
Só faltava o 800 livre, e Ledekcy não decepcionou. Depois de vencer o 400 livre com o primeiro sub-4’00 sem trajes tecnológicos e quebrar o recorde mundial do 1500 livre com mais de 6 segundos de diferença, a norte-americana completou a tríade da longa distância, novamente com recorde mundial. Com 8’13”86, Ledekcy se tornou a primeira a baixar o mítico tempo de Janet Evans sem trajes tecnológicos.
Depois de bater o recorde mundial do 100 metros peito na semifinal da prova, a lituana Ruta Meilutyte repetiu a dose na prova de 50 peito. Com 29”48, a nadadora novamente superou o recorde mundial na semifinal, e amanhã nadará a grande final da prova na baliza 4.
Em prova perfeita, Cesar Cielo tornou-se o primeiro tricampeão mundial do 50 livre da história da competição. Com 21”32, Cielo fez o melhor tempo da prova sem trajes tecnológicos, e teve a revanche depois de ser bronze nas Olimpíadas de Londres-2012. Florent Manaudou, que na semifinal fez o melhor tempo do mundo este ano, nadou mal e fez 21”64, ficando apenas em quinto lugar.
Depois de ser bronze no 200 medley, Thiago Pereira decidiu, após conversa com seu técnico Albertinho, nadar a prova em que é medalhista olímpico. Antes do início do Mundial, Thiago havia dito que não nadaria a prova – após Londres-2012, chegou a dizer que aquela era a última vez que nadava a prova.
A final do 50 livre no Mundial de Barcelona terá oito medalhistas olímpicos. Florent Manaudou é o homem a ser batido: o campeão olímpico fez hoje o melhor tempo do ano e o terceiro melhor da história sem trajes, nadando para 21”37 – o melhor é 21”34, estabelecido por ele em Londres. Cesar Cielo avançou com o terceiro tempo, empatado com Nathan Adrian, com 21”60.
No dia mais extenso de seu programa de provas, Ryan Lochte começou bem: o norte-americano levou o 200 costas com a marca de 1’53”79, conquistando o bicampeonato mundial da prova. Lochte liderou desde os primeiros 50 metros, e conquistou seu segundo ouro da competição, um dia depois de se tornar tricampeão mundial do 200 medley. A mrca com que ganhou foi pior do que o tempo de Shangai 2011 (1’52”96), assim como aconteceu no 200 medley e na maioria das provas masculinas da competição.
Um dia depois do australiano James Magnussen vencer o 100 livre masculino, sua conterrânea Cate Campbell venceu a versão feminina da prova. Havia grande expectativa para recorde mundial – especialmente após a passagem de 24”85 nos primeiros 50 metros – mas Cate cansou no final e fechou para 52”34, um centésimos acima de sua melhor marca deste ano. É o primeiro título individual da nadadora, que ano passado foi campeã olímpica do revezamento 4×100 livre.
Vladimir Morozov começou espetacular. O russo passou para 21”94, mas a estratégia não deu certo: Morozov foi engolido por Magnussen, Adrian e Jimmy Feigen. Magnussen e Feigen voltaram exatamente para o mesmo parcial: 24”91, e fez diferença o primeiro 50 um pouco mais forte de Magnussen. 47”71 é pior do que sua melhor marca deste ano (47”53), pior do que sua melhor marca (47”10) e pior do que o tempo com que levou o título de 2011 (47”63). Mesmo assim, Magnussen disse que foi um dos momentos mais marcantes de sua carreira.
Rikke Pedersen levou a torcida ao delírio nesta quarta-feira no Palau Sant Jordi. A dinamarquesa nadou para 2’19”11 na primeira semifinal do 200 peito, superando a antiga marca de Rebecca Soni estabelecida há exatamente 364 dias nas Olimpíadas de Londres: 2’19”59. Rikke ficou muito emocionada e chorou na piscina – ela foi quarta colocada nos Jogos de Londres.
Um ano depois de ser prata nas Olimpíadas de Londres, Thiago Pereira conquistou sua primeira medalha de Mundial. Na prova de 200 medley – sua preferida – Thiago nadou para 1’56”30, 44 centésimos melhor que em Londres, conquistando a medalha de bronze.