2016 todo dia&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Feb 2014 16:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Altamir]]></category>
		<category><![CDATA[natação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Depois de colecionar títulos nacionais de categoria, Luiz Altamir vem aparecendo cada vez mais no absoluto. Especialista nas provas de 20o borboleta, 200 livre e 400 livre, na primeira ele terminou 2013 com o terceiro melhor tempo do país, atrás apenas dos olímpicos Leonardo de Deus e Kaio Marcio Almeida]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Luiz Altamir Lopes Melo, hoje com 17 anos e atleta do Flamengo, é um dos principais nadadores de borboleta do país atualmente, e um dos <a href="http://www.bestswimming.com.br/2013/2013/12/31/nadador-junior-masculino-do-brasil-em-2013/">maiores destaques da nova geração da natação brasileira</a>.  Natural de Boa Vista (Roraima), Altamir viveu (e treinou) no Ceará até os 15 anos, onde competia pela Academia de Natação Hedla Lopes. Depois de colecionar títulos nacionais de categoria, Altamir vem aparecendo cada vez mais no absoluto. Especialista nas provas de 200 borboleta, 200 livre e 400 livre, na primeira ele terminou 2013 com o terceiro melhor tempo do país, atrás apenas dos olímpicos Leonardo de Deus e Kaio Marcio Almeida.</p>
<div style="width: 293px" class="wp-caption alignright"><img class="  " alt="" src="http://www.lancenet.com.br/minuto/Luiz-Altamir-Foto-Satiro-SodreSSPress_LANIMA20130426_0028_26.jpg#650x433" width="283" height="202" /><p class="wp-caption-text">Foto: Satiro Sodré/SSPress</p></div>
<p>&#8220;Eu já penso nisso, em 2016. Todo dia eu penso nisso&#8221;, disse em entrevista pelo telefone. Altamir falou ainda sobre a mudança para o Flamengo em 2012, a participação em sua primeira seleção brasileira absoluta, a expectativa para este ano (&#8220;Acho que consigo chegar no 1&#8217;57&#8221;0) e exaltou a comissão técnica do Flamengo  (&#8220;Não temos a melhor estrutura, mas temos alguns dos melhores profissionais&#8221;). Confira:</p>
<p><b>1- O que você achou do resultado no BHP Billiton na Austrália? Você esteve doente pouco antes da competição né?<br />
</b>Achei que foi um resultado bom para mim. Eu fiquei doente na segunda semana de janeiro, quando viajei para lá já estava melhor há uma semana. Eu competi com três semanas de treinamento, então gostei bastante.</p>
<p><b>2- Foi sua primeira seleção brasileira absoluta, você que foi várias vezes da seleção de categoria. Como foi?<br />
</b>Com certeza é um passo muito grande para mim. Eu sempre quis participar de uma seleção brasileira absoluta, foi o primeiro passo. Mas não acabou.</p>
<p><b>3- Você pensa em 2016? Ano passado você terminou com o terceiro melhor tempo do Brasil no 200 borboleta, atrás do Leo e Kaio Marcio. Com o Kaio parando, você já é o segundo melhor tempo do Brasil.<br />
</b>Eu já penso nisso, em 2016. Todo dia eu penso nisso.</p>
<p>Foi uma evolução muito grande que eu tive em um ano no 200 borboleta. Foi uma surpreso de baixar dos 2’00 e ir para o 1’58  <em>[Altamir chegou ao Mundial de Dubai fazendo 2'01 na prova, e nadou para 1'58''94 nas eliminatórias e 1'58''99 na final, terminado em quinto lugar]</em>. Agora é focar bastante nos detalhes, no treinamento, cada dia que passa eu foco mais em cada detalhe para melhorar.</p>
<div style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img class="  " alt="" src="http://blogs.diariodonordeste.com.br/jogada/wp-content/uploads/2013/09/Altamir-Lopes021.jpg" width="610" height="406" /><p class="wp-caption-text">No Mundial Junior, Altamir saiu de 2&#8217;01 para 1&#8217;58&#8221;94 no 200 borboleta (Foto: Satiro Sodré/SSPress)</p></div>
<p><b>4- Falando nisso, quais as expectativas pra esse ano? O índice do Pan Pacific é 1’57’’03, você acha que dá?<br />
</b>Acho que sim. Quando eu cheguei no 1’58 ano passado [durante o Mundial Junior, disputado em Dubai], eu não esperava. Acho que consigo chegar no 1’57’0. Cada dia que passa a gente coloca novas metas na nossa rotina, no treinamento. Daqui até o Maria Lenk ou o Brasileiro Junior eu acho que dá para chegar neste tempo.</p>
