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	<title>Esporte em Pauta &#187; poliana okimoto</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; poliana okimoto</title>
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		<title>A história de Poliana Okimoto</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2014 19:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Comecei a treinar fundo com 12 anos. A nadar mesmo, foi com apenas 2 anos de idade, mas com 12 que eu descobri que eu era fundista. No início, entre meus 7 a 11 anos, eu era muito ruim, um terror. Quando eu não chegava em último, eu vibrava. Mas naquela época, as provas eram curtas: 25 metros, no máximo 50. Então, desde pequena minhas fibras rápidas não demonstravam.
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><header>
<h1></h1>
</header>
<div>
<p>Por <strong>Beatriz Nantes</strong> e <strong>Carolina Moncorvo</strong></p>
<p><b>Início da Carreira.<br />
</b>Comecei a treinar fundo com 12 anos. A nadar mesmo, foi com apenas 2 anos de idade, mas com 12 que eu descobri que eu era fundista. No início, entre meus 7 a 11 anos, eu era muito ruim, um terror. Quando eu não chegava em último, eu vibrava. Mas naquela época, as provas eram curtas: 25 metros, no máximo 50. Então, desde pequena minhas fibras rápidas não demonstravam. Quando comecei a poder competir 400 e 800 livre, comecei a ficar melhor. No petiz 1, eu já ganhei o Paulista, com recorde paulista. No petiz 2 e infantil comecei a me destacar nacionalmente.</p>
<p>Sempre curti nadar, desde pequena. Entrei nas aulinhas com meu irmão mais velho. Minha mãe achava fundamental que a gente aprendesse a nadar. Só que ele não gostava, então se escondia, saía na rua, fazia o diabo para não ir às aulas. Já eu, brincava de achar ele, porque eu amava ir na natação, eu pedia pra minha mãe para ir nadar. Se fosse pelo meu irmão, ela teria desistido. Mesmo na época que eu terminava em último nas provas, eu gostava de nadar, de estar na turma… nunca deixei de ir pro treino por nada, sempre gostei muito.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Foto-poli-14-anos.jpg"><img alt="Foto poli 14 anos" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Foto-poli-14-anos.jpg" width="576" height="386" /></a></p>
<p>Poliana com 14 anos, defendendo o Corinthians</p>
<p><b>13 anos – Primeiro Troféu Brasil e primeira medalha no absoluto.<br />
</b>Eu era muito pequena, eu lembro bem de ver as meninas mais velhas. A que ganhava na época era a Luciana Sagae. Ela nadava também no Munhoz, mas em outro horário, depois do meu treino. Eu ficava vendo o treino do pessoal mais velho e ficava admirada com ela, com a Celina Endo, com o Angelotti. Nesse período, o Munhoz tinha bastante nadador de fundo, era impressionante. Me ajudou muito ter esse espelho na equipe.</p>
<p>Nesse Troféu Brasil de 1996, foi minha primeira participação em Campeonatos Absolutos. Eu estava totalmente fora do ar, estava junto só com o pessoal mais velho. Era engraçado, eles me chamavam de bebê. Eu era o chaveirinho mesmo da equipe. Nessa ocasião, eu terminei em 4º nos 800 livre. Me lembro que foi por muito pouco, quem ganhou foi a Juliana Filipini. Já no Finkel, no final desse mesmo ano, consegui minha primeira medalha, terminei em terceiro nos 800, foi bem legal.</p>
<p>O meu treinador na época era o Ismar Barbosa e ele era super bravo. Mas ele me ensinou bastante. Hoje, sou uma alteta disciplinada e dedicada, muito em razão dessa minha base. O Ismar me ensinou muita coisa mesmo. Eu lembro que, por ser muito nova, eu não entendia, mas hoje eu dou muito valor. Sou extremamente grata por tudo que ele fez por minha carreira. Depois que ganhei essa medalha, ele falou: “Poliana, está vendo essa medalha? Olhe bem para ela e curta. Amanhã você ponha na sua gaveta e esquece dela.”</p>
<p>O que eler quis dizer: ganhou? Legal, parabéns, mas vamos continuar, porque ainda tem muita coisa pela frente. Na época foi difícil. Pô, tinha 13 anos, ganhei uma medalha, eu queria curtir! Mas foi um aprendizado imenso. Hoje, um dos nossos lemas é: “Nem muito feliz com a vitória e nem muito triste com a derrota”. É importante haver um equilíbrio das emoções. Quando a gente fica muito feliz, esquecemos de acordar cedo e continuar treinando. Quando a gente perde, o mundo também não vai acabar por causa disso, terão mais competições e você poderá dar a volta por cima. Então isso foi um aprendizado que levo pro resto da vida.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-15.51.45.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 15.51.45" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-15.51.45.png" width="615" height="152" /></a></p>
<p>Primeira medalha no absoluto, com 14 anos</p>
<p><b>Treinos<br />
</b>Eu treinava muito. Cheguei a fazer umas loucuras, sempre me cobrei muito, fosse em competições de categoria ou absoluto, mas sempre gostei de treinar. Eu queria ganhar e o Ismar é muito rígido. Eu acordava às 4h30, caía na água às 5h, saía, comia no carro, ia pra escola, saía da escola, almoçava dentro do carro e ia novamente pro treino. Então, na época, eu treinava por volta de 5km pela manhã, mais uns 7km à tarde. Isso já com 13 anos.</p>
<p><b>Sonho de Olimpíadas<br />
</b>O Ismar acabou sendo contratado pelo Corinthians em 1997, então ele levou toda a turma do Munhoz para treinar com ele lá, e comecei a representar o clube.</p>
<p>Era meu sonho ir pra Olimpíada. Eu e o Ismar pensávamos muito em Atenas 2004. Nessa época, faltavam 3 anos para Sydney, mas eu não me lembro de pensar em ir pra lá, já pensávamos em Atenas. Sempre colocávamos os objetivos à longo prazo. Ele me mandava escrever as metas de curto e longo prazo. À longo, sempre foi Olimpíadas. O problema é que os índices das provas longa de piscina eram (e são) bem fortes.</p>
<p><b>Quando mais, melhor?<br />
</b>Nadar provas longas não foi bem uma preferência. Foram as provas que eu me dava melhor. No início, não tinha prova de 1500. Então, eu nadava 400 livre, 400 medley, 800 livre e 200 livre. E não tinha jeito, era sempre progressivo: os 200 eram ruins, os 400 bons, os 800 eram sempre melhores. E eu treinava para os 800 mesmo. Como eu sempre mostrei resistência nos treinos e competições, não foi questão de preferência, foi o que Deus quis. Mas eu gosto.</p>
<p><b>Mudança de treinador.<br />
</b>Em 2000, comecei a representar o Vasco. A gente voltou a treinar no Munhoz, então não fazia muita diferença qual clube eu representava. Era a mesma turma, o mesmo técnico, só competia pelo Vasco. A única diferença era quem patrocinava, mas o resto era igual. Mas acabou o projeto do Vasco, então ficamos 4 meses sem receber. Foi bem difícil. Na época, eu não recebia muita coisa, mas era uma ajuda para minha família. Eu precisava do dinheiro. Foi uma época bem complicada pra gente. Tivemos que focar em terminar o ano competindo muito bem, porque precisávamos mostrar resultado para arranjarmos uma equipe que nos contratasse.</p>
<p>Em 2001, voltamos para o Corinthians, toda nossa turma. Mas mudamos de treinador. Foi quando treinei com o Bezerra. Os treinos dele eram bem longos. 10 mil metros de manhã, 10 mil metros à tarde. Foi nessa época que treinei, em média, mais de 100km por semana.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.44.53.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 18.44.53" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.44.53.png" width="506" height="350" /></a></p>
<p>Com o técnico Bezerra (2001)</p>
<p>No primeiro ano, cheguei a nadar bem. Fiz índice para o Mundial de curta em Moscow, que iria acontecer no ano seguinte. Mas no segundo ano (2002), comecei a decair muito, porque não aguentava mais treinar. Além de muito longo, era muito maçante.</p>
<p>Em 2001, comecei a fazer Psicologia. Comecei o 1º semestre, mas não gostei e parei. Fiquei só fazendo curso de inglês. No ano seguinte, comecei a fazer letras na USP. Em 2003, transferi minha faculdade para Santos, pois comecei a treinar na Unisanta.</p>
