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	<title>Esporte em Pauta &#187; Despedida</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Despedida</title>
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		<title>As lições de Soni</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jan 2014 02:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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		<category><![CDATA[rebecca soni]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>O momento mais marcante de Soni para mim foi sua participação em Londres, uma "lição" em vários sentidos. Ela chegou aos Jogos como campeã mundial das duas provas de peito e viu Ruta Meilutyte, então uma garota desconhecida de 15 anos, vencer. Não deve ter sido fácil. Poucos dias depois, ela voltou à piscina para nadar o 200 peito, sua principal prova]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Já era esperado, mas eu sempre fico triste: Rebecca Soni é a nova aposentada da natação mundial. Bicampeã olímpica do 200 peito, prova em que foi a primeira mulher da história a superar a barreira dos 2&#8217;20, Soni foi uma das maiores nadadoras de peito da história. Nem precisa falar muito: seis medalhas olímpicas, sendo três de ouro, bicampeã mundial do 100 peito, seis medalhas de Mundiais.</p>
<p>O momento mais marcante de Soni para mim foi sua participação em Londres, uma &#8220;lição&#8221; em vários sentidos. Resumindo a história, ela chegou aos Jogos Olímpicos como campeã mundial das duas provas de peito e favorita absoluta ao ouro. No 100, que aconteceu primeiro, viu Ruta Meilutyte, então uma garota desconhecida de 15 anos, crescer das eliminatórias até a final e vencer. Não deve ter sido fácil: ela não fez seu melhor tempo, e deve ter sido difícil se ver perdendo para alguém que ela provavelmente nem conhecia e foi uma das maiores surpresas não somente da natação, mas de toda Olimpíada 2012.</p>
<p>Poucos dias depois, ela voltou à piscina para nadar o 200 peito, sua principal prova. A força mental para passar de uma frustração como essa do 100 peito e focar na próxima prova não é nem um pouco trivial &#8211; não somente no esporte como na vida. É preciso muito foco para deixar para trás o que passou e se concentrar na próxima prova, sem se abater e sem esquecer que Olimpíada é uma chance quase única &#8211; uma a cada quatro anos. Quantos atletas não deixam oportunidades escapar depois de nadar mal a primeira prova?</p>
<p>Na semifinal, Soni nadou para 2&#8217;20&#8221;00. E para entender o que significava esse tempo naquele momento, vale ler o que a nadadora falou hoje, no dia de sua aposentadoria, em entrevista ao Swimming World:</p>
<p><em>&#8220;Eu continuo voltando [a mencionar] os 2&#8217;20 não só porque foi incrível, mas pelo fato de que eu pensava nisso há quase 10 anos. Foi isso que me manteve nadando depois de Pequim-2008. Eu estava perto , mas eu tive que colocar mais quatro anos na água.<strong>Foi isso que me fez ir treinar todos os dias</strong>. Foi um momento incrível.</em></p>
<p><em>Esse foi o meu sonho e objetivo. Eu me lembro de, na semifinal, fazer 2&#8217;20&#8221;00, e eu tive aquele momento em que eu pensei que aquele ia ser o meu legado &#8211; que eu quase consegui&#8221;.</em></p>
<p>Não só Soni colocou para trás o que havia acontecido no 100 peito, como fez a prova de sua vida, de um jeito bem de &#8220;livro&#8221; mesmo como ela falou: bateu na trave na semifinal, e na final foi perfeita. Foi sua última prova individual da vida, realizando um sonho. Veja a reação dela após olhar o placar (a segunda foto é uma das minhas preferidas desses Jogos):</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://www.guinnessworldrecords.com/media/5938786/Rebecca-Soni-main_497x310.jpg" width="497" height="310" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" alt="" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/soni.jpg" width="609" height="383" /></p>