<p><b>5- Como é sua rotina de treinos? Você estuda?<br />
</b>Estou fazendo três dobras na semana, segunda, quarta  e sexta, e também malho esses dias. Terça e quinta treino só no período da tarde. Vou começar em maio um estudo à distância. Vai ser mais rápido e acho que pode me ajudar, porque no futuro penso em fazer faculdade nos EUA.</p>
<p><b>6- Você pensa em treinar nos EUA também?<br />
</b>Eu gosto bastante do Brasil. Aqui é meu país, tem minha família, meu treinador. Ir para os EUA é um passo grande também, que vai me ajudar a evoluir psicologicamente e fisicamente, eu poderia evoluir com tanta gente de alto nível. Um dia eu penso em ir, até para ver a diferença, o que falta para nós, e sentir coisas novas também. Mas agora eu estou bem aqui.</p>
<p><b>7- Como foi a saída do seu clube no Ceará e vinda para o Flamengo, em 2012?<br />
</b>Eu estava recebendo o Prêmio Brasil Olímpico no Rio em 2011, e o Flamengo fez uma proposta muito boa. Eu tinha 15 anos, não sabia muito bem o que eu queria&#8230; só sabia que precisava sair de casa para evoluir. Fui muito bem recebido. Foi difícil tomar a decisão, porque eu tive que morar longe dos meus pais, mas me adaptei super bem. Gosto muito daqui.</p>
<p><b>8- Você sempre se destacou nas categorias de base, e na época nadava também 100 livre, 100 borbo, 200 livre&#8230; como é o seu treino? E quando comecou a especificar mais?<br />
</b>Meu treino é meio-fundo. Varia de 200 livre, 200 borboleta e 400 livre. E com esse treinamento, eu me sinto bem até para nadar prova de 100 metros. Às vezes sinto que falta algo de velocidade, mas eu e meu técnico vimos isso e ele está colocando coisas de velocidade este ano, já está fazendo uma diferença muito boa.</p>
<p>O 200 borboleta é a prova principal. Eu sinto que é a minha prova, nado desde o petiz 2, melhoro a cada ano. Mas treino crawl e borboleta, e sinto que o 200 e 400 livre são provas muito boas, gosto delas. Mesmo sendo uma prova carente no Brasil, com esforço e dedicação isso pode virar. O Brasil está crescendo. Você pode ver que o Leo de Deus já bateu o recorde brasileiro, estamos melhorando. Isso é um ponto importante para as Olimpíadas de 2016.</p>
<p><strong>9- Como é sua relação com ele, e quem são seu ídolos?</strong></p>
<p>Me espelho muito no Michael Phelps. Bom não tem o que falar, é o melhor nadador do mundo. Aqui no Brasil tem o Leo de Deus, que é uma inspiração para mim. A gente é amigo, já se conhece há um tempo. Nadamos as mesmas provas, e a gente sempre apoia um ao outro.  A gente sempre se cumprimenta, já viajamos juntos,a gente sempre troca ideia. Ele não é um atleta que pensa só nele, ele quer que o Brasil cresça de uma forma conjunta. Isso é um ponto importante para um atleta campeão. Ele é humilde, sempre me dá uns toques. Gosto bastante dele.</p>
<p><b>12- A natação do Rio vive alguns contratempos e imagino que você, pelos resultados, tenha tido propostas para sair. O que te manteve no Flamengo, o que te deixa mais satisfeito no clube?<br />
</b>O que me deixa mais satisfeito é a minha relação com meu técnico, com a equipe. Isso foi o ponto mais importante para mim, para eu ficar aqui. Tudo bem, tem muita gente que mudou de clube esse ano. Mas eu melhorei muito com meu técnico. Não temos a melhor estrutura, mas temos alguns dos melhores profissionais. Cada dia que passa meu preparador, André Vieira, quer evoluir mais, meu técnico, Eduardo Pereira, quer algo a mais. Mesmo a equipe, meus parceiros de treino, estamos querendo sempre mais. Isso faz com que a equipe sempre evolua. A gente pode não ser a melhor equipe hoje, mas estamos trabalhando. Quem sabe o dia de amanhã?</p>
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		<title>As lições de Soni</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jan 2014 02:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