<p><b>Mudança de treinador 2<br />
</b>Em 2003, comecei a treinar com o Márcio [Latuf]. Passei por um momento extenso, que simplesmente não baixava mais meus tempos. Nessa época, não pensava mais em Olimpíada, sinceramente. Mesmo faltando um ano para Atenas. Pensava apenas na próxima competição, em terminar minha faculdade. Quando conheci o Ricardo [Cintra], em 2003, pensava em continuar ganhando uma grana para continuar namorando ele e morar em Santos, era mais ou menos isso. Não pensava mais nos meus rendimentos, pensava que no dia que eu concluísse a faculdade, iria parar de nadar.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.47.46.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 18.47.46" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.47.46.png" width="490" height="359" /></a></p>
<p>Primeira passagem pela Unisanta (2003)</p>
<p><b>Mudança de treinador 3<br />
</b>Fiquei só um ano na Unisanta. Em 2004, continuei em Santos, mas comecei a treinar na Unimonte, competindo pelo Pinheiros. O Ricardo ainda nadava. Foi engraçado porque ele também começou a treinar na Unimonte e estava procurando uma equipe para representar. Ligou para o Albertinho, perguntando se ele não estava precisando de um velocista. “Velocista não, mas da sua namorada eu estou”. Foi nessa negociação que comecei a representar o Pinheiros. O técnico que me dava treino na Unimonte tinha vários compromissos, não era totalmente focado na natação. Então, o Ricardo começou a pegar alguns treinos pra mim, porque o treinador faltava muito.</p>
<p><b>Hora da mudança definitiva<br />
</b>Faltando 15 dias para Finkel de 2004, ele sumiu do mapa. O Ricardo falou assim: “É minha responsabilidade você ter saído da Unisanta, estar competindo pelo Pinheiros, o que eu vou fazer agora?” E começou a me dar treino! Ele tinha acabado de parar de nadar. E fomos vendo o que dava para ser feito. Nesse mesmo Finkel, eu nadei razoável, lembro que fui a melhor brasileira nos 800 e 1500.</p>
<p>A partir de então, ele começou a pegar todos os treinos. Em 2005, ficou nesse mesmo esquema. Já em 2006, fizemos parceria com o [Fernando] Vanzella, que também era treinador do Pinheiros. Ele que fazia os treinos, daí o Ricardo passava pra mim em Santos. Aprendemos muito com isso. Daí em 2007, começamos a tocar só nós dois.</p>
<p><b>Início nas Maratonas<br />
</b>No final de 2004, ele viu a Travessia dos Fortes na televisão. A Monique [Ferreira] que ganhou. Estava muito frio. Lembro de assisti-la saindo da água tremendo, com cobertor. O Ricardo estava em Santos e eu em São Paulo na casa da minha mãe. Me ligou e falou:</p>
<p>“Liga a TV. Ano que vem, você vai fazer essa prova!”<br />
“O quê? Não vou não!”<br />
“Vai sim, são 10 mil reais de prêmio! 10 mil dá conta do nosso orçamento do ano inteiro!”</p>
<p>O tempo passou e eu pensei que ele ia esquecer. Chegou 2005, chegou a travessia… ele lembrou. Vamos lá então…</p>
<p>Me inscreveu. Só que não tínhamos dinheiro pra nada! Nem para viajar pro Rio. Nosso orçamento era fechado, se fugisse do programado, entravámos em dívida. Mas conseguimos um patrocínio de um nadador Master, que treinava na Unimonte. Ele falou: “Eu te pago, você vai e ninguém te cobra nada.”</p>
<p>Chegando lá, estávamos na véspera da prova e fomos treinar no mar, pois não tínhamos nenhuma piscina. Dei duas braçadas e saí chorando. Falei:</p>
<p>“Não vou conseguir nadar, vai ter um tubarão. Ele vai me comer, tenho certeza! Eu vou morrer.” Pensei que não dava, que não era pra mim.<br />
“Tá bom, vamos embora sem competir. A gente fica aqui e amanhã assistimos as meninas ganharem 10 mil reais.”</p>
<p>Lembro que não dormi a noite inteira. E quando eu fico nervosa, começo a empipocar. Fiquei a noite toda empipocada, me coçando. Daí no dia seguinte, cheguei lá e tinham 4,5 mil participantes. Muita gente! Fiquei totalmente perdida. Era tanta gente, que acabei indo.</p>
<p>Eu já havia nadado algumas vezes em Caraguatatuba. Algumas provas pequenas. Na Travessia dos Fortes eram 3,8km. Nadei forte, ganhei e bati o recorde da prova. Então, Ricardo disse que havia sido anunciado que as Maratonas Aquáticas iriam fazer parte dos Jogos Olímpicos de Pequim e também no próximo Pan-Americano, que seria no Rio. Mas eu sabia que não ia rolar pra mim. Eu competi 3,8km, nas Olimpíadas, estamos falando de 10km. Mas ele via que nos treinos eu tinha muito mais resistência do que para uma prova de 1500m. Mas mesmo assim eu achei que não dava. No ano seguinte, resolvemos fazer o Circuito Brasileiro de Maratonas.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.46.28.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 18.46.28" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-18.46.28.png" width="320" height="475" /></a></p>
<p>Campeã na segunda Travessia dos Fortes (2005)</p>
<p><b>Primeiras Disputas<br />
</b>…E lá fui eu perder o medo de mar. Era muito difícil pra mim, não era frescura. Tinha um grupo de treino na Unimonte, de triatletas e maratonistas, então comecei a treinar muito no mar com eles. Nos primeiros treinos eu ia e ficava claustrofóbica. Meu coração batia mais que em série de A3. O pessoal me ajudou bastante. Fui perdendo o medo, fomos fazendo o circuito. Na primeira prova, lembro que perdi para Ana Marcela. Na época, ela tinha apenas 14 anos! Eu estava com muito medo, mais ainda que na Travessia dos Fortes, do ano anterior. Lembro que colei nela a prova inteira e perdi no final. Essa prova foi em Porto Alegre, em um rio de lá. Eu e o Ricardo, chegando na cidade de avião, vimos o rio. Eu olhava pensando: “vou nadar nesse rio? Cheio de mato do lado? E se sair uma capivara?”. O Ricardo me deu um esporro: “A gente vem até aqui, gasta uma grana, pra você ficar com medinho?”.</p>
<p>A prova seguinte foi em Floripa, no mar. Como os homens e mulheres saíram juntos, fui acompanhando os homens (eu precisava sempre estar do lado de alguém, por causa do medo) e ganhei o feminino. E assim foi indo, fui melhorando. Comecei a fazer provas, que entrei pensando no percurso, não mais no medo.</p>
<p><b>Primeiro Mundial<br />
</b>No fim de 2006, classifiquei pro Mundial, em Nápole. O primeiro Mundial. Chegamos lá, o Brasil era tido como café com leite, como se fosse a Bósnia no futebol. Cheguei para nadar e consegui a prata nos 5km. Eu mesma fiquei: “não acredito que consegui fazer isso”. Foi a primeira medalha feminina em um Mundial de Esportes Aquáticos! Foi super histórico, em todos os sentidos. Pra mim foi muito mais que eu imaginava. Nos 10km, a coisa mudou, eu já estava mais visada. Todos ficaram de olho em mim. Na época, a prova ainda era iniciada dentro d’água. A menina russa que ganhou a prova dos 5km, para onde eu ia antes da largada, ela ia atrás de mim. Quando deram a partida, dei duas braçadas e ela me deu uma cotovelada no ouvido. Senti uma dor horrível, ficava pensando se parava. Mas pô, eu tinha sido prata no 5km, e a prova dos 10km que realmente importava, queria saber se ia conseguir ficar entre as 10 primeiras, já que ia se tornar uma prova olímpica.</p>
<p>Comecei lá atrás, porque a pancada mexeu com meu labirinto. Fui melhorando durante o trajeto, cheguei em 2º, sentindo muita dor durante toda a prova. Não consegui me alimentar em nenhuma volta. Eu estava enjoada, se comesse algo eu iria vomitar, que para mim é a pior coisa do mundo, pior até que nadar no mar. Perdi para a mesma menina.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.27.56.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 20.27.56" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.27.56.png" width="718" height="468" /></a></p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.27.45.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 20.27.45" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.27.45.png" width="730" height="411" /></a></p>
<p>Quando saí da água, não consegui ficar em pé. O chão parecia uma onda, parecia que estava bêbada. O Ricardo me secou e reparou que estava saindo muito pus do meu ouvido, a ponto de pingar! O médico que estava conosco não tinha o instrumento específico para verificar, mas ao ver sangue e pus, já sabia que o meu tímpano tinha sido perfurado e que estava infeccionado. Na volta de avião para o Brasil, sofri muita dor, por causa da pressão. Primeira coisa que fiz quando cheguei foi ir ao médico e ele disse que um quarto do meu tímpado havia sido perfurado.</p>
<p>Na minha melhor forma, vice-campeã mundial em duas provas, eu teria que ficar parada 3 meses para me recuperar, sendo que no ano seguinte tinha Pan. Fizemos de tudo para não ter que operar, mas não teve jeito. Fiquei 1 mês sem cair na água, depois voltei com tampão. Corria na praia, fazia spinning, fazia perna, tudo para tentar manter o condicionamento.</p>
<p><b>Volta aos mares e Pan-Americano<br />
</b>Em 2007, eu participei de 3 seletivas, ganhei as 3 e fomos para o Pan do Rio. Eu fui com apenas 6 meses de treino, por causa da operação. Mas foi muito bom, fui prata novamente. A maratona abriu um caminho pra mim, que há alguns anos eu não podia imaginar. Meu objetivo era terminar a faculdade e começar a trabalhar… E eu devo tudo primeiramente ao Ricardo, porque foi ele que viu essa porta se abrindo, me incentivou, me deu um empurrãozão.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.12.28.png"><img alt="Vice campeã no PAN de 2007 (Foto: Satiro Sodré)" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.12.28-300x254.png" width="300" height="254" /></a></p>
<p>Vice campeã no PAN de 2007 (Foto: Satiro Sodré)</p>
<p><b>Treino no mar<br />
</b>Durante as provas, não lembro de nada. Mas se for para treinar no mar, principalmente sozinha, sinto muito medo ainda.</p>
<p>Todas as principais nadadoras do mundo treinam em piscina, porque no mar perdemos noção de ritmo, não sabemos quanto nadamos. Eu e o Ricardo conseguimos aliar o treino em piscina, voltado para as Maratonas. E as provas do Circuito Brasileiro e Copa do Mundo servem como treinamento também. Cada mar é diferente, cada dia é diferente.</p>
<p><b>Experiência com a maré<br />
</b>Antigamente tinha um pouco mais de importância, saber da maré, porque o circuito era muito grande, eram poucas voltas de muitos quilômetros. Mas hoje, a maioria das provas mais longas possuem várias voltas e não chegam em alto-mar. Além das provas de 1,5km do circuiro, a maioria é de 2,5km. Então maré não influencia tanto.</p>
<p>Mas tem provas, como a de Portugal, que tem uma perna totalmente a favor, e a outra contra. Na Argentina também. Isso depende muito da nossa sensiblidade, por isso é bom participar bastante das provas. A gente está falando da natureza, às vezes não era para a maré mudar, mas muda. A gente tem que sentir.</p>
<p><b>Desvantagem Física<br />
</b>Eu acho que o Mundial em 2006 me deu um toque. Eu era totalmente indefesa e não sabia me proteger. Depois disso, comecei a pensar mais em me proteger. Qual a minha vantagem? Minha técnica, meu nado. Se eu quiser bater de frente com as adversárias, vou perder, porque sou menor. Todas, no contato físico, vão ter vantagem sobre mim. Eu procuro sempre me proteger e não entrar em contato com ninguém.</p>
<p><b>Puxão de pé<br />
</b>Rola muito! Mas nunca puxei ninguém. Primeiro, porque se você for pega, é desclassificada na hora. Alguns juízes, principalmente em virada de bóia, que é a hora que o bicho pega mesmo, não vêem tudo o que rola lógico, mas eles estão de olho e estão bem em cima, porque é desleal. É totalmente contra o espírito esportivo. Tudo o que aprendi desde pequena com o esporte, não vou me sujar por causa de um milésimo… prefiro ficar na minha.</p>
<p><b> </b><b>2008, Olimpíadas de Pequim – a primeira<br />
</b>A classificação para Pequim foi bem complicada. Foi em Sevilla, a água estava muito fria. Eu e a Ana Marcela tínhamos que chegar entre as 10, se quiséssemos nos garantir. Nós duas estávamos em ótima fase e era o único modo de duas nadadoras do mesmo país irem para Pequim: chegar entre as 10 primeiras. Passei a primeira volta em quinquagésima e pouco. A segunda volta eu estava em trigésima e tanto. Terceira volta já estava entre as 20. E cheguei em sexto na seletiva.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.37.20.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 20.37.20" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.37.20-244x300.png" width="244" height="300" /></a></p>
<p>Pequim 2008: Sonho realizado</p>
<p>Consegui a vaga para minha primeira Olimpíada. Depois de tantos anos lutando, conseguir a vaga foi muito bom. Pequim foi uma experiência incrível. Foi uma Olimpíada inesquecível, foi lindo. Mas tratando-se da minha prova, acho que faltou um pouco de experiência no mar. Acho que poderia ter sido melhor. Claro que é mais fácil ver agora, pois na hora tentei fazer o meu melhor, tanto que saí satisfeira, por ter feito tudo o que eu podia. Mas eu sei agora que faltou, eu tinha só 2 anos de Maratonas.</p>
<p><b>Apoio<br />
</b>A partir de 2008, foi o meu melhor ciclo. Até Pequim ainda era bem difícil, mesmo tendo melhorado depois de 2006. O apoio foi aumentando de acordo com os acontecimentos: primeiro foi falado que ia ser olímpico, depois a medalha do Mundial e do Pan. Fui valorizada, me abriu portas. A Confederação começou a olhar as Maratonas com outros olhos. Sempre que há medalha envolvida, o apoio começa a ser melhor. De 2006 a 2008 melhorou, de 2008 para 2012 melhorou muito e de 2012 pra cá, nem se fala. Conforme fomos tendo mais resultados, fomos recebendo mais apoio. De 2006 pra 2008 era só eu, no ciclo para Londres, já tínhamos chance de classificar 4 nadadores, agora somos a melhor equipe do mundo.</p>
<p><b>Reflexo nas piscinas<br />
</b>Foi muito louco. Eu fiquei anos sem melhorar o tempo na piscina, aí quando começo a nadar Maratona e esqueço um pouco piscina, começo a melhorar na piscina também. Acho que esse casamento meu e do Ricardo, nao só fora, mas dentro da água, foi essencial. Ele é muito observador, sabe muito o que eu tô precisando. Ele está 100% em cima de mim, sabe como eu estou me sentindo em casa. Muitas vezes o técnico vê o atleta dentro da piscina, mas não sabe o que se passa fora. Ele sabe o que faço. Ontem, tive compromisso com patrocinador, tive que ir para o Rio e voltar. Cansa. Um técnico que não vê isso, não sente na pele. E ele sente bem, porque ele vai comigo.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-1.png"><img alt="integra 1" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-1.png" width="574" height="393" /></a></p>
<p>Melhor nas piscinas: campeã do 800 livre no Maria Lenk 2010</p>
<p><b>Treinando sozinha<br />
</b>Tem vários momentos. Tem vezes que é ruim, principalmente em feriados, quando está tudo meio paradão. Mas no dia-a-dia eu nao ligo se estou sozinha ou não. Se tem uma pessoa do meu lado, com um nível bem parecido com o meu, é bom. É difícil encontrar alguém não muito melhor, porque os meninos são muito melhores ou são de categoria de base. E no feminino, as meninas estão um pouco abaixo. É difícil dosar. Em todo esse período que estamos juntos, teve uma época que fizemos uma equipe de Maratona e triatletas, em Santos, no Sest Senat. O Andrew Azevedo foi um atleta que me ajudou muito a treinar. Ele era exatamente do mesmo nível que o meu na água. E era engraçado porque a gente se cansava junto. No dia que um tava cansado, o outro também estava. Nessa época, foi bom porque era uma equipe grande. Mas depois no Corinthians, eu treinei praticamente sozinha. Os meninos eram muito mais fortes. Treinar sozinha junto com a equipe, ou treinar sozinha sozinha, é a mesma coisa.</p>
<p><b>Londres 2012<br />
