﻿
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
xmlns:rawvoice="http://www.rawvoice.com/rawvoiceRssModule/"
>

<channel>
	<title>Esporte em Pauta &#187; Rui Barboza Neto</title>
	<atom:link href="https://esporteempauta.com.br/author/rui/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://esporteempauta.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Oct 2014 13:33:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.8.3</generator>
<!-- podcast_generator="Blubrry PowerPress/5.0.3" mode="advanced" -->
	<itunes:summary></itunes:summary>
	<itunes:author>Esporte em Pauta</itunes:author>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="https://esporteempauta.com.br/wp-content/plugins/powerpress/itunes_default.jpg" />
	<itunes:subtitle></itunes:subtitle>
	<image>
		<title>Esporte em Pauta &#187; Rui Barboza Neto</title>
		<url>https://esporteempauta.com.br/wp-content/plugins/powerpress/rss_default.jpg</url>
		<link>https://esporteempauta.com.br</link>
	</image>
	<item>
		<title>Opinião: Novos tempos, velhos hábitos</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-novos-tempos-velhos-habitos</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-novos-tempos-velhos-habitos#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Dec 2012 16:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rui Barboza Neto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=9017</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Neste momento de valorização do Esporte, práticas ultrapassadas não deveriam existir. Para sermos potência esportiva só investimento não basta, uma boa gerência também é necessária. Os prefeitos/as e suas assessorias devem ter em mente que para cuidar do Esporte de sua cidade tem que haver alguém competente e sensível com a formação e continuidade esportiva. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><div>Hoje em nosso país se fala muito sobre Esporte. Com a chegada dos megaeventos esportivos, o Brasil respira Esporte. Novos tempos para quem gosta, pratica, acompanha, torce, admira, sonha, trabalha e que de alguma forma esteja ligado com este fenômeno social. Hoje assuntos como atrasos de vôo, mobilidade urbana, infraestrutura, confusões em espetáculos esportivos sempre remetem aos megaeventos. Não há dúvida,<span style="color: #000000;"> </span>hoje e nos próximos anos cada vez mais o foco será o Esporte.</p>
<p>Os investimentos nesta área têm <a href="http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2012/07/16/investimento-de-verba-publica-no-ciclo-olimpico-bate-recorde-e-passa-dos-r-2-bi.htm" rel="nofollow" target="_blank"> aumentado</a> e <a href="http://www.esporte.gov.br/arquivos/londres2012/planoBrasilMedalhas.pdf" rel="nofollow" target="_blank">continuarão aumentando</a>, as atenções do poder público também. Estas informações devem ser ressaltadas. Porém velhos hábitos ainda contaminam o mundo esportivo.<a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/esporte.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9018" title="esporte" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/12/esporte-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Ano eleitoral e a troca ou continuidade de prefeitos(as) e consequentemente seus secretários(as) geram em alguns casos términos de projetos esportivos ou equipes/times. Essa prática, infelizmente comum, é perniciosa para todos os <span>envolvidos com </span>o Esporte. Quando se acaba com uma equipe não se leva em consideração os atletas nem seus técnicos. Em tempos em que o Brasil é o centro do mundo quando se fala em megaeventos, tal prática além de obsoleta também é contraditória. Ao invés de incentivar, prefeituras acabam destruindo e desestimulando o acesso à prática de determinadas atividades esportivas.</p>
<p>Isso ocorre no atletismo desde que conheço a modalidade. Troca-se uma prefeitura, cortam verba em determinadas áreas, concursados são transferidos, os contratados por prestação de serviço não tem seus contratos renovados e os atletas ficam órfãos. Pior, ficam sem perspectiva de darem continuidade aos seus treinamentos. Os <span>de maior destaque</span> até conseguem uma cidade próxima para <span>continuar</span>, apesar do deslocamento ser um empecilho. Mas os que estão em formação ou ainda não atingiram resultados ficam sem opção, mudando de modalidade ou simplesmente cessando suas atividades esportivas orientadas.</p>
<p>Não preciso ressaltar o quanto se perde com o fim de uma equipe. Qualquer alegação não convence. Corte de gastos, mudança de gestão, perda de espaço, mau uso da verba pública entre outras. Sempre há uma outra saída sem ser o fim de uma equipe. Mas o que falta é alguém nessas instâncias de gerência com olhar sensível a tais situações.</p>
<p>Neste momento de valorização do Esporte, práticas ultrapassadas como essas não deveriam existir. Para sermos potência esportiva só investimento não basta, uma boa gerência também é necessária. Os prefeitos/as e suas assessorias devem ter em mente que para cuidar do Esporte de sua cidade tem que haver alguém competente e sensível com a formação e continuidade esportiva. Afinal, na Seção III, artigo 217 da Constituição da República Federativa do Brasil afirma que é dever do Estado fomentar práticas desportivas como direito do cidadão, portanto já que há esse dever, que se cumpra da melhor forma possível e não de qualquer jeito.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1.jpg"><img class="alignleft  wp-image-7922" title="rui" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1-150x150.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a><strong>Rui Barboza Neto</strong> é bacharel em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, treinador de atletismo e preparador físico da Associação a Hebraica de São Paulo. Foi comentarista do UOL nas provas de salto com vara e em altura</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-novos-tempos-velhos-habitos/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Opinião: Nelson Prudêncio, exemplo nas pistas e principalmente fora delas</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-nelson-prudencio-exemplo-nas-pistas-e-principalmente-fora-delas</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-nelson-prudencio-exemplo-nas-pistas-e-principalmente-fora-delas#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Nov 2012 10:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rui Barboza Neto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Prudencio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=8862</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Nelson se vai mas deixa um legado e exemplos. Mostra que o bom atleta também pode ser um bom professor. Mostra que o grande atleta através do estudo pode enobrecer ainda mais. Mostra que precisamos dar a devida atenção para uma prova onde já conseguimos, mesmo com restrições, produzir espetaculares atletas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><div>
