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	<title>Esporte em Pauta &#187; ian thorpe</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; ian thorpe</title>
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		<title>Em que pé anda a volta de Ian Thorpe?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jan 2013 17:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Em reportagem recente de Nick Hope, da BBC, Thorpe disse ao repórter que ainda tem uma vida na piscina e afirmou que não teve tempo suficiente para se preparar para a seletiva para Londres. Novamente, Thorpe ressaltou como sua relação com o esporte melhorou. “Eu voltei a gostar de treinar, gosto de entrar na piscina e nadar até que sinta que não tenho mais nada para tirar de mim", disse o australiano,  maior ídolo da natação do país. 
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Thorpe esteve nos holofotes este ano. Primeiro, na tentativa (sem sucesso) de se classificar para o time australiano nas Olimpíadas de Londres. Depois, com o lançamento de seu livro “This is me: uma autobiografia”, em que relata, entre outras coisas, que pensou em se matar quando esteve em depressão, entre 2002 e 2004.</p>
<p>Com cinco ouros olímpicos e 11 títulos mundiais, Thorpe parou de nadar em 2006. Cinco anos depois, ele anunciou em rede nacional australiana que voltaria aos treinos, visando as Olimpíadas de Londres. Sua intenção era participar dos revezamentos 4&#215;100 e 4&#215;200 livre. Com 13 meses de treinamento &#8211; realizados na Suiça, com o técnico Gennadi Touretski &#8211; Thorpe ficou em 12o no 200 livre nos Trials, e 21o no 100 livre, longe da classificação olímpica.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/thorpe.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-9146" title="thorpe" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/thorpe.jpg" alt="" width="512" height="349" /></a></p>
<p>Em reportagem recente de Nick Hope, da BBC, Thorpe disse ao repórter que ainda tem uma vida na piscina e afirmou que não teve tempo suficiente para se preparar para a seletiva para Londres. Novamente, Thorpe ressaltou como sua relação com o esporte melhorou. “Eu voltei a gostar de treinar, gosto de entrar na piscina e nadar até que sinta que não tenho mais nada para tirar de mim&#8221;, disse o australiano,  maior ídolo da natação do país.</p>
<p><strong>Vai dar tempo?</strong><br />
Thorpe disse que dessa vez terá tempo para treinar, diferente do que aconteceu antes de Londres, quando teve só 13 meses de treino.</p>
<p>Mas será?</p>
<p>Depois da seletiva australiana, em março, Thorpe trabalhou como comentarista nas Olimpíadas e depois se envolveu no lançamento de seu livro. Em dezembro, ele disse que de fato teve compromissos que interromperam seu treinamento, mas que as Olimpíadas tinham o ajudado a se motivar, e estava pronto para voltar a treinar.</p>
<p>Não há como saber se ficou todo esse tempo parado, mas se iniciar o treinamento apenas agora, Thorpe deve ter novamente dificuldades para se classificar para a seleção australiana, agora rumo ao Mundial de Barcelona. A principal competição do ano na natação acontece no final de julho, mas a seletiva australiana está agendada para o final de abril. Como Thorpe teria dito que não pretende fazer todo o ciclo olímpico e espera nadar apenas até o ano que vem, restaria apenas o Commonwealth Games como competição de alto nível nadando pela seleção australiana.</p>
<p>Uma das possíveis mudanças citadas pela reportagem foi a volta do Thorpedo para as provas que o consagraram: 200 e 400 livre. Bicampeão olímpico no 400, ele deixou a prova de lado na tentativa para as Olimpíadas, mas o head coach da Austrália, Leigh Nugent, acredita que ele deveria voltar para o meio fundo, uma vez que fisologicamente ele teria dificuldades em provas de velocidade. Interessante lembrar que, em Atenas-2004, além do ouro no 200 e 400 livre, Thorpe ainda beliscou um bronze no 100 livre. Somado ao bronze no Mundial do ano anterior e suas participações memoráveis em revezamentos, não dá para dizer que ele era &#8220;fraco&#8221; na prova&#8230;..</p>
