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	<title>Esporte em Pauta &#187; Personagens</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Personagens</title>
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		<title>Ele está de volta &#8211; e sorrindo. Tudo sobre a volta de Phelps</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 11:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Michael Phelps, o maior medalhista olímpico da história, está de volta mesmo. Depois da novela desde meados do ano passado, quando a notícia foi publicada pela primeira vez, ele não só voltou como já em um bom nível.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Michael Phelps, o maior medalhista olímpico da história, está de volta mesmo. Depois da novela desde meados do ano passado, quando a notícia foi publicada pela primeira vez, ele não só voltou como já em um bom nível.</p>
<p>- Phelps estava inscrito nas provas de 50, 100 livre e 100 borboleta no GP de Mesa. Já na entrevista coletiva antes do início da competição ele comentou que sairia do 100 livre.<a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Michael-Phelps-by-Mike-Lewis-2-319x480.jpg"><img class="alignright" alt="Michael-Phelps-by-Mike-Lewis-2-319x480" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Michael-Phelps-by-Mike-Lewis-2-319x480.jpg" width="223" height="336" /></a></p>
<p>- Na eliminatória do 100 borboleta, ele nadou <strong>52&#8221;84</strong>, venceu sua série e passou para a final com o primeiro tempo. Sorrindo bastante, ele continuou reforçando que está se divertindo na piscina. Outra declaração também foi que &#8220;<strong>estou fazendo isso porque eu quero</strong>, por mim&#8221;. Tenho sentido, de fato, Phelps feliz e mais descontraído nas entrevistas do que costumava ser (ele é um gênio e o maior de todos os tempos, mas carisma nunca foi seu forte). <a href="https://www.youtube.com/watch?v=of7f1Bzvn0M">Vídeo da prova aqui.</a></p>
<p>- Na coletiva de imprensa, ele disse que estava muito <strong>animado</strong> de nadar e que realmente estava mais relaxado nessa volta, depois de uma jornalista comentar sobre o sorriso dele atrás da baliza, algo que nunca tinha visto. Sobre a expectativa para a final, falou &#8220;obviamente sou uma pessoa muito orientada pelo tempo, então tenho um tempo na minha cabeça&#8221;. Bob Bowman, seu técnico por toda vida, falou que foi divertido vê-lo nadar (e que nem sempre era), e &#8220;comemorou&#8221; o fato dele ter feito o tempo exigido para participar do Campeonato Nacional.</p>
<p>- Sobre a disputa com <strong>Ryan Lochte</strong>, tanto na coletiva da manhã como da noite ele comentou que os dois gostam de competir um com o outro, mas &#8220;obviamente, nenhum dos dois quer que o outro ganhe, e por isso é tão legal&#8221;. Disse ainda que os dois conversaram sobre como os tempos estão fortes e ainda brincaram sobre ambos fazerem um tempo para entrarem juntos na final C e &#8220;ver o que acontece&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/10314454_10152344417776069_9176917351476110756_n.jpg"><img class="aligncenter" alt="10314454_10152344417776069_9176917351476110756_n" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/10314454_10152344417776069_9176917351476110756_n.jpg" width="538" height="358" /></a></p>
<p>- Uma jornalista perguntou a Bob Bowmann qual foi a última vez que ele precisou classificar Phelps para um campeonato nacional, e ele disse &#8220;talvez com 13 anos&#8221;. Phelps disse que se sentia como um &#8220;<strong>summer league swimmer</strong>&#8220;. Ele tem batido muito na tecla de se divertir nadando. &#8221;A única coisa que voce pode dizer para as crianças é &#8220;se divirta&#8221;. &#8221;</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/kt5tZYklbfQ" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>- Na final, Phelps nadou na raia 4 e Ryan Lochte na raia 5. Muita gritaria quando o nome de Phelps foi anunciado. O ritmo foi bem mais forte do que pela manhã, mas Phelps virou muito mal. Ele ainda voltou melhor que Lochte, mas não o suficiente para vencer. Os tempos foram 51&#8221;93 e 52&#8221;13, o segundo e o <strong>quinto melhor tempo</strong> do mundo esse ano, empatado com Steffen Deibler. Seria o suficiente para vencer o Maria Lenk.</p>
<p>- Phelps errou a <strong>virada</strong> e falou na coletiva de imprensa que foi provavelmente &#8220;a pior de sua vida&#8221;. Bob concordou. Ele se disse mais relaxado na final do que nas eliminatórias, e que achou estranho que não conseguiu dormir.<br />
<iframe src="//www.youtube.com/embed/tR73EXzMAeI" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>- Logo após a prova, perguntado se tinha visto Phelps durante a prova, Lochte falou que sim, na virada, e que &#8220;deu um sorriso&#8221;. Phelps então disse: &#8220;Por que, porque voce estava na frente?&#8221;, e depois brincou novamente com isso na entrevista. É muito bom ver os dois competindo juntos novamente.</p>
<p style="text-align: left;">- Ele desconversou sobre planos para o <strong>futuro</strong>. &#8220;É um longo caminho até eu decidir se continuo ou não&#8221;, mas depois falou que &#8220;sabe o que precisa fazer para continuar, e precisa nadar mais rápido a cada competição&#8221;. Phelps já deu demonstrações o bastante de que nunca vai nadar sem ter algum objetivo em sua cabeça. Claro que ele não vai falar agora &#8220;eu quero o ouro olímpico&#8221;, mas  deve ter sim um objetivo em mente&#8230;</p>
<p><iframe style="line-height: 1.5em;" src="//www.youtube.com/embed/bMoGNKAfgNg" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">- Sobre o </span><strong style="line-height: 1.5em;">50 livre</strong><span style="line-height: 1.5em;">, ele falou que nadará </span><strong style="line-height: 1.5em;">borboleta</strong><span style="line-height: 1.5em;">. &#8220;O 50 é um pouco estranho. Bob me disse que esse pode ser o primeiro e último 50 que eu vou nadar&#8221;.</span></p>
<p>- A escolha de Mesa para voltar, de acordo com ele, foi pelo <strong>timing</strong>. &#8220;Iamos voltar em outra competição, mas ela foi cancelada&#8221;. Depois, falou ainda que é uma cidade legal e ouviu coisas interessantes sobre esse GP no ano anterior.</p>
<p>E uma das partes mais legais para mim: &#8220;<strong>Esse esporte me deu tanta coisa, eu não consigo devolver o suficiente pelo que eu recebi dele. Essa jornada tem sido incrível, espero que continue sendo</strong>&#8220;.</p>
<p>Ele está de volta. E sorrindo.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-25-às-08.39.44.png"><img class="size-full wp-image-12599 aligncenter" alt="Captura de Tela 2014-04-25 às 08.39.44" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Captura-de-Tela-2014-04-25-às-08.39.44.png" width="469" height="262" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/dois.jpg"><img class="aligncenter" alt="dois" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/dois.jpg" width="448" height="298" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/coach1.jpg"><img class="aligncenter" alt="coach" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2014/04/coach1.jpg" width="605" height="403" /></a></p>
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		<title>Matheus Santana: &#8220;quero estar em 2016 e disputar medalha&#8221;</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/natacao/matheus-santana-quero-estar-em-2016-e-disputar-medalha</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2014 19:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[MAtheus Santana]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Os resultados não mentem: Matheus Santana já é uma realidade. O juvenil que bateu os fortes recordes de categoria de Cesar Cielo conquistou, no Sulamericano deste ano, seu primeiro resultado de alto nível no absoluto]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Os resultados não mentem: Matheus Santana já é uma realidade. O juvenil que bateu os fortes recordes de categoria de Cesar Cielo conquistou, no Sulamericano deste ano, seu primeiro resultado de alto nível no absoluto: ouro nos 100 livre, vencendo a prova com 49”13. Diabético desde os 8 anos, Matheus foi cortado da seleção brasileira para o Mundial Junior no meio do ano passado, pouco depois de trocar o Botafogo pela Unisanta, e diz que usou o corte como motivação para voltar melhor no segundo semestre. Ele fala sobre isso na entrevista, além de contar sobre seu início na natação, o objetivo para esse ano (que não é o Pan Pacific!), sua rotina e  o que espera de 2016.</p>
<p><b>Beatriz Nantes: Hoje você é velocista, mas levantamos seus resultados desde petiz e vimos que sua primeira medalha de Brasileiro foi nos 200 livre, no brasileiro de inverno infantil 1. Como era seu treino na época?<br />
</b>Matheus Santana: Foi isso mesmo, minha primeira medalha foi nos 200 livre. Na época eu treinava metragem muito grande. Quando tinha dobra, chegava a nadar 10 mil metros. Eu nadava muito mais provas que hoje, cheguei a nadar 200 borboleta e 1500 livre. O treino não era tão específico.</p>
<p><b>BN: Você gostava?<br />
</b>MS: Eu gostava mais de nadar os 100 livre e os 200. Nadava bastante borbo também, e gostava.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/santana.jpg"><img class="alignright" alt="santana" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/santana.jpg" width="290" height="423" /></a></p>
<p>Matheus defendeu o Botafogo até 2012</p>
<p><b>BN: Onde você começou a nadar? Fazia outros esportes quando era mais novo?<br />
</b>MS: Comecei a nadar numa escolinha no Fluminense e depois fui para o Olaria. No petiz, fui para o Botafogo, onde fiquei até 2012. Quando era menor eu fazia jiu jitsu, e cheguei a fazer escolinha de futebol. Mas sempre gostei de nadar.</p>
<p><b>BN: Depois dessa medalha dos 200 livre, você ficou dois brasileiros sem pegar pódio, e foi voltar no infantil 2, bronze nos 50 livre. Você acha que nadar uma prova tão competitiva no Brasil em todas as categorias, como as de velocidade, te ajudou a não se acomodar? Como foi essa época?<br />
</b>MS: Depois da medalha dos 200 livre, fiquei uma época sem conseguir me destacar, fiquei meio desmotivado com a natação. Mas eu sempre treinei forte, sempre busquei objetivos que eu estabeleci para mim. Depois no intantil 2, fui evoluindo um pouco mais, e acho que isso foi importante para não me deixar desistir, não me desmotivar. No infantil eu treinava muito. A partir do juvenil foi quando eu comecei a especificar mais.</p>
<p><b>BN: Você sempre quis ser nadador “profissional”, mesmo nessa época? Já sonhava com isso desde novo?<br />
</b>MS: Sempre sonhei em ser nadador profissional, chegar em uma Olimpíada. Mas de uns tempos para cá que eu acho que comecei a chegar mais perto.</p>
<p><b>BN: Teve algum momento, alguma prova ou competição, que deu um clique e você percebeu isso?<br />
</b>MS: Acho que o divisor de águas foi um 100 livre no Open quando eu era juvenil 1, em 2011. Eu fiz 51” na época. Era um tempo que na época, para juvenil, as pessoas olhavam e falavam “nossa, tá nadando pra caramba!”. Ali eu percebi que podia dar algo a mais. Dali em diante eu fiquei muito focado, mais motivado.</p>
<p><b>BN: Você tem algum ídolo na natação?<br />
</b>MS: Eu acompanho bastante o Cielo nadando, ele tem um talento inquestionável. Mas quem eu me espelho mesmo é no Nicholas [Santos, campeão mundial do 50 borboleta em piscina curta, esteve em duas Olimpíadas]. Gosto do jeito que ele lida com as coisas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/nicholasematheus.jpg"><img class="aligncenter" alt="Ao lado do ídolo e companheiro de equipe, Nicholas Santos" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/nicholasematheus.jpg" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Ao lado do ídolo e companheiro de equipe, Nicholas Santos</p>
<p><b>BN: Já falou isso para ele?<br />
</b>MS: Já. Ele fica rindo, falando “ah, quando você ganhar uma medalha olímpica não vai esquecer de mim”.</p>
<p><b>BN: Você disse que começou a especificar o treino no juvenil, e em que momento começou trabalho de musculação?</b><br />
MS: Desde o infantil 2 eu já trabalhava com um pouco de peso, não musculação, mas já fazia trabalho com peso. Musculação mais intensivo mesmo foi a partir do juvenil 1 para o 2.</p>
<p><b>BN: Sua ascenção a partir do juvenil 1 foi bem rápida. Você ganhou seu primeiro título de brasileiro e no ano seguinte já bateu recorde do Cielo. Bater os recordes dele era algo que você tinha como objetivo?</b><br />
MS: Aconteceu de forma natural. Eu não ficava procurando o recorde, foi algo que aconteceu.</p>
<p><b>BN: Como você se motiva? É daqueles que anota um tempo e guarda para você, cola no quarto, penso nos objetivos no início do ano…<br />
</b>MS: Eu consigo me motivar no começo do ano colocando objetivos na cabeça. Consigo ficar bem focado e deixar isso bem claro na minha cabeça, lembro disso quando eu treino. Consigo me motivar sozinho.</p>
<p><b>BN: Você gosta de treinar?</b><br />
MS: Eu gosto. Sou uma cara que gosto de sentir dor no treino, gosto de dar meu máximo todo dia.</p>
<p><b>BN: E de competir?</b><br />
MS: Sou bastante competitivo. Gosto de estar sempre competindo.</p>
<p><b>BN: Como foi a decisão de sair do Botafogo? Vários clubes devem ter te procurado, qual o diferencial da Unisanta?<br />
</b>MS: No Botafogo eu não estava mais tendo a estrutrura que precisava, não tinha mais um suporte para continuar motivado. Procurei alguns clubes e alguns clubes me procuraram. Mas eu já tinha contato com o Marcio Latuf, a gente já se conhecia e acabou fechando esse acordo. Foi meio difícil a adaptação no começo, mas depois de um mês eu já consegui me adaptar legal, ajeitar meu nado, a o Marcio fez um trabalho para ajeitar a técnica e a estratégia de prova. Hoje em dia a gente se dá super bem, acho que estou 100% bem aqui, tenho tudo que eu preciso. Estou feliz no Unisanta.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-30-%C3%A0s-23.47.26.png"><img class="alignleft" alt="Foto: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-30-%C3%A0s-23.47.26.png" width="367" height="242" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>BN: Seus pais foram para Santos com você?<br />
</b>MS: A princípio eu iria morar sozinho, depois o meu pai veio passar um tempo comigo. Ele gostou da cidade, do ambiente de treinamento, e agora ele fica aqui, e volta quando eu vou viajar.</p>
<p><b>BN: Como está sendo viver em Santos? Sente muita falta do Rio?</b><br />