<p>Foi uma semana de perda irreparável para o atletismo mundial. O triplista Nelson Prudêncio, medalhista olímpico em 1968 no México e em 1972 em Munique, nos deixou na última sexta-feira. Sua trajetória, suas conquistas e sua importância para o Esporte e Educação no nosso país já foram bem citadas em todos os meios de comunicação. Neste texto quero apenas ratificar o grande exemplo que Nelson nos deixou atuando pós aposentadoria nas pistas.</p>
<p>Não há dúvida <span>de </span>que Prudêncio é <span>um </span>amante do Esporte, do Atletismo e da prova que o projetou para a fama. Como todos sabem, além de estupendo atleta ele seguiu carreira universitária e produziu uma tese de doutorado sobra a prova. Era professor na UFSCAR e também atuava como dirigente na Cbat. Sabemos também da dificuldade que é ter um título de doutorado e se tornar professor universitário,<span>m</span>as para Nelson o assunto da sua tese parece que deixou o caminho mais ameno. Teorizar <span style="color: #000000;">sobre </span>algo que marcou sua vida e que ele amava ajudou a superar as barreiras naturais do caminho acadêmico.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/11/prudencio1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8863" title="prudencio" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/11/prudencio1.jpg" alt="" width="625" height="339" /></a></p>
</div>
<p>Considerando que na atualidade vemos alguns ex-atletas querendo transmitir conhecimento baseado apenas na sua vivência prática, Nelson mostra que pode-se ir muito, mas muito mais longe. Obviamente ninguém precisa chegar no patamar dele para poder transmitir e compartilhar conhecimento, mas um mínimo de teoria e estudo se faz necessário. Quando Nelson resolve estudar a fundo a prova de Salto Triplo na formação do atleta, ele claramente mostra que se preocupou em deixar um legado não só histórico &#8211; pelas suas conquistas &#8211; mas também teórico. Quando ele falava sobre salto triplo era com propriedade, baseado em argumentos sólidos conquistados <span>também </span>em anos de estudos e de pesquisa.</p>
<p>Salto triplo é uma prova peculiar aqui no Brasil. Não temos muitos praticantes. Até mesmo dentro do Atletismo ela não é nem de perto a mais praticada. Mas ainda assim produzimos três medalhistas olímpicos e ex-recordistas mundiais e recentemente estávamos entre os tops do mundo na prova com Jadel Gregório, atual recordista Sul-americano. Algo de especial acontece nesta prova aqui. Deveríamos olhar com muito mais atenção para ela. Deveríamos ter a mesma atenção que Prudêncio tinha. Não é exagero dizer que o Salto Triplo é uma das principais provas onde o Brasil lançou destaques mundiais <span>-</span> e isso comparado ao Esporte tupiniquim e não só ao Atletismo nacional.</p>
<p>Para nossa alegria, assim como Nelson temos vários ex-atletas que seguiram carreira acadêmica tornando<span>-se</span> também professores doutores, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, treinadores com base teórica e outras profissões que exercem com maestria. Mas por nossa má cobertura esportiva nos meios de comunicação, já debatida superficialmente <a href="http://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-cultura-esportiva" rel="nofollow" target="_blank">aqui,</a> o exemplo de Prudêncio acaba tendo um apelo midiático muito maior. Quem sabe um dia teremos mais destes exemplos <span>estampados</span> nos jornais. Por que não<span style="color: #000000;"> esperar que </span>esse episódio do nosso triplista/doutor também sirva para incentivar a divulgação destes outros exemplos?</p>
<p>Nelson se vai mas deixa um legado e exemplos. Mostra que o bom atleta também pode ser um bom professor. Mostra que o grande atleta através do estudo pode enobrecer ainda mais. Mostra que precisamos dar a devida atenção para uma prova onde já conseguimos, mesmo com restrições, produzir espetaculares atletas. Mostra que se deve batalhar, não importando qual via, naquilo que se gosta e se acredita. Mostra que <span>se pode</span> alcançar o sucesso em diversas fases da vida. Obrigado, Nelson Prudêncio.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1.jpg"><img class="alignleft  wp-image-7922" title="rui" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1-150x150.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a><strong>Rui Barboza Neto</strong> é bacharel em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, treinador de atletismo e preparador físico da Associação a Hebraica de São Paulo. Foi comentarista do UOL nas provas de salto com vara e em altura</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-nelson-prudencio-exemplo-nas-pistas-e-principalmente-fora-delas/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Opinião: Cultura Esportiva</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-cultura-esportiva</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-cultura-esportiva#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Nov 2012 13:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rui Barboza Neto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=8806</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/> Assim como exigimos fiscalização das obras de arenas esportivas, obras de infraestrutura, aeroportos que dêem conta da demanda, hotéis que consigam absorver os visitantes, pessoas preparadas para atender o turista e todas estas reivindicações que aparecem nos veículos de comunicação, também temos que melhorar e muito nossa cultura esportiva. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><p>Neste período de baixa nas competições, alguns atletas descansam e outros já iniciam a pré-temporada para 2013. Saindo um pouco das competições de alto rendimento, gostaria de compartilhar um momento que participei e, por mais simples que ele seja, considero muito importante para repensarmos o valor do Esporte em nosso país. Falarei sobre a abertura de uma competição escolar que levantou uma velha questão sobre a qual ainda não tinha escrito por aqui.</p>
<div>
<div dir="ltr">
<div>
<p>Este torneio, que envolveu diversas modalidades, <span>incluiu </span>também o Atletismo. Essa raridade &#8211; ter Atletismo em competições Interescolares &#8211; já nos mostra o quanto engatinhamos no quesito de formação de atleta. Mas não é <span>este</span> o ponto que quero <span>abordar</span>. <span>Ressaltei</span> <span>a existência de</span> diversas modalidades pois como todo evento <span>grande</span>, este <span>teve</span> uma Cerimônia de Abertura. Além das declarações, apresentações, acendimento da pira, juramento e desfile das escolas participantes, também <span>houve</span> a presença de uma personalidade esportiva. O atleta em questão era o recordista sul-americano do salto com vara, Fábio Gomes da Silva.</p>
<p>Fábio foi homenageado pelo Colégio anfitrião dos Jogos com uma placa comemorativa entregue a ele durante a cerimônia. Quando ele adentrou ao ginásio muitas crianças abriram um sorriso por poderem estar perto de um atleta deste porte. Após a cerimônia a procura por pais e alunos para <span>tirar </span>uma foto com ele foi grande. Natural, certo? Afinal estavam diante da pessoa que saltou mais alto na história sul-americana do salto com vara, além de campeão pan-americano e finalista do mundial de Daegu em 2011. Porém esse reconhecimento só foi possível pois antes de sua entrada o orador do evento <span>anunciou</span> suas conquistas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Captura-de-Tela-2012-11-19-às-11.34.15.png"><img class="aligncenter  wp-image-8815" title="Captura de Tela 2012-11-19 às 11.34.15" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Captura-de-Tela-2012-11-19-às-11.34.15.png" alt="" width="634" height="451" /></a></p>
<p>Se Fábio ficasse sentado na arquibancada o tempo todo da cerimônia talvez não tivesse <span>sequer</span> sido reconhecido. Esta situação é muito comum não só com atletas do atletismo mas com diversas outras modalidades que não <span>têm </span>um grande apelo midiático. Quando as pessoas sabem das conquistas destes atletas a admiração e o reconhecimento <span>aparecem</span>. Quanto mais informação <span>sobre</span> as dificuldades que estes atletas passam para alcançar tais conquistas, menos comentários bizarros são feitos. A questão é, até quando teremos uma cultura esportiva assim? Até quando excelentes atletas passarão <span>desapercebidos </span>pelo simples fato de não terem a merecida divulgação de sua imagem?</p>
<p>Vale lembrar que sediaremos o maior evento esportivo do planeta daqui a 4 anos. Assim como exigimos fiscalização das obras de arenas esportivas, obras de infraestrutura, aeroportos que dêem conta da demanda, hotéis que consigam absorver os visitantes, pessoas preparadas para atender o turista e todas estas reivindicações que aparecem nos veículos de comunicação, também temos que melhorar e muito nossa cultura esportiva. E a melhor forma de massificar essa cultura é utilizar os meios de comunicação. Os jornais e jornalistas que se dedicam <span>à</span> cobertura de eventos esportivos <span>devem ser</span> fiscalizados também.<span> Deve-se</span> exigir um melhor trabalho, melhores pautas, melhores coberturas, melhores comentários.</p>
<p>A divulgação dos principais atletas de cada modalidade por parte dos meios de comunicação fará com que estes possam utilizar melhor sua imagem. O espaço para divulgação dos detalhes das suas atividades <span>trará mais</span> conhecimento aos espectadores esportivos. Tal conhecimento <span>promoverá o amadurecimento da</span> nossa cultura esportiva. O problema é que tempo e espaço para notícias de Esporte são restritos. Assim como são Entretenimento, Economia, Política e outros. Por isso, uma melhor utilização deste tempo/espaço precisa ser pensada <span>e implementada</span>.</p>
<p><span>Segue </span>um exemplo <span>a partir do qual vários outros podem ser pensados</span>. Não há problema em divulgar o estado civil do Neymar, mas tal notícia tem que estar na sessão de curiosidades ou fofoca, não <span>na</span> de Esporte. A cada notícia que não tem a ver com Esporte <span>mas </span><span>que </span><span>é dada no espaço destinado a Esporte só porque</span><span> se refere </span><span>um atleta famoso</span>, deixa-se de noticiar um fato importante ou algum dado relevante sobre <span>o mundo esportivo</span>. Um jogador que é pego no bafômetro não <span>deveria </span>aparecer <span>sequer</span>um minuto em um programa esportivo. <span>Que passe </span>no programa policial, mas esportivo não dá.</p>
<p>Infelizmente nossa realidade está longe disso e atletas que não tem muito espaço em mídia continuam sendo preteridos perdendo espaço para fatos irrelevantes do ponto de vista esportivo. Assim como precisamos evoluir em muitos aspectos<span> -</span> infraestrutura para competições e treinamentos, detecção de talentos, aprimoramento dos profissionais do esporte <span>- </span>nossos meios de comunicação também <span style="color: #000000;">precisam</span>. Quem sabe assim atletas como Fábio Gomes dispensariam apresentações e simplesmente entrariam em cerimônias sendo reconhecidos instantaneamente.</p>
<p>Em tempo, gostaria de compartilhar o clipe que já está fazendo sucesso, assim como a música já fez. Do meu amigo e atleta Davidson Henrique, ele que compete por Barueri nas provas de Lançamento e Arremesso, faz parte do grupo Distorção Sonora e ajudou na composição do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AbWNjpnOG7E" rel="nofollow" target="_blank">Hino do Atletismo</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1.jpg"><img class="alignleft  wp-image-7922" title="rui" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1-150x150.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a><strong>Rui Barboza Neto</strong> é bacharel em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, treinador de atletismo e preparador físico da Associação a Hebraica de São Paulo. Foi comentarista do UOL nas provas de salto com vara e em altura</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-cultura-esportiva/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Opinião: Pé fraturado de Feofanova mostra que as críticas sobre Fabiana Murer foram injustas</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-pe-fraturado-de-feofanova-mostra-que-as-criticas-sobre-fabiana-murer-foram-injustas</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-pe-fraturado-de-feofanova-mostra-que-as-criticas-sobre-fabiana-murer-foram-injustas#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2012 12:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rui Barboza Neto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[fabiana murer]]></category>
		<category><![CDATA[Feofanova]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=8357</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Quando criticaram Fabiana pela desistência de saltar, nem se preocuparam em comentar que a experiente russa Feofanova passou pela mesma dificuldade. Pouco mais de um mês depois, Feofanova mostra o estrago deste salto. Temos dois pontos para analisar. O primeiro é a constatação que o vento pode sim prejudicar de forma lesiva o atleta no salto com vara. O segundo é a crítica à organização dos Jogos]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><div>
<p>Há alguns dias recebi pela <a href="http://esporteempauta.com.br/author/admin" rel="nofollow" target="_blank">Beatriz Nantes</a> <a href="http://surtoolimpico.blogspot.com.br/2012/09/ex-recordista-mundial-afirma-que.html" rel="nofollow" target="_blank">esta notícia</a>. Com a polêmica que se deu durante os Jogos sobre a Fabiana Murer, o vento e sua desclassificação, não podia deixar de escrever algo relacionado. <a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/10/feofanova.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8358" title="feofanova" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/10/feofanova-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" /></a></p>
<p>Como leram na matéria, a russa Feofanova quebrou o pé no seu segundo salto. Pra quem não se lembra, neste salto ela caiu fora do colchão (você pode relembrar assistindo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lD7InH6eslk" rel="nofollow" target="_blank">aqui adiantando o video até 2h13m14s</a>). No dia poucos deram importância para o fato. Quando criticaram Fabiana pela desistência de saltar nem se preocuparam em comentar que a experiente russa Feofanova, ex-recordista mundial, medalhista olímpica (prata em Atenas e bronze em Pequim), passou pela mesma dificuldade. Eis que, pouco mais de um mês depois, Feofanova mostra o estrago deste salto e tece críticas à organização dos Jogos.</p>
<p>Temos dois pontos para analisar. O primeiro é a constatação que o vento pode sim prejudicar de forma lesiva o atleta no salto com vara. Já escrevi bastante sobre este assunto, não pretendo me alongar nele, este fato é apenas mais um dos que embasam minha opinião. Se tiverem curiosidade para saber mais sobre minha opinião, clique em <a href="http://olimpiadas.uol.com.br/analise/rui-barboza-neto/2012/08/04/fabiana-murrer-refuga-duas-vezes-e-esta-fora-da-final-no-salto-com-vara.htm" rel="nofollow" target="_blank">&#8220;</a><a href="http://olimpiadas.uol.com.br/analise/rui-barboza-neto/2012/08/04/fabiana-murrer-refuga-duas-vezes-e-esta-fora-da-final-no-salto-com-vara.htm" rel="nofollow" target="_blank">O vento realmente estava oscilando muito e atrapalhou Fabiana Murer&#8221;</a>, <a href="http://olimpiadas.uol.com.br/analise/rui-barboza-neto/2012/08/05/o-vento-que-derrubou-fabiana-tambem-trouxe-licoes-para-a-torcida.htm" rel="nofollow" target="_blank">&#8220;O vento que derrubou Fabiana também trouxe lições para a torcida</a><a href="http://olimpiadas.uol.com.br/analise/rui-barboza-neto/2012/08/05/o-vento-que-derrubou-fabiana-tambem-trouxe-licoes-para-a-torcida.htm" rel="nofollow" target="_blank">&#8220;</a>,  <a href="http://olimpiadas.uol.com.br/analise/rui-barboza-neto/2012/08/07/o-vento-de-fabiana-se-tornou-um-furacao-de-piadas-injustas.htm#comentarios?cpmid=ctw-olimpiadas-2012-news" rel="nofollow" target="_blank">&#8220;</a><a href="http://olimpiadas.uol.com.br/analise/rui-barboza-neto/2012/08/07/o-vento-de-fabiana-se-tornou-um-furacao-de-piadas-injustas.htm#comentarios?cpmid=ctw-olimpiadas-2012-news" rel="nofollow" target="_blank">O vento de Fabiana se tornou um furacão de piadas injustas&#8221;</a> e <a href="http://esporteempauta.com.br/atletismo/fracasso-nos-jogos-nao-pode-ser-determinante-para-o-ostracismo-do-atleta" rel="nofollow" target="_blank">&#8220;Fracasso nos Jogos não pode ser determinante para o ostracismo do atleta&#8221;</a>.  Quando muitos tiraram sarro da nossa atleta talvez não acreditassem nessa hipótese. Espero que hoje reconsiderem tal opinião.</p>
<p>O segundo é a crítica à organização dos Jogos. Ela realmente errou em deixar a prova seguir? Foi displicência por parte dela? Tais perguntas devem tomar sempre um certo cuidado antes de serem respondidas. Analisando e conversando com quem vivenciou aquela semana de Jogos no Estádio Olímpico, o vento estava forte e oscilante durante os três primeiros dias. Depois ele continuou de forma mais branda. A arquitetura destes estádios são pensadas para este tipo de situação, ou seja, analisa o impacto de uma ventania no estádio. Não acredito que este Estádio teria sido mal projetado como a russa chegou a afirmar dizendo que a área de salto estava no local errado. Depois de construído são realizados eventos menores e são nestes <span>em que se pode </span>conhecer alguma dificuldade ou empecilho com o objetivo de fazer mudanças em tempo hábil. O reconhecimento do Estádio pelos atletas antes dos Jogos também serve para saberem quais dificuldades serão encontradas. Portanto, a meu ver houve uma ventania um pouco incomum no local durante alguns dias que influenciaram na prova e não um erro na construção ou localização do setor do salto com vara.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/10/fabiana.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8359" title="fabiana" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/10/fabiana.jpg" alt="" width="620" height="350" /></a><br />
Ainda assim a Organização não pode ser isenta de culpa, pois se há uma ventania incomum ela poderia intervir e adiar a prova. Porém, todos sabem que o calendário olímpico é apertado, qualquer alteração influencia e muito na programação. Para a Organização tomar tal atitude a situação teria que estar insustentável. Não era o caso. Não há dúvidas que muitas atletas sofreram com a situação. Mas também temos que reconhecer que para algumas teve pouca influência e para uma não teve influência. Então como decidir? Seria justo com a atleta que se preparou para tal situação a Organização adiar a prova?É notório que qualquer decisão geraria críticas. Infelizmente foi uma situação atípica e para nossa atleta e para a russa Feofanova o vento levou as chances de pódio. Feofanova preferiu criticar a Organização, está no seu direito, mas no meu modo de ver serve apenas como explicação para seu insucesso.</p>