<p>Ainda na entrevista de hoje para a Swimming World:</p>
<p><em>&#8220;Ainda me lembro da conversa específica sobre o 2&#8217;20. Foi durante uma competição, eu fui falar com meu treinador de categoria do Scarlet, Tom Speedling , e ele estava olhando para mim. Eu queria saber o que tinha feito errado, acho que tinha acabado de fazer 2&#8217;45. Ele só olhou para mim e disse: &#8220;Você vai ser a primeira mulher a nadar abaixo de 2&#8217;20&#8243;.  Isso nem estava na minha perspectiva na época, mas ele falou tão sério, e  realmente acreditando naquilo, que ele plantou essa semente na minha cabeça. Isso me faz pensar no que teria acontecido se a conversa não tivesse acontecido. Eu não pensei muito sobre aquilo imediatamente, mas continuei voltando para isso, e se tornou parte de mim e meu objetivo. Eu ficava pensando que ele acreditava em mim e tinha colocado a idéia na minha cabeça. Acho que eu não seria a pessoa que sou hoje se que aquela uma frase não tivesse sido dito para mim quando eu tinha 14 ou 15 anos&#8221;. </em></p>
<p>Gosto muito de atletas que valorizam seus técnicos da base e esse depoimento é genial: tanto para dar a dimensão da importância de um técnico da vida de um atleta, como para mostrar o tamanho de um sonho. As Olimpíadas duram uma semana e o que vemos na TV são os atletas entrando na área da piscina, sendo apresentados e nadando, mas um resultado como esse ouro é construído ao longo de uma vida inteira. Por isso o esporte é tão legal.</p>
<p>Para terminar, não consegui entender direito ainda o que será essa &#8220;empresa&#8221; criada pela Soni e <a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/depoimento-porque-vou-sentir-falta-de-ariana-kukors">Kukors</a>, anunciada no mesmo dia da aposentadoria. Mas destaco aqui uma parte do depoimento, em que ela fala sobre uma das ideias que as duas ex-nadadoras tem para ajudar a passar suas experiências de nadadoras para crianças. &#8220;Nós só queremos visitar e dizer oi para as crianças e deixá-las envolvidas e motivadas. No fim do dia, queremos que elas amem natação&#8221;. Acho que essa é a filosofia que deve nortear a natação para crianças &#8211; se você conseguir amar natação, com o tempo (e um bom técnico), vai aprender a ter disciplina, determinação e persistência para perseguir seu sonho. Mas tudo começa com o amor pelo esporte.</p>
<p>A entrevista completa pode ser lida <a href="http://www.swimmingworldmagazine.com/lane9/news/World/37633.asp">aqui</a>.</p>
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		<title>Depoimento: Tchau, Flávia!</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2012 19:22:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Despedida]]></category>
		<category><![CDATA[flávia delaroli]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Swimming-42.png" width="42" height="42" alt="Natação" title="Natação" /><br/>2000, piscina do Corinthians, Troféu Brasil. Eu tinha 12 anos e essa é minha primeira lembrança de assistir um campeonato brasileiro absoluto pela TV, embalada pela Olimpíada de Sidney. No domingo, Flávia fez o índice do Mundial no 50 livre. Me lembro até hoje da narração, assim que ela bateu a mão na parede. "... e consegue o índice...". Emocionada, ela olhou para a arquibancada e levantou o braço. Ela tinha 16 anos também.