<p>Veja <a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/especial-a-volta-de-thorpe">aqui</a> o especial da volta de Thorpe, publicado em fevereiro de 2012.</p>
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		<title>Trials australiano, dia 4</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 12:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Coutts]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>O fim do sonho de Thorpe, o fortíssimo 200 livre feminino, com oito atletas nadando abaixo do índice A, e as classificações de Stephanie Rice e Nick D'Arcy foram os destaques do quarto dia de Trials. Na semifinal do 100 livre, Magnussen nadou para 47''93, o único sub-48'' no mundo este ano - e na final amanhã o tempo deve baixar ainda mais. Rice bateu a vice campeã mundial ano passado Alicia Coutts e as duas garantiram vaga nadando para 2'09. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>O quarto dia da seletiva australiana de natação para Londres foi marcado pelo fim do sonho de Thorpe e por duas das disputas mais acirradas por vagas na competição, no 200 livre feminino e no 100 livre masculino, que teve James Magnussen nadando para 47&#8221;93 para vencer a semifinal. Targett, Roberts, D&#8217;orsogna, Richardson, Sullivan, McEvoy e Abbod também passaram para as finais e disputarão as duas vagas para a prova individual e para o revezamento, que em Londres tentará repetir o título mundial em Shangai.Klim conseguiu passar das eliminatórias, mas parou na semifinal com 49&#8221;79 (o tempo para entrar na final foi 49&#8221;33).Os três campeões da noite (Bronte Barrat, Stephanie Rice e Nick D&#8217;Arcy) treinam com o mesmo técnico, Michael Bohl.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1676" title="bronte" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/03/bronte-270x300.jpg" alt="" width="270" height="300" />Nada menos do que as oito mulheres na final do 200 livre feminino nadaram abaixo do índice A da FINA(1&#8217;58&#8221;33), provando porque o revezamento 4&#215;200 australiano é o atual campeão olímpico. As classificadas foram as mesmas da prova do 400 livre, mas em posições trocadas, com Bronte Barrat (1&#8217;55&#8221;99) vencendo Kylie Palmer (1&#8217;56&#8221;04). O 200 livre promete ser uma das provas mais fortes das Olimpíadas, Com Missy Franklin, Allison Schmitt, Federica Pelegrini e Sarah Sjostrom (as duas últimas já nadaram para 1&#8217;55 este ano) brigando pelo pódio, além das duas australianas.</p>
<p>Rice venceu a segunda prova dos Trials e defenderá em Londres seu título no 200 e 400 medley. Na prova mais curta, venceu Alicia Coutts, prata na prova em Shangai, com a parcial do crawl fazendo a diferença &#8211; Rice fechou 30&#8221;80 para marcar 2&#8217;09&#8221;38 e Coutts, na frente até a parcial do peito, fechou 31&#8221;6 e marcou 2&#8217;09&#8221;83. As duas subiram para as primeiras posições no ranking mundial após a vitória. Comentando sobre a performance de Rice na competição, tendo em vista o problema no ombro, o chefe da delegação australiaana afirmou:  &#8220;The girl&#8217;s got a heart as big as Texas. And again, (she) loves winning. She thrives on the big occasion. Sometimes you can have people who haven&#8217;t had the greatest preparation but can do the job. Kieren Perkins probably did that in <img class="alignright size-medium wp-image-1679" title="nickdarcy" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/03/nickdarcy-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />1996&#8243;, se referindo ao fundista australiano bicampeão olímpico no 1500.</p>
<p>O polêmico Nick D&#8217;Arcy venceu o 200 borboleta com o melhor tempo do ano, nadando para 1&#8217;54&#8221;71, mais de um segundo e meio a frente do segundo colocado, Chris Wright (1&#8217;56&#8221;40). Há quatro anos, D&#8217;Arcy foi retirado da equipe após se envolver em uma briga com Simon Cowley dias depois dos Trials. O atleta agredido ganhou um processo de 180 mil dólares contra D&#8217;Arcy ano passado, e o nadador declarou falência para não precisar pagar. Após avitória, D&#8217;Arcy agradeceu aos amigos e à família e disse ser fantástico estar no topo depois dos altos e baixos da jornada.</p>
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		<title>Especial: A volta de Ian Thorpe</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 15:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Há um ano, o australiano Ian Thorpe anunciou sua volta às piscinas em busca da vaga para as Olimpíadas de 2012. A poucas semanas dos Trials, Thorpe parece distante da vaga. Mas ninguém ousa duvidar do Thorpedo, e que até hoje não foi engolido pelos norte-americanos - que agora questionam seu traje. Treinando na Suiça com Greg Touretsky e certo de que só poderá avaliar sua volta após a Seletiva Australiana, Thorpe diz estar apaixonado pela natação de novo]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Há exatamente um ano, no dia 2 de fevereiro de 2011, Ian Thorpe anunciou sua volta competitiva às piscinas, visando as Olimpíadas de Londres. A última vez que a maior estrela da história da natação australiana havia nadado uma competição internacional tinha sido em 2006, nos trials para o Commonwealth Games, mesmo ano em que anunciou aposentadoria aos 24 anos. A última vez que nadou em alto nível foi nas Olimpíadas de 2004, quando ganhou o 200 livre na prova mais esperada da competição (estavam na piscina Pieter van den Hoogenband, Thorpe, e Phelps) e levou o bicampeonato no 400 livre.</p>
<p><strong>Vai dar certo?</strong></p>
<p>Desde a primeira competição, no dia 4/novembro do ano passado, na etapa de Cingapura da Copa do Mundo, Thorpe não conseguiu chegar perto de seus melhores resultados, tampouco de integrar o time olímpico. Na ocasião, ele nadou 100 medley e 100 borboleta, a primeira nem olímpica e a segunda longe de ser sua especialidade. De lá para cá, Thorpe nadou outras etapas da Copa, o Victorian Open, na primeira atuação na Austrália desde 2006 &#8211; curiosamente, na mesma piscina onde nadou pela última vez &#8211; e a última competição foi o Euro Meet em Luxemburgo no último final de semana.</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/HPbobd13uxA?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O nadador incluiu os 100 e 200 livre no seu programa &#8211; provas que pretende nadar em Londres, tanto no individual como buscando uma vaga para o revezamento. As duas tentativas serão muito duras: no 100 livre, Magnussen tem o melhor tempo do mundo sem trajes (47&#8243;49), feito no Mundial ano passado, e este ano já nadou para 48&#8243;05. Além dele, Matt Target, Matt Abbod e Eamon Sullivan vão disputar a vaga na unha, e vai ser difícil tirar alguém deste revezamento que ano passado foi campeão mundial -mesmo que tire, ainda há outros nomes na frente de Thorpe, como o jovem Cameron McEvoy.Para o 200, o time australiano não está tão forte, mas o quarto melhor tempo do ano passado foi de McEvoy nadando para 1&#8217;48&#8221;05.</p>
<p>Seu melhor tempo no 100 livre até o momento foi o 50&#8243;76 de Luxemburgo, e no 200 o 1&#8217;50&#8221;79, os dois bem aquém de seu melhor e do necessário para compor o time australiano. A grande questão que se discute no momento é o pouco tempo que resta a Thorpe até os Trials, em março.Ele e o Head Coach da Seleção Australiana, Leigh Nugent, vem sustentando que somente lá será possível avaliar sua volta, que o treinamento está em um fase dura e ele tem nadado pesado. Compartilho da visão de que só nos Trials será possível fazer uma avaliação da volta, mas a cada competição parece mais difícil acreditar que Thorpe conseguirá, em tão pouco tempo, abaixar os tempos na magnitude necessária &#8211; sua ex técnica declarou que ele devia ter voltado seis meses antes, e ele mesmo já deu declarações nesse sentido. Mas de nada adianta Thorpe estar voando em agosto se agora, em março, não nadar bem e ficar fora do time.</p>
<p>Curioso que a mídia especializada americana vem insistindo não só no fracasso da volta, como levantando suspeitas sobre os resultados passados de Thorpe, em função do maiô utilizado há mais de dez anos (quando, de fato, ninguém tinha um traje como aquele, e ninguém até hoje sabe direito do que era feito), sutilmente perguntando se sua performance arrasadora não tinha mais a ver com o supermaiô  do que com o talento do australiano.</p>
<p>O maiô levanta suspeitas mesmo, mas o vídeo de Thorpe ganhando o Mundial com 15 anos, nadando de sunga, para mim é a maior prova de que estamos falando de um gênio das piscinas. Ademais, os americanos nunca engoliram direito o sucesso do Thorpedo, por motivos óbvios. E é aqui que chegamos à importância de Thorpe.</p>
<div>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/ZZ9w3fsBWwY?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
</div>
<div><strong>O significado do Thorpedo</strong></div>
<div>Não são poucas as grande provas do Thorpedo. Depois do Mundial de Perth, em 1998, ele chegou às Olimpíadas de Sidney, em casa, como maior estrela da equipe australiana &#8211; não apenas da natação, mas de toda a Selecão. E abriu sua participação levando o 400 livre com novo recorde mundial de incríveis 3&#8217;40&#8221;08 &#8211; nenhum nadador até hoje bateu esse tempo sem trajes, e com trajes, o único foi Paul Biederman, por apenas 1 centésimo.</p>
<p>Mas a prova do dia ainda estava por vir. </p>
<p>Revezamento 4&#215;100 livre em Sidney, 2000. A Austrália, em casa, abre com Michael Klim nadando para 48.08, recorde mundial da prova e colocando uma diferença boa frente os EUA, campeões da prova nas últimas quatro edições dos Jogos. Mas o time americano foi tirando a diferença com os outros nadadores e para fechar, o velocista nato Gary Hall Jr. caiu com boa vantagem sobre Thorpe. Meio fundista, que não tinha nos 100 sua especialidade,Thorpe já nos primeiros 50 metros ficou muito mais para trás.</p>
<p>O que se viu foi Thorpe com um final alucinante passnado Gary Hall no final e levando o ouro para a equipe da casa. (Interessante que o tempo de Thorpe nem foi tão fantástico como o de Lezak em 2008. Ele nadou para 48.30, pior até do que o tempo de Klim abrindo; o que impressiona é a imagem dos últimos metros).</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/6L_jE9rAZAI?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Outra atuação genial foi nas Olimpíadas de 2004. Primeiro o 400 livre, uma prova cheia de significados. Thorpe havia <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/2004/03/27/ult28u29091.jhtm">falhado nas prévias australianas</a>, tendo conseguido a vaga após muita pressão que levou Craig Steves ceder sua vaga para o compatriota. Mas o histórico de Thorpe nas grandes competições era incrível: ele foi campeão em Perth (1998), Sidney (2000), Fukuoka (2001), Barcelona (2003), chegando em Atenas como tricampeão mundial e sem perder uma disputa importante dos 400 livre há cinco anos. O 3&#8217;43&#8221;10 não foi um grande tempo, mas o título foi importantíssimo e afastou temores de que não estaria bem na competição.</p>
<p>Mas a melhor atuação estava reservada para o 200 livre. Quatro anos antes, Thorpe inesperadamente perdeu em casa o ouro para Pieter van den Hoogenband, acabando com o sonho do bicampeonato. Em Atenas, a prova do século trazia os mesmos protagonistas, com a adição do badalado Michael Phelps, que já em Atenas nadava em busca dos oito ouros e já era um dos maiores nomes da história da natação. A prova é fantástica, e foi a última grande atuação dele antes de se aposentar.</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/WASQ36nkz6E?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/especial-a-volta-de-thorpe/attachment/seculo" rel="attachment wp-att-859"><img class="alignnone size-full wp-image-859" title="seculo" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/11/seculo.jpg" alt="" width="650" height="366" /></a></p>
<p><strong>Apaixonado</strong></p>
<p>A melhor declaração de Thorpe desde a volta eu vi no o <a href="http://www.dailytelegraph.com.au/sport/london-olympics/ian-thorpe-is-loving-life-in-the-fast-lane/story-fn9dirj0-1226139889223">Daily Telegraph</a>:  &#8221;I&#8217;m loving life. It&#8217;s fantastic. I think the best thing for any athlete who is having time off is you can drop all the baggage that you didn&#8217;t like. The time off made me realise how fortunate I was to have been an athlete, and not many people get to be like us. It is amazing&#8221;. [Tradução liver: "Eu estou amando a vida. É fantástico. Eu acho que a melhor coisa para qualquer atleta que está parado é que você pode deixar cair toda a bagagem que você não gostou. O tempo fora me fez perceber o quão sortudo eu era por ter sido um atleta, e muitas pessoas não conseguem ser como nós. É incrível."]</p>
<p>Thorpe está treinando na Suécia com Gennadi Touretski, antigo técnico de Popov e Michael Klim. Fale-se em uma mudança no jeito de nadar, misturando o estilo de Popov e o de Thorpe antes de parar, com o técnico tentando dar a ele o que foi chamado &#8220;sprinter&#8217;s technique&#8221;, dizendo que seu estilo era desenhado para eficiência e não para força. De acordo com o jornal The Australian: &#8220;this altered technique starts with more hip rotation, which gives him greater range of movement in the shoulders, and results in those high elbows. It also changes the balance between his once-dominant kick and his increasingly powerful pull&#8221;.</p>
<p>Para quem não conhece, uma entrevista interessante com Touretsky datada de novembro de 2009:</p>
<p><iframe src="//player.vimeo.com/video/9751843" width="500" height="281" frameborder="0" title="Interview with Touretski" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></p>
<p>O jornalista Mike Colman escreveu um <a href="http://www.couriermail.com.au/ipad/thorpies-world-is-all-shook-up/story-fn6ck6i3-1226186698217">texto curioso</a> comparando a volta de Thorpe e de Geoff Huegill, especulando sobre os motivos de cada um. Enquanto Huegill nunca chegou a ser tão vitorioso quanto Thorpe (ainda que tenha sido um grande nome da natação australiana, recordista mundial e medalhista olímpico) e se viu diante de um problema médico, chegando a pesar 140 kg após parar, Thorpe não tem nada faltando em seu currículo, e ao contrário não chegou a engordar de forma tão preocupante mesmo tendo saído de forma. Especulando sobre os motivos que fizeram Thorpe encarar uma volta tão dura, ele diz acreditar que Thorpe estava entediado e nunca esteve tão feliz nos últimos cinco anos como agora: &#8220;I reckon he&#8217;s making this comeback because he was bored. (&#8230;) <strong>Did you see how his eyes were sparkling as he answered the questions at those press conferences? He hasn&#8217;t looked so happy for five years</strong>. He loves the attention, the competition, the cheers, the cameras. He&#8217;s hooked on it every bit as much as Huegill was hooked on pizza and beer&#8221;. [Tradução livre: "Acho que ele está fazendo esse retorno porque ele estava entediado. (...) Você viu como seus olhos brilhavam enquanto ele respondia às perguntas naquelas conferências de imprensa? Ele nunca esteve tão feliz em cinco anos. Ele adora a atenção , a competição, os aplausos, as câmeras.Ele é viciado nisso tanto quanto Huegill era viciado em pizza e cerveja."]</p>
