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  • No tira-teima deu Djokovic

    19/11/2013 por Guilherme Daolio em Home, Opinião, Tênis / Sem comentários
    O ATP Finals não poderia ter tido outro desfecho. No torneio que reúne os oito melhores tenistas da temporada, a final foi disputada pelos dois que protagonizaram o ano de 2013. Rafael Nadal e Novak Djokovic venceram quase tudo nos últimos onze meses e sem o lesionado Andy Murray, outra decisão não seria tão espetacular.

    Djokovic conquistou o tricampeonato em Londres

    O espanhol voltou de lesão em fevereiro e viveu a melhor temporada de sua carreira, com dois títulos de Grand Slam, cinco Masters 1000 e mais uma boa quantidade de torneios menores, mas perdeu rendimento após o US Open. Nada mais justo para alguém que voltou de lesão. Já o sérvio começou com o título no Australian Open e alternou grandes momentos com algumas derrotas inesperadas, mas embalou no final da temporada e parece ter encontrado seu melhor tênis após o US Open.

    Na partida de hoje, Djokovic buscava seu terceiro título de Finals, enquanto Nadal corria atrás do primeiro. O piso sem dúvida favorecia o sérvio, mas não foi isso que fez a diferença na Arena O2. Rafa não encontrou meios de agredir Djoko. O número dois do mundo estava mais inspirado do que o normal e devolveu tudo que vinha do outro lado. Nadal tentou, tentou e sucumbiu a um sérvio que lembrou os momentos mágicos de 2011, quando venceu 10 torneios seguidos.

    Nadal termina o ano de forma justa como o número um do mundo. Pelo que fez e pelo que evoluiu na quadra dura em 2013, merece o posto. Mas a resposta de Djokovic foi rápida e assim que perdeu a final do US Open reagiu, está invicto a 22 rodadas e mostrou para todos que estará na briga logo logo. Em 2013, três vitórias para cada um no confronto direto. Quem ganha com isso é o tênis. Que me desculpem Murray, Ferrer, Federer e Del Potro, mas vai demorar para alguém conseguir desbancar um dos dois do topo do ranking mundial.

    Bruno e Marcelo fizeram temporada espetacular

    Brasileiros - Para os tenistas nacionais, o ano foi de altos e baixos. Nosso principal tenista de simples teve sua pior temporada desde que explodiu no circuito mundial. Thomaz Bellucci sofreu com lesões, ansiedade e troca de técnicos. O paulista termina a temporada fora do top 100 e sem vaga garantida no Australian Open. João Souza segue no nível challenger e não evoluiu em termos de ranking se comparado ao ano passado. Rogério Dutra Silva segue o mesmo mantra de Feijão. A melhor evolução ficou por conta de Guilherme Clezar, que se firmou no nível challenger e beira o top 150.Nas duplas não tem como dar outra nota que não seja a máxima para Bruno Soares e Marcelo Melo. Os dois conseguiram se estabelecer com parceiros estrangeiros, estão hoje entre os melhores duplistas do mundo e chegaram a semifinal do ATP Finals. Bruno termina o ano como número três do mundo, tendo feito duas finais de Grand Slam, vencido um Masters 1000 e mais cinco torneios. Marcelo Melo chegou ao quinto posto, com dois títulos no ano – um Masters 1000 – e uma final de Slam. Na casa dos 30 anos, os mineiros mostram que estão no melhor momento da carreira e ainda tem muito para evoluir. Se os todo-poderosos irmãos Bryan vacilarem, não se surpreendam se um deles liderar o ranking mundial.
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