MS: Às vezes sinto da familia, dos meus amigos… mas morar aqui é bem parecido com o Rio, Santos é um mini Rio (risos).</p>
<p><b>BN: Você está estudando?</b><br />
MS: Não comecei a faculdade ainda. Estou meio em dúvida, nao sei direito o que vou fazer.</p>
<p><b>BN: Quando você descobriu que tinha diabetes? Como lida com isso?</b><br />
MS: Fiquei diabético com 8 anos. Nunca me atrapalhou até o dia que eu deixei de morar com meu pai e minha mãe. Eu pisei um pouco na bola, e aconteceu tudo o que aconteceu. No final, foi importante para eu ter uma consciência melhor.</p>
<p><b>BN: Como foi esse momento? No primeiro semestre você nadou um pouco acima dos seus melhores tempos.</b><br />
MS: No começo do ano passado eu tive muitas viagens, a cada duas semanas viajava para algum lugar. Primeiro teve Austrália, depois Sulamericano, clínica em Brasília, depois Multinations, Brasileiro Junior. Acho que não deu para encaixar legal no treinamento, sempre dava uma quebrada. Isso que me atrapalhou um pouco. Depois a gente conseguiu parar e teve um longo período de treino, e começou a funcionar. Depois não pude competir o Mundial Junior e começou tudo de novo do zero. Tive um tempinho, um mês e meio, e consegui encaixar o treino.</p>
<p><b>BN: Como foi ficar fora do Mundial Junior? <em>[Matheus foi cortado em função do tratamento de diabetes]</em></b><br />
MS: Foi bem dificil. Eu fiquei bem chateado. Chorava com o Marcio, com a minha namorada, com a minha mãe… Mas eu procurei esquecer um pouco. Fiquei umas três semanas sem treinar, voltei para o Rio. Procurei não saber dos resultados, dar uma afastada mesmo. Depois que passou, que eu consegui digerir esse corte que eu tive, acho que eu consegui realmente começar do zero. Do zero no tratamento, no treinamento, em tudo. E consegui lidar bem com isso.</p>
<p><b>BN: A seleção fez várias homenagens para você lá. Você tem muitos amigos na natação?</b><br />
MS: O grupo que foi para Dubai era um grupo bem único. Já vinha de várias seleções juntos. Quando eu vi, fiquei bem emocionado. Mandei mensagem pra eles no mesmo dia, achei bem bacana.</p>
<p><b>BN: No próprio ano você voltou com tudo. Melhorou os tempos, classificou para o Sulamericano. A quê e a quem você atribui essa sua melhora no desempenho?</b><br />
MS: A minha vontade depois do corte era dar a volta por cima, mostrar para mim mesmo que esse corte tinha sido drástico mas ao mesmo tempo importante pra minha consciência de diabético, que isso ajudaria meu treinamento. Fiquei bem motivado pelo corte na verdade, me motivou a conseguir buscar meus resultados o mais rápido possível. No Brasileiro Junior, eu esperava nadar um pouco melhor. Não só o tempo, mas nadar a prova melhor. Acabei passando um pouco forte e dei uma cansada no final. No Open, eu já nadei um pouco melhor, dividi melhor. E no Sulamericano eu acho que foi a melhor prova nadada por mim. Saída boa, virada boa. Estou chegando perto dos meus objetivos de tempo e da forma que eu espero nadar os 100 livre.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-31-%C3%A0s-00.00.43.png"><img class="aligncenter" alt="Sula: Título absoluto no 100 livre" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-31-%C3%A0s-00.00.43.png" width="607" height="406" /></a></p>
<p>Sula: Título absoluto nos 100 livre</p>
<p><b>BN: Você estava descansado no Sula?</b><br />
MS: A gente não estava descansado, mas diminuiu um pouco o volume de treino. Eu cortei a dobra da semana também. Só que eu tava com uma sensação boa na água, isso ajudou.</p>
<p><b>BN: E agora para o Maria Lenk? Como estão os treinos e qual o objetivo?</b><br />
MS: Ainda estamos no finalzinho do específico, com treino forte. No fim de semana que vem, começa o pré polimento, tem competição em Santos, e aí começa o polimento. Primeiro eu tô pensando nas Olimpíadas da Juventude, mesmo que faça índice para o Pan Pacific eu acho que vou focar nos Jogos da Juventude.</p>
<p><b>Pergunta do leitor – </b><b>Gustavo Cardoso</b><b>: Matheus vem sendo apelidado de ” o novo Cielo”, como ele lida com essa comparação e se isso o ajuda ou atrapalha na hora das competições.<br />
</b>MS: Eu na verdade não lembro disso no dia a dia, só quando alguém me pergunta.  Eu acho que é uma coisa boa, mas não gosto de ficar sendo toda hora comparado ao Cielo. O Cielo é o Cielo, nada de um jeito, eu de outro. Claro que ser comparado com o melhor velocista do mundo é legal. Mas primeiro penso em fazer o meu trabalho, para depois pensar em chegar onde ele chegou.</p>
<p><b>BN: Você já pensa em 2016?<br />
</b>MS: Eu tô pensando aos poucos, um passo de cada vez. O Marcio sempre fala isso para mim. Mas em 2016, eu espero estar lá e nadar o revezamento e a prova, e quero disputar medalha.</p>
<p><b>BN: E os 200 livre, que te deu sua primeira medalha de brasileiro. Você pensa em focar?</b><br />
MS: Tinha muito tempo que eu não nadava bem os 200 livre. No Brasileiro Junior, consegui fazer uma divisão meio maluca da prova, mas deu certo. Agora vou nadar o Maria Lenk, a gente vai ver o que vai sair, para ver as possibilidades.</p>
<p><b>BN: Mentalmente, você se sente preparado? Como é competir contra nomes como Cielo e Fratus?<br />
</b>MS: Cada um tem seu jeito de lidar com a pressão. Eu sou bem tranquilo quanto a isso, consigo não deixar esse negócio de pressão me afetar muito. E tem outra coisa, eu acho que os dois estão bem focados nos 50 livre, e eu vejo que minha prova principal hoje é os 100 livre. A pressão de nadar com eles não me afeta muito, eu sei que na competição vou estar preparado, pronto pra dar meu melhor.</p>
<p><strong>BN: Sua prova preferida é os 100 livre?</strong><br />
MS: Eu gosto bastante de nadar o 100 livre. Tinha uma dificuldade na saída para o s50, eu ficava pra trás. Acho que agora já acertou, dá para nadar bem esse cinquentinha.</p>
<p><b>Pergunta do leitor – </b><b>Vítor Anfrizio</b><b>: Qual a rotina dele (treino físico, dieta, dobras etc.).<br />
</b>Treino na parte da manhã, de segunda a sábado, e dobro duas vezes na semana, na terça e quinta. De manhã a gente faz musculação e preparo antes do treino, depois a gente cai das 9h às 11h30 mais ou menos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/latuf.jpg"><img class="aligncenter" alt="Com o técnico Marcio Latuf" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/latuf.jpg" width="512" height="512" /></a></p>
<p>Com o técnico Marcio Latuf</p>
<p><strong>BN: Como foi o trabalho que você fez na Unisanta para aprimorar seu estilo? </strong><br />
MS:  O Marcio logo percebeu que a minha técnica não era das melhores. A gente fez um trabalho de técnica, de diminuir braçada, diminuir a frequência, aumentar a força, e de melhorar a técnica e a pernada. Meu pé saia muito fora da água, fizemos trabalho subaquático para ver o quão eficiente era minha braçada. Isso tudo me fez melhorar. Ele é um cara que todo dia cobra a mesma coisa. Não dá para esquecer que ele vai estar lá.</p>
<p><strong>BN: Qual seu treino ou série preferida?<br />
</strong>MS: A gente faz um monte, não consigo lembrar da preferida. Mas eu gosto de série na porrada. AN, fazer força, eu gosto.</p>
<p><b>BN: Dê um recado aos leitores do blog.<br />
</b>MS: Eu queria agradecer as mensagens que eu recebi pelo Sulamericano. Agradecer a torcida do pessoal e mandar um beijo pra todo mundo.</p>
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		<title>Kaio Marcio: &#8220;eu gosto de treinar sozinho&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Mar 2014 17:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas com Bia Nantes]]></category>
		<category><![CDATA[Kaio Marcio de Almeida]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Aos 29 anos, Kaio Marcio de Almeida ainda quer mais na natação. Após três participações olímpicas (2004, 2008 e 2012), uma passagem treinando no Fluminense e um período sem treinar, o nadador está de volta a sua cidade natal, João Pessoa.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Aos 29 anos, Kaio Marcio de Almeida ainda quer mais na natação. Após três participações olímpicas (2004, 2008 e 2012), uma passagem treinando no Fluminense e um período sem treinar, o nadador está de volta a sua cidade natal, João Pessoa. Duas vezes recordista mundial, finalista olímpico em Pequim-2008 e com cinco medalhas em Mundiais de piscina curta, Kaio é um dos melhores nadadores de borboleta da história do país. Dono de um submerso muito forte, Kaio falou sobre os objetivos para esse ano, a possível volta para a respiração frontal e os momentos mais marcantes de sua carreira.</p>
<p><strong>Beatriz Nantes- Com sua candidatura à deputado federal, chegou a ser indagada uma aposentadoria. Quais seus planos para a natação? </strong><br />
Kaio Márcio – Eu fiquei sempre nadando, mas não estava treinando. Agora voltei a treinar.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-08.19.06.png"><img class="alignright" alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 08.19.06" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-08.19.06-300x199.png" width="300" height="199" /></a></p>
<p><strong>BN-</strong> <strong>Você já sabia que iria voltar a treinar, ou decidiu no meio do caminho?<br />
</strong>KM- No caso eu já iria voltar, só estava dando umas pequenas férias mesmo. Eu tenho o objetivo de nadar as Olimpíadas, então não estava planejando parar agora.</p>
<p><strong>BN- Onde você vai treinar e com quem?</strong><br />
KM – Vou treinar em João Pessoa. Mudei de treinador, estou com o Reinaldo agora, de Piracicaba.</p>
<p><strong>BN- Você não gosta de treinar fora de João Pessoa?</strong><br />
KM – Eu passei 4 anos no Rio de Janeiro pelo Fluminense, e depois da Olimpíada eu vim para cá. Nesse momento é onde eu mais gosto de treinar.</p>
<p><strong>BN- Como pretende conciliar os treinos com a Câmara em 2015, caso seja eleito?</strong><br />
KM – Isso já é outra historia…</p>
<p><strong>BN- Qual você considera ser sua melhor prova hoje? 50, 100 ou 200 borbo?<br />
</strong>KM – Os 200 borbo.</p>
<p><strong>BN – Como foi a adaptação da respiração frontal para a lateral? </strong><br />
KM – Eu cansei um pouco no começo, foi uma adaptação bem radical para mim na época. Eu treinei bastante, depois de um tempo consegui me adaptar. Mas não sei se vai ser a respiração que eu vou adotar agora. Talvez agora eu mude para a frontal, ainda estou vendo.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-08.16.42.png"><img class="alignleft" alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 08.16.42" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-08.16.42-300x184.png" width="300" height="184" /></a></p>
<p><strong>BN – De quem foi a decisão de mudar para a lateral na época, um técnico ou você mesmo?</strong><br />
KM – Fui eu mesmo. Um nadador russo que foi campeão olímpico em 1996 no 200 borboleta, Denis Pankratov. Ele nadava respirando lateral. Quando eu comecei a nadar, ele foi uma referência para mim no nado borboleta. Eu sempre tive vontade de respirar lateral.</p>
<p><strong>BN -Você também é conhecido por ter um dos melhores submersos do mundo, existe algum trabalho especial para aprimorá-lo? </strong><br />
KM – Eu treino bastante pernada, dá uma ajudada para tudo. Desde pequeno acho que essa base me ajuda, de perna, com o passar dos anos foi aprimorada.</p>
<p><strong>BN – Quando você bateu o recorde mundial dos 50 borboleta em 2005, já era esperado?</strong><br />
KM – Naquela época eu estava treinando muito para o 50 metros. Era uma época que era difícil de conseguir. Já tinha chegado perto na Copa do Mundo, dois meses antes, e depois eu estava preparado. Fiz uma marca que me surpreendeu pelo tempo, e me deixou muito feliz. Foi muito marcante.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/kaio.jpg"><img class="alignright" alt="" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/kaio-300x200.jpg" width="300" height="200" /></a></p>
<p><b>BN – Quais outros momentos mais marcantes que você já teve?<br />
</b>KM – Esse do recorde mundial, quando eu fui campeão Pan-Americano, quando eu bati o recorde mundial de 200 borboleta. Foi em Estocolmo, me marcou muito. Esse depois que eu nadei a eliminatória eu já estava esperando mais.</p>
<p><b>BN – E o momento mais difícil?<br />
</b>KM – Acho que foi o mundial de longa de Shangai <em>[Kaio terminou em 10º e parou nas semifinais dos 200 borboleta]</em>. Eu estava treinando muito bem, e acabou que não competi bem. Não cheguei nem perto. Foi um momento que me deixou mais chateado.</p>
<p><b>BN – Como foi Londres?<br />
</b>KM – Londres foi um azar que eu tive, um problema de saúde. Fiquei doente alguns dias antes. Mas eu vou tentar reverter isso para 2016.<em> [Kaio ficou em 17º e não passou das eliminatórias no 200 borboleta]</em></p>
<p><strong>BN – Até pelo submerso forte, seus resultados em piscina curta são mais fortes do que em piscina longa. O que você faz para reverter isso?</strong><br />
KM – O primeiro passo é treinar em piscina de 50. Ela exige mais natação, tem que ter resistência maior. Treinar na longa já é um primeiro passo.</p>
<p><strong>BN – Você está treinando em qual, no momento? </strong><br />
KM – No momento só estou treinando em piscina de 25, para esse ano.</p>
<p><strong>BN – Quais os objetivos da temporada?</strong><br />
KM – Esse ano vai ser o Mundial de curta. O primeiro passo é conseguir o índice no Finkel, e depois conseguir nadar bem.</p>
<p><strong>BN – Você vai treinar sozinho esse ano? Prefere?<br />
</strong>KM – Eu treino sozinho, gosto de treinar assim. Treinei sozinho boa parte da minha vida, 80% da minha carreira, e me acostumei. Eu foco muito no tempo, consigo me motivar sozinho.</p>
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		<title>Larissa Oliveira: &#8220;Estou acreditando no impossível&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2014 17:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[natação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/> Com personalidade forte, Larissa Martins Oliveira é um dos maiores destaques da nova leva de velocistas brasileiras. Natural de Juiz de Fora e nadadora do Pinheiros desde 2011, Larissa tem 21 anos e é especialista no 100 e 200 livre.  A nadadora estreou em Mundiais de piscina longa em Barcelona, no ano passado