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		<title>Previsões do New York Times para 2012</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/previsoes-do-new-york-times-para-2012-no-esporte</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 17:28:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Reportagem" title="Reportagem" /><br/>O repórter americano Christopher Clarey, trabalhando na cobertura esportiva no New York Times há 19 anos, fez reportagem com suas previsões para o esporte de alto nível ao longo de 2012. Entre suas apostas:Murray ganha Australian Open, Bolt perde 100 rasos, Thorpe vai mal nos trials e Lochte vence Phelps]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Reportagem" title="Reportagem" /><br/><p>O consagrado repórter americano Christopher Clarey, trabalhando na cobertura esportiva no New York Times há 19 anos, fez reportagem com suas <a href="http://www.nytimes.com/2012/01/07/sports/07iht-arena07.html?_r=1">previsões para o esporte de alto nível ao longo de 2012</a>. Entre suas apostas:</p>
<p>- Murray ganha seu primeiro Grand Slam, ao vencer Federer na final do Australian Open. Djoko leva Roland Garros e Wimbledon, batendo Tsonga na final</p>
<p>- Argentina ganha a Davis pela primeira vez</p>
<p>- Ian Thorpe vai mal nos Trials e não consegue classificar para as Olimpíadas</p>
<p>- Nada de Barcelona ou Espanha: Bayern Munich ganha a Champions, Alemanha ganha a Euro</p>
<p>Sobre as Olimpíadas, seus palpites são:</p>
<p>- EUA leva a melhor no quadro de medalhas, a frente de China e Rússia; Inglaterra termina em quarto</p>
<p>- Mo Farah é a grande estrela da casa, levando o 5 mil e 10 mil metros.</p>
<p>- Bolt perde o 100 rasos para Yohan Blake, vence o 200 rasos e a Jamaica bate o recorde mundial no 4&#215;100</p>
<p>- Phelps ganha seis medalhas, mas perde o ouro para Lochte no 200 livre e 200 medley</p>
<p>Particularmente não gosto desse tipo de previsões. São meras apostas, e pode-se dizer o que você quiser: afirmando que Bolt perderá o 100 rasos ele vira “o cara que previu a derrota de Bolt” caso ela se concretize, e se errar, é só dizer: “Bem, Bolt foi genial de novo e ganhou, não dá nem para me culpar por isso”. Não faço previsões e não vejo sentido nisso; é mais produtivo analisar as provas e os competidores e esperar por uma bela disputa – como certamente será a de Phelps e Lochte, por exemplo.</p>
<p>Pensando em seus palpites, não tenho muito como opinar sobre futebol e tênis (mas torço pessoalmente pela vitória do Murray, um grande jogador em uma era fortíssima do tênis, onde ganhar um Grand Slam envolve bater os melhores da história, e da Argentina na Davis, principalmente pelo amor do país pela sua seleção de tenistas).</p>
<p>Sobre o restate, considero a contagem de medalhas secundária (o repórter diz o mesmo) nas Olimpíadas.</p>
<p>Ainda não há como opinar sobre o desempenho de Thorpe dado que este mesmo disse que quer estar no alto da forma apenas em março, e de fato não nadará bem antes disso. Não há como fazer inferências a partir das competições até aqui, mas uma coisa é certa: ainda não vi nenhum jornalista americano “prever” uma boa volta do australiano, principal estrela de uma das piores Olimpíadas da história dos EUA na natação (2000), algo até hoje difícil de engolir para eles.</p>
<p>Sobre Phelps, este a estrela da nova geração americana e o maior do mundo na natação, é difícil até mesmo saber que provas irá disputar  - assim como Lochte. O apresentador do <a href="http://tv.swimmingworldmagazine.com/shows/the-morning-swim-show/morning-swim-show-episodes/13355">The Morning Swim Show</a>  Peter Busche e o repórter John Lohn acreditam que, a despeito de ter dito que iria se focar em provas mais curtas, Phelps não deve nem tentar o 100 livre nem as provas de costas, e acabará nadando o 100 e 200 borboleta, 200 medley e 200 livre. Nas duas últimas, o duelo com Lochte é com certeza uma das maiores expectativas do ano para quem acompanha natação.</p>
<p>Mo Farah é certamente um dos favoritos para as duas provas, que deverão ser bonitas de assistir com a torcida local acompanhando seu atleta. No 5.000m, ele foi campeão mundial em 2011 e terminou o ano como líder do ranking, e deve ter como principais oponentes o norte-americano Bernarnd Lagat (prata-2011 e segundo no ranking) e do sensacional etíope Bekele (ouro em 2008 e mundial-2009), além de outros etíopes e o queniano Eliud Kipchoge. Especialistas em atletismo acreditam que se Bekele estiver recuperado e na melhor forma, não há quem tire o ouro dele. No 10.000m, Farah termina o ano como terceiro do ranking, atrás de Bekele (que abandonou a prova no Mundial, mas no final do ano, mais recuperado, fez o melhor tempo da temporada) e do queniano Lucas Rotich. Farah foi prata no Mundial, ultrapassado no final por outro etíope, Ibrahim Jeilan. A briga promete ser boa, com Bekele buscando o tri e Farah atrás do ouro em casa.</p>
<p>Por fim, sobre o 100 rasos, creio que Bolt depende mais de si mesmo, com os concorrentes ainda bem longe do incrível recorde mundial de 9.58. Blake foi o campeão mundial após a desclassificação de Bolt, e fecha o ano como quinto no ranking. Além dele, nomes fortes são Asafa Powell e Tyson Gay (EUA, terceiro no ranking e que se machucou este ano).</p>
<p>Em minha opinião, a superioridade de Bolt em sua prova ainda é maior do que Phelps: o norte-americano não apenas perdeu de Lochte em Shangai como teve seu recorde quebrado pelo companheiro de equipe, ao passo que no caso de Bolt, nenhum corredor chegou perto de seu recorde. Mas nenhum dos dois cenários garante nada: Phelps está treinando forte e vai com tudo para reaver seu recorde na prova, e Bolt pode correr mal ou ser novamente desclassificado (além, claro, da possibilidade de algum concorrente melhorar muito e bater seu melhor tempo, cenário que hoje vejo como menos provável).</p>
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		<title>Especial: Thorpe de volta &#8211; parte II</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 19:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[4x100 livre]]></category>
		<category><![CDATA[gary hall jr.]]></category>
		<category><![CDATA[geoff huegill]]></category>
		<category><![CDATA[ian thorpe]]></category>
		<category><![CDATA[natação]]></category>
		<category><![CDATA[olimpíadas]]></category>
		<category><![CDATA[recorde mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Sem categoria" title="Sem categoria" /><br/>É muito difícil tirar qualquer conclusão da primeira competição de Thorpe após o anúncio de que está de volta às piscinas. A escolha de duas provas que estão longe de ser sua especialidade já foi estratégica para isso. O que dá para dizer: Thorpe está em forma, seu crawl no medley estava estranho (braçada curta, muito diferente do estilo que assombrou o mundo no início da década passada). Pouco além disso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Sem categoria" title="Sem categoria" /><br/><p>É muito difícil tirar qualquer conclusão da primeira competição de Thorpe após o anúncio de que está de volta às piscinas. A escolha de duas provas que estão longe de ser sua especialidade já foi estratégica para isso. O que dá para dizer: Thorpe está em forma, seu crawl no medley estava estranho (braçada curta, muito diferente do estilo que assombrou o mundo no início da década passada). Pouco além disso.</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/HPbobd13uxA?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Seu técnico disse que queria reacostumá-lo às competições e realmente acho que essa parte é muito importante. Depois da primeira prova, os 100 medley que classificou em 6o e terminou a final em 7o, Thorpe disse: &#8220;I&#8217;m happy. It&#8217;s nice to get the first swim out of the way. I was a little bit nervous before. I [was] not as bad as I thought I would be, though. I didn&#8217;t vomit or anything. I can&#8217;t remember the race, don&#8217;t know if it was any good or not. I came second, I&#8217;m glad I have another opportunity for a final tonight. I&#8217;m sure once I watch the video there&#8217;ll be things that I can work on and it&#8217;s my first swim I&#8217;m glad it&#8217;s out of the way.&#8221;</p>