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		<category><![CDATA[rebecca soni]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>O momento mais marcante de Soni para mim foi sua participação em Londres, uma "lição" em vários sentidos. Ela chegou aos Jogos como campeã mundial das duas provas de peito e viu Ruta Meilutyte, então uma garota desconhecida de 15 anos, vencer. Não deve ter sido fácil. Poucos dias depois, ela voltou à piscina para nadar o 200 peito, sua principal prova]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Já era esperado, mas eu sempre fico triste: Rebecca Soni é a nova aposentada da natação mundial. Bicampeã olímpica do 200 peito, prova em que foi a primeira mulher da história a superar a barreira dos 2&#8217;20, Soni foi uma das maiores nadadoras de peito da história. Nem precisa falar muito: seis medalhas olímpicas, sendo três de ouro, bicampeã mundial do 100 peito, seis medalhas de Mundiais.</p>
<p>O momento mais marcante de Soni para mim foi sua participação em Londres, uma &#8220;lição&#8221; em vários sentidos. Resumindo a história, ela chegou aos Jogos Olímpicos como campeã mundial das duas provas de peito e favorita absoluta ao ouro. No 100, que aconteceu primeiro, viu Ruta Meilutyte, então uma garota desconhecida de 15 anos, crescer das eliminatórias até a final e vencer. Não deve ter sido fácil: ela não fez seu melhor tempo, e deve ter sido difícil se ver perdendo para alguém que ela provavelmente nem conhecia e foi uma das maiores surpresas não somente da natação, mas de toda Olimpíada 2012.</p>
<p>Poucos dias depois, ela voltou à piscina para nadar o 200 peito, sua principal prova. A força mental para passar de uma frustração como essa do 100 peito e focar na próxima prova não é nem um pouco trivial &#8211; não somente no esporte como na vida. É preciso muito foco para deixar para trás o que passou e se concentrar na próxima prova, sem se abater e sem esquecer que Olimpíada é uma chance quase única &#8211; uma a cada quatro anos. Quantos atletas não deixam oportunidades escapar depois de nadar mal a primeira prova?</p>
<p>Na semifinal, Soni nadou para 2&#8217;20&#8221;00. E para entender o que significava esse tempo naquele momento, vale ler o que a nadadora falou hoje, no dia de sua aposentadoria, em entrevista ao Swimming World:</p>
<p><em>&#8220;Eu continuo voltando [a mencionar] os 2&#8217;20 não só porque foi incrível, mas pelo fato de que eu pensava nisso há quase 10 anos. Foi isso que me manteve nadando depois de Pequim-2008. Eu estava perto , mas eu tive que colocar mais quatro anos na água.<strong>Foi isso que me fez ir treinar todos os dias</strong>. Foi um momento incrível.</em></p>
<p><em>Esse foi o meu sonho e objetivo. Eu me lembro de, na semifinal, fazer 2&#8217;20&#8221;00, e eu tive aquele momento em que eu pensei que aquele ia ser o meu legado &#8211; que eu quase consegui&#8221;.</em></p>
<p>Não só Soni colocou para trás o que havia acontecido no 100 peito, como fez a prova de sua vida, de um jeito bem de &#8220;livro&#8221; mesmo como ela falou: bateu na trave na semifinal, e na final foi perfeita. Foi sua última prova individual da vida, realizando um sonho. Veja a reação dela após olhar o placar (a segunda foto é uma das minhas preferidas desses Jogos):</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://www.guinnessworldrecords.com/media/5938786/Rebecca-Soni-main_497x310.jpg" width="497" height="310" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/soni.jpg" width="609" height="383" /></p>
<p>Ainda na entrevista de hoje para a Swimming World:</p>