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>“Eu estou acreditando no impossível”. Com personalidade forte, Larissa Martins Oliveira é um dos maiores destaques da nova leva de velocistas brasileiras. Natural de Juiz de Fora e nadadora do Pinheiros desde 2011, Larissa tem 21 anos e é especialista no 100 e 200 livre.  A nadadora estreou em Mundiais de piscina longa em Barcelona, no ano passado, fazendo o melhor tempo do revezamento 4×100 livre na ocasião. Campeã Sulamericana em Santiago, no Chile, no início deste ano, Larissa falou em entrevista sobre sua carreira, os objetivos para esse ano e a relação com o técnico André Ferreira (Amendoim).</p>
<p><b>Beatriz Nantes: Você ficou bem emocionada no pódio do 100 livre no Sulamericano semana passada. O que essa vitória e essa competição representaram para você?<br />
</b>Larissa Oliveira: Essa competição foi meio que um passo que eu precisava passar. O início desse ano tive alguns problemas. Foi difícil, desde o primeiro dia de treino, não foi fácil. Eu precisava ter um resultado que me mostrasse que esse foi o caminho certo, que está tudo tranquilo, certinho mesmo. Quando eu vi que eu tinha conseguido ganhar, que fiz um resultado legal, foi uma realização.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-1.jpg"><img alt="larissa 1" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-1.jpg" width="528" height="350" /></a></p>
<p>Campeã Sul-Americana dos 100 livre Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Gostou do tempo também?</b><br />
LO: Gostei. O meu melhor é 55’’2 em Barcelona abrindo revezamento, e oficial é 55’’3, do Open. Eu achei que para a época foi bom, como todo mundo estava pesado, achei que foi um tempo bacana, bem perto do meu melhor.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Qual o objetivo para esse ano?<br />
</b>LO: A competição do ano é o Pan Pac [Pan Pacific] né. O que eu quero para esse ano é isso, apesar do índice ser muito difícil, principalmente para o feminino, que ainda somos inferiores. Mas estou acreditando.</p>
<p><b>BN: Você nada bem os 100 livre, os 200 livre, e mesmo os 50 livre. Qual sua prova favorita?<br />
</b>LO: Na verdade a que eu gosto mais é os 100 livre. Mas eu sei que a melhor prova é os 200 livre. No momento não está sendo, acho que por causa de encaixe. Só os 50 que eu não gosto muito. É muito rápido! Não consigo pensar, me concentrar, falar  “força, vamo”.</p>
<p><b>BN: Você acha que a leveza é um diferencial seu, já que você não é tão alta.<br />
</b>LO: Realmente a coisa da leveza é uma vantagem minha, todo mundo fala que tenho uma posição na água muito boa. Esse negócio da desvantagem de tamanho, teve uma época que eu fiquei “Ah, não sou alta, não sou forte, será que eu tenho chance a nível mundial?”. Só que esse ano eu comecei a pensar diferente. Já que é tão difícil, que é tão impossível como todo mundo fala, eu estou acreditando no impossível. No sentido que, por mais que eu seja menor, eu acredito.</p>
<p><b>BN: Seu submerso é muito forte. Você treina para fazer 30m (15m na ida e 15m na volta)?<br />
</b>LO: Sim, a gente treina bem pesado para o submerso. É uma vantagem que eu sei que consigo tirar de todo mundo, onde eu realmente torço para tentar me destacar.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Foi no Pinheiros que surgiu isso, ou você já focava nisso antes?<br />
</b>LO: Eu sempre tive um submerso bom, e no Pinheiros eu aprimorei ele junto com o Amém [Amendoim].</p>
<p><strong>BN</strong>: <b>Como é sua relação com ele? Você sempre exalta ele nas suas vitórias.<br />
</b>LO: Quando eu cheguei aqui eu não tinha nada, família, amigos, não conhecia quase ninguém. E desde quando eu cheguei comecei a treinar com ele. Eu senti como se ele fosse meu porto seguro, que tudo que precisasse poderia contar com ele. Isso ajuda muito, a gente não tem só o atleta-técnico, eu sei que ele é um apoio para mim. Aconteceu de cogitarem a hipótese de treinar com outro técnico no Pinheiros, por conta do esquema, quando aconteceu eu bati bem o pé, só fico se for para continuar com ele. Ele me passa confiança de que eu consigo chegar nas Olimpíadas, me coloca para cima, está junto comigo.</p>
<p><b>BN: Como foi essa vinda para São Paulo? Antes, você sempre tinha morado em Juiz de Fora?<br />
</b>LO: Sempre morei lá. Cheguei a nadar no Botafogo mas treinando com meu técnico, o Gérson, em Juiz de Fora. Quando eu era mais nova eu ia muito para seleção de categoria, e no Multinations eu conheci o Carlão. Meu pai é corinthiano roxo, eles se deram bem. O Carlão me chamou para nadar lá e eu fiquei 1 ano nadando pelo Corinthians, e no final do ano o Pinheiros me chamou. Só que como eu não tinha terminado o 3º ano, minha mãe falou para eu ficar em Juiz de Fora, e depois viria para São Paulo. Esse um ano, nadei de novo pelo Corinthians, e aí o Pinheiros me chamou de novo. Eu já tinha acabado a escola e pensei em vir, tentar dar uma alavancada. Cheguei no Pinheiros em 2011.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-2.jpg"><img alt="larissa 2" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-2.jpg" width="521" height="348" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>BN: Foi difícil?<br />
</b>LO: Foi difícil ter que deixar minha mãe, pai, irmã, eu era muito apegada. Isso me fez sofrer um pouco, é a parte que eu menos gosto, de não ter a família por perto. Só que meu sonho é grande. Eu sei que em Juiz de Fora eu não ia chegar perto dele. Então ficou uma balança. E minha mãe me incentivou, e sempre que dá meus pais vem para cá também.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Que sonho é esse?<br />
</b>LO: Meu sonho é um pouco ousado. Eu acho que ir para as Olimpíadas já é uma satisfação grande. Ir, muita gente vai. Eu queria ir e ter um resultado expressivo lá.</p>
<p><b>BN: Você pensa nisso para 2016 já, ou para 2020?<br />
</b>LO: Eu quero para 2016, é o meu foco. Eu até estava conversando com uma amiga no Chile, que eu não tenho tempo a perder. Se eu for para 2020, ótimo, mas não quero depender de 2020, acho que minha hora já é 2016.</p>
<p><b>BN: Como é sua rotina aqui em São Paulo, você mora sozinha?<br />
</b>LO: A rotina é bem dividida por período, cada época tem um volume diferente, tanto de água como musculação. Agora a gente está num período de 10 treinos + 3 sessões fora. Moro com o Daniel Orzechowski, meu namorado.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Vocês treinam juntos? Como é essa relação?<br />
</b>LO: Agora a gente não está treinando mais junto, mas antes a gente treinava. Então era tudo junto. É uma questão de se adaptar, não é fácil ficar 24 horas junto, mas tem a parte do apoio que é bom. Ele sempre sabe o que eu estou passando.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/IMG_222407831323316.jpeg"><img alt="Daniel e Larissa" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/IMG_222407831323316.jpeg" width="960" height="720" /></a></p>
<p>Daniel e Larissa</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Você tem algum ídolo na natação?<br />
</b>LO: Como eu vim de cidade pequena, nunca fui muito ligada no esporte nível mundo. Tanto que quando eu comecei, não sabia quem era Phelps, Lochte, ninguém mesmo, eu não acompanhava. Depois que eu vim, eu comecei a ver que o horizonte é mais amplo do que eu imaginava. Comecei a ter mais vivência, com a Flavia Delaroli, Michelle Lenhardt, a Gabi Silva, essas pessoas são meu ponto de referência, que eu via como ter a atitude que elas tinham em competição. Ídolo mesmo eu não tenho, mas a princípio, quando eu comecei, foram elas. Hoje como eu tenho ido para competições internacionais, vejo muito essas meninas, já começo a me espelhar nelas. Eu vejo a Katinka [Hosszu], que ganha um milhão de provas, a Missy Franklin, que também nada os 200, a Ranomi [Kromowidjojo], que é campeã olímpica. Eu comecei a olhar para todo mundo.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>O que você tem achado da programação da CBDA, de levar vocês para competições fora?<br />
</b>LO: O ano passado foi quando eu comecei mesmo a viajar para fora. Eu fui convocada para a Copa do Mundo de Singapura, e fui bancando mais duas. A CBDA deu o Mare Nostrum, como preparação para Barcelona. Essas viagens vão mostrando que não é tão distante. Acho que o grande salto foi por conta dessas competições. Eu comecei a reparar em tudo. Mesmo coisas pequenas, ver como elas fazem aquecimento fora da água, ativação, ver como elas iam soltar depois da prova. Eu tento absorver o máximo.</p>
<p><b>BN: Como foi a experiência do Mundial de Barcelona?<br />
</b>LO: Eu fiquei muito feliz por ter ido, em contrapartida como eu só fui para nadar revezamento, queria ter nadado uma prova individual. Chegando lá eu pedi para abrir o revezamento, foi onde eu fiz o meu melhor tempo e foi o melhor das brasileiras, assim ganhei a vaga para o 4×100 medley. Achei que foi mais um degrau que eu subi, mas eu queria ter nadado prova individual.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-3.jpg"><img alt="larissa 3" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa-3.jpg" width="666" height="489" /></a></p>
<p>Gracielle, Alessandra, Daynara e Larissa em Barcelona Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>BN: Você falou que a meta esse ano é o Pan Pacific, você está pensando também no Mundial de curta ou o foco é para longa mesmo?<br />
</b>LO: Eu penso nos dois, mas até pela data, eu penso em uma coisa de cada vez. Primeiro tem o Maria Lenk, tentar fazer o índice do Pan Pacific. Aí, se fizer, tem o Pan Pac. Depois disso, zerou, é pensar no índice para Doha.</p>
<p><strong>BN</strong>: <b>Você gosta de treinar?<br />
</b>LO: Eu gosto de treinar. Todo mundo fala que não, mas eu tenho muito prazer em chegar no clube. Acho que também porque a equipe está muito bacana, ficou um pessoal bem legal, e isso ajuda. Eu treino meio fundo, tem o pessoal de medley também e o Fabio Santi, que é o que mais nada junto comigo.</p>
<p><b>BN: Você falou que não acompanhava muito natação mundial em Juiz de Fora, ao mesmo tempo você sempre se destacou na base. Você sempre quis ser nadadora?<br />
</b>LO: Era uma coisa minha. Eu me sentia muito bem na piscina treinando. Aquela coisa que eu não sabia porque, como. Eu só sabia que eu gostava.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Quando começou a nadar?<br />
</b>LO: A nadar, desde quando eu me entendo por gente. Competir mesmo foi quando virei petiz. Quando era infantil já comecei a ganhar brasileiro. No juvenil, eu continuava indo para os pódios, mas não cheguei a nadar tão bem, de ganhar minhas três provas. Depois no júnior voltei a nadar melhor, e aí vim para o Pinheiros.</p>
<p><b>BN: Nessa época de juvenil, ou em algum outro período difícil, você já pensou em parar de nadar?<br />
</b>LO: Tem época que é muito difícil, a gente pensa mesmo. Não em parar de nadar, mas em desistir, e não porque quer, mas porque é um caminho difícil. Mas é esse mesmo caminho que motiva. Quando a gente consegue aquela coisa pequena, é muito gratificante, e isso vai motivando.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Qual foi seu momento mais marcante na natação até hoje?<br />
</b>LO: O que mais me marcou , que é uma prova que eu lembro até hoje, foi o Finkel de 2011 em Belo Horizonte. Era o que eu queria, ganhar um Finkel, mas quando eu vi que realmente tinha conseguido, lembro como se fosse ontem, bati a mão no placar e sai correndo chorando para abraçar o Amém, agradecer. Foi uma das cenas mais marcantes.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa.jpg"><img alt="Campeã do 100 livre no Finkel 2011" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/larissa.jpg" width="592" height="396" /></a></p>
<p>Campeã do 100 livre no Finkel 2011</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Deixe uma mensagem para os leitores do blog<br />
</b>LO: Acho que é isso que eu falei. Muita gente falava para mim que eu tinha que ficar mais forte, porque não sou grande, e que seria muito difícil, porque minhas provas eram 50, 100 e 200, que tinha que ser alta, que todas são altas…. e hoje eu não me importo mais com isso. Todos falavam que é impossível. Eu passei a acreditar no impossível. Se tem algo que eu sempre falo pra mim, é que eu acredito no impossível.</p>
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		<title>A história de Poliana Okimoto</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/natacao/entrevista-poliana-okimoto-na-integra</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2014 19:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[poliana okimoto]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Comecei a treinar fundo com 12 anos. A nadar mesmo, foi com apenas 2 anos de idade, mas com 12 que eu descobri que eu era fundista. No início, entre meus 7 a 11 anos, eu era muito ruim, um terror. Quando eu não chegava em último, eu vibrava. Mas naquela época, as provas eram curtas: 25 metros, no máximo 50. Então, desde pequena minhas fibras rápidas não demonstravam.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><header>
<h1></h1>
</header>
<div>
<p>Por <strong>Beatriz Nantes</strong> e <strong>Carolina Moncorvo</strong></p>
<p><b>Início da Carreira.<br />
</b>Comecei a treinar fundo com 12 anos. A nadar mesmo, foi com apenas 2 anos de idade, mas com 12 que eu descobri que eu era fundista. No início, entre meus 7 a 11 anos, eu era muito ruim, um terror. Quando eu não chegava em último, eu vibrava. Mas naquela época, as provas eram curtas: 25 metros, no máximo 50. Então, desde pequena minhas fibras rápidas não demonstravam. Quando comecei a poder competir 400 e 800 livre, comecei a ficar melhor. No petiz 1, eu já ganhei o Paulista, com recorde paulista. No petiz 2 e infantil comecei a me destacar nacionalmente.</p>
<p>Sempre curti nadar, desde pequena. Entrei nas aulinhas com meu irmão mais velho. Minha mãe achava fundamental que a gente aprendesse a nadar. Só que ele não gostava, então se escondia, saía na rua, fazia o diabo para não ir às aulas. Já eu, brincava de achar ele, porque eu amava ir na natação, eu pedia pra minha mãe para ir nadar. Se fosse pelo meu irmão, ela teria desistido. Mesmo na época que eu terminava em último nas provas, eu gostava de nadar, de estar na turma… nunca deixei de ir pro treino por nada, sempre gostei muito.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Foto-poli-14-anos.jpg"><img alt="Foto poli 14 anos" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Foto-poli-14-anos.jpg" width="576" height="386" /></a></p>
<p>Poliana com 14 anos, defendendo o Corinthians</p>
<p><b>13 anos – Primeiro Troféu Brasil e primeira medalha no absoluto.<br />
</b>Eu era muito pequena, eu lembro bem de ver as meninas mais velhas. A que ganhava na época era a Luciana Sagae. Ela nadava também no Munhoz, mas em outro horário, depois do meu treino. Eu ficava vendo o treino do pessoal mais velho e ficava admirada com ela, com a Celina Endo, com o Angelotti. Nesse período, o Munhoz tinha bastante nadador de fundo, era impressionante. Me ajudou muito ter esse espelho na equipe.</p>
<p>Nesse Troféu Brasil de 1996, foi minha primeira participação em Campeonatos Absolutos. Eu estava totalmente fora do ar, estava junto só com o pessoal mais velho. Era engraçado, eles me chamavam de bebê. Eu era o chaveirinho mesmo da equipe. Nessa ocasião, eu terminei em 4º nos 800 livre. Me lembro que foi por muito pouco, quem ganhou foi a Juliana Filipini. Já no Finkel, no final desse mesmo ano, consegui minha primeira medalha, terminei em terceiro nos 800, foi bem legal.</p>
<p>O meu treinador na época era o Ismar Barbosa e ele era super bravo. Mas ele me ensinou bastante. Hoje, sou uma alteta disciplinada e dedicada, muito em razão dessa minha base. O Ismar me ensinou muita coisa mesmo. Eu lembro que, por ser muito nova, eu não entendia, mas hoje eu dou muito valor. Sou extremamente grata por tudo que ele fez por minha carreira. Depois que ganhei essa medalha, ele falou: “Poliana, está vendo essa medalha? Olhe bem para ela e curta. Amanhã você ponha na sua gaveta e esquece dela.”</p>
<p>O que eler quis dizer: ganhou? Legal, parabéns, mas vamos continuar, porque ainda tem muita coisa pela frente. Na época foi difícil. Pô, tinha 13 anos, ganhei uma medalha, eu queria curtir! Mas foi um aprendizado imenso. Hoje, um dos nossos lemas é: “Nem muito feliz com a vitória e nem muito triste com a derrota”. É importante haver um equilíbrio das emoções. Quando a gente fica muito feliz, esquecemos de acordar cedo e continuar treinando. Quando a gente perde, o mundo também não vai acabar por causa disso, terão mais competições e você poderá dar a volta por cima. Então isso foi um aprendizado que levo pro resto da vida.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-15.51.45.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 15.51.45" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-15.51.45.png" width="615" height="152" /></a></p>
<p>Primeira medalha no absoluto, com 14 anos</p>
<p><b>Treinos<br />
</b>Eu treinava muito. Cheguei a fazer umas loucuras, sempre me cobrei muito, fosse em competições de categoria ou absoluto, mas sempre gostei de treinar. Eu queria ganhar e o Ismar é muito rígido. Eu acordava às 4h30, caía na água às 5h, saía, comia no carro, ia pra escola, saía da escola, almoçava dentro do carro e ia novamente pro treino. Então, na época, eu treinava por volta de 5km pela manhã, mais uns 7km à tarde. Isso já com 13 anos.</p>
<p><b>Sonho de Olimpíadas<br />
</b>O Ismar acabou sendo contratado pelo Corinthians em 1997, então ele levou toda a turma do Munhoz para treinar com ele lá, e comecei a representar o clube.</p>
<p>Era meu sonho ir pra Olimpíada. Eu e o Ismar pensávamos muito em Atenas 2004. Nessa época, faltavam 3 anos para Sydney, mas eu não me lembro de pensar em ir pra lá, já pensávamos em Atenas. Sempre colocávamos os objetivos à longo prazo. Ele me mandava escrever as metas de curto e longo prazo. À longo, sempre foi Olimpíadas. O problema é que os índices das provas longa de piscina eram (e são) bem fortes.</p>
<p><b>Quando mais, melhor?<br />
</b>Nadar provas longas não foi bem uma preferência. Foram as provas que eu me dava melhor. No início, não tinha prova de 1500. Então, eu nadava 400 livre, 400 medley, 800 livre e 200 livre. E não tinha jeito, era sempre progressivo: os 200 eram ruins, os 400 bons, os 800 eram sempre melhores. E eu treinava para os 800 mesmo. Como eu sempre mostrei resistência nos treinos e competições, não foi questão de preferência, foi o que Deus quis. Mas eu gosto.</p>
<p><b>Mudança de treinador.<br />
</b>Em 2000, comecei a representar o Vasco. A gente voltou a treinar no Munhoz, então não fazia muita diferença qual clube eu representava. Era a mesma turma, o mesmo técnico, só competia pelo Vasco. A única diferença era quem patrocinava, mas o resto era igual. Mas acabou o projeto do Vasco, então ficamos 4 meses sem receber. Foi bem difícil. Na época, eu não recebia muita coisa, mas era uma ajuda para minha família. Eu precisava do dinheiro. Foi uma época bem complicada pra gente. Tivemos que focar em terminar o ano competindo muito bem, porque precisávamos mostrar resultado para arranjarmos uma equipe que nos contratasse.</p>
<p>Em 2001, voltamos para o Corinthians, toda nossa turma. Mas mudamos de treinador. Foi quando treinei com o Bezerra. Os treinos dele eram bem longos. 10 mil metros de manhã, 10 mil metros à tarde. Foi nessa época que treinei, em média, mais de 100km por semana.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.44.53.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 18.44.53" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.44.53.png" width="506" height="350" /></a></p>
<p>Com o técnico Bezerra (2001)</p>
<p>No primeiro ano, cheguei a nadar bem. Fiz índice para o Mundial de curta em Moscow, que iria acontecer no ano seguinte. Mas no segundo ano (2002), comecei a decair muito, porque não aguentava mais treinar. Além de muito longo, era muito maçante.</p>
<p>Em 2001, comecei a fazer Psicologia. Comecei o 1º semestre, mas não gostei e parei. Fiquei só fazendo curso de inglês. No ano seguinte, comecei a fazer letras na USP. Em 2003, transferi minha faculdade para Santos, pois comecei a treinar na Unisanta.</p>
<p><b>Mudança de treinador 2<br />
</b>Em 2003, comecei a treinar com o Márcio [Latuf]. Passei por um momento extenso, que simplesmente não baixava mais meus tempos. Nessa época, não pensava mais em Olimpíada, sinceramente. Mesmo faltando um ano para Atenas. Pensava apenas na próxima competição, em terminar minha faculdade. Quando conheci o Ricardo [Cintra], em 2003, pensava em continuar ganhando uma grana para continuar namorando ele e morar em Santos, era mais ou menos isso. Não pensava mais nos meus rendimentos, pensava que no dia que eu concluísse a faculdade, iria parar de nadar.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.47.46.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 18.47.46" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.47.46.png" width="490" height="359" /></a></p>
<p>Primeira passagem pela Unisanta (2003)</p>
<p><b>Mudança de treinador 3<br />
</b>Fiquei só um ano na Unisanta. Em 2004, continuei em Santos, mas comecei a treinar na Unimonte, competindo pelo Pinheiros. O Ricardo ainda nadava. Foi engraçado porque ele também começou a treinar na Unimonte e estava procurando uma equipe para representar. Ligou para o Albertinho, perguntando se ele não estava precisando de um velocista. “Velocista não, mas da sua namorada eu estou”. Foi nessa negociação que comecei a representar o Pinheiros. O técnico que me dava treino na Unimonte tinha vários compromissos, não era totalmente focado na natação. Então, o Ricardo começou a pegar alguns treinos pra mim, porque o treinador faltava muito.</p>
<p><b>Hora da mudança definitiva<br />
</b>Faltando 15 dias para Finkel de 2004, ele sumiu do mapa. O Ricardo falou assim: “É minha responsabilidade você ter saído da Unisanta, estar competindo pelo Pinheiros, o que eu vou fazer agora?” E começou a me dar treino! Ele tinha acabado de parar de nadar. E fomos vendo o que dava para ser feito. Nesse mesmo Finkel, eu nadei razoável, lembro que fui a melhor brasileira nos 800 e 1500.</p>
<p>A partir de então, ele começou a pegar todos os treinos. Em 2005, ficou nesse mesmo esquema. Já em 2006, fizemos parceria com o [Fernando] Vanzella, que também era treinador do Pinheiros. Ele que fazia os treinos, daí o Ricardo passava pra mim em Santos. Aprendemos muito com isso. Daí em 2007, começamos a tocar só nós dois.</p>
<p><b>Início nas Maratonas<br />
</b>No final de 2004, ele viu a Travessia dos Fortes na televisão. A Monique [Ferreira] que ganhou. Estava muito frio. Lembro de assisti-la saindo da água tremendo, com cobertor. O Ricardo estava em Santos e eu em São Paulo na casa da minha mãe. Me ligou e falou:</p>
<p>“Liga a TV. Ano que vem, você vai fazer essa prova!”<br />
“O quê? Não vou não!”<br />
“Vai sim, são 10 mil reais de prêmio! 10 mil dá conta do nosso orçamento do ano inteiro!”</p>
<p>O tempo passou e eu pensei que ele ia esquecer. Chegou 2005, chegou a travessia… ele lembrou. Vamos lá então…</p>
<p>Me inscreveu. Só que não tínhamos dinheiro pra nada! Nem para viajar pro Rio. Nosso orçamento era fechado, se fugisse do programado, entravámos em dívida. Mas conseguimos um patrocínio de um nadador Master, que treinava na Unimonte. Ele falou: “Eu te pago, você vai e ninguém te cobra nada.”</p>
<p>Chegando lá, estávamos na véspera da prova e fomos treinar no mar, pois não tínhamos nenhuma piscina. Dei duas braçadas e saí chorando. Falei:</p>
<p>“Não vou conseguir nadar, vai ter um tubarão. Ele vai me comer, tenho certeza! Eu vou morrer.” Pensei que não dava, que não era pra mim.<br />
“Tá bom, vamos embora sem competir. A gente fica aqui e amanhã assistimos as meninas ganharem 10 mil reais.”</p>
<p>Lembro que não dormi a noite inteira. E quando eu fico nervosa, começo a empipocar. Fiquei a noite toda empipocada, me coçando. Daí no dia seguinte, cheguei lá e tinham 4,5 mil participantes. Muita gente! Fiquei totalmente perdida. Era tanta gente, que acabei indo.</p>
<p>Eu já havia nadado algumas vezes em Caraguatatuba. Algumas provas pequenas. Na Travessia dos Fortes eram 3,8km. Nadei forte, ganhei e bati o recorde da prova. Então, Ricardo disse que havia sido anunciado que as Maratonas Aquáticas iriam fazer parte dos Jogos Olímpicos de Pequim e também no próximo Pan-Americano, que seria no Rio. Mas eu sabia que não ia rolar pra mim. Eu competi 3,8km, nas Olimpíadas, estamos falando de 10km. Mas ele via que nos treinos eu tinha muito mais resistência do que para uma prova de 1500m. Mas mesmo assim eu achei que não dava. No ano seguinte, resolvemos fazer o Circuito Brasileiro de Maratonas.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.46.28.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 18.46.28" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.46.28.png" width="320" height="475" /></a></p>
<p>Campeã na segunda Travessia dos Fortes (2005)</p>
<p><b>Primeiras Disputas<br />
</b>…E lá fui eu perder o medo de mar. Era muito difícil pra mim, não era frescura. Tinha um grupo de treino na Unimonte, de triatletas e maratonistas, então comecei a treinar muito no mar com eles. Nos primeiros treinos eu ia e ficava claustrofóbica. Meu coração batia mais que em série de A3. O pessoal me ajudou bastante. Fui perdendo o medo, fomos fazendo o circuito. Na primeira prova, lembro que perdi para Ana Marcela. Na época, ela tinha apenas 14 anos! Eu estava com muito medo, mais ainda que na Travessia dos Fortes, do ano anterior. Lembro que colei nela a prova inteira e perdi no final. Essa prova foi em Porto Alegre, em um rio de lá. Eu e o Ricardo, chegando na cidade de avião, vimos o rio. Eu olhava pensando: “vou nadar nesse rio? Cheio de mato do lado? E se sair uma capivara?”. O Ricardo me deu um esporro: “A gente vem até aqui, gasta uma grana, pra você ficar com medinho?”.</p>
<p>A prova seguinte foi em Floripa, no mar. Como os homens e mulheres saíram juntos, fui acompanhando os homens (eu precisava sempre estar do lado de alguém, por causa do medo) e ganhei o feminino. E assim foi indo, fui melhorando. Comecei a fazer provas, que entrei pensando no percurso, não mais no medo.</p>
<p><b>Primeiro Mundial<br />
</b>No fim de 2006, classifiquei pro Mundial, em Nápole. O primeiro Mundial. Chegamos lá, o Brasil era tido como café com leite, como se fosse a Bósnia no futebol. Cheguei para nadar e consegui a prata nos 5km. Eu mesma fiquei: “não acredito que consegui fazer isso”. Foi a primeira medalha feminina em um Mundial de Esportes Aquáticos! Foi super histórico, em todos os sentidos. Pra mim foi muito mais que eu imaginava. Nos 10km, a coisa mudou, eu já estava mais visada. Todos ficaram de olho em mim. Na época, a prova ainda era iniciada dentro d’água. A menina russa que ganhou a prova dos 5km, para onde eu ia antes da largada, ela ia atrás de mim. Quando deram a partida, dei duas braçadas e ela me deu uma cotovelada no ouvido. Senti uma dor horrível, ficava pensando se parava. Mas pô, eu tinha sido prata no 5km, e a prova dos 10km que realmente importava, queria saber se ia conseguir ficar entre as 10 primeiras, já que ia se tornar uma prova olímpica.</p>
<p>Comecei lá atrás, porque a pancada mexeu com meu labirinto. Fui melhorando durante o trajeto, cheguei em 2º, sentindo muita dor durante toda a prova. Não consegui me alimentar em nenhuma volta. Eu estava enjoada, se comesse algo eu iria vomitar, que para mim é a pior coisa do mundo, pior até que nadar no mar. Perdi para a mesma menina.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.27.56.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 20.27.56" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.27.56.png" width="718" height="468" /></a></p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.27.45.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 20.27.45" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.27.45.png" width="730" height="411" /></a></p>
<p>Quando saí da água, não consegui ficar em pé. O chão parecia uma onda, parecia que estava bêbada. O Ricardo me secou e reparou que estava saindo muito pus do meu ouvido, a ponto de pingar! O médico que estava conosco não tinha o instrumento específico para verificar, mas ao ver sangue e pus, já sabia que o meu tímpano tinha sido perfurado e que estava infeccionado. Na volta de avião para o Brasil, sofri muita dor, por causa da pressão. Primeira coisa que fiz quando cheguei foi ir ao médico e ele disse que um quarto do meu tímpado havia sido perfurado.</p>
<p>Na minha melhor forma, vice-campeã mundial em duas provas, eu teria que ficar parada 3 meses para me recuperar, sendo que no ano seguinte tinha Pan. Fizemos de tudo para não ter que operar, mas não teve jeito. Fiquei 1 mês sem cair na água, depois voltei com tampão. Corria na praia, fazia spinning, fazia perna, tudo para tentar manter o condicionamento.</p>
<p><b>Volta aos mares e Pan-Americano<br />
