
A entrevista coletiva de Nadal após o jogo já seria uma ótima chance de conversar com o dono de onze títulos de Grand Slam, mas uma entrevista exclusiva para os canais ESPN foi o ponto alto do dia. Nadal respondeu a todas as perguntas, brincou com sua paixão pelo Real Madrid e assinou uma bolinha de Roland Garros de nosso repórter
A grande atração do terceiro dia de disputas do Brasil Open seria mais uma vez Rafael Nadal. O público foi tímido durante a tarde e foi crescendo mais perto do horário marcado para a segunda partida de duplas do espanhol, às 21h30. Mas o campeão de onze títulos de Grand Slam anunciou pouco antes sua desistência das duplas visando a chave de simples, onde estreia nesta quinta-feira.
Logo cedo, o espanhol concedeu concorrida entrevista coletiva no hotel em que os jogadores estão hospedados e, como de praxe, não teve papas na língua. Criticou a nova regra dos 25 segundos para sacar, mais uma vez colocou a boca no trombone com o calendário que prioriza as quadras rápidas e disse que ainda sente desconforto no joelho esquerdo, mas que a lesão melhora a cada dia
Um pouco lento, Mello não conseguiu impor seu jogo, mesmo com o apoio do ótimo público que compareceu ao Ginásio do Ibirapuera. A organização preparou uma homenagem para Mello, três vezes semifinalista do torneio, para emoção de seus mais de 20 familiares que estiveram presentes. O adeus de um tenista que chegou ao top 50 e honrou as cores brasileiras na Copa Davis.
O vice-campeonato do ATP 250 de Viña del Mar pode parecer pouco para quem tem no currículo sete taças em Roland Garros e é considerado o melhor tenista de todos os tempos sobre o saibro. Mas para Rafael Nadal, a semana beirou a perfeição.
Foi por muito pouco. A improvável classificação às quartas de final da Copa Davis após doze anos bateu na ponta das raquetes brasileiras. