
Poderia gastar linhas falando das lições óbvias que aprendi com meus técnicos de natação: a importância de se construir um resultado, cair após as derrotas, respeito aos adversários, disciplina. Tudo isso é muito bonito, tão bonito que já chega a ser meio clichê, de tão incorporado na minha vida.
Em uma natação que caminha todo ano para poucos clubes absorvendo todo mundo, em uma cidade importante para a natação brasileira e em um mundo de crianças viciadas em facebook e celulares, como é bom ver tanta gente junta para nadar um estudantil. Mesmo que essa competição não seja a principal da temporada. Mesmo que muitos ali não sigam na natação. Se uma criança estiver assistindo TV e resolver nadar depois de ver essa competição, ela já terá valido a pena.
Michael Phelps, o maior medalhista olímpico da história, está de volta mesmo. Depois da novela desde meados do ano passado, quando a notícia foi publicada pela primeira vez, ele não só voltou como já em um bom nível.
Até o momento, já são 9 índices no masculino em provas olímpicas e 3 no feminino. Nas provas não olímpicas, sem contar as sobreposições, são 4 no masculino e 2 no feminino.
O segundo dia de finais não foi tão intenso como o primeiro, mas teve muitas boas marcas! Mais dois atletas fizeram índice para o Pan Pacific. No 200 peito masculino, Thiago Simon não só confirmou seu índice como nadou melhor do que pela manhã
Graciele abriu o revezamento 4×50 livre com novo recorde sul-americano, de 24”76. O Pinheiros teve um belo dia de finais, com vitórias de Larissa Oliveira no 200 livre e Fabio Santi no 100 costas
Os resultados não mentem: Matheus Santana já é uma realidade. O juvenil que bateu os fortes recordes de categoria de Cesar Cielo conquistou, no Sulamericano deste ano, seu primeiro resultado de alto nível no absoluto
Aos 29 anos, Kaio Marcio de Almeida ainda quer mais na natação. Após três participações olímpicas (2004, 2008 e 2012), uma passagem treinando no Fluminense e um período sem treinar, o nadador está de volta a sua cidade natal, João Pessoa.
Com personalidade forte, Larissa Martins Oliveira é um dos maiores destaques da nova leva de velocistas brasileiras. Natural de Juiz de Fora e nadadora do Pinheiros desde 2011, Larissa tem 21 anos e é especialista no 100 e 200 livre. A nadadora estreou em Mundiais de piscina longa em Barcelona, no ano passado
Comecei a treinar fundo com 12 anos. A nadar mesmo, foi com apenas 2 anos de idade, mas com 12 que eu descobri que eu era fundista. No início, entre meus 7 a 11 anos, eu era muito ruim, um terror. Quando eu não chegava em último, eu vibrava. Mas naquela época, as provas eram curtas: 25 metros, no máximo 50. Então, desde pequena minhas fibras rápidas não demonstravam.