</b>Em 2007, eu participei de 3 seletivas, ganhei as 3 e fomos para o Pan do Rio. Eu fui com apenas 6 meses de treino, por causa da operação. Mas foi muito bom, fui prata novamente. A maratona abriu um caminho pra mim, que há alguns anos eu não podia imaginar. Meu objetivo era terminar a faculdade e começar a trabalhar… E eu devo tudo primeiramente ao Ricardo, porque foi ele que viu essa porta se abrindo, me incentivou, me deu um empurrãozão.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.12.28.png"><img alt="Vice campeã no PAN de 2007 (Foto: Satiro Sodré)" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.12.28-300x254.png" width="300" height="254" /></a></p>
<p>Vice campeã no PAN de 2007 (Foto: Satiro Sodré)</p>
<p><b>Treino no mar<br />
</b>Durante as provas, não lembro de nada. Mas se for para treinar no mar, principalmente sozinha, sinto muito medo ainda.</p>
<p>Todas as principais nadadoras do mundo treinam em piscina, porque no mar perdemos noção de ritmo, não sabemos quanto nadamos. Eu e o Ricardo conseguimos aliar o treino em piscina, voltado para as Maratonas. E as provas do Circuito Brasileiro e Copa do Mundo servem como treinamento também. Cada mar é diferente, cada dia é diferente.</p>
<p><b>Experiência com a maré<br />
</b>Antigamente tinha um pouco mais de importância, saber da maré, porque o circuito era muito grande, eram poucas voltas de muitos quilômetros. Mas hoje, a maioria das provas mais longas possuem várias voltas e não chegam em alto-mar. Além das provas de 1,5km do circuiro, a maioria é de 2,5km. Então maré não influencia tanto.</p>
<p>Mas tem provas, como a de Portugal, que tem uma perna totalmente a favor, e a outra contra. Na Argentina também. Isso depende muito da nossa sensiblidade, por isso é bom participar bastante das provas. A gente está falando da natureza, às vezes não era para a maré mudar, mas muda. A gente tem que sentir.</p>
<p><b>Desvantagem Física<br />
</b>Eu acho que o Mundial em 2006 me deu um toque. Eu era totalmente indefesa e não sabia me proteger. Depois disso, comecei a pensar mais em me proteger. Qual a minha vantagem? Minha técnica, meu nado. Se eu quiser bater de frente com as adversárias, vou perder, porque sou menor. Todas, no contato físico, vão ter vantagem sobre mim. Eu procuro sempre me proteger e não entrar em contato com ninguém.</p>
<p><b>Puxão de pé<br />
</b>Rola muito! Mas nunca puxei ninguém. Primeiro, porque se você for pega, é desclassificada na hora. Alguns juízes, principalmente em virada de bóia, que é a hora que o bicho pega mesmo, não vêem tudo o que rola lógico, mas eles estão de olho e estão bem em cima, porque é desleal. É totalmente contra o espírito esportivo. Tudo o que aprendi desde pequena com o esporte, não vou me sujar por causa de um milésimo… prefiro ficar na minha.</p>
<p><b> </b><b>2008, Olimpíadas de Pequim – a primeira<br />
</b>A classificação para Pequim foi bem complicada. Foi em Sevilla, a água estava muito fria. Eu e a Ana Marcela tínhamos que chegar entre as 10, se quiséssemos nos garantir. Nós duas estávamos em ótima fase e era o único modo de duas nadadoras do mesmo país irem para Pequim: chegar entre as 10 primeiras. Passei a primeira volta em quinquagésima e pouco. A segunda volta eu estava em trigésima e tanto. Terceira volta já estava entre as 20. E cheguei em sexto na seletiva.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.37.20.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 20.37.20" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.37.20-244x300.png" width="244" height="300" /></a></p>
<p>Pequim 2008: Sonho realizado</p>
<p>Consegui a vaga para minha primeira Olimpíada. Depois de tantos anos lutando, conseguir a vaga foi muito bom. Pequim foi uma experiência incrível. Foi uma Olimpíada inesquecível, foi lindo. Mas tratando-se da minha prova, acho que faltou um pouco de experiência no mar. Acho que poderia ter sido melhor. Claro que é mais fácil ver agora, pois na hora tentei fazer o meu melhor, tanto que saí satisfeira, por ter feito tudo o que eu podia. Mas eu sei agora que faltou, eu tinha só 2 anos de Maratonas.</p>
<p><b>Apoio<br />
</b>A partir de 2008, foi o meu melhor ciclo. Até Pequim ainda era bem difícil, mesmo tendo melhorado depois de 2006. O apoio foi aumentando de acordo com os acontecimentos: primeiro foi falado que ia ser olímpico, depois a medalha do Mundial e do Pan. Fui valorizada, me abriu portas. A Confederação começou a olhar as Maratonas com outros olhos. Sempre que há medalha envolvida, o apoio começa a ser melhor. De 2006 a 2008 melhorou, de 2008 para 2012 melhorou muito e de 2012 pra cá, nem se fala. Conforme fomos tendo mais resultados, fomos recebendo mais apoio. De 2006 pra 2008 era só eu, no ciclo para Londres, já tínhamos chance de classificar 4 nadadores, agora somos a melhor equipe do mundo.</p>
<p><b>Reflexo nas piscinas<br />
</b>Foi muito louco. Eu fiquei anos sem melhorar o tempo na piscina, aí quando começo a nadar Maratona e esqueço um pouco piscina, começo a melhorar na piscina também. Acho que esse casamento meu e do Ricardo, nao só fora, mas dentro da água, foi essencial. Ele é muito observador, sabe muito o que eu tô precisando. Ele está 100% em cima de mim, sabe como eu estou me sentindo em casa. Muitas vezes o técnico vê o atleta dentro da piscina, mas não sabe o que se passa fora. Ele sabe o que faço. Ontem, tive compromisso com patrocinador, tive que ir para o Rio e voltar. Cansa. Um técnico que não vê isso, não sente na pele. E ele sente bem, porque ele vai comigo.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-1.png"><img alt="integra 1" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-1.png" width="574" height="393" /></a></p>
<p>Melhor nas piscinas: campeã do 800 livre no Maria Lenk 2010</p>
<p><b>Treinando sozinha<br />
</b>Tem vários momentos. Tem vezes que é ruim, principalmente em feriados, quando está tudo meio paradão. Mas no dia-a-dia eu nao ligo se estou sozinha ou não. Se tem uma pessoa do meu lado, com um nível bem parecido com o meu, é bom. É difícil encontrar alguém não muito melhor, porque os meninos são muito melhores ou são de categoria de base. E no feminino, as meninas estão um pouco abaixo. É difícil dosar. Em todo esse período que estamos juntos, teve uma época que fizemos uma equipe de Maratona e triatletas, em Santos, no Sest Senat. O Andrew Azevedo foi um atleta que me ajudou muito a treinar. Ele era exatamente do mesmo nível que o meu na água. E era engraçado porque a gente se cansava junto. No dia que um tava cansado, o outro também estava. Nessa época, foi bom porque era uma equipe grande. Mas depois no Corinthians, eu treinei praticamente sozinha. Os meninos eram muito mais fortes. Treinar sozinha junto com a equipe, ou treinar sozinha sozinha, é a mesma coisa.</p>
<p><b>Londres 2012<br />
</b>A seletiva foi em Shangai, no Mundial no ano anterior. Eu fiquei em 6º. Lembro que água estava muito quente: 31 graus. A cada ano que passa, o nível aumenta. Apesar de não ter pego medalha, foi um alívio, porque era uma seletiva. A gente só tem uma prova, uma única chance de classificar. E pode acontecer… a Ana se sentiu mal e não classificou. É muito tenso. Você pega 4 anos da sua vida e joga no lixo. É difícil pra gente o formato que encontraram para seletiva. Na natação, por exemplo, aqui no Brasil, tem várias seletivas.</p>
<p><b>Ana Marcela Cunha<br />
</b>É muito bom ter a Ana Marcela. Acho que uma ajuda a outra. A nossa rivalidade é super sadia, a gente se dá super bem fora dágua, uma ajuda a outra. Ter sempre uma pessoa ali no seu pé, no seu cangote, é muito bom. Aquele dia que você está com aquela preguicinha, você pensa: ela está lá treinando, tenho que treinar também. A gente sabe que nunca pode deixar a bola cair, porque tem alguém ali, querendo ganhar. Hoje, sou campeã mundial e ela vice. Ela quer ganhar de mim, e a tercera quer ganhar de nós duas. E acho que isso é bom, pras duas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-4.png"><img alt="Foto: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-4.png" width="670" height="446" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>Voltando à Londres…<br />
</b>É difícil falar. Primeiro, eu mudei toda minha vida. Fomos pro Rio de Janeiro, pensando em ter mais estrutura. A gente foi pensando em melhorar, evoluir em tudo. Mas não foi bem assim. A gente foi pensando que estava fazendo a coisa certa. A sala do Complexo do Maria Lenk é muito boa, a piscina nem se fala. Mas a gente nao se sentiu muito bem por lá. Minha família toda estava aqui em São Paulo. Sou muito famíia, então senti muita falta. Mas estávamos treinado para as Olimpíadas, mais nada importava. Fizemos tudo. Eu estava super bem preparada, ótima forma, estava como nunca antes.</p>
<p>Aí cheguei lá e água estava fria, muito fria. Pode acontecer, é Maratonas Aquáticas.</p>
<p>Eu saí da prova péssima. Pra mim não tem essa de “tô mal, vou sair”. Eu tenho que estar morrendo pra sair. Eu cheguei em um ponto, que eu não sabia mais se era sonho ou realidade. Me assustei quando minha mão começou a formigar, não sentia meu lábio, nem meus pés. Quando comecei a perder a consciência foi quando pensei “tem algo errado”.</p>
<p>Demoraram muito para me socorrer. No trajeto do barco até o pronto-socorro, eu simplesmente apaguei, não me lembro de nada. Quando você tá em choque, você fica alerta. Mas quando você que está protegida, daí então você relaxa.</p>
<p>Eu acordei no pronto-socorro, o Ricardo estava desesperado. Eu só conseguira pensar na minha mãe, porque ela devia estar em casa aflita assistindo tudo isso. Quando eu acordei, a primeira coisa que falei foi pedir que o Ricardo ligasse para ela.</p>
<p>Quando treinamos, pensamos que pode vir a vitória e a derrota. Mas nunca no meu treinamento pensei que isso fosse acontecer. Isso me baqueou demais. Foi a pior coisa pra mim. Se eu tivesse chegado em 20º, não ficaria tão mal como eu fiquei.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-2.png"><img alt="Londres 2012: momento mais difícil da carreira" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-2.png" width="603" height="293" /></a></p>
<p>Londres 2012: momento mais difícil da carreira</p>
<p>Então, foi complicado demais sair dessa situação e voltar a treinar normalmente. Porque eu dei tudo de mim para essa preparação olímpica. A frustração foi muito grande. E abrimos mão de muita coisa na nossa vida. Não posso dizer que algo não deu certo. Simplesmente, deu tudo errado. Daí começamos a se perguntar se tudo isso vale realmente a pena: ficar longe da família, não ter feriado. Minha vida toda me abdicando, dando todo o meu suor. Não tenho vida social, é sacrificante. Será que vale a pena?</p>
<p>Fiquei um tempo pensando sobre isso. Será que volto? Será que não volto? O Ricardo deixou a decisão comigo. “Nossa meta era até Londres. Agora, se você quiser seguir até a próxima Olimpíada, você que sabe”.</p>
<p><b>O retorno<br />
</b>Fiquei 2 meses bem relaxada, deixei rolar. Não quis me obrigar a nada, eu ia treinar porque eu gostava. Só que eu sou uma pessoa que se for para fazer, tem que ser bem feito. Não consigo fazer por fazer. Nadar por nadar. Não consigo chegar aqui e nadar 2 mil. Então, chegou uma hora que eu pensei: “Pô, eu gosto de nadar. O que mais na minha vida, eu gostaria de fazer e faria com esse mesmo amor?” Foi aí que decidi: “Vamos fazer e fazer bem feito. Vamos tentar mais uma.”</p>
<p>Então, comecei a treinar sério. Começou o Circuito Mundial em 2013, e comecei muito mal a primeira etapa, que era seletiva para o Mundial de Barcelona, mas mesmo assim me classifiquei.</p>
<p>Na segunda etapa, na Argentina, tive uma intoxicação um dia antes da prova e não competi. Nuvenzinha preta.</p>
<p>“Não é possível, o que Deus quer mostrar para mim?”<br />
“Você está classificada pro Mundial, vamos tentar. Faz seu melhor que para mim está bom.”</p>
<p>Aí a gente vai plantando, plantando… Chegou no Maria Lenk, eu quase bati o recorde brasileiro. E a prova dos 1500 foi muito melhor em relação aos 800 e aos 400. Os 400, então, foi uma desgraça. E aí foi que o Ricardo falou: “Tá faltando força em você, vamos tentar mudar algo nisso” Por isso que ainda é bom eu competir em piscina, porque podemos avaliar.</p>
<p>O Ricardo decidiu, a partir daí, mudar minha preparação física. Eu nunca tinha feito treinamento funcional e comecei a fazer. Em um mês, já comecei a sentir muita diferença. E aí chegou o Mundial. O interessante é que de Viedma (quando não competi por intoxicação) até Barcelona, eu não competi nenhuma Maratona, só nadei algumas provinhas aqui.</p>
<p>No Mundial, foi um sonho realizado. A volta por cima, a redenção. E um detalhe: antes da prova dos 5km, dois dias antes, eu tive novamente uma intoxicação alimentar. A minha cabeça foi pro espaço. “Que que eu vou fazer? Se eu não conseguir competir aqui, vou parar de nadar. Deus está querendo me mostrar que não é isso.” Mas mesmo mal, a gente tenta se enganar, “vai dar tudo certo”. Treinei tanto pra isso, fiz 200×100. Então eu estava confiante, mesmo assim.</p>
<p>No dia da prova, eu estava ainda um pouco fraca, mas fui lá e ganhei a prata, e na batida de mão. Aquilo já me tirou um peso enorme das costas. Tudo o que eu vinha treinando, tanto para Londres, como para Barcelona, tinha finalmente dado resultado. Então, fui muito leve para os 10km.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-3.png"><img alt="integra 3" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-3.png" width="722" height="501" /></a></p>
<p>E daí veio o ouro. Foi para lavar minha alma, ainda mais por ser prova olímpica, depois de Londres, foi simplesmente sensacional. Era tudo o que eu precisava. E ainda por cima teve o revezamento, eu saí de lá andando nas nuvens. Foi incrível!</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.48.17.png"><img alt="Fotos: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.48.17.png" width="730" height="503" /></a></p>
<p>Fotos: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>200×100<br />
</b>Foi o pior treino da minha vida. Mas foi aquela fase de plantar. Vamos plantar e ver se a gente consegue colher na frente.</p>
<p>“Era uma fase que todo treino era um teste. Nem todo treino a gente dá o melhor. Você está em dúvida se é capaz? Então quero fazer um treino para você ter certeza de que é sim capaz.”<br />
A gente sempre fazia 100×100. Todo ano, fazia umas duas ou três vezes.<br />
“Vamos fazer o dobro”</p>
<p>Acabou que fiz uma série muito boa, fechando os três últimos para 1’04’’.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.50.18.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 20.50.18" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.50.18.png" width="356" height="155" /></a></p>