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Swimming-42.png" width="42" height="42" alt="Natação" title="Natação" /><br/><p>2000, piscina do Corinthians, Troféu Brasil. Eu tinha 12 anos e essa é minha primeira lembrança de assistir um campeonato brasileiro absoluto pela TV, embalada pela Olimpíada de Sidney. Fundista até o último fio de cabelo, adorava a Nayara Ledoux Ribeiro, que nessa competição conseguiu índice para o Mundial de Fukuoka com apenas 16 anos. Dias antes, a Monique Ferreira fez o índice no 400 livre. E no domingo, Flávia fez o índice do 50 livre. Me lembro até hoje da narração, assim que ela bateu a mão na parede. &#8220;&#8230; e consegue o índice&#8230;&#8221;. Emocionada, ela olhou para a arquibancada e levantou o braço. Tinha 16 anos também.</p>
<div id="attachment_9004" style="width: 210px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/pan.jpg"><img class="size-full wp-image-9004" title="pan" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/pan.jpg" alt="" width="200" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Comemorando índice olímpico</p></div>
<p>2003, Santo Domingo. Era o PAN e já tinha presenciado atuações memoráveis, como a vitória incrível de Fernando Scherer no 50 livre, batendo um campeão olímpico e um mundial (não me importa o que Xuxa fez de sua vida/carreira depois que parou de nadar, nas piscinas, ele era o cara). O ouro de Rogério Romero no 200 costas. Joanna Maranhão e Thiago Pereira, aos 16 anos, conquistando índices olímpicos e encantando a comunidade aquática nacional. E pra terminar com chave de ouro, Flávia, nadando pela raia 5, fazia o índice olímpico no 50 livre.</p>
<p>Fazendo isso que parece trivial mas não é nem um pouco: evoluindo de bons resultados nas categorias de base, uma participação precoce no PAN de 1999, índice para Mundial, e chegando a um índice olímpico.</p>
<p>Quantos nadadores de 12, 13, 14 anos não sonham com isso? Repetir as seleções e melhorar sem parar?</p>
<p>Viver, ao menos por um tempo, de natação. Virar atleta profissional. Acordar todos os dias para se dedicar ao que você ama.</p>
<p>Um ano depois de Santo Domingo, o ápice: Flávia conseguia chegar à final no 50 livre nas Olimpíadas Atenas. Naquela histórica participação feminina, a melhor geração de nadadoras que vimos nos últimos anos chegava ao topo: Joanna, Flávia e o revezamento 4&#215;200 fizeram finais. Muitos podem dizer que a evolução parou por ali. Mas quantos nem chegam a isso? Temos muito o que melhorar no nosso feminino, os resultados não negam, mas ainda assim aquela atuação foi histórica. Não faz sentido desprezar uma final  olímpica só que porque ela não virou uma medalha quatro anos depois (tenho até vergonha de escrever isso, mas alguns comentários me mostram que é preciso&#8230;)</p>
<p>Para entrar na final, Flávia empatou com o sétimo tempo (e disse em entrevista que quando viu pensou &#8220;putz, será que empatei em oitavo e vou ter que disputar desempate&#8230;&#8221;). Mas nem precisou. Empatou em sétimo mesmo, com a Jenny Thompson. JENNY THOMPSON: 8 medalhas olímpicas. E no outro dia nadou a final, na raia 8. Com 20 anos, do lado da Inge de Brujin, da Libby Tricket, tirando nomes como Marleen Veldhuis da final.</p>
<div id="attachment_9005" style="width: 290px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/albertinho.jpg"><img class="size-full wp-image-9005" title="albertinho" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/albertinho.jpg" alt="" width="280" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Comemorando com Albertinho</p></div>
<p>Não é só porque e feminino: chegar a uma final olímpica é gigante.</p>
<p>Ontem Flávia Delaroli encerrou a carreira em grande estilo. Em sua prova preferida, em uma final de Mundial. Repetindo, oito anos depois, uma final, como aquela inesquecível de Atenas. Sentindo adrenalina, como ela disse que gosta.</p>
<p>Flávia entrou na área de piscina sorrindo. Concentrada, mas sorrindo, como tem que ser. Nadando com alegria.</p>
<p>Depois da prova, deu uma <a href="http://www.cbda.org.br/wp-content/uploads/2012/12/Flávia-Delaroli-final-50m-livre.mp3">entrevista linda</a>. Eu destaco o que para mim é a melhor parte e define bem o que é natação, esporte, e porque fazer parte disso sempre vale a pena:</p>
<p>&#8220;Não é fácil. A matemática não fecha. Um mais um não é dois e <strong>nem tudo o que você põe você vai tirar de volta, mas o que você tira, se realmente souber valorizar, vale por tudo</strong> e tem peso de diamante. Espero que muitas pessoas se inspirem na minha história, na história dos meninos, nas medalhas e se dediquem. Porque além de ter a oportunidade de participar de uma coisa dessas, que é muito mágica, <strong>aprender a tirar essa força de você, independente do nível, seja num campeonato regional ou mundial, é primordial pra ter sucesso em qualque area da sua vida</strong>.&#8221;</p>
