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  • Magnussen é bicampeão do 100 livre: “hoje sou mais forte mentalmente”

    01/08/2013 por Beatriz Nantes em Cobertura prova a prova, Coberturas, Home, Natação / Sem comentários

    Em uma das provas mais esperadas da competição, as marcas ficaram aquém do esperado, mas não faltou emoção, a começar pelos duelos particulares.

    Há um ano, Nathan Adrian venceu a prova nas Olimpíadas batendo James Magnussen por um centésimo, quando o australiano era o franco favorito e tinha o melhor tempo do ano (47”10), que não foi superado na final. Vladimir Morozov e Marcelo Chierighini, que nadaram lado a lado na raia 2 e 3, são velhos conhecidos do NCAA norte-americano e Morozov levou a melhor nas disputas este ano. Correndo por fora, Fabien Gilot chegava credenciado pelo melhor tempo do revezamento 4×100 livre.

    Vladimir Morozov começou espetacular. O russo passou para 21”94, abaixo da parcial do recorde mundial e uma parcial muito forte para ser feita na virada. A estratégia não deu certo: Morozov voltou para 26”07 (o única acima de 26”) e foi engolido por Magnussen, Adrian e Jimmy Feigen. Magnussen e Feigen voltaram exatamente para o mesmo parcial: 24”91, e fez diferença o primeiro 50 um pouco mais forte de Magnussen. 47”71 é pior do que sua melhor marca deste ano (47”53), pior do que sua melhor marca (47”10) e pior do que o tempo com que levou o título de 2011 (47”63). Mesmo assim, Magnussen disse que foi um dos momentos mais marcantes de sua carreira.

     

    Feigen foi prata ocm 47”82 e Adrian bronze com 47”84. Na coletiva de imprensa após a prova, Adrian fez um paralelo entre sua carreira e a de Feigen: enquanto ele só passou a participar de provas individuais nas grandes competições em 2011, subir ao pódio pela primeira vez em 2012 e ser medalhista individual de um Mundial em 2013, Feigen já mostra uma curva mais rápida. O nadador discordou “Acho simplesmente incrível estar aqui sentado nessa coletiva de imprensa com o Adrian”.

    Sobre a diferença entre o título de Shangai-2011 e este, Magnussen falou sobre a diferença na pressão, mas a emoção de dessa vez ter superado obstáculos importantes. “Dizem que a ignorância é uma benção, e isso é verdade. Daquele vez eu não tinha nenhuma pressão, era meu primeiro Mundial. Mas dessa vez eu passei por tanta coisa nos últimos 6 e 12 meses, sinto que estou mais forte mentalmente. Foi uma prova muito importante para mim, um dos momentos mais importantas até agora”.

    O australiano ressaltou muito a mudança desde Londres. “Acho que hoje sou mais forte mentalmente. Eu e meu técnico sentimos a diferença do apoio do time australiano também, dessa vez eu soube lidar melhor com o revezamento que não foi como esperava no primeiro dia. Há um ano isso me derrubou, e eu e meu técnico ficamos isolados lidando com aquilo, dessa vez tivemos apoio do time, isso foi bom”. Ele ressaltou ainda a maturidade de se manter em sua prova e sua estratégia e não se deixar levar pelo primeiro parcial muito forte de Morozov, por exemplo, e disse que desligou suas redes sociais há cerca de 6 semanas, para não ter distrações.

    O australiano nada agora a prova de 50 livre. “Há pelo menos sete atletas que podem ganhar o 50 livre. Eu não estou pensando na prova ainda, mas acho que o importante é passar pela eliminatória e semifinal porque na final tudo pode acontecer. O Florent ganhou ano passado nadando na raia 7, então o importante é estar na final”.

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    • James Magnussen

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