</b>A seletiva foi em Shangai, no Mundial no ano anterior. Eu fiquei em 6º. Lembro que água estava muito quente: 31 graus. A cada ano que passa, o nível aumenta. Apesar de não ter pego medalha, foi um alívio, porque era uma seletiva. A gente só tem uma prova, uma única chance de classificar. E pode acontecer… a Ana se sentiu mal e não classificou. É muito tenso. Você pega 4 anos da sua vida e joga no lixo. É difícil pra gente o formato que encontraram para seletiva. Na natação, por exemplo, aqui no Brasil, tem várias seletivas.</p>
<p><b>Ana Marcela Cunha<br />
</b>É muito bom ter a Ana Marcela. Acho que uma ajuda a outra. A nossa rivalidade é super sadia, a gente se dá super bem fora dágua, uma ajuda a outra. Ter sempre uma pessoa ali no seu pé, no seu cangote, é muito bom. Aquele dia que você está com aquela preguicinha, você pensa: ela está lá treinando, tenho que treinar também. A gente sabe que nunca pode deixar a bola cair, porque tem alguém ali, querendo ganhar. Hoje, sou campeã mundial e ela vice. Ela quer ganhar de mim, e a tercera quer ganhar de nós duas. E acho que isso é bom, pras duas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-4.png"><img alt="Foto: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-4.png" width="670" height="446" /></a></p>
<p>Foto: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>Voltando à Londres…<br />
</b>É difícil falar. Primeiro, eu mudei toda minha vida. Fomos pro Rio de Janeiro, pensando em ter mais estrutura. A gente foi pensando em melhorar, evoluir em tudo. Mas não foi bem assim. A gente foi pensando que estava fazendo a coisa certa. A sala do Complexo do Maria Lenk é muito boa, a piscina nem se fala. Mas a gente nao se sentiu muito bem por lá. Minha família toda estava aqui em São Paulo. Sou muito famíia, então senti muita falta. Mas estávamos treinado para as Olimpíadas, mais nada importava. Fizemos tudo. Eu estava super bem preparada, ótima forma, estava como nunca antes.</p>
<p>Aí cheguei lá e água estava fria, muito fria. Pode acontecer, é Maratonas Aquáticas.</p>
<p>Eu saí da prova péssima. Pra mim não tem essa de “tô mal, vou sair”. Eu tenho que estar morrendo pra sair. Eu cheguei em um ponto, que eu não sabia mais se era sonho ou realidade. Me assustei quando minha mão começou a formigar, não sentia meu lábio, nem meus pés. Quando comecei a perder a consciência foi quando pensei “tem algo errado”.</p>
<p>Demoraram muito para me socorrer. No trajeto do barco até o pronto-socorro, eu simplesmente apaguei, não me lembro de nada. Quando você tá em choque, você fica alerta. Mas quando você que está protegida, daí então você relaxa.</p>
<p>Eu acordei no pronto-socorro, o Ricardo estava desesperado. Eu só conseguira pensar na minha mãe, porque ela devia estar em casa aflita assistindo tudo isso. Quando eu acordei, a primeira coisa que falei foi pedir que o Ricardo ligasse para ela.</p>
<p>Quando treinamos, pensamos que pode vir a vitória e a derrota. Mas nunca no meu treinamento pensei que isso fosse acontecer. Isso me baqueou demais. Foi a pior coisa pra mim. Se eu tivesse chegado em 20º, não ficaria tão mal como eu fiquei.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-2.png"><img alt="Londres 2012: momento mais difícil da carreira" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-2.png" width="603" height="293" /></a></p>
<p>Londres 2012: momento mais difícil da carreira</p>
<p>Então, foi complicado demais sair dessa situação e voltar a treinar normalmente. Porque eu dei tudo de mim para essa preparação olímpica. A frustração foi muito grande. E abrimos mão de muita coisa na nossa vida. Não posso dizer que algo não deu certo. Simplesmente, deu tudo errado. Daí começamos a se perguntar se tudo isso vale realmente a pena: ficar longe da família, não ter feriado. Minha vida toda me abdicando, dando todo o meu suor. Não tenho vida social, é sacrificante. Será que vale a pena?</p>
<p>Fiquei um tempo pensando sobre isso. Será que volto? Será que não volto? O Ricardo deixou a decisão comigo. “Nossa meta era até Londres. Agora, se você quiser seguir até a próxima Olimpíada, você que sabe”.</p>
<p><b>O retorno<br />
</b>Fiquei 2 meses bem relaxada, deixei rolar. Não quis me obrigar a nada, eu ia treinar porque eu gostava. Só que eu sou uma pessoa que se for para fazer, tem que ser bem feito. Não consigo fazer por fazer. Nadar por nadar. Não consigo chegar aqui e nadar 2 mil. Então, chegou uma hora que eu pensei: “Pô, eu gosto de nadar. O que mais na minha vida, eu gostaria de fazer e faria com esse mesmo amor?” Foi aí que decidi: “Vamos fazer e fazer bem feito. Vamos tentar mais uma.”</p>
<p>Então, comecei a treinar sério. Começou o Circuito Mundial em 2013, e comecei muito mal a primeira etapa, que era seletiva para o Mundial de Barcelona, mas mesmo assim me classifiquei.</p>
<p>Na segunda etapa, na Argentina, tive uma intoxicação um dia antes da prova e não competi. Nuvenzinha preta.</p>
<p>“Não é possível, o que Deus quer mostrar para mim?”<br />
“Você está classificada pro Mundial, vamos tentar. Faz seu melhor que para mim está bom.”</p>
<p>Aí a gente vai plantando, plantando… Chegou no Maria Lenk, eu quase bati o recorde brasileiro. E a prova dos 1500 foi muito melhor em relação aos 800 e aos 400. Os 400, então, foi uma desgraça. E aí foi que o Ricardo falou: “Tá faltando força em você, vamos tentar mudar algo nisso” Por isso que ainda é bom eu competir em piscina, porque podemos avaliar.</p>
<p>O Ricardo decidiu, a partir daí, mudar minha preparação física. Eu nunca tinha feito treinamento funcional e comecei a fazer. Em um mês, já comecei a sentir muita diferença. E aí chegou o Mundial. O interessante é que de Viedma (quando não competi por intoxicação) até Barcelona, eu não competi nenhuma Maratona, só nadei algumas provinhas aqui.</p>
<p>No Mundial, foi um sonho realizado. A volta por cima, a redenção. E um detalhe: antes da prova dos 5km, dois dias antes, eu tive novamente uma intoxicação alimentar. A minha cabeça foi pro espaço. “Que que eu vou fazer? Se eu não conseguir competir aqui, vou parar de nadar. Deus está querendo me mostrar que não é isso.” Mas mesmo mal, a gente tenta se enganar, “vai dar tudo certo”. Treinei tanto pra isso, fiz 200×100. Então eu estava confiante, mesmo assim.</p>
<p>No dia da prova, eu estava ainda um pouco fraca, mas fui lá e ganhei a prata, e na batida de mão. Aquilo já me tirou um peso enorme das costas. Tudo o que eu vinha treinando, tanto para Londres, como para Barcelona, tinha finalmente dado resultado. Então, fui muito leve para os 10km.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-3.png"><img alt="integra 3" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/integra-3.png" width="722" height="501" /></a></p>
<p>E daí veio o ouro. Foi para lavar minha alma, ainda mais por ser prova olímpica, depois de Londres, foi simplesmente sensacional. Era tudo o que eu precisava. E ainda por cima teve o revezamento, eu saí de lá andando nas nuvens. Foi incrível!</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.48.17.png"><img alt="Fotos: Satiro Sodré/SSPress" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.48.17.png" width="730" height="503" /></a></p>
<p>Fotos: Satiro Sodré/SSPress</p>
<p><b>200×100<br />
</b>Foi o pior treino da minha vida. Mas foi aquela fase de plantar. Vamos plantar e ver se a gente consegue colher na frente.</p>
<p>“Era uma fase que todo treino era um teste. Nem todo treino a gente dá o melhor. Você está em dúvida se é capaz? Então quero fazer um treino para você ter certeza de que é sim capaz.”<br />
A gente sempre fazia 100×100. Todo ano, fazia umas duas ou três vezes.<br />
“Vamos fazer o dobro”</p>
<p>Acabou que fiz uma série muito boa, fechando os três últimos para 1’04’’.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.50.18.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-24 às 20.50.18" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-24-%C3%A0s-20.50.18.png" width="356" height="155" /></a></p>
<p><b>Aposentadoria em 2016?<br />
</b>Eu nao quero colocar uma data especifica: “31 de dezembro vou parar”. Eu vou ver, vou deixar rolar.</p>