<p><b>Aposentadoria em 2016?<br />
</b>Eu nao quero colocar uma data especifica: “31 de dezembro vou parar”. Eu vou ver, vou deixar rolar.</p>
<p>- See more at: http://www.swimbrasil.com.br/blog/especial-poliana-okimoto-na-integra-capitulo-2/#sthash.kbJ3ij3Y.dpuf</p>
</div>
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		<title>Volta ao mundo com Poliana Okimoto</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2014 19:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[poliana okimoto]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Poliana Okimoto é daquelas nadadoras-prodígio que você provavelmente já viu na lista de recordes insuperáveis da categoria de base. Desde o petiz 2. São recordes que já duram quase 20 anos. Na piscina, a evolução ao longo dos anos não correspondeu aos feitos de petiz/infantil]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Por <strong>Carolina Moncorvo</strong> e <strong>Beatriz Nantes</strong></p>
<p>Na verdade, voltas. Em um levantamento esdrúxulo sobre quantos metros a nadadora já possa ter nadado na vida, chegamos ao mínimo número de quase 2 voltas no mundo. DUAS. À nado! Já poderíamos acabar o especial aqui. Por favor, nos avise se você já nadou mais do que 50 mil quilômetros na sua vida. E olha que estamos ignorando as voltas ao mundo literais viajadas para competições. E digo mais, ignoramos também as metragens nadadas nessas próprias competições! São (no mínimo) 2 voltas ao mundo de TREINO.<em> [corrigido]</em></p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Tabela-Volta-ao-Mundo1.jpg"><img alt="Tabela Volta ao Mundo" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Tabela-Volta-ao-Mundo1.jpg" width="348" height="165" /></a></p>
<p>Poliana Okimoto é daquelas nadadoras-prodígio que você provavelmente já viu na lista de recordes insuperáveis da categoria de base. Desde o petiz 2. São recordes que já duram quase 20 anos. Na piscina, a evolução ao longo dos anos não correspondeu aos feitos de petiz/infantil, seja por imaturidade ou até mesmo por ter sido mal lapidada no decorrer dos anos. Alguma coisa estava errada e precisava ser mudada. Mas o quê?</p>
<p>Desde que aprendeu a nadar, com dois anos, Poliana adorava treinar – uma fundista nata. “Meu irmão mais velho se escondia, saía na rua, fazia o diabo para não ir e eu brincava de achar ele. Porque eu amava ir na natação, mesmo quando só tinha prova de 25 e eu era última. Sempre gostei de ir no treino, nunca faltei”. Poliana treinava no Munhoz, polo importante do fundo na época.</p>
<p>Por volta de seus 12 anos, quando começaram as provas mais longas, tudo caminhava bem. Ismar Barbosa, seu treinador na época, soube trabalhar muito bem o corpo e principalmente a cabeça da jovem promessa. Ainda aos 13, participou do primeiro absoluto, terminando em quarto lugar nos 800 livre por poucos décimos. A primeira medalha veio no final do mesmo ano, na mesma prova, durante o Finkel de 1996. “O Ismar era super bravo, mas me ensinou muito. Hoje, sou uma alteta disciplinada e dedicada, muito em razão da minha base. Depois dessa medalha, ele falou: ‘Poliana, está vendo essa medalha? Olhe bem pra ela, curte. Amanhã, você põe na sua gaveta e esquece dela.’ O que ele quis dizer: ‘Ganhou? Legal, parabéns, mas vamos continuar porque tem mais coisa pela frente.’ ”.</p>
<p><code><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LS7Ei74OtIs" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></code></p>
<p>Poliana e Ismar, que seguiram juntos do Munhoz para o Corinthians, almejavam Atenas 2004. Por mais que, em 1997, ainda faltassem 3 anos para os Jogos de Sidney, o foco era a longo prazo. “Ele mandava a gente escrever os objetivos a curto e a longo prazo, e o longo sempre foi Olimpíadas”.</p>
<p>Em 2000, ainda com Ismar, Poliana nadou um ano pelo Vasco. Com o fim do projeto do clube carioca, ela voltou ao Corinthians, agora para treinar com Bezerra. Nessa época, a fundista rodava por volta de 100km semanais. 10 mil metros pela manhã, 10 mil metros à tarde. Chegou a nadar bem um ano, fazendo índice para o Mundial de Moscou, mas depois, “não aguentava mais treinar”. Esse período ainda coincidiu com a transição escola/faculdade. Começou Psicologia em 2001, mas após o 1º semestre, não se identificou. Em 2002, começou a estudar Letras em São Paulo e ao mudar para Santos e treinar na Unisanta, continuou o curso por lá. Foi sua primeira (e rápida) passagem na equipe que voltou a defender esse ano. Rápida, mas fundamental: foi lá que Poliana conheceu Ricardo Cintra.</p>
<p>Poliana não deixou de ter bons resultados por todo esse período, continuou subindo ao pódio em campeonatos absolutos. Na maioria das provas, Poliana continuava ganhando<b><i>, </i></b>mas não melhorava mais seus tempos.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-19.21.54.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 19.21.54" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-19.21.54.png" width="673" height="404" /></a></p>
<p>Atravancada há alguns anos, sem melhorar tempo, frustrante para quem gostava tanto de treinar e nadar, Poliana já não pensava mais em Olimpíada. “Sinceramente, eu não pensava mais em Olimpíadas nessa época. Pensava na próxima competição, em terminar minha faculdade de Letras, em continuar ganhando uma grana e morando em Santos. Mas não pensava nos meus rendimentos na piscina. Achava que, no dia que terminasse a faculdade, eu ia parar de nadar”. Seus objetivos diluíram com o tempo, transformando-se em uma mera pretensão em concluir a faculdade.</p>
<p>Mas, afinal, o que deu errado? Na verdade, nada. Somos a favor de que tudo acontece por um motivo. Mas foi um técnico sumido e um domingo de manhã zapeando pelo controle remoto que mudaram tudo. Calma, chegaremos lá.</p>
<p>A fundista continuou em Santos em 2004, treinando na Unimonte e competindo pelo Pinheiros. Seu novo treinador não soube aproveitar o diamante em suas mãos e, literalmente, abandonou a atleta no meio do trajeto. “O Ricardo já tinha se formado em Educação Física e começou a pegar uns treinos quando ele faltava. Até que faltando uns 15 dias para o Finkel, o técnico sumiu do mapa.”</p>
<p>“Eu me sentia responsável por ela”, relembra Ricardo Cintra. “Comecei a treina-la para ver o que dava para fazer. Eu lembro que na época ela fazia umas médias para 1’14” de A1. Pô, eu era velocista e fazia esses tempos, achava estranho. Falei para ela que tinha que rodar para 1’10”, pelo menos”. No fatídico Finkel, Poliana levou os 1500 livre com sua melhor marca. Começava ali uma das parcerias de maior sucesso da natação brasileira.</p>
<p>Cintra, como bom observador, percebeu o que deveria ser óbvio. Provas de piscina são muito curtas para a capacidade de resistência da nadadora. A própria Poliana disse: “Dos 7 aos 11 anos, eu era muito ruim, um terror. Quando eu não chegava em último, eu vibrava. Mas naquela época, as provas eram curtas: 25 metros, no máximo 50. Então, desde pequena minhas fibras rápidas não prevaleciam. Quando comecei a poder competir provas de 400 e 800, comecei a me destacar”.</p>
<p>Pouco depois do Finkel, no dia 28 de novembro de 2004, Cintra ligou a TV e viu a Travessia dos Fortes que estava sendo transmitida. “Eu estava em São Paulo, na casa dos meus pais, e ele me ligou falando: liga a TV na Globo! Ano que vem você vai fazer essa prova”.</p>
<p><code><iframe src="http://www.youtube.com/embed/I4WoDFXqunw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></code></p>
<p><b>Confira a íntegra da entrevista</b></p>
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		<title>Entrevista: Gabriel Mangabeira</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Mar 2014 22:49:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[gabriel mangabeira]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/> Aposentado das piscinas desde o meio do ano passado, o finalista olímpico e mundial Gabriel Mangabeira falou sobre sua carreira, a importância do técnico na natação, e o que acha determinante para o sucesso nas piscinas: treino
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Finalista olímpico em Atenas-2004, Gabriel Mangabeira é um dos principais nadadores de borboleta da história do Brasil. Recordista brasileiro de 100 borboleta, além de Atenas, Manga esteve em Pequim, em 2008, e participou de quatro Mundiais. Em Roma, foi finalista no 100 borboleta, e esteve no revezamento que terminou em quarto lugar no 4×100 medley. Aposentado das piscinas desde o meio do ano passado, Manga falou sobre sua carreira, a importância do técnico na natação, e o que acha determinante para o sucesso nas piscinas: treino.</p>
<p><b>Beatriz Nantes – Você ainda acompanha natação?<br />
</b>Gabriel Mangabeira – Acompanho as competições principais: Mundial, seletiva. Não acompanho o dia a dia, mas eu fico na torcida, nos bastidores.</p>
<p><b>BN – Como foi a decisão de parar? Você sente falta?<br />
</b>GM – Na verdade foi bem tranquilo. Eu já estava num processo de parar, não tão motivado. Ao mesmo tempo, estavam surgindo outras oportunidades. Foi uma transição tranquila. Eu sinto falta do pessoal e de competir, mas de treinar não sinto falta não…</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/mangabeira-5.jpg"><img alt="mangabeira 5" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/mangabeira-5.jpg" width="520" height="346" /></a></p>
<p><b>BN – E antes, você gostava de treinar?<br />
</b>GM – Ah, eu achava que era um mal necessário, não existe outro caminho.</p>
<p><b>BN – Voltando para o começo da sua carreira, como você começou a nadar?<br />
</b>GM – Eu comecei com meu avô, que era professor de natação lá em Recife, no clube da Aeronáutica. Eu ia para a praia e de lá para o clube com ele. Sempre saia com o lábio roxo. Eu era daquelas crianças que adoravam piscina, era um sofrimento para me tirar. Depois disso voltamos para o Rio de Janeiro, que foi onde eu nasci. E eu segui o caminho natural, foi de escolinha, petiz, infantil, e foi indo.</p>
<p><b>BN – Em que momento você começou a levar mais a sério? Desde as categorias de base você já queria “ser nadador”?<br />
</b>GM – Sempre tive muita facilidade quando era novo. Depois de ver as Olimpíadas de 1992, eu falei: “quero ir, mas quero ir para arregaçar”. Não queria só participar. A partir dali, eu comecei a levar muito a sério. Mas sempre fui meio preguiçoso para treinar, meio rebelde. Isso mudou depois que eu perdi a seletiva para as Olimpíadas de Sidney em 2000 <i>[Mangabeira ficou a 14 centésimos do índice olímpico nos 100 borboleta]</i>. Eu vi que ou eu levava a sério a natação, ou ia estudar e procurar outra carreira.</p>
<p><b>BN – Foi nesse momento que você foi para os EUA.<br />
</b>GM – Sim. Cheguei nos EUA <em>[na Universidade da Flórida]</em> e eu era um atleta de seleção brasileira juvenil, já tinha ido à sulamericano. Mas lá, tinha mais uns 27 nadadores comigo. Foi ali que me deu um estalo. Ou eu me mato de treinar, ou vou perder das meninas.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/mangabeira-4.jpg"><img alt="mangabeira 4" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/mangabeira-4.jpg" width="620" height="470" /></a></p>
<p><b>BN – Como foi isso?<br />
</b>GM – Não é de um dia para o outro, foi um processo. É uma rotina difícil: entrar na água de madrugada, fica até as 6h, não podia atrasar. Ele falava, tem uma fila de outros 10 caras querendo fazer exatamente o que você não quer. Era uma coisa diária, essa conscientização. E isso é uma coisa que eu levo do esporte, para sempre. O esporte prepara você para a vida mesmo.</p>
<p><b>BN – Quando você diz “ele”, era o Anthony Nesty? [Nadador do Suriname, campeão olímpico na prova de 100 borboleta em Seul 1988 e prata em Barcelona-1992]<br />
</b>GM – Sim, o Nesty, e o Gregg Troy também. Lá é diferente do Brasil. Era todo mundo treinando junto, e na série dava uma separada. Eu treinava mais com o Nesty no verão, o resto do ano com o Troy. Mas o Troy que cuidava mais das planilhas. Às vezes eu treinava com o meio fundo, às vezes com a velocidade. E tinha a faculdade no meio. Se tirasse nota baixa, não entrava no treino, não tinha jeito.</p>
<p><b>BN – Chegou a acontecer com você?<br />
</b>GM – Não chegou a acontecer, mas teve uma época que foi quase. Em 2003, teve o Mundial e o Pan, perdi um monte de aula. E não tem conversa, se eu não tirasse a nota, não ia treinar. Vi vários casos. Mas consegui me recuperar a tempo.</p>
<p><b>BN – Esse Mundial, em Barcelona, foi seu primeiro. Como foi? Você ficava muito nervoso em competição?</b><br />
GM – Eu era muito novo. Em 1999 eu ficava bem nervoso. Depois foi melhorando. Em 2003 eu lembro que tive uma lesão no ombro, estava meio parado.</p>
<p><b>BN – O índice para Atenas, como foi?</b><br />
GM – Foi na última seletiva, na última hora. Foi uma prova muito marcante, eu tinha 54″2 e o índice era 52″8. Eu fiz 52″7. Simplesmente pulei os 53 segundos direto pros 52”!  Foi um momento bem legal, o Anthony estava lá comigo.</p>
<p><b>BN – E depois, você voltou para a Florida para terminar a preparação até os Jogos?<br />
</b>GM – A gente voltou para a Flórida, e depois a CBDA fez uma programação, com altitude e outras competições. Nisso tudo, eu tive a ajuda do Marcelo Jacaré, que era do clube que eu representava na época, e com quem eu já tinha treinado no Junior. Eu sentia que precisava de alguém junto comigo nesse momento. Não ia rolar me mandarem planilha, e eu também entendia que eles não podiam largar a faculdade lá na Flórida para seguirem comigo. O Jacaré me ajudou muito nesse processo. Essa parte do técnico é ao mesmo tempo uma ciência e uma arte. Ciência porque o cara tem que saber planejamento, fisiologia… Mas é arte porque não tem receita de bolo, a sensibilidade é muito importante. Nos últimos anos, por exemplo, treinava eu e o Henrique Martins juntos. Nós nadávamos a mesma prova mas somos totalmente diferentes fisicamente. Eu, mais alto e pesado, e ele um atleta bem mais leve. Como você faz um treinamento diferente e eficiente para dois indivíduos tão diferentes? Por isso eu valorizo sempre o técnico. Ele faz o papel de psicólogo, nutricionista, vê saída, virada, tudo. Sempre tive excelentes técnicos, e eu sempre procurei o que deixava meu treino melhor.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/mangabeira-2.jpg"><img alt="mangabeira 2" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/mangabeira-2.jpg" width="400" height="309" /></a></p>