<p>Parafraseando Lauret Godoy, no esporte não existe lógica e a vitória é o resultado de um momento.  Isso resume muito a situação. No dia as situações estavam adversas e passou da qualificação quem conseguiu superar tais dificuldades. Porém isso não determina a habilidade de um atleta nem tão pouco a falha na organização. As dificuldades existem no esporte, o atleta conseguirá superar algumas e em outras terá problemas. A Organização só pode intervir quando há claras evidências que a prova não pode ser realizada. E estas evidências devem apresentar risco iminente ou impossibilidade de execução da prova para a maioria dos atletas. No dia aconteceu que o risco se mostrou razoável mas não suficiente para adiar a prova. As atletas encontraram uma forma de superá-lo, mesmo que suas marcas fossem bem mais baixas das que estão habituadas. Fabiana preferiu não arriscar. E infelizmente nos Jogos Olímpicos tudo ganha<span style="color: #ff0000;"><strong> </strong></span>uma dimensão maior. E assim Fabiana recebeu duras críticas que cada vez se mostram mais falhas. Uma pena que o pedido de desculpas nunca virá.</p>
</div>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1.jpg"><img class="alignleft  wp-image-7922" title="rui" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1-150x150.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a><strong>Rui Barboza Neto</strong> é bacharel em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, treinador de atletismo e preparador físico da Associação a Hebraica de São Paulo. Foi comentarista do UOL nas provas de salto com vara e em altura</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/opiniao-pe-fraturado-de-feofanova-mostra-que-as-criticas-sobre-fabiana-murer-foram-injustas/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fracasso nos Jogos não pode ser determinante para o ostracismo do atleta</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/fracasso-nos-jogos-nao-pode-ser-determinante-para-o-ostracismo-do-atleta</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/fracasso-nos-jogos-nao-pode-ser-determinante-para-o-ostracismo-do-atleta#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Sep 2012 11:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rui Barboza Neto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Diamond League]]></category>
		<category><![CDATA[fabiana murer]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=8089</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Mesmo com a falha nos Jogos, Fabiana Murer continua figurando entre as melhores atletas do mundo em sua prova, como atesta a segunda colocação na Diamond League deste ano. Não quero tirar a importância dos Jogos, na minha opinião um campeão olímpico merece todos os louros da conquista, ele é único. Mas uma coisa não exclui a outra. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><div>
<p>A Samsung Diamond League se encerrou no dia 07/09. Para quem não conhece, a competição é uma Liga, composta por várias etapas, realizadas em diversas cidades do mundo ao longo do ano. São convidados atletas de vários países para compor cada prova da competição. Normalmente vão os melhores do planeta. A cada etapa os três primeiros colocados somam pontos e no final do ano o atleta que somar a maior pontuação fatura o farto prêmio da competição (40 mil dólares e um troféu de diamantes).<a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/fabiana.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8090" title="fabiana" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/fabiana-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a></p>
<p>Fabiana Murer foi a única atleta do Brasil a figurar na lista final da Liga. Isto já demonstra que ela é a nossa principal atleta na modalidade. Mas o fato dela terminar em segundo lugar no fim da sessão ratifica o destaque mundial que é. Poderia citar os títulos e marcas que ela já alcançou, mas vou me ater a esta competição, pois neste ano, por conta da sua participação abaixo do esperado nos Jogos Olímpicos, ela foi acusada de estar em má forma. Não é verdade. Fabiana liderou até a última etapa a Liga. Ela enfrentou quase todas as mesmas atletas que estavam em Londres, portanto o resultado é expressivo. E perdeu a primeira colocação na etapa final para a alemã Silke Spigelburg, que venceu esta última etapa.</p>
<p>Para conquistar o vice-campeonato, Murer pontuou em cinco etapas das seis que participou. Na etapa de Doha ela não foi. Silke conquistou o troféu pontuando em quatro de cinco participações, deixando de participar de duas etapas. E por que um bom resultado deste não tem muito destaque? Pois infelizmente no Brasil os Jogos Olímpicos determinam a fama ou não do atleta. Não querendo tirar a importância dos Jogos, na minha opinião um campeão olímpico merece todos os louros da conquista, ele é único. Mas uma coisa não exclui a outra. O fracasso nos Jogos não pode ser determinante para o ostracismo do atleta. E isso acontece aqui inúmeras vezes. Quero ressaltar que mesmo com a falha nos Jogos, Fabiana Murer continua figurando entre as melhores atletas do mundo em sua prova.</p>
<p>Para se ter uma ideia aqui vão alguns dos atletas que abocanharam os primeiros lugares na soma das etapas da Samsung Diamond League: Bolt, o fenômeno do atletismo conquistou o título dos 100m e o vice nos 200m; o domenicano Lugelin Santos (prata em Londres)  ficou com o vice nos 400m rasos. Outro extraordinário atleta, o queniano David Rudisha, recordista mundial dos 800m rasos, ficou em segundo lugar. Nos 110m com barreira o campeão olímpico Aries Merrit levou o troféu de diamante para casa. O britânico Robert Grabarz, medalha de bronze em Londres, faturou a Liga no salto em altura. No salto com vara, o campeão foi ninguém menos <span>do</span> que o recordista olímpico, o francês Renaud Lavillenie, medalha de ouro em Londres.</p>
<p>No feminino, Carmelita Jeter, prata em Londres, também ficou em segundo no final da Liga, na prova dos 100m rasos. Sanya Richards, campeã olímpica em 2012 nos 400m rasos, terminou a liga em segundo lugar. A excelente saltadora russa Anna Chicherova, que não teve muitas dificuldades em vencer os Jogos de Londres, também encerrou em segundo lugar. Valerie Adams conquistou o troféu de diamante no arremesso do peso, ela que obteve a medalha de ouro em Londres neste ano. A tcheca Barbora Špotáková, vencedora dos Jogos no lançamento do dardo também venceu a Samsung Diamond League.</p>
<p>Com tantos nomes de peso entre os vencedores fica difícil duvidar da capacidade da nossa atleta. Outro ponto a se destacar é a ausência de mais brasileiros na classificação final, ratificando a fragilidade brasileira na modalidade. Se quiser entender um pouco mais pode ler em um <a href="http://esporteempauta.com.br/atletismo/o-longo-caminho-que-o-atletismo-do-brasil-tem-a-trilhar" target="_blank">post</a> anterior meu. Mas mesmo sem muita participação de nosso<span>s</span> atletas, a Samsung Diamond League tem sempre atrativos e vale acompanhar. A corrida pelos diamantes volta no próximo ano, com mais excelentes disputas entre os principais atletas do mundo.</p>