<p>Já depois de nadar as eliminatórias do 100 borboleta e ficar de fora da final com 54.09, Thorpe esteve mais reticente. Deu declarações dizendo que precisa se comparar com onde estava há 12 meses mas confessou estar desapontado porque esperava estar mais rápido e com detalhes técnicos melhores. Importante também foi que percebeu que ainda tem um caminho para converter seus progressos nos treinos em progresso na competição.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-307" title="thorpe_piscina" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2011/11/thorpe_piscina.jpg" alt="" width="480" height="270" /></p>
<p>O jornalista Mike Colman escreveu um <a href="http://www.couriermail.com.au/ipad/thorpies-world-is-all-shook-up/story-fn6ck6i3-1226186698217">texto curioso</a> comparando a volta de Thorpe e de Geoff Huegill, especulando sobre os motivos de cada um. Enquanto Huegill nunca chegou a ser tão vitorioso quanto Thorpe (ainda que tenha sido um grande nome da natação australiana, recordista mundial e medalhista olímpico) e se viu diante de um problema médico, chegando a pesar 140 kg após parar, Thorpe não tem nada faltando em seu currículo, e ao contrário não chegou a engordar de forma tão preocupante mesmo tendo saído de forma. Especulando sobre os motivos que fizeram Thorpe encarar uma volta tão dura, ele diz acreditar que Thorpe estava entediado e nunca esteve tão feliz nos últimos cinco anos como agora: &#8220;I reckon he&#8217;s making this comeback because he was bored. (&#8230;) <strong>Did you see how his eyes were sparkling as he answered the questions at those press conferences? He hasn&#8217;t looked so happy for five years</strong>. He loves the attention, the competition, the cheers, the cameras. He&#8217;s hooked on it every bit as much as Huegill was hooked on pizza and beer&#8221;.</p>
<p>É difícil mesmo entender porque Thorpe está voltando, mas duas coisas me parecem claras: 1) é muito difícil voltar. Pergunte a qualquer ex atleta de alto nível, ou mesmo algum que treinava sério mas não chegou a ser profissional. Uma vez fora da rotina, a parte psicológica é complicada, e entrar em forma depois de anos parado não é fácil (não apenas emagrecer, mas treinar 8km por dia, dobrar treinos, a semana inteira). Se treinando diariamente é difícil melhorar tempo, o que dizer da dificuldade com esse longo tempo afastado; 2) Não sei se Thorpe estava entediado, mas é realmente complicada a vida depois de parar. Não é fácil para ninguém ser ex atleta, particularmente para quem sempre brilhou. Não apenas porque sente falta dos louros da vitória e do reconhecimento, mas porque os objetivos no esporte, para quem é atleta, muitas vezes se confundem com os objetivos de vida. É preciso estar preparado para deixar os treinos e não ter mais uma Olimpíada por esperar, uma marca para bater, um adversário que imaginar antes de dormir.</p>
<p>*</p>
<p>Para terminar, mais um dos muitos vídeos para ilustrar o que significa Ian Thorpe. Revezamento 4&#215;100 livre em Sidney, 2000. A Austrália, em casa, abre com Michael Klim nadando para 48.08, recorde mundial da prova e colocando uma diferença boa frente os EUA, campeões da prova nas últimas quatro edições dos Jogos. Mas os EUA tiraram a diferença com os outros nadadores e para fechar, o velocista nato Gary Hall Jr. caiu com boa vantagem sobre Thorpe, um meio fundista que não tinha nos 100 sua especialidade, e já nos primeiros 50 metros ficou mais para trás. O que se viu foi Thorpe com um final alucinante passnado Gary Hall no final e levando o ouro para a equipe da casa. (Interessante que o tempo de Thorpe nem foi tão fantástico como o de Lezak em 2008. Ele nadou para 48.30, pior até do que o tempo de Klim abrindo; o que impressiona é a imagem dele chegando no final).</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/6L_jE9rAZAI?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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