<p>- See more at: http://www.swimbrasil.com.br/blog/especial-poliana-okimoto-na-integra-capitulo-2/#sthash.kbJ3ij3Y.dpuf</p>
</div>
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		<title>Volta ao mundo com Poliana Okimoto</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2014 19:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[poliana okimoto]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/>Poliana Okimoto é daquelas nadadoras-prodígio que você provavelmente já viu na lista de recordes insuperáveis da categoria de base. Desde o petiz 2. São recordes que já duram quase 20 anos. Na piscina, a evolução ao longo dos anos não correspondeu aos feitos de petiz/infantil]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Personagens" title="Personagens" /><br/><p>Por <strong>Carolina Moncorvo</strong> e <strong>Beatriz Nantes</strong></p>
<p>Na verdade, voltas. Em um levantamento esdrúxulo sobre quantos metros a nadadora já possa ter nadado na vida, chegamos ao mínimo número de quase 2 voltas no mundo. DUAS. À nado! Já poderíamos acabar o especial aqui. Por favor, nos avise se você já nadou mais do que 50 mil quilômetros na sua vida. E olha que estamos ignorando as voltas ao mundo literais viajadas para competições. E digo mais, ignoramos também as metragens nadadas nessas próprias competições! São (no mínimo) 2 voltas ao mundo de TREINO.<em> [corrigido]</em></p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Tabela-Volta-ao-Mundo1.jpg"><img alt="Tabela Volta ao Mundo" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Tabela-Volta-ao-Mundo1.jpg" width="348" height="165" /></a></p>
<p>Poliana Okimoto é daquelas nadadoras-prodígio que você provavelmente já viu na lista de recordes insuperáveis da categoria de base. Desde o petiz 2. São recordes que já duram quase 20 anos. Na piscina, a evolução ao longo dos anos não correspondeu aos feitos de petiz/infantil, seja por imaturidade ou até mesmo por ter sido mal lapidada no decorrer dos anos. Alguma coisa estava errada e precisava ser mudada. Mas o quê?</p>
<p>Desde que aprendeu a nadar, com dois anos, Poliana adorava treinar – uma fundista nata. “Meu irmão mais velho se escondia, saía na rua, fazia o diabo para não ir e eu brincava de achar ele. Porque eu amava ir na natação, mesmo quando só tinha prova de 25 e eu era última. Sempre gostei de ir no treino, nunca faltei”. Poliana treinava no Munhoz, polo importante do fundo na época.</p>
<p>Por volta de seus 12 anos, quando começaram as provas mais longas, tudo caminhava bem. Ismar Barbosa, seu treinador na época, soube trabalhar muito bem o corpo e principalmente a cabeça da jovem promessa. Ainda aos 13, participou do primeiro absoluto, terminando em quarto lugar nos 800 livre por poucos décimos. A primeira medalha veio no final do mesmo ano, na mesma prova, durante o Finkel de 1996. “O Ismar era super bravo, mas me ensinou muito. Hoje, sou uma alteta disciplinada e dedicada, muito em razão da minha base. Depois dessa medalha, ele falou: ‘Poliana, está vendo essa medalha? Olhe bem pra ela, curte. Amanhã, você põe na sua gaveta e esquece dela.’ O que ele quis dizer: ‘Ganhou? Legal, parabéns, mas vamos continuar porque tem mais coisa pela frente.’ ”.</p>
<p><code><iframe src="http://www.youtube.com/embed/LS7Ei74OtIs" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></code></p>
<p>Poliana e Ismar, que seguiram juntos do Munhoz para o Corinthians, almejavam Atenas 2004. Por mais que, em 1997, ainda faltassem 3 anos para os Jogos de Sidney, o foco era a longo prazo. “Ele mandava a gente escrever os objetivos a curto e a longo prazo, e o longo sempre foi Olimpíadas”.</p>
<p>Em 2000, ainda com Ismar, Poliana nadou um ano pelo Vasco. Com o fim do projeto do clube carioca, ela voltou ao Corinthians, agora para treinar com Bezerra. Nessa época, a fundista rodava por volta de 100km semanais. 10 mil metros pela manhã, 10 mil metros à tarde. Chegou a nadar bem um ano, fazendo índice para o Mundial de Moscou, mas depois, “não aguentava mais treinar”. Esse período ainda coincidiu com a transição escola/faculdade. Começou Psicologia em 2001, mas após o 1º semestre, não se identificou. Em 2002, começou a estudar Letras em São Paulo e ao mudar para Santos e treinar na Unisanta, continuou o curso por lá. Foi sua primeira (e rápida) passagem na equipe que voltou a defender esse ano. Rápida, mas fundamental: foi lá que Poliana conheceu Ricardo Cintra.</p>
<p>Poliana não deixou de ter bons resultados por todo esse período, continuou subindo ao pódio em campeonatos absolutos. Na maioria das provas, Poliana continuava ganhando<b><i>, </i></b>mas não melhorava mais seus tempos.</p>
<p><a href="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-19.21.54.png"><img alt="Captura de Tela 2014-03-08 às 19.21.54" src="http://www.swimbrasil.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/03/Captura-de-Tela-2014-03-08-%C3%A0s-19.21.54.png" width="673" height="404" /></a></p>
<p>Atravancada há alguns anos, sem melhorar tempo, frustrante para quem gostava tanto de treinar e nadar, Poliana já não pensava mais em Olimpíada. “Sinceramente, eu não pensava mais em Olimpíadas nessa época. Pensava na próxima competição, em terminar minha faculdade de Letras, em continuar ganhando uma grana e morando em Santos. Mas não pensava nos meus rendimentos na piscina. Achava que, no dia que terminasse a faculdade, eu ia parar de nadar”. Seus objetivos diluíram com o tempo, transformando-se em uma mera pretensão em concluir a faculdade.</p>
<p>Mas, afinal, o que deu errado? Na verdade, nada. Somos a favor de que tudo acontece por um motivo. Mas foi um técnico sumido e um domingo de manhã zapeando pelo controle remoto que mudaram tudo. Calma, chegaremos lá.</p>
<p>A fundista continuou em Santos em 2004, treinando na Unimonte e competindo pelo Pinheiros. Seu novo treinador não soube aproveitar o diamante em suas mãos e, literalmente, abandonou a atleta no meio do trajeto. “O Ricardo já tinha se formado em Educação Física e começou a pegar uns treinos quando ele faltava. Até que faltando uns 15 dias para o Finkel, o técnico sumiu do mapa.”</p>
<p>“Eu me sentia responsável por ela”, relembra Ricardo Cintra. “Comecei a treina-la para ver o que dava para fazer. Eu lembro que na época ela fazia umas médias para 1’14” de A1. Pô, eu era velocista e fazia esses tempos, achava estranho. Falei para ela que tinha que rodar para 1’10”, pelo menos”. No fatídico Finkel, Poliana levou os 1500 livre com sua melhor marca. Começava ali uma das parcerias de maior sucesso da natação brasileira.</p>
<p>Cintra, como bom observador, percebeu o que deveria ser óbvio. Provas de piscina são muito curtas para a capacidade de resistência da nadadora. A própria Poliana disse: “Dos 7 aos 11 anos, eu era muito ruim, um terror. Quando eu não chegava em último, eu vibrava. Mas naquela época, as provas eram curtas: 25 metros, no máximo 50. Então, desde pequena minhas fibras rápidas não prevaleciam. Quando comecei a poder competir provas de 400 e 800, comecei a me destacar”.</p>
<p>Pouco depois do Finkel, no dia 28 de novembro de 2004, Cintra ligou a TV e viu a Travessia dos Fortes que estava sendo transmitida. “Eu estava em São Paulo, na casa dos meus pais, e ele me ligou falando: liga a TV na Globo! Ano que vem você vai fazer essa prova”.</p>
<p><code><iframe src="http://www.youtube.com/embed/I4WoDFXqunw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></code></p>
<p><b>Confira a íntegra da entrevista</b></p>
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		<title>Brasil é campeão das maratonas aquáticas no Mundial</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jul 2013 13:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>O Brasil sagrou-se campeão das maratonas aquáticas no Mundial de Esportes Aquáticos, finalizado na manhã deste sábado com as provas de 25km. Com cinco medalhas, uma de ouro, duas de prata e duas de bronze, o Brasil somou 98 pontos, seguido pela Alemanha, com 94, e Estados Unidos, com 65. 