<p>Tchau, Flávia!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/flavia-brasil.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-9006" title="flavia-brasil" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/flavia-brasil-800x600.jpg" alt="" width="560" height="420" /></a></p>
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		<title>Uma vida dedicada ao salto triplo</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Nov 2012 17:21:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Despedida]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Prudencio]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Dentro e fora das pistas, a vida de Nelson Prudêncio foi marcada pelo salto triplo. Duas vezes medalhista olímpico, o salto triplo tinha no ex-atleta um dos maiores especialistas do país. PhD desde 2006, o medalhista lecionava na UFSCar na disciplina de Teoria do Treinamento Esportivo e Fundamentos das Atividades Atléticas. Prudêncio morreu nesta sexta-feira, vítima de um câncer de pulmão que descobriu há cerca de um mês


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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><p>Dentro e fora das pistas, a vida de Nelson Prudêncio foi marcada pelo salto triplo. Prova que já deu seis medalhas olímpicas ao Brasil, &#8211; duas do próprio Prudênio, uma prata no México em 1968 e um bronze em Munique em 1972 &#8211; o salto triplo tinha no ex-atleta um dos maiores especialistas do país. PhD desde 2006, depois de cinco anos de pesquisa sobre a técnica do salto triplo, o medalhista olímpico lecionava na UFSCar na disciplina de Teoria do Treinamento Esportivo e Fundamentos das Atividades Atléticas.</p>
<p>Prudêncio morreu nesta sexta-feira, vítima de um câncer de pulmão que descobriu há cerca de um mês. O medalhista olímpico morreu em São Carlos aos 68 anos, deixando dois filhos e esposa. <a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/11/nelson_prudencio.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8849" title="Nelson Prudêncio" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/11/nelson_prudencio-266x300.jpg" alt="" width="266" height="300" /></a></p>
<p>Quando chegou à Cidade do México, em 1968, o Brasil já tinha tradição na prova, com dois ouros olímpicos conquistados por Adhemar Ferreira da Silva, em 1952 e 1956. Na ocasião, aos 24 anos, Prudêncio protagonizou uma das finais mais equilibradas da prova em todos os tempos, com nove quebras de recorde mundial em quatro horas &#8211; uma delas pelo brasileiro.</p>
<p>&#8220;Eu não estava preparado para aquilo. Pensei: &#8216;quem sou eu para ser recordista mundial?&#8217;. Tinha ido lá para bater o recorde brasileiro, que era de 16,56 m. Desmoronei emocionalmente&#8221;, disse Prudênio em entrevista ao UOL em junho deste ano. Antes dos Jogos, o recorde mundial era de 17,03m. Prudêncio chegou a saltar 17,27m, mas foi superado pelo soviético Viktor Saneyev, que saltou 17,37m, conquistando o ouro. O brasileiro foi prata.</p>
<p>Quatro anos depois, Prudênio seria bronze, em prova novamente vendida pelo soviético, que se tornou bicampeão olímpico. Prudêncio conquistou a medalha apenas no últomo de seis saltos, marcando 17,05m. O alemão Jorg Drehmel foi prata. Nos Jogos de 1976, em Montreal, Prudêncio chegou a participar da prova, mas não passou das eliminatórias. O Brasil, no entanto, esteve no pódio com João do Pulo, que terminou em terceiro lugar, em prova novamente vencida por Saneyev, carrasco dos brasileiros.</p>
<p><strong>PhD</strong><br />
Em 2006, Prudêncio concluiu uma pesquisa de cinco anos sobre a técnica do salto triplo, com tese intitulada &#8220;<em><a href="http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000382745">Salto triplo: o sistema de preparação do desportista – da detecção à promoção do talento</a></em>&#8220;, defendida na Unicamp. Ele se motivou pela falta de grandes atletas após três gerações consecutivas de medalhistas olímpicas na prova. De acordo com a entrevista ao UOL, na época os atletas foram produto do acaso, sem sistematização, algo que buscou com seus estudos.</p>
<p>&#8220;Que atleta conhece de bioquímica, biomecânica? Este trabalho funciona como um direcionamento. Cada prova tem sua demanda. Procurei deixar indicadores que possam contribuir para o rendimento do atleta&#8221;, afirmou <a href="http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2012/06/29/heroi-olimpico-vira-phd-e-diz-que-ciencia-pode-reconduzir-brasil-ao-topo-do-salto-triplo.htm">na entrevista</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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