<p><b>BN – Algum desses treinadores te marcou mais?<br />
</b>GM – Todos que eu passei me ensinaram muito. Ou como nao fazer as coisas, ou como fazer. Cada um tem uma contribuição enorme. Os que marcam são os que estão na hora das conquistas, os que ensinam mais são os que estão do seu lado quando você nao está tão bem. Então é injusto eu mencionar um só. Todos tem uma importância igual.</p>
<p><b>BN: Como foi chegar às Olimpíadas e já chegar na final?<br />
</b>GM: Ah, foi um sonho né. Você sonha, ai vai para uma Olimpíada, em Atenas, onde tudo começou. Foi demais. Eu estava com o 18º tempo, consegui ir para a semifinal com o 11º tempo e terminei a final em 6º. É uma coisa que eu olho com muito orgulho, ter conseguido chegar lá em condições de disputar. Não ganhei, mas ganhar ou perder é consequência. Depois eu tentei replicar isso todos os anos. A partir de lá eu virei outro atleta. Você começa a ver como é complicado chegar lá, como tem que treinar muito. Eu gostava também de ajudar quem estava do lado, a molecadinha, é interessante ver treinando.</p>
<p><b>BN: Você continou motivado depois de Atenas? Continuou treinando na Florida?<br />
</b>GM: Tirei 6 meses de férias, porque tinha que me formar, e depois voltei para o Brasil.  Às vezes quando você perde uma prova, desanima, claro, mas eu sempre focava nos ciclos olímpicos. É difícil estar bem os 4 anos seguidos. Eu tinha consciência que ia ter altos e baixos. No Brasil, eu treinei em Belo Horizonte (Minas Tênis), mas não me adaptei muito. Depois tive a oportunidade de treinar na Itália de novo, com um técnico que já conhecia. Treinei uma época lá, outra na Alemanha. Foi legal porque a gente competia sempre, nas competições do circuito europeu. É legal porque você sempre vê um campeão mundial, é uma disputa interessante. Mas acho que o fundamental não é isso. Acrescenta, mas não é determinante.</p>
<p><b>BN: O que é determinante?<br />
</b>GM: Treino. O fundamental é treino.</p>
<p><b>BN: Você tem algum arrependimento?<br />
</b>GM: Acho que não. Me orgulho de todos os atos, bons e ruins, todos foram uma lição. A coisa boa de perder é o aprendizado.</p>
<p><b>BN: Qual foi o melhor momento da sua carreira?<br />
</b>GM: Acho que teve alguns, não um só. No começo, na Florida, foi bem legal. Depois das Olimpíadas também. E durante a Olimpíada, claro. Depois de Pequim, treinando em São Paulo também foi muito bom.</p>
<p><b>BN: Em Pequim você ficou nas eliminatórias, e um ano depois em Roma você foi finalista. Como foi?<br />
</b>GM: Eu acho que o interessante dos Jogos é que é o dia. Tem que estar bem e 100% com dia e hora marcada. Naquele dia eu não estava. Pode acontecer com qualquer outro. Isso é interessante: na Olimpíada, apaga o histórico dos atletas. O que você fez até lá, acabou. No começo eu fiquei um pouco chateado, mas logo comecei a pensar no outro Mundial. Isso me ajudava: eu ficava pra baixo, mas depois já queria tentar melhorar.</p>
<p><b>BN: E Roma? Teve um gosto de volta? </b><br />
GM: Roma eu estava numa outra fase. Eu não senti como uma volta porque sempre me senti brigando, nunca me senti fora do círculo de nadador de borboleta. Ali você pensa: tem 20 caras, para disputar 8 vagas, 3 vão chegar no pódio e só um vai ganhar. Eu pensava sempre em chegar entre os 8, para então focar na final. Tem muita gente que atropela e pensa já em recorde mundial. Claro, é um pensamento que tem que ter, mas tem um processo ali antes.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Mangabeira.jpg"><img alt="Mangabeira" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Mangabeira.jpg" width="615" height="341" /></a></p>
<p><b>BN: Tem alguém que você diria que foi seu principal adversário?<br />
</b>GM: Acho que não. Eu não ia focar em um, tinha tantos. Eu sempre pensava: “se eu não treinar bem hoje, tem PELO MENOS uns 10 caras que estão treinando muito nesse exato momento”. Numa quarta-feira à tarde, numa série de perna, se eu treinar mal, naquela mesma quarta, teriam pelo menos umas 20 pessoas no mundo treinando para chegar na frente. Eram todos esses os meus adversários.</p>
<p><b>BN: E você conseguia pensar nisso todo dia?<br />
</b>GM: Sim. Claro que é impossível de fazer isso todo dia, mas ai que entra a parte do técnico, ai que entra a genialidade de saber puxar mais um pouco, saber tirar o pé, até onde vale a pena passar do limite do seu corpo. Muita gente acha que é só treinar, mas não é: você passa o dia inteiro em função de um treino. Descansa, suplementa, dorme, faz massagem, fisioterapia. Se você fizer tudo certinho, talvez, você vá ter uma pequena chance. Mas essa pequena chance era tudo o eu queria. Era essa mentalidade que eu saía de casa todos os dias. E você se cerca de pessoas que estão na mesma mentalidade que você, isso te ajuda. Essa camaradagem, embora seja um esporte individual, influencia muito.</p>
<p><b>BN: Você nadava os 100 borboleta, mas nadava costas também e tinha bons resultados de livre e medley. Que prova você mais gostava?</b><br />
GM: Os 100 borbo era a prova preferida mesmo, sempre foi. Eu gostava do costas também, as provas mais curtas. Quando eu cheguei na Flórida, o Troy queria que eu nadasse 200 costas, eu odiava! Daí eu me destacava no borbo nos treinos, não tinha jeito.</p>
<p><b>BN: E agora? Quais os objetivos pós natação?<br />
</b>GM: Agora eu trabalho com meus pais em uma empresa de construção civil. Fico entre Rio e São Paulo, trabalhando com isso. Vou na academia, nado no mar, na praia. Agora estou recuperando, mas quando parei, fiquei meses sem fazer absolutamente nada, ganhei 12kg em dois meses.</p>
<p><b>BN: Você fazia uns eletrônicos também né?<br />
</b>GM: Isso foi meio uma fase. Uma coisa pra passar o tempo, pra não ficar pensando como foi a série de A3…</p>
<p>Publicado também na <a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/2014/03/03/entrevista-gabriel-mangabeira/">Swim Brasil</a>.</p>
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		<title>Natalia de Luccas:  2013 foi bom, mas eu espero que esse ano seja ainda melhor&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Feb 2014 02:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Natalia de Luccas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Versátil dentro da piscina, Natalia de Luccas foi provavelmente uma das maiores surpresas da natação brasileira em 2013. Aos 17 anos, a nadadora do Corinthians superou o recorde sulamericano dos 200 costas durante o Brasileiro Junior de Verão, saindo de vez do destaque nas categorias de base para o absoluto]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Versátil dentro da piscina, Natalia de Luccas foi provavelmente uma das maiores surpresas da natação brasileira em 2013. Aos 17 anos, a nadadora do Corinthians superou o recorde sulamericano dos 200 costas durante o Brasileiro Junior de Verão, saindo de vez do destaque nas categorias de base para o absoluto. Natalia chegou a São Paulo em 2011, depois de nadar no Gran São João, em Limeira, desde os 3 anos de idade. Nesta entrevista, ela fala sobre essa mudança, comenta o grande leque de provas (é bem forte também nos 100 livre, em que fez o 5º melhor tempo do Brasil em 2013: 55”9) e sobre a importância do Mundial Junior:  “Depois de lá eu voltei com outra cabeça. Vi que tempos absurdos, que pareciam impossíveis de fazer aqui, eram feitos lá fora e nem chegavam à final”.</p>
<div>
<p><b>Beatriz Nantes: Ano passado você foi para o Mundial Junior e bateu o recorde sulamericano. Foi o melhor ano da sua vida?<br />
</b>Natalia de Luccas: Com certeza! Ano passado acho que consegui muita coisa que eu não esperava. Treinei muito para isso. Foi um ano muito bom, mas eu espero que esse ano seja ainda melhor.</p>
</div>
<p><strong>BN: </strong><b>E o que você espera desse ano?<br />
</b>NL: Estou pensando no Pan Pacific. Estou perto do índice nos 100 costas, que é 1’01’’39 e eu tenho 1’01’‘50. Nos 200 costas também, que é 2’11’’09 e eu tenho 2’12’’09. E tem também o Mundial de curta, que espero conseguir uma vaga.</p>
<p><strong>BN: </strong><b>Como foi o BHP Billiton na Australia? Foi sua primeira seleção absoluta, como foi isso depois de tantas seleções de categorias?<br />
</b>NL: Eu fiquei mto feliz de estar lá. Claro que a gente não estava na melhor forma, estava treinando pesado. Mas foi muito legal para servir como motivação, ver os outros atletas competindo. Essas competições são boas para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-51.jpg"><img class="aligncenter" alt="Foto: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-51.jpg" width="529" height="353" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>BN: Nas categorias de base você nadava (e ainda nada) bem o 50 e 100 livre, além das provas de borboleta. Você treina velô ou meio fundo? Como é sua rotina?<br />
</b>NL: Aqui no Corinthians eu treino meio fundo, mas eu gosto de nadar bastante provas. Não gosto de ficar só em uma. Até para ter um leque grande, e se uma prova acaba não saindo na competição, tem outra para poder nadar. Eu gosto mesmo de pode nadar várias provas.</p>
<div>
<p><b>BN: De todas essas, qual a preferida?<br />
</b>NL: Agora eu estou nadando bastante costas, que eu gosto. Mas gosto bastante do crawl também.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: E como surgiu o costas? Foi no Corinthians ou no Gran São João você já treinava também?<br />
</b>NL: Quando eu vim para o Corinthians, vim nadando crawl e borboleta. Costas eu nadava pouco. Com o Carlão [Carlos Matheus, head coach do Corinthians e técnico de Natalia], eu aprimorei. Foi ele que meio que descobriu o costas para mim. Agora com ele, treino bastante costas e estou focando bem no Pan Pacific.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: Com crawl, borbo e costas fortes, e um medley?</b><br />
NL: Eu acabo nadando como quarta prova em absoluto, até pela ordem das provas. Mas é quarta prova, o foco são as outras.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-6.png"><img class="alignright" alt="Foto: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-6.png" width="397" height="264" /></a></p>
<p><b>BN: Como foi sua vinda para o Corinthians? Como foi tomar essa decisão e como foi sair de casa?</b></p>
<p>NL: Eu nadava no Gran em Limeira, no interior. Daí em 2010 eu recebi o convite para o Corinthians. Desde o primeiro dia que meus pais vieram conhecer a estrutura e o clima, a gente sentiu uma energia muito grande aqui, do Carlão e do clube mesmo. Estamos muito felizes aqui. Minha mãe veio comigo, até para me ajudar mesmo. Eu acho que fiz a melhor escolha que poderia ter feito, estou gostando muito.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: Como é sua rotina de treinos? Você estuda também?<br />
</b>NL: Eu treino de segunda a sábado. Três vezes por semana eu dobro. Segunda, quarta e sexta, faço também musculação das 11h ao meio dia. Eu estou no terceiro ano no Colégio Amorim. Como o Corinthians tem parceria com a UNIP, eu acho que tenho que aproveitar, penso em fazer faculdade. Tenho que treinar e cumprir meus deveres, mas acho que é importante estudar também. É bom também para não ficar bitolada em natação.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: E você gosta de treinar?<br />
</b>NL: Eu gosto! Acho que eu aprendi que sem treino não tem como nadar bem, então eu gosto de treinar sim.</p>
<p><b>BN: E de competir?<br />
</b>NL: Eu gosto de competir, sou bem competitiva. Gosto de estar nadando para ganhar, e odeio perder… tem que ir aprendendo. É importante aprender a se superar, nadar forte, eu gosto de competir por isso.</p>
<p><b>BN: Em que momento, se é que isso aconteceu, você percebeu que queria ser nadadora profissional, que não era algo só de categoria de base?<br />
</b>NL: Acho que tudo é importante, cada fase é uma descoberta nova. Eu penso degrau por degrau. Mas foi depois do recorde sulamericano que caiu a ficha que eu não era mais juvenil, que estava no absoluto. Agora cada vez mais a gente tem que se afirmar na natação.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-4.jpg"><img alt="Foto: Wlad Veiga" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-4.jpg" width="739" height="463" /></a></p>
<p>Foto: Wlad Veiga</p>
<p><b>BN: Você estava esperando esse recorde sulamericano? Antes do Brasileiro seu melhor era 2’15.<br />
</b>NL: Foi um pouco inesperado. O costas, principalmente os 200, é uma prova que eu nunca nadei confiante. Diferente dos 100, que eu já estava nadando bem. Mas eu sabia, pelos treinos que eu estava fazendo, que os 200 ia ser bom. O Mundial Junior foi importante, porque depois de lá eu voltei com outra cabeça. Vi que lá fora tem tempos absurdos, que pareciam impossíveis de fazer aqui, e que eram feitos lá fora e nem chegavam à final. Foi uma boa experiência para ver isso.</p>
</div>
<div>
<p><b>BN: Você pensa em 2016?<br />
</b>NL: Eu penso bastante nisso. É um sonho que eu estou buscando, tentando chegar cada vez mais perto. Mas até lá eu tenho que passar por outras fases, Pan Pacific, Mundial…</p>
<p><b>BN: Você tem algum ídolo? A Missy Franklin nada suas provas… </b><br />
Eu gosto bastante da Fabíola, ela é minha maior inspiração.</p>
<p><b>BN: Vocês se conhecem né?</b><br />
NL: Sim, no Open a gente bateu um papo rápido. Ela é minha maior inspiração mesmo. Se eu chegar até a idade que ela chegou nadando, vou ficar muito feliz.</p>
<p><b>BN: Você já viajou bastante, quantos países conhece por causa da natação? Qual gostou mais?</b><br />
NL: Eu acho que 7 países. Cada um tem a sua história. Mas eu gostei bastante da Austrália, que a gente foi agora, e de Dubai também, porque foi meu primeiro Mundial. Cada viagem te marca de um jeito.</p>
</div>
<p><b>BN: Nos 100 livre,  você terminou 2013 com o quinto melhor tempo do país, atrás só das meninas que foram ao Mundial. Essa prova está nas suas metas?<br />
</b>NL: Sim, é com certeza a minha terceira prova, a principal depois do costas. Acho que vou buscar nadar cada vez melhor, porque tenho que estar bem colocada para conseguir representar o Brasil no revezamento, que eu gosto de nadar. E até para conseguir entrar em uma competição absoluta pelo rev.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-3.jpg"><img class="alignright" alt="Foto: Wlad Veiga" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/Natalia-de-Luccas-3-735x1024.jpg" width="225" height="313" /></a></p>
<p><b>BN: E um 200 livre, nao dá pra pensar? Seu melhor é 2’04”….</b></p>