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>O Brasil sagrou-se campeão das maratonas aquáticas no Mundial de Esportes Aquáticos, finalizado na manhã deste sábado com as provas de 25km. Com cinco medalhas, uma de ouro, duas de prata e duas de bronze, o Brasil somou 98 pontos, seguido pela Alemanha, com 94, e Estados Unidos, com 65.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/maratonas3.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-11739" title="maratonas" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/maratonas3-800x533.jpg" alt="" width="640" height="426" /></a></p>
<p>Poliana Okimoto foi o grande destaque da delegação. Um ano depois de abandonar a prova de 10km em Londres com um quadro de hipotermina, Poliana foi campeã mundial dos 10km em Barcelona &#8211; a principal prova do programa, única disputada nas Olimpíadas &#8211; vice-campeã dos 5km e bronze na prova de 5km poro equipes, ao lado de Samuel de Bona e Allan do Carmo.</p>
<p>Ana Marcela, que não foi a Londres depois de ficar a uma vaga da classificação, também fez uma grande competição. Ficou em terceiro lugar na prova de 5km e foi prata na prova de 10km. Na disputa dos 25km, onde defendia o título mundial, Ana Marcela terminou em quinto lugar. Ela, que tem uma característica de ser melhor quanto mais longas as distâncias, disse que mudou o treinamento com foco para a prova de 10km, já pensando em 2016.</p>
<p>No masculino, além da primeira medalha, que veio na prova por equipes, os nadadores conseguiram resultados inéditos. Allan do Carmo foi quinto no 25km e sétimo no 10km, melhor posição na história de um brasileiro em Mundiais. Samuel de Bona foi sexto na prova de 5km.</p>
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		<title>Brasil é terceiro na prova por equipes e chega a 5 medalhas no Mundial</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jul 2013 12:05:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>O Brasil conquistou na manhã desta quinta-feira a quinta medalha no Mundial de Esportes Aquáticos, na prova de 5km por equipes. O time formado por Poliana Okimoto, Samuel de Bona e Allan do Carmo terminou na terceira colocação, atrás da Alemanha e da Grécia. 
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>O Brasil conquistou na manhã desta quinta-feira a quinta medalha no Mundial de Esportes Aquáticos, na prova de 5km por equipes. O time formado por Poliana Okimoto, Samuel de Bona e Allan do Carmo terminou na terceira colocação, atrás da Alemanha e da Grécia.</p>
<div id="attachment_11665" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/medalha.jpg"><img class=" wp-image-11665  " title="FINA MUNDIAL BARCELONA/Maratonas Aquaticas" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/medalha-800x533.jpg" alt="" width="576" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Quinta medalha do Brasil em Barcelona (Foto: Satiro Sodre/SSPress)</p></div>
<p>Essa já é a melhor campanha do Brasil em Mundiais de piscina longa, considerando número de medalhas, e a natação ainda nem começou &#8211; as provas começam no domingo. Também faltam as provas de 25km, onde Ana Marcela tem grandes chances de conquistar o bicampeonato e Allan do Carmo pode também chegar ao pódio, depois do sétimo lugar na prova de 10km.</p>
<p>Para Poliana, essa é a terceira medalha no torneio e a sexta em Mundiais, fazendo da atleta a maior medalhista brasileira considerando todas as modalidades olímpicas. Além do ouro no 10km, prata no 5km e bronze conquistado agora na prova de 5k por equipes, Poliana tem um bronze na prova de 5km no Mundial de Roma-2009 e prata nas provas de 5km e 10km no Mundial de Maratonas Aquáticas.</p>
<p>A prova de 5km por equipes passou a ser disputada em Shangai-2011. Como explicou <a href="http://swimchannel.blogosfera.uol.com.br/2013/07/24/prova-de-5-km-por-equipes-como-sera/">Daniel Takata na Swim Channel</a>, &#8220;a equipe de cada país é formada por três nadadores, sendo um homem e duas mulheres ou uma mulher e dois homens. E, ao contrário do que se pode pensar, não é em forma de revezamento: as equipes nadam juntas, o tempo todo, por 5 km. A cada 30 segundos sai a equipe de um país, e o cronômetro é disparado. O tempo final é computado quando o último atleta dos três toca a placa&#8221;.</p>
<p>Samuel de Bona, que compete pelo Grêmio Náutico União, ficou muito emocionado com a conquista.  “Nem sei o que falar, estou muito feliz. Conversei muito com o Allan, a gente estudou bastante a estratégia, e o resultado está aí&#8221;. Essa foi a primeira medalha brasileira masculina em águas abertas. Vale ficar de olho em Allan do Carmo nos 25km ainda.</p>
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<div id="attachment_11664" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/maratonas2.jpg"><img class=" wp-image-11664  " title="FINA MUNDIAL BARCELONA/Maratonas Aquaticas" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/maratonas2-800x533.jpg" alt="" width="576" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Samuel de Bona ficou muito emocionado (Foto: Satiro Sodre/SSPress)</p></div>
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		<title>Maratonas Aquáticas: Poliana é prata e Ana Marcela é bronze na prova de 5km</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jul 2013 12:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura prova a prova]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>O Brasil começou bem no Mundial de Esportes Aquáticos. Na manhã deste sábado (20) em Barcelona, a dupla Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha fez a primeira dobradinha do Brasil em Mundiais de esportes aquáticas. Poliana foi prata e Ana Marcela bronze na prova de 5km de maratonas aquáticas. Na terça-feira, as duas voltam para a água para a prova olímpica de 10km. 
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				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>O Brasil começou bem no Mundial de Esportes Aquáticos. Na manhã deste sábado (20) em Barcelona, a dupla Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha fez a primeira dobradinha do Brasil em Mundiais de esportes aquáticas. Poliana foi prata e Ana Marcela bronze na prova de 5km de maratonas aquáticas. Na terça-feira, as duas voltam para a água para a prova olímpica de 10km.</p>
<div id="attachment_11502" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/´podio.jpg"><img class="size-medium wp-image-11502" title="´podio" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/´podio-300x156.jpg" alt="" width="300" height="156" /></a><p class="wp-caption-text">Primeira dobradinha brasileira (Foto: Satiro Sodré)</p></div>
<p>A norte-americana Haley Anderson, prata em Londres-2012, abriu muito na primeira metade da prova, enquanto Poliana passou em quarto lugar, muito perto de Martina Grimaldi (italiana que foi bronze em Londres-2012) e Aurelie Muller (prata no 5km em Shangai-2011).</p>
<p>Na segunda metade da prova, Poliana ultrapassou as adversárias e assumiu a ponta. No final, a medalhista olímpica se recuperou e ganhou de Poliana na batida de mão &#8211; o ouro e a para foram divididos por dois centésimos.</p>
<p>Poliana relembrou o ano difícil depois de não ter completado a prova nas Olimpíadas e exaltou sua recuperação como atleta. &#8220;É muito difícil mesmo fazer uma dobradinha numa competição de alto nível como esta. Então está todo mundo de parabéns. Isto prova que o Brasil está muito bem, que faz um trabalho sério nas maratonas porque numa competição difícil assim está todo mundo muito bem preparado&#8221;, disse a atleta do Minas Tênis Clube. Ela já tinha um bronze nesta prova, conquistado no Mundial de 2009, em Roma.</p>
<div> Ana Marcela, mais especialista em provas mais longas (ela foi campeã dos 25km no último Mundial)  passou em 12o na primeira metade, mas conseguiu fazer um final de prova excelente e terminou em terceiro lugar.</div>
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<div>&#8220;Era a prova mais difícil que eu tinha na competição. Imaginava que seria a minha pior colocação porque não consigo imprimir um ritmo bom desde o início. Estou muito surpresa com a medalha. Quando vi a grega (Mariana Lymperta) crescendo do meu lado, aí é que bateu uma aflição maior, mas consegui e começar com uma medalhinha já foi muito bom&#8221; .</div>
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<div id="attachment_11503" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/maratonas.jpg"><img class=" wp-image-11503 " title="maratonas" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/07/maratonas-800x533.jpg" alt="" width="640" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Prata e bronze para começar (Foto: Satiro Sodré)</p></div>
</div>