</div>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1.jpg"><img class="alignleft  wp-image-7922" title="rui" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1-150x150.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a><strong>Rui Barboza Neto</strong> é bacharel em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, treinador de atletismo e preparador físico da Associação a Hebraica de São Paulo. Foi comentarista do UOL nas provas de salto com vara e em altura</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/fracasso-nos-jogos-nao-pode-ser-determinante-para-o-ostracismo-do-atleta/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Derrota de Pistorius reacende polêmica das próteses</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/a-derrota-de-pistorius-reacende-a-polemica-das-proteses</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/a-derrota-de-pistorius-reacende-a-polemica-das-proteses#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2012 13:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rui Barboza Neto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Fonteles]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Pistorius]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=7921</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Não demorará para outros "Pistorius" alcançarem índices para Mundiais e Jogos. Quando este número aumentar, estas entidades terão um problema na mão, pois não poderão mais negar os estudos que comprovam que com próteses os bi-amputados têm vantagem em relação aos outros atletas que não são - principalmente na prova dos 400m, onde a segunda metade da prova dói menos para quem usa as pernas biônicas]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><p>Alan Fonteles, o excelente atleta brasileiro da categoria T44, conseguiu dois feitos nestes Jogos Paralímpicos. O primeiro foi a inesquecível medalha de ouro nos 200m rasos na categoria, e o segundo foi ter acabado com o encanto de Oscar Pistorius. E é sobre este segundo feito que pretendo discorrer nas próximas linhas.</p>
<p>Oscar Pistorius dispensa apresentações. As mídias nacional e internacional não cansaram de colocar em suas manchetes este atleta. Tudo isso em função dele ser o primeiro bi-amputado a disputar uma edição de Jogos Olímpicos. Apegando-se aos termos &#8220;superação&#8221;, &#8220;exemplo de vida&#8221;, &#8220;batalhador&#8221; e outros parecidos, a imprensa e o público em geral deixaram de lado alguns pontos importantes do caso e não levantaram a questão das próteses darem vantagem ou não ao atleta.</p>
<div id="attachment_7924" style="width: 638px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/pistourius.jpg"><img class="size-full wp-image-7924" title="pistourius" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/pistourius.jpg" alt="" width="628" height="436" /></a><p class="wp-caption-text">Derrota para Alan Fonteles reacendeu polêmica sobre próteses</p></div>
<p>Para quem ainda não leu algo relacionado a esta polêmica seguem algumas informações. As próteses de Pistorius pesam 50% menos do que um membro de um atleta não amputado. Isso faz com que seus movimentos no ciclo de suas passadas sejam mais rápidos. Para se ter ideia ele move suas pernas 15,7% mais rápido que a média de 5 recordistas mundiais dos 100m. Isso tendo um tempo de contato com o solo maior que a média de velocistas. Para quem não está habituado, para um atleta melhorar sua velocidade, ele tem que reduzir este tempo de contato com o solo. Se Pistorius consegue mover suas pernas mais rápido mesmo com um tempo maior de contato no solo, algo nele tem de diferente que lhe traz uma vantagem.</p>
<p>Além disso, seu gasto metabólico acaba sendo consideravelmente menor em relação aos outros corredores de 400m. E o que eu penso ser uma das provas incontestáveis que Oscar leva vantagem nos 400m frente a atletas que não são amputados: a diferença entre seus melhores tempos de 100m e 200m comparada com seu tempo dos 400m. Pistorius tem como melhor tempo nos 100m 10.91s, nos 200m 21.30s e nos 400m 45.07s. Vale a ressalva de que quando ele fez 45.07s nos 400m seu melhor tempo de 200m era de 21.41s. Uma rápida comparação, Bolt tem como melhor 100m 9.58s, nos 200m ele praticamente dobra seu tempo e corre para 19.19s. Dobrar o tempo dos 100m nos 200m é algo realmente dificil. Pistorius não só dobra, como corre meio segundo abaixo do que seria o dobro do seu tempo de 100m nos 200m. Impressionante! Tão impressionante quanto era Michael Johnson, o melhor atleta que conseguia sustentar essa velocidade por mais tempo, correndo 0.86s abaixo do que era o dobro do seu tempo de 100m nos 200m.</p>
<p>Estamos falando da lenda Michael Johnson. Mas Pistorius põe Michael Johnson no chinelo quando o assunto é relação tempo de 200m/400m. Johnson tem 19.32s nos 200m e correu 43.18s nos 400m, seguindo a linha do dobro do tempo pelo dobro da distância, Johnson corre 4.5s acima deste dobro. Pistorius corre apenas 2.5s acima! E se considerarmos o tempo de 200m dele quando correu 45.07s essa diferença cai para os impressionantes 2.25s. Basta notar que seu tempo de 200m bateria por apenas 4 centésimos o recorde mundial da prova na versão feminina, já nos 400m ele pulverizaria com mais de 2.5s este recorde feminino. Fica muito evidente que algo não acontece com ele que acomete os outros corredores não amputados.<a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/pistorius_rev.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7923" title="pistorius_rev" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/pistorius_rev-300x216.jpg" alt="" width="300" height="216" /></a></p>
<p>Por que a IAAF e o COI deixaram Pistorius participar de Mundial e Jogos Olímpicos? Para embasar minha opinião/resposta sobre isso quero citar antes mais um caso que pouco foi debatido nos veículos de comunicação. Este ano, na final olímpica do revezamento 4x400m masculino houve uma decisão da arbitragem inédita no atletismo. A equipe da África do Sul correu a final sem ter tempo de qualificação. A final foi composta por nove equipes, o normal são oito. Tudo isso porque na semifinal um dos integrantes da equipe sul-africana foi derrubado e não conseguiu completar o percurso. A regra 163-2 da IAAF diz que nestes casos o árbitro geral pode determinar que a prova seja corrida novamente ou permitir uma nova corrida numa final desde que o atleta ou equipe tenham terminado com esforço autêntico. Não foi o que aconteceu. A equipe sul-africana não completou a prova e mesmo assim entrou com um recurso alegando que o melhor tempo deles feito no ano os colocaria na final. A IAAF acatou, permitindo assim aos sulafricanos participarem da final, como já dito, uma decisão inédita. Apenas pra constar, a equipe da África do Sul chegou em último lugar na final, quase um segundo e meio atrás da penúltima colocada, a Venezuela.</p>