<p>NL: É uma prova que o Carlão quer muito me ver nadando. Mas sempre acaba pegando uma outra prova minha no Maria Lenk e Finkel, geralmente o 100 costas. Fica difícil nadar na mesma etapa. Quando dá eu nado, mas não é o foco.</p>
<div><strong>BN: </strong><b>Como é sua relação com ele?</b></div>
<div>
<p>NL: Nossa… o Carlão… a relação é ótima. Ele é, de verdade, como se fosse um segundo pai. A gente se dá muito bem.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Luiz Altamir: &#8220;eu penso em 2016 todo dia&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Feb 2014 16:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Altamir]]></category>
		<category><![CDATA[natação]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Depois de colecionar títulos nacionais de categoria, Luiz Altamir vem aparecendo cada vez mais no absoluto. Especialista nas provas de 20o borboleta, 200 livre e 400 livre, na primeira ele terminou 2013 com o terceiro melhor tempo do país, atrás apenas dos olímpicos Leonardo de Deus e Kaio Marcio Almeida]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Luiz Altamir Lopes Melo, hoje com 17 anos e atleta do Flamengo, é um dos principais nadadores de borboleta do país atualmente, e um dos <a href="http://www.bestswimming.com.br/2013/2013/12/31/nadador-junior-masculino-do-brasil-em-2013/">maiores destaques da nova geração da natação brasileira</a>.  Natural de Boa Vista (Roraima), Altamir viveu (e treinou) no Ceará até os 15 anos, onde competia pela Academia de Natação Hedla Lopes. Depois de colecionar títulos nacionais de categoria, Altamir vem aparecendo cada vez mais no absoluto. Especialista nas provas de 200 borboleta, 200 livre e 400 livre, na primeira ele terminou 2013 com o terceiro melhor tempo do país, atrás apenas dos olímpicos Leonardo de Deus e Kaio Marcio Almeida.</p>
<div style="width: 293px" class="wp-caption alignright"><img class="  " alt="" src="http://www.lancenet.com.br/minuto/Luiz-Altamir-Foto-Satiro-SodreSSPress_LANIMA20130426_0028_26.jpg#650x433" width="283" height="202" /><p class="wp-caption-text">Foto: Satiro Sodré/SSPress</p></div>
<p>&#8220;Eu já penso nisso, em 2016. Todo dia eu penso nisso&#8221;, disse em entrevista pelo telefone. Altamir falou ainda sobre a mudança para o Flamengo em 2012, a participação em sua primeira seleção brasileira absoluta, a expectativa para este ano (&#8220;Acho que consigo chegar no 1&#8217;57&#8221;0) e exaltou a comissão técnica do Flamengo  (&#8220;Não temos a melhor estrutura, mas temos alguns dos melhores profissionais&#8221;). Confira:</p>
<p><b>1- O que você achou do resultado no BHP Billiton na Austrália? Você esteve doente pouco antes da competição né?<br />
</b>Achei que foi um resultado bom para mim. Eu fiquei doente na segunda semana de janeiro, quando viajei para lá já estava melhor há uma semana. Eu competi com três semanas de treinamento, então gostei bastante.</p>
<p><b>2- Foi sua primeira seleção brasileira absoluta, você que foi várias vezes da seleção de categoria. Como foi?<br />
</b>Com certeza é um passo muito grande para mim. Eu sempre quis participar de uma seleção brasileira absoluta, foi o primeiro passo. Mas não acabou.</p>
<p><b>3- Você pensa em 2016? Ano passado você terminou com o terceiro melhor tempo do Brasil no 200 borboleta, atrás do Leo e Kaio Marcio. Com o Kaio parando, você já é o segundo melhor tempo do Brasil.<br />
</b>Eu já penso nisso, em 2016. Todo dia eu penso nisso.</p>
<p>Foi uma evolução muito grande que eu tive em um ano no 200 borboleta. Foi uma surpreso de baixar dos 2’00 e ir para o 1’58  <em>[Altamir chegou ao Mundial de Dubai fazendo 2'01 na prova, e nadou para 1'58''94 nas eliminatórias e 1'58''99 na final, terminado em quinto lugar]</em>. Agora é focar bastante nos detalhes, no treinamento, cada dia que passa eu foco mais em cada detalhe para melhorar.</p>
<div style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img class="  " alt="" src="http://blogs.diariodonordeste.com.br/jogada/wp-content/uploads/2013/09/Altamir-Lopes021.jpg" width="610" height="406" /><p class="wp-caption-text">No Mundial Junior, Altamir saiu de 2&#8217;01 para 1&#8217;58&#8221;94 no 200 borboleta (Foto: Satiro Sodré/SSPress)</p></div>
<p><b>4- Falando nisso, quais as expectativas pra esse ano? O índice do Pan Pacific é 1’57’’03, você acha que dá?<br />
</b>Acho que sim. Quando eu cheguei no 1’58 ano passado [durante o Mundial Junior, disputado em Dubai], eu não esperava. Acho que consigo chegar no 1’57’0. Cada dia que passa a gente coloca novas metas na nossa rotina, no treinamento. Daqui até o Maria Lenk ou o Brasileiro Junior eu acho que dá para chegar neste tempo.</p>
<p><b>5- Como é sua rotina de treinos? Você estuda?<br />
</b>Estou fazendo três dobras na semana, segunda, quarta  e sexta, e também malho esses dias. Terça e quinta treino só no período da tarde. Vou começar em maio um estudo à distância. Vai ser mais rápido e acho que pode me ajudar, porque no futuro penso em fazer faculdade nos EUA.</p>
<p><b>6- Você pensa em treinar nos EUA também?<br />
</b>Eu gosto bastante do Brasil. Aqui é meu país, tem minha família, meu treinador. Ir para os EUA é um passo grande também, que vai me ajudar a evoluir psicologicamente e fisicamente, eu poderia evoluir com tanta gente de alto nível. Um dia eu penso em ir, até para ver a diferença, o que falta para nós, e sentir coisas novas também. Mas agora eu estou bem aqui.</p>
<p><b>7- Como foi a saída do seu clube no Ceará e vinda para o Flamengo, em 2012?<br />
</b>Eu estava recebendo o Prêmio Brasil Olímpico no Rio em 2011, e o Flamengo fez uma proposta muito boa. Eu tinha 15 anos, não sabia muito bem o que eu queria&#8230; só sabia que precisava sair de casa para evoluir. Fui muito bem recebido. Foi difícil tomar a decisão, porque eu tive que morar longe dos meus pais, mas me adaptei super bem. Gosto muito daqui.</p>
<p><b>8- Você sempre se destacou nas categorias de base, e na época nadava também 100 livre, 100 borbo, 200 livre&#8230; como é o seu treino? E quando comecou a especificar mais?<br />
</b>Meu treino é meio-fundo. Varia de 200 livre, 200 borboleta e 400 livre. E com esse treinamento, eu me sinto bem até para nadar prova de 100 metros. Às vezes sinto que falta algo de velocidade, mas eu e meu técnico vimos isso e ele está colocando coisas de velocidade este ano, já está fazendo uma diferença muito boa.</p>
<p>O 200 borboleta é a prova principal. Eu sinto que é a minha prova, nado desde o petiz 2, melhoro a cada ano. Mas treino crawl e borboleta, e sinto que o 200 e 400 livre são provas muito boas, gosto delas. Mesmo sendo uma prova carente no Brasil, com esforço e dedicação isso pode virar. O Brasil está crescendo. Você pode ver que o Leo de Deus já bateu o recorde brasileiro, estamos melhorando. Isso é um ponto importante para as Olimpíadas de 2016.</p>
<p><strong>9- Como é sua relação com ele, e quem são seu ídolos?</strong></p>
<p>Me espelho muito no Michael Phelps. Bom não tem o que falar, é o melhor nadador do mundo. Aqui no Brasil tem o Leo de Deus, que é uma inspiração para mim. A gente é amigo, já se conhece há um tempo. Nadamos as mesmas provas, e a gente sempre apoia um ao outro.  A gente sempre se cumprimenta, já viajamos juntos,a gente sempre troca ideia. Ele não é um atleta que pensa só nele, ele quer que o Brasil cresça de uma forma conjunta. Isso é um ponto importante para um atleta campeão. Ele é humilde, sempre me dá uns toques. Gosto bastante dele.</p>
<p><b>12- A natação do Rio vive alguns contratempos e imagino que você, pelos resultados, tenha tido propostas para sair. O que te manteve no Flamengo, o que te deixa mais satisfeito no clube?<br />
</b>O que me deixa mais satisfeito é a minha relação com meu técnico, com a equipe. Isso foi o ponto mais importante para mim, para eu ficar aqui. Tudo bem, tem muita gente que mudou de clube esse ano. Mas eu melhorei muito com meu técnico. Não temos a melhor estrutura, mas temos alguns dos melhores profissionais. Cada dia que passa meu preparador, André Vieira, quer evoluir mais, meu técnico, Eduardo Pereira, quer algo a mais. Mesmo a equipe, meus parceiros de treino, estamos querendo sempre mais. Isso faz com que a equipe sempre evolua. A gente pode não ser a melhor equipe hoje, mas estamos trabalhando. Quem sabe o dia de amanhã?</p>
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		<title>As lições de Soni</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jan 2014 02:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[rebecca soni]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>O momento mais marcante de Soni para mim foi sua participação em Londres, uma "lição" em vários sentidos. Ela chegou aos Jogos como campeã mundial das duas provas de peito e viu Ruta Meilutyte, então uma garota desconhecida de 15 anos, vencer. Não deve ter sido fácil. Poucos dias depois, ela voltou à piscina para nadar o 200 peito, sua principal prova]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Já era esperado, mas eu sempre fico triste: Rebecca Soni é a nova aposentada da natação mundial. Bicampeã olímpica do 200 peito, prova em que foi a primeira mulher da história a superar a barreira dos 2&#8217;20, Soni foi uma das maiores nadadoras de peito da história. Nem precisa falar muito: seis medalhas olímpicas, sendo três de ouro, bicampeã mundial do 100 peito, seis medalhas de Mundiais.</p>
<p>O momento mais marcante de Soni para mim foi sua participação em Londres, uma &#8220;lição&#8221; em vários sentidos. Resumindo a história, ela chegou aos Jogos Olímpicos como campeã mundial das duas provas de peito e favorita absoluta ao ouro. No 100, que aconteceu primeiro, viu Ruta Meilutyte, então uma garota desconhecida de 15 anos, crescer das eliminatórias até a final e vencer. Não deve ter sido fácil: ela não fez seu melhor tempo, e deve ter sido difícil se ver perdendo para alguém que ela provavelmente nem conhecia e foi uma das maiores surpresas não somente da natação, mas de toda Olimpíada 2012.</p>
<p>Poucos dias depois, ela voltou à piscina para nadar o 200 peito, sua principal prova. A força mental para passar de uma frustração como essa do 100 peito e focar na próxima prova não é nem um pouco trivial &#8211; não somente no esporte como na vida. É preciso muito foco para deixar para trás o que passou e se concentrar na próxima prova, sem se abater e sem esquecer que Olimpíada é uma chance quase única &#8211; uma a cada quatro anos. Quantos atletas não deixam oportunidades escapar depois de nadar mal a primeira prova?</p>
<p>Na semifinal, Soni nadou para 2&#8217;20&#8221;00. E para entender o que significava esse tempo naquele momento, vale ler o que a nadadora falou hoje, no dia de sua aposentadoria, em entrevista ao Swimming World:</p>
<p><em>&#8220;Eu continuo voltando [a mencionar] os 2&#8217;20 não só porque foi incrível, mas pelo fato de que eu pensava nisso há quase 10 anos. Foi isso que me manteve nadando depois de Pequim-2008. Eu estava perto , mas eu tive que colocar mais quatro anos na água.<strong>Foi isso que me fez ir treinar todos os dias</strong>. Foi um momento incrível.</em></p>
<p><em>Esse foi o meu sonho e objetivo. Eu me lembro de, na semifinal, fazer 2&#8217;20&#8221;00, e eu tive aquele momento em que eu pensei que aquele ia ser o meu legado &#8211; que eu quase consegui&#8221;.</em></p>
<p>Não só Soni colocou para trás o que havia acontecido no 100 peito, como fez a prova de sua vida, de um jeito bem de &#8220;livro&#8221; mesmo como ela falou: bateu na trave na semifinal, e na final foi perfeita. Foi sua última prova individual da vida, realizando um sonho. Veja a reação dela após olhar o placar (a segunda foto é uma das minhas preferidas desses Jogos):</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://www.guinnessworldrecords.com/media/5938786/Rebecca-Soni-main_497x310.jpg" width="497" height="310" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/soni.jpg" width="609" height="383" /></p>
<p>Ainda na entrevista de hoje para a Swimming World:</p>
<p><em>&#8220;Ainda me lembro da conversa específica sobre o 2&#8217;20. Foi durante uma competição, eu fui falar com meu treinador de categoria do Scarlet, Tom Speedling , e ele estava olhando para mim. Eu queria saber o que tinha feito errado, acho que tinha acabado de fazer 2&#8217;45. Ele só olhou para mim e disse: &#8220;Você vai ser a primeira mulher a nadar abaixo de 2&#8217;20&#8243;.  Isso nem estava na minha perspectiva na época, mas ele falou tão sério, e  realmente acreditando naquilo, que ele plantou essa semente na minha cabeça. Isso me faz pensar no que teria acontecido se a conversa não tivesse acontecido. Eu não pensei muito sobre aquilo imediatamente, mas continuei voltando para isso, e se tornou parte de mim e meu objetivo. Eu ficava pensando que ele acreditava em mim e tinha colocado a idéia na minha cabeça. Acho que eu não seria a pessoa que sou hoje se que aquela uma frase não tivesse sido dito para mim quando eu tinha 14 ou 15 anos&#8221;. </em></p>
<p>Gosto muito de atletas que valorizam seus técnicos da base e esse depoimento é genial: tanto para dar a dimensão da importância de um técnico da vida de um atleta, como para mostrar o tamanho de um sonho. As Olimpíadas duram uma semana e o que vemos na TV são os atletas entrando na área da piscina, sendo apresentados e nadando, mas um resultado como esse ouro é construído ao longo de uma vida inteira. Por isso o esporte é tão legal.</p>
<p>Para terminar, não consegui entender direito ainda o que será essa &#8220;empresa&#8221; criada pela Soni e <a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/depoimento-porque-vou-sentir-falta-de-ariana-kukors">Kukors</a>, anunciada no mesmo dia da aposentadoria. Mas destaco aqui uma parte do depoimento, em que ela fala sobre uma das ideias que as duas ex-nadadoras tem para ajudar a passar suas experiências de nadadoras para crianças. &#8220;Nós só queremos visitar e dizer oi para as crianças e deixá-las envolvidas e motivadas. No fim do dia, queremos que elas amem natação&#8221;. Acho que essa é a filosofia que deve nortear a natação para crianças &#8211; se você conseguir amar natação, com o tempo (e um bom técnico), vai aprender a ter disciplina, determinação e persistência para perseguir seu sonho. Mas tudo começa com o amor pelo esporte.</p>
<p>A entrevista completa pode ser lida <a href="http://www.swimmingworldmagazine.com/lane9/news/World/37633.asp">aqui</a>.</p>
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