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		<title>Surpresas e brasileiros fora do pódio na primeira etapa da Copa do Mundo de maratonas aquáticas</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jan 2013 16:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>Em prova de alto nível na praia de Santos, a Maratona Aquática Internacional de Santos-Unisanta /Troféu Renata Agondi teve surpresas nas primeiras colocações. Os dois brasileiros melhor colocados no feminino - Ana Marcela e Poliana Okimoto - e no masculino - Allan do Carmo e Diogo Villarinho - estão classificados para o Mundial de Barcelona.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>Em prova de alto nível na praia de Santos, a Maratona Aquática Internacional de Santos-Unisanta /Troféu Renata Agondi teve surpresas nas primeiras colocações. Nenhum brasileiro subiu ao pódio na competição válida como primeira etapa do Circuito da Copa do Mundo da FINA. Os dois brasileiros melhor colocados no feminino &#8211; Ana Marcela e Poliana Okimoto &#8211; e no masculino &#8211; Allan do Carmo e Diogo Villarinho &#8211; estão classificados para o Mundial de Barcelona.</p>
<div id="attachment_9488" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/podio.jpg"><img class="size-full wp-image-9488" title="podio" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/01/podio.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Juan Reol/#Santaportal</p></div>
<p>No feminino, a vitória foi da norte-americana Emily Brunemann, que despantou a partir do último quarto da prova e surpreendeu as adversárias, abrindo mais de 30 metros do segundo pelotão. A prata ficou com a também norte-americana Eva Fabian, enquanto o terceiro lugar ficou com a italiana Rachele Bruni. Eva Ristovm húngara campeã olímpica da prova, desistiu da prova com dores no ombro.Ana e Poliana foram as melhores brasileiras, mas o resultado final com as colocações e tempos ainda não foram divulgados.</p>
<p>No masculino, a prova foi dominada em partes pelo favorito Thomas Lurz, da Alemanha, prata nas Olimpíadas de Londres. O atleta acabou desclassificado por erro enquanto se alimentava durante a prova. Os italianos fizeram bom jogo de equipes e se mantiveram na ponta, junto com o francês Romain Bernard, que assumiu a liderança na metade da última volta e garantiu a vitória. Federico Vanelli e Simone Ruffini completaram o pódio.</p>
<p>Foto da capa: Swim Brasil</p>
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		<title>Natação e maratonas aquáticas: de onde partimos rumo a 2016?</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Sep 2012 13:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Reportagem" title="Reportagem" /><br/>A natação parte para o ciclo olímpico com duas medalhas conquistadas em Londres e cinco finais alcançadas. Os donos das medalhas e de quatro finais são Thiago Pereira e César Cielo, que devem continuar sendo os principais nomes do Brasil e tem condições de continuar entre os melhores do mundo no ciclo olímpico. Junto a eles, Bruno Fratus é o principal nome]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Reportagem" title="Reportagem" /><br/><p>A natação parte para o ciclo olímpico com duas medalhas conquistadas em Londres e cinco finais alcançadas. Os donos das medalhas e de quatro finais são Thiago Pereira e César Cielo, que devem continuar sendo os principais nomes do Brasil e tem condições de continuar entre os melhores do mundo no ciclo olímpico. Junto a eles, Bruno Fratus é o principal nome, depois de ficar em quarto no 50 livre e bater na trave do pódio em sua primeira Olimpíada.</p>
<div id="attachment_7966" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/thiago_cesar.jpg"><img class="size-medium wp-image-7966" title="thiago_cesar" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/thiago_cesar-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Thiago e Cielo são os principais nomes</p></div>
<p>Nas demais provas, temos bons nomes, que tem condições de estar entre os oito melhores do mundo, mas que ainda precisam crescer para subir ao pódio em provas olímpica em grandes competições: Felipe França, Leo de Deus, Henrique Rodrigues, Kaio Marcio, Tales Cerdeira. De todos esses, apenas Tales melhorou seu tempo nas Olimpíadas, e todos tinham condições de chegar às finais mas pararam no meio do caminho, ou nas semifinais como França e Henrique, ou mesmo nas eliminatórias, como Kaio e Leo em suas principais provas.</p>
<p>A prova de 50 livre continua a mais forte, mesmo considerando os atletas que vem do juvenil. Devemos continuar vendo uma boa disputa pelas vagas no estilo peito, o fundo mostra melhora com Lucas Kanieski e Luis Rogério Arapiraca (há boas chances dos dois fazerem o índice para o Mundial de curta, em uma prova que o Brasil não tem representantes em competições internacionais desde as Olimpíadas de Sidney). Há também uma boa geração subindo, com muitas quebras de recorde em brasileiros infanto-juvenis.</p>
<p>Entre as mulheres, alguns nomes dominam o cenário brasileiro há cerca de dez anos, como Joanna Maranhão e Fabíola Molina, que continuam absolutas em suas provas no Brasil. Há novos nomes despontando que estão em franca evolução, principalmente nas provas de velocidade e meio fundo no estilo livre, como Larissa Oliveira, Alessandra Marchioro, Manuela Lyrio, Jéssica Cavalheiro além da já olímpica Graciele Hermann. Daynara de Paula é um ótimo nome, e talvez tenha pesado a mudança de clube em ano olímpico, mas ela tem condições de fazer os índices uma vez mais e representar o Brasil nas grandes competições. Fica a expectativa também pela volta de Gabriella Silva, que sofre há anos com lesões e cirurgias.</p>
<p>Nas maratonas aquáticas, os principais nomes no feminino continuam sendo Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha. Poliana teve um bom ciclo, sempre entre as melhores do mundo, e nas Olimpíadas não conseguiu terminar a prova, devido a um quadro de hipotermia aproximadamente nos 6km (a prova tem 10km). Ana Marcela bateu na trave da vaga olímpica, quatro anos depois de ser quinta em Pequim. Jovem de apenas 19 anos, ela também se destaca na Copa do Mundo, foi campeã mundial da prova de 25km (não olímpica) ano passado, e tem tudo para se destacar.</p>
<div id="attachment_7967" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/poliana.jpg"><img class=" wp-image-7967 " title="poliana" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/poliana-800x564.jpg" alt="" width="640" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">Poliana e Ana Marcela devem continuar brilhando nas maratonas</p></div>
<p>No masculino, Allan do Carmo, Lucas Kanieski e Samuel de Bona são os principais nomes hoje. Os dois primeiros participaram do último pré olímpico mas ficaram longe da vaga. Em geral, a situação se assemelha ao fundo brasileiro: temos bons nomes, mas falta alguém que dê um passo a frente, alce maiores resultados e consiga boas colocações a nível mundial. Nas categorias de base, recentemente aconteceu o Mundial Júnior da modalidade, e o melhor resultado brasileiro foi de Diogo Vilharinho, que terminou em 5o na prova de 7,5km, ficando a cinco segundos do pódio. Nadador do Minas, ele é uma boa promessa nas águas abertas.</p>
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		<title>O que deveriamos ter aprendido com Frank Crippen</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Aug 2012 15:59:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Londres 2012" title="Londres 2012" /><br/>Quando Frank Crippen morreu, ninguém falou que “a água estava quente para todos, por que só ele morreu?”. Mas apenas porque a tragédia já estava consumada. As pessoas tendem a adotar o ceticismo nesses casos: as explicações são sempre “desculpas”. Se Crippen abadonasse, a manchete na época seria que ele “abandonou por água quente”,e diríamos: meu Deus, por calor? Quem abandona por água quente? Mas ele morreu]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Londres 2012" title="Londres 2012" /><br/><p>Desde pequenos, aprendemos que o principal no esporte é não desistir. Seja depois de uma derrota, seja durante um treino difícil, ou depois de seguidades decepções. As frases motivacionais, os técnicos, os pais nos ensinam que, muito pior do que perder, é desistir da luta. Essa é provavelmente uma das maiores lições que o esporte ensina, e que transcende para toda vida.</p>
<p>Hoje Poliana Okimoto, cotada para ganhar medalha na maratona aquática nas Olimpíadas de Londres, abandonou a prova depois de cerca de 6km. Com quadro de hipotermina, ela saiu da água quase desmaiada, e saiu coberta e em uma cadeira de rodas. Acreditei que, pelas imagens fortes, a atleta seria poupada de questionamentos sem sentido, para esse caso em específico. Mas a generalização do “abadonou = amarelou; perdeu = amarelou e ganhou = guerreiro&#8221; pesou mesmo em um caso como esse.</p>
<p>Quero deixar claro que os atletas não são coitados. Para mim esporte é uma coisa séria, então deve ser olhado de forma séria. Nem todos que perdem devem ser louvados como vencedores só por estarem lá, nem todos que perdem o fazem de forma honrosa, alguns de fato não sabem lidar com a pressão e deveriam, porque são profissionais. Não gosto nem do discurso extremista da amarelada, nem do extremo do “coitados, não tem investimentos”. Mas colocar tudo como se fosse a mesma coisa é muito leviano.</p>