<p>Além desta decisão ser pouco debatida nos meios de comunicação, outro fato inusitado ocorreu nesta final que foi uma das mais disputadas da história dos Jogos. Bahamas e EUA fizeram um duelo digno de uma disputa pelo ouro. Vale a pena ver e rever essa final inúmeras vezes. Esta disputa deveria ter um destaque gigantesco na imprensa. Mas não foi o que se viu. Pela primeira vez uma equipe que termina em oitavo lugar teve o mesmo destaque midiático que as duas que chegaram na frente. E quem assistiu deve ter observado o esforço que as câmeras de TV tiveram pra tentar enquadrar Pistorius com os primeiros colocados durante a última perna do revezamento.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/pistorius_olympics.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7925" title="pistorius_olympics" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/pistorius_olympics-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>Citado o caso, dou minha opinião/resposta da pergunta feita acima. Pistorius participa destes grandes eventos porque a comoção popular com sua situação dá muita audiência. A equipe da qual ele participa pode entrar numa final sem ter seus méritos para tal pois com ele há mais audiência.</p>
<p>Só que agora Alan Fonteles apareceu e aparecerão outros, pois Pistorius conseguiu ser exemplo pra essas pessoas, inspirando outros amputados a buscarem o feito que ele conseguiu. Prova disso foi a declaração do campeão dos 100m na categoria de Pistorius, o britânico Peacock, que assumiu tê-lo como exemplo. Nesta derrota para Alan, Pistorius não só perdeu o lugar mais alto do pódio, mas também sua defesa. Ele que sempre negou que suas próteses lhe dariam vantagem, ao término da prova alegou que Alan ganhou por ter vantagem nas próteses! Tudo bem que depois ele se desculpou e voltou atrás na sua declaração, mas este ato falho reacendeu a polêmica. Isso, mais a insistência da delegação Sul-Africana em enviar uma carta ao CPI (Comitê Paralímpico Internacional) pedindo uma investigação nas próteses de alguns atletas, mostra que a história de que as pernas biônicas não influenciam o resultado é algo em que nem eles próprios acreditam.</p>
<p>Logo mais IAAF e COI estarão numa sinuca de bico, pois não demorará para outros &#8220;Pistorius&#8221; alcançarem índices para Mundiais e Jogos. Quando este número aumentar, estas entidades terão um problema na mão, pois não poderão mais negar os estudos que comprovam que com próteses os bi-amputados têm vantagem em relação aos outros atletas que não são &#8211; principalmente na prova dos 400m, onde a segunda metade da prova dói menos para quem usa as pernas biônicas do que para os que não usam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1.jpg"><img class="alignleft  wp-image-7922" title="rui" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui1-150x150.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a><strong>Rui Barboza Neto</strong> é bacharel em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, treinador de atletismo e preparador físico da Associação a Hebraica de São Paulo. Foi comentarista do UOL nas provas de salto com vara e em altura</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/a-derrota-de-pistorius-reacende-a-polemica-das-proteses/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O longo caminho que o atletismo do Brasil tem a trilhar</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/atletismo/o-longo-caminho-que-o-atletismo-do-brasil-tem-a-trilhar</link>
		<comments>https://esporteempauta.com.br/atletismo/o-longo-caminho-que-o-atletismo-do-brasil-tem-a-trilhar#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2012 13:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rui Barboza Neto]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Atletismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://esporteempauta.com.br/?p=7753</guid>
		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/>Notem a atual situação. Temos uma vergonhosa detecção de talentos aliada à falta de incentivo na permanência da modalidade. Para "ajudar", temos um número escasso de profissionais que são pouco valorizados, não só na questão financeira pessoal, mas também na de sua equipe e local de trabalho, na reciclagem e no incentivo ao estudo permanente. Com isso percebemos que estamos muito longe de ser um país competitivo no atletismo. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/Athletics-42.png" width="42" height="42" alt="Atletismo" title="Atletismo" /><br/><div>
<div>Terminados os Jogos Olímpicos de Londres, um período de &#8220;ressaca&#8221; para as modalidades é normal. No atletismo, alguns atletas continuam sua temporada de meettings na Europa, com cara muito mais de festa do que propriamente competitivo. Este período também serve para reflexões. E é disto que este texto pretende tratar.Analisar, refletir e debater são ações sempre saudáveis. O momento do atletismo brasileiro necessita disso. Precisamos também de propostas e projetos que sejam concretizados para a evolução da modalidade. Muito se falou e se especulou, mas debate sério e construtivo pouco se viu.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/murer.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7786" title="murer" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/murer-300x258.jpg" alt="" width="300" height="258" /></a></p>
<p>Que o atletismo saiu de Londres sem nenhuma medalha e apenas 4 atletas e uma equipe de revezamento conseguiram figurar entre os 10 melhores foi muito divulgado. Mas vi poucos questionamentos sobre porque uma nação do tamanho do Brasil não consegue preparar uma equipe mais competitiva. Vi menos ainda comentários sobre como, em um universo de 47 provas, nós só vamos com uma atleta com chances reais de medalha. Isso mesmo, apenas Fabiana Murer tinha chances reais de medalha. E, por ironia, a única que alcançou este patamar foi a que mais &#8220;apanhou&#8221; por sua falha. Isto levanta mais uma questão: será que o atleta é o maior culpado por isso?</p>
<p>Para responder esta questão é necessário levantar todo o histórico de detecção de talentos, início, preparação e continuidade na modalidade. Só isto já daria uma tese acadêmica, o que obviamente não cabe aqui. Mas um esboço cabe. A detecção de talentos de forma organizada não há no Brasil. Ela é feita por bravos treinadores e professores de educação física que, por amarem a modalidade, pescam crianças e adolescentes com aptidão em seus locais de trabalho, seja na escola ou em projetos sociais. Em um universo de aproximadamente 29 milhões de indivíduos no Brasil entre 6 e 14 anos (o censo 2010 do IBGE aponta que 15,3% da população brasileira está nessa faixa etária), e com apenas algumas centenas destes bravos treinadores e professores de educação física que conseguem ter um olhar clínico para detecção de talento para o atletismo, fica evidente que esta quantidade de treinadores e professores não dá conta dos 29 milhões, até porque nem 10% dessas crianças passarão perto deles. Desta forma. é impossível selecionar os melhores.</p>
<p>Agora vem o início na modalidade. Considerando a nossa pífia detecção de talentos, daquela imensidão que não é detectada, alguns acabam caindo na modalidade de forma inusitada. Muitos atletas iniciam com mais de 20 anos, pois em um dia iluminado descobrem a modalidade &#8211; e não ao contrário, como deveria ser &#8211; e executam uma corrida, um salto ou arremesso com uma capacidade de dar inveja até aos que treinam há anos. Outros são oriundos de modalidades diferentes, onde não vão tão bem, e por estas coincidências da vida um daqueles bravos treinadores os detecta, sugerindo um teste no atletismo.Depois de iniciar na modalidade, vem uma situação que eu considero mais crítica do que a própria detecção de talentos falha em nosso país: a continuidade nos treinamentos. Não é preciso explicar que para um atleta chegar em condições de disputar uma medalha nos Jogos Olímpicos necessita de anos de preparação. Isso requer obviamente um bom tempo de dedicação  até chegar no rendimento ótimo para ele. O que vemos por aqui é uma debandada de jovens atletas que ingressam e saem da modalidade, às vezes não completando nem 2 ou 3 anos de treino.</p>
<p>Motivos são vários. A falta de incentivo de várias partes é o principal. A dificuldade de se locomover para o local de treinamento, seja por conta da distância ou da falta de recurso para pagar a condução, já gera uma desmotivação natural depois de um tempo treinando. A falta de incentivo financeiro gera uma insegurança em relação ao seu futuro, pois este atleta no início não tem condições de ser top, precisa de um tempo para ver onde ele pode chegar, tempo este que ele precisa ter com uma certa segurança. A falta de incentivo em casa. Muito se fala da falta de apoio governamental, mas quantos pais incentivam seus filhos a praticarem atletismo? Isso vale para veículos de comunicação que também cobram incentivos públicos, mas o que eles fazem para incentivar a modalidade? Quantas vezes no ano se passa atletismo na TV? Se toda essa falta de incentivo é crucial para um adolescente, imagina para aquele adulto que depois dos 20 anos descobriu que pode ser bom no atletismo. Veja o tamanho do problema, conseguir atletas já é uma dificuldade, mantê-lo na modalidade é mais difícil ainda. Claro que nas desistências precoces a maioria são de atletas que não conseguiriam sequer alcançar uma final olímpica. Mas se deste contingente alguns ou apenas um fosse capaz de chegar neste patamar, nós já tivemos um grande prejuízo.</p>
<p><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/atletismo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7755" title="atletismo" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/atletismo.jpg" alt="" width="638" height="359" /></a>Faltou citar a preparação, quesito no qual eu vejo a única evolução do atletismo, porém com ressalvas. Pode parecer paradoxo, mas a preparação dos atletas tem evoluído mesmo não tendo reflexo nas conquistas nestes Jogos. Avaliando a situação em outras competições, essa evolução fica um pouco mais clara. Algumas clínicas e intercâmbios com treinadores de fora foram realizados pela Confederação. Isso ajudou muito nossos treinadores tops, os que trabalham com os principais atletas. Agora vem a ressalva: e o restante? Qual medida foi tomada para reciclar e formar mais treinadores no atletismo? Qual a valorização que se dá para os treinadores da área mas que não são os que trabalham com os principais atletas? Já foi feita uma pesquisa para saber quanto recebe este profissional? Notem a atual situação. Temos uma vergonhosa detecção de talentos aliada à falta de incentivo na permanência da modalidade. Para &#8220;ajudar&#8221; temos um número escasso de profissionais que são pouco valorizados, não só na questão financeira pessoal, mas também na de sua equipe e local de trabalho, na reciclagem e no incentivo ao estudo permanente.</p>
<p>Observamos, então, inúmeras dificuldades. Necessitamos de muitas correções e com isso percebemos que estamos muito longe de ser um país competitivo no atletismo. E os problemas não param por aí. Tem outros assuntos a serem levantados e debatidos, como as regras de seleção dos atletas para os Jogos, a estrutura das equipes formadoras, se a centralização dos melhores atletas em apenas um centro de excelência é a melhor forma de desenvolver o talento deles, a divulgação da modalidade, entre outros assuntos que gostaria de tratar em outra oportunidade.E voltando à pergunta inicial sobre se a culpa maior do desempenho em Londres é realmente do atleta. Depois de alguns pontos apresentados acima, qual a sua opinião? Antes de cobrar um bom desempenho brasileiro no atletismo é preciso saber que o caminho para se tornar potência é longo. Não dá pra cobrar um doutorado de uma pessoa sendo que ela nem passou no vestibular ainda.</p>
<p><strong><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui.jpg"><img class="alignleft  wp-image-7823" title="rui" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/rui-150x150.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a>Rui Barboza Neto</strong> é bacharel em Esporte pela Escola de Ed. Física e Esporte da USP, treinador de atletismo e preparador físico da Associação a Hebraica de São Paulo. Foi comentarista do UOL nas provas de salto com vara e em altura</p>
</div>
</div>
<div data-jsid="message"></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://esporteempauta.com.br/atletismo/o-longo-caminho-que-o-atletismo-do-brasil-tem-a-trilhar/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