<p><em>&#8220;Ainda me lembro da conversa específica sobre o 2&#8217;20. Foi durante uma competição, eu fui falar com meu treinador de categoria do Scarlet, Tom Speedling , e ele estava olhando para mim. Eu queria saber o que tinha feito errado, acho que tinha acabado de fazer 2&#8217;45. Ele só olhou para mim e disse: &#8220;Você vai ser a primeira mulher a nadar abaixo de 2&#8217;20&#8243;.  Isso nem estava na minha perspectiva na época, mas ele falou tão sério, e  realmente acreditando naquilo, que ele plantou essa semente na minha cabeça. Isso me faz pensar no que teria acontecido se a conversa não tivesse acontecido. Eu não pensei muito sobre aquilo imediatamente, mas continuei voltando para isso, e se tornou parte de mim e meu objetivo. Eu ficava pensando que ele acreditava em mim e tinha colocado a idéia na minha cabeça. Acho que eu não seria a pessoa que sou hoje se que aquela uma frase não tivesse sido dito para mim quando eu tinha 14 ou 15 anos&#8221;. </em></p>
<p>Gosto muito de atletas que valorizam seus técnicos da base e esse depoimento é genial: tanto para dar a dimensão da importância de um técnico da vida de um atleta, como para mostrar o tamanho de um sonho. As Olimpíadas duram uma semana e o que vemos na TV são os atletas entrando na área da piscina, sendo apresentados e nadando, mas um resultado como esse ouro é construído ao longo de uma vida inteira. Por isso o esporte é tão legal.</p>
<p>Para terminar, não consegui entender direito ainda o que será essa &#8220;empresa&#8221; criada pela Soni e <a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/depoimento-porque-vou-sentir-falta-de-ariana-kukors">Kukors</a>, anunciada no mesmo dia da aposentadoria. Mas destaco aqui uma parte do depoimento, em que ela fala sobre uma das ideias que as duas ex-nadadoras tem para ajudar a passar suas experiências de nadadoras para crianças. &#8220;Nós só queremos visitar e dizer oi para as crianças e deixá-las envolvidas e motivadas. No fim do dia, queremos que elas amem natação&#8221;. Acho que essa é a filosofia que deve nortear a natação para crianças &#8211; se você conseguir amar natação, com o tempo (e um bom técnico), vai aprender a ter disciplina, determinação e persistência para perseguir seu sonho. Mas tudo começa com o amor pelo esporte.</p>
<p>A entrevista completa pode ser lida <a href="http://www.swimmingworldmagazine.com/lane9/news/World/37633.asp">aqui</a>.</p>
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		<title>O que 2014 reserva para a natação mundial</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jan 2014 20:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[missy franklin]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Swimming-42.png" width="42" height="42" alt="Natação" title="Natação" /><br/>É o único ano do ciclo sem as duas principais  competições em piscina longa (Olimpíada e Mundial), e as competições mais importantes em nível mundial são o Mundial de curta e os torneios continentes (principalmente Pan Pacific e Europeu, mas também o Commonwealht Games, os Jogos da Comunidade Britânica, e os Jogos Asiáticos).
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Swimming-42.png" width="42" height="42" alt="Natação" title="Natação" /><br/><p>2014 é um ano de transição na natação mundial: depois de 2014, saímos do pós Olimpíada de Londres  que caracteriza em grande parte 2013 para o pré Olimpíadas do Rio que caracteriza 2015. É o único ano do ciclo sem as duas principais  competições em piscina longa (Olimpíada e Mundial), e as competições mais importantes em nível mundial são o Mundial de curta e os torneios continentes (principalmente Pan Pacific e Europeu, mas também o Commonwealht Games, os Jogos da Comunidade Britânica, e os Jogos Asiáticos).</p>
<p>Mas é um ano importantíssimo. Muitos dos atletas que vão começar a brilhar no próximo Mundial de longa e nas Olimpíadas de 2016 começam a mostrar grandes resultados aqui; outros veteranos mostram que continuarão fortes no novo ciclo olímpico.</p>
<p>Veja Nathan Adrian, por exemplo: ele já era um grande nadador, medalhista de Mundial e Olimpíada pelos revezamentos, mas sua primeira grandes vitória veio no Pan Pacific de 2010, onde venceu o 50 e 100 livre. Dois anos depois, foi campeão olímpico do 100 livre. Dana Vollmer, já medalhista de Mundial no 200 livre, foi ouro no 100 borboleta na mesma edição, prova que venceria no Mundial e Olimpíadas seguinte, superando o recorde mundial. Na versão europeia, Camille Lacourt venceu o 50 e 100 costas, provas que venceria no Mundial no ano seguinte, e Yannick Agnel venceu o 400 livre.</p>