<p>Não quero entrar no mérito do caso da Fabiana Murer. Cheguei a usar o caso para dizer que são muito diferentes, porque Poliana ao menos entrou na prova e tentou (uma chinesa nem chegou a pular na água e desistiu antes). Mas na verdade nem sei se eram diferentes de fato, não sou especialista e não sei quais eram os riscos de Fabiana se saltasse, não posso opinar &#8211; seria leviano também, deixo para que os que entendem de atletismo façam isso.</p>
<p>Sobre Poliana, sim, haviam riscos. Poliana é muito magra, tem pouca gordura no corpo, e a temperatura da água estava muito fria, contrastando com a do ambiente. “Estava frio para todas”. Sim, estava. “Ela devia saber disso”. Sim, devia &#8211; e sabia, já tinha até alertado para isso antes da prova. Podemos então questionar se ela fez a preparação certa, se não deveria ter ganhado gordura nos últimos tempos, se não deveria ter treinado mais em água fria. Conheço um pouco a preparação da Poliana, por conhecer pessoas que treinaram por anos com ela, e sempre ouvi que ela treina exaustivamente. Mais do que homens, sem cansar, sem reclamar da metragem. Poliana é uma atleta única em uma natação feminina brasileira que ainda precisa melhorar demais, principalmente na postura de treinamento &#8211; não estou generalizando e temos meninas que treinam demais, mas o comprometimento é, de fato, diferente do que vemos no masculino, como o Thiago Pereira falou. No caso de Poliana, não. Ela treina como homem, mesmo.</p>
<p>Apesar de tudo isso, ela e seu técnico podem de fato ter errado alguma coisa. Não acho que é o caso e vejo essa prova como uma fatalidade, mas esse é um tema que pode e deve ser abordado, questionado, e não tenho a menor dúvida que ninguém mais do que os dois, que vivem para isso, o farão.</p>
<p>Por outro lado, me causa espanto que seja questionado o motivo porque a atleta abandonou a prova. “Será que foi só o frio?”, ou “O frio é o novo vento”. Mesmo com a imagem da atleta carregada após a prova, como histórico de uma morte de um atleta de elite em uma prova de maratonas aquáticas há dois anos, com o risco real de que acontecesse algo mais sério, ainda vejo pessoas, inclusive ex atletas, se perguntando se não há um motivo obscuro que a tenha feito “desistir” (amarelada? preguiça? cansaço? Uma atleta da África do Sul também abandonou e saiu andando, tranquila, aparentando apenas cansaço, bem diferente do que houve com Poliana).</p>
<p>Quando Frank Crippen morreu, ninguém falou que “a água estava quente para todos, por que só ele morreu?”. Mas apenas porque a tragédia já estava consumada. As pessoas tendem a adotar o ceticismo nesses casos: as explicações são sempre “desculpas”. Se Crippen abadonasse, a manchete na época seria que ele “abandonou por água quente”,e diríamos: meu Deus, por calor? Quem abandona por água quente? Mas ele morreu.</p>
<p>Para quem não conhece a história, Crippen, dos EUA era um dos melhores maratonistas aquáticos do mundo, bronze no Mundial, campeão pan-americano, cotado ao ouro em Londres. Morreu em 2010, na etapa final da Copa do Mundo, em uma água muito quente em Dubai. Não era um amador fazendo uma prova sem organização adequada e sem treinamento específico. Era um dos melhores do mundo, em uma das competições mais importantes do mundo. Pasmém, essas coisas acontecem, infelizmente.</p>
<p>Não sei até que ponto Poliana foi hoje, mas acredito que bem além dos limites. Ninguém desiste de cara. Ainda bem que ela parou a tempo. Seria lindo se ela conseguisse terminar mesmo com toda situação adversa, e alguns podem achar romântico pensar que o Crippen morreu fazendo o que amava, morreu sendo um guerreiro.</p>
<p>Eu tenho certeza que não vale a pena.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-6929" title="crippen2" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/08/crippen2.jpg" alt="" width="528" height="297" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6930" title="poliana2" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/08/poliana2.jpg" alt="" width="600" height="425" /></p>
<p><strong>Beatriz Nantes</strong> é criadora do Esporte em Pauta, nadadora até os 17 anos e apaixonada por natação desde que se entende por gente</p>
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		<title>Poliana sai da prova com quadro de hipotermia; Eva Risztov vence</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Aug 2012 14:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eva Risztov]]></category>
		<category><![CDATA[poliana okimoto]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Londres 2012" title="Londres 2012" /><br/>Depois de completar quatro das seis voltas da prova de 10km da maratona aquática, a atleta brasileira Poliana Okimoto abandonou a prova, com um quadro de hipotermina por conta da baixa temperatura. Ele saiu enrolada em cobertores e em uma cadeira de rodas, desmaiada. A prova foi vencida por Eva Risztov, Haley Anderson foi segunda e Martina Grimaldi chegou em terceiro]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Londres 2012" title="Londres 2012" /><br/><p>Depois de completar quatro das seis voltas da prova de 10km da maratona aquática, a atleta brasileira Poliana Okimoto abandonou a prova, com um quadro de hipotermina por conta da baixa temperatura. Ele saiu enrolada em cobertores e em uma cadeira de rodas, desmaiada.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-6915" title="poliana" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/08/poliana-300x146.jpg" alt="" width="300" height="146" />Poliana já vinha comentando que sua única preocupação era com a temperatura da água. Muito magra, ela sofreu principalmente com a diferença da temperatura da água (19 graus) e o calor externo. Em 2010, o nadador norte-americano Fran Crippen, bronze no Campeoanto Mundial de 2009, morreu na última etapa da Copa do Mundo de Maratonas aquáticas por conta da temperatura muito elevada da água em Dubai. Um dos melhores nadadores de águas abertas do mundo, Crippen não quis parar porque quem abandonasse a prova seria automaticamente desclassificado da Copa do Mundo, que tem etapas durante o ano inteiro. Depois dessa tragédia, a FINA mudou as regras para realização de competições.</p>
<p>Igor Souza, diretor da delegação brasileira da modalidade, disse que a atleta estava muito chateada. Treinada pelo marido Ricardo Cintra, Poliana foi nadadora de provas de fundo desde as categorias de base, onde tem recordes brasileiros muito fortes até hoje. Passou a competir em provas de maratonas aquáticas em 2005.<img class="alignright size-medium wp-image-6914" title="eva" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/08/eva-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></p>
<p>A prova foi vencida pela húngara Eva Risztov, nadadora de provas de longa distância em piscina, que inclusive participou do 400 e 800 livre em Londres, terminando em 16o e 13o na classificação geral. A norte-americana Haley Anderson chegou em segundo, seguida de Martina Grimaldi, da Itália. A vice-campeã olímpica em Pequim e campeã mundial Keri-Anne Payne, esperança britânica na prova, ficou em quarto.</p>
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		<title>Lotte Friis vence sem impressionar, Corinthians na frente após primeira etapa</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 00:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>A campeã mundial da prova marcou 16'11''76, ficando acima do recorde de campeonato. A atleta foi seguida de perto por Cecília Biagioli, argentina que defende a Unisanta e já está classificada para nadar a prova de maratonas aquáticas em Londres. Poliana Okimoto foi a melhor entre as brasileiras]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>Uma das maiores atrações do Maria Lenk, Lotte Friis venceu o 1500 livre, sua principal prova, mas sem impressionar. A nadadora marcou 16&#8217;11&#8221;76, ficando acima do recorde sulamericano e de campeonato, deixando de levar pontos para o Corinthians em sua principal prova.</p>
<p><img class="alignleft  wp-image-2628" title="lotte_friis" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/04/lotte_friis-300x199.jpg" alt="" width="180" height="119" />A atleta foi seguida de perto por Cecília Biagioli em praticamente toda a prova, descolando apenas na parcial dos 1250 metros. As duas viraram praticamente juntas no 400, perto de 4&#8217;19&#8221;0, e também muito perto no 800, na casa de 8&#8217;38&#8221;. Cecilia, argentina que defende a Unisanta e já está classificada para nadar a prova de maratonas aquáticas em Londres, chegou a virar na frente no 1.000 metros mas não foi páreo para a campeã mundial.</p>
<p>Friis ressaltou na entrevista que está em fase muito forte de treinamento e a competição funciona como um treino, mas se disse feliz de estar na competição no Brasil.</p>
<p>Entre as brasileiras, Poliana Okimoto foi a melhor, com 16&#8217;47, seguida de Carolina Bilich com 17&#8217;10. O Corinthians somou 139 pontos só nessa prova, com cinco atletas entre as oito primeiras.</p>
<p>Ao final da primeira etapa, o clube paulista lidera com <strong></strong>371 pontos, seguido pelo Pinheiros, 352. Em terceiro, o Flamengo, com 332,50, seguido de Minas Tênis e Unisanta.</p>
<p>Confira <a href="http://esporteempauta.com.br/tag/maria-lenk-2012">aqui</a> a cobertura completa do primeiro dia de competições</p>
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