Missy Franklin, 17 anos, chegou ao sétimo dia de Trials já garantida em três provas individuais em Londres: o 100 e 200 livre e o 100 costas, o que provavelmente a coloca nos três revezamentos também. Mas faltava sua prova preferida, como ela caracterizou na entrevista ao final da prova. Foi nela que ganhou o ouro no Mundial do ano

Franklin classificou para 4 provas
passado com apenas 16 anos e bateu o recorde mundial de piscina curta. E Franklin não decepcionou, e venceu com o melhor tempo do ano, 2’06”12. Beisel ficou com a segunda vaga, deixando Pelton novamente sem vaga para as Olimpíadas. Missy agora chega a Londres com chances de medalha nas oito provas.
Apesar da pouca idade, Kathleen Ledekcy, 15 anos, não era uma surpresa para os 800 livre. Ela vem nadando muito forte desde o ano passado, inspirando comparações com Janet Evans, americana que venceu a prova nas Olimpíadas de 1988 com 17 anos, em um tempo que até hoje jamais foi superado sem trajes tecnológicos – o mais antigo recorde a persistir na natação mundial. E Ledecky também não decepcionou e abriu forte, liderou a prova inteira, e venceu com um consistente 8’19”78, segundo melhor tempo do ano. Vai ser difícil vencer Rebecca Adlington, que esse ano nadou três vezes abaixo de 8’20 e é favorita ao bicampeonato olímpico, mas Ledekcy chega como maior concorrente da britânica. Kate Ziegler, que foi a Londres mas não chegou nem à final, ficou com a segunda vaga.
Em uma das provas mais aguardadas da noite, os 50 livre tiveram uma surpresa. Cullen Jones já havia surpreendido ao ficar com a segunda vaga do 100 livre, e dessa vez venceu o 50 livre com o segundo melhor tempo do ano, 21”59. A segunda vaga foi para o campeão olímpico da prova em 2000, Anthony Ervin, que ficou dez anos parado e voltou a nadar ano passado, conseguindo se classificar para sua segunda Olimpíada. Ele marcou 21”60. Nathan Adrian ficou fora, nadando para 21”68. 
Por fim, Phelps fez o que tem feito há anos no 100 borboleta: passou em sexto e chegou em primeiro. O nadador foi o único a voltar abaixo de 27”0, para 26”84. Com 51”14, ele agora tem o melhor tempo do mundo no ano e pode ser tricampeão olímpico da prova em Londres. Tyler McGill fez um forte 51”32 e ficou com a segunda vaga.
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