<p>É claro que isso não garante nada. Muitos atletas que se destacaram no Pan Pacific e Europeu de 2010, por exemplo, ou pararam depois (Aaron Peirsol, Alan Bernard), ou sofreram para manter a posição nos outros anos (Natalie Coughlin, Paul Biederman). O fato é que, mesmo sem ser os Mundiais, são duas competições que reúnem a elite do esporte mundial e terão disputas interessantíssimas.</p>
<p>O Europeu acontecerá em Berlim, Alemanha, de 13 a 24 de agosto, e o Pan Pacific em Gold Coast, na Austrália, na mesma época, de 21 a 25 de agosto. Já os Jogos Asiáticos ocorrerão entre o final de setembro e o início de outubro, e o Commonwealth Games na última semana de julho. Algumas grandes disputas que podemos esperar para a competição:</p>
<p>1) Adrian x Magnussen no 100 livre: Adrian campeão olímpico por 1 centésimo, Magnussen campeão mundial e Adrian estava com a saúde debilitada. O duelo será quente &#8211; e é claro que pode entrar gente nova nessa disputa. Feigen? Como se sairá Chierighini, finalista no último Mundial?</p>
<div style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><img alt="" src="http://images.smh.com.au/2012/08/02/3520272/art-magnussen7-620x349.jpg" width="620" height="349" /><p class="wp-caption-text">Quem leva no Pan Pacific?</p></div>
<p>2) No outro continente, Morozov vai dosar melhor o primeiro parcial e nadar para 47 baixo? E no 50 livre: ele ou Manaudou, que foi mal na final do Mundial de Barcelona e terminou em quinto, enquanto Morozov foi prata.</p>
<p>3) Prova de peito feminino no Europeu: Seria uma grande disputa entre Ruta Meilutyte e Yulia Efimova no 100 peito, e da russa e Rikke Pendersen no 200 peito &#8211; todas protagonizaram provas excelentes no Mundial de Barcelona. Mas, o doping de Efimova, caso que ainda não foi resolvido, colocou esses duelos em aberto.</p>
<p>4) Provas de fundo: Tae Hwan Park, que não nadou o Mundial de Barcelona, começou bem o ano fazendo 3&#8217;47 no Victoria Open. Será que ele conseguirá fazer frente a Sun Yang? E Sun, podemos esperar grandes marcas esse ano ou quebrar a barreira do 3&#8217;40 ficará para a Rússia?</p>
<p>5) Provas de costas feminino: Franklin e Emily Seebohm se enfrentarão no Pan Pacific no 100 costas: será que a australiana consegue bater a campeã olímpica e mundial da prova? Lembrando que Seebohm fez 58&#8221;23 nas eliminatórias das Olimpíadas, tempo melhor do que o feito por Franklin para vencer tanto a Olimpíada como o Mundial.</p>
<div style="width: 215px" class="wp-caption alignright"><img class="  " alt="" src="http://media.santabanta.com/gal/event/London-Olympics-2012/london-olympics-2012-96.jpg" width="205" height="294" /><p class="wp-caption-text">Volta ou não volta?</p></div>
<p>6) Phelps vai nadar o Nationals esse ano? Ele acontece de 6 a 10 de agosto e será a seletiva não apenas para o Pan Pacific e Mundial de Doha, mas para o Mundial de 2015! Ou seja, se ele quiser competir em um grande campeonato antes de voltar, terá que andar essa seletiva. Phelps já voltou a ser testado pelo anti-doping da WADA e está treinando no NBAC com Bob Bowmann, em ótima companhia (Agnel, Connor Dweyer&#8230;)</p>
<p>Há muitas outras perguntas e muita gente para acompanhar! No Brasil, será muito interessante ver novos atletas chegando a finais e a pódios nos Maria Lenks, ver novos nomes chegando à seleção para o Pan Pacific, ver a disputa entre os grandes nomes do peito masculino, Fratus e Chierighini no livre, como será o ano de Thiago e César Cielo, ver a evolução das meninas no livre, Etiene melhorando, novas meninas chegando (Travalon, Natalia de Luccas, Carol Bilich, Diamante, quem mais?). O ano &#8220;começa&#8221; para a seleção amanhã com o BHP Billiton na Austrália.</p>
<p>Mesmo sem Mundial e Olimpíada, que venha 2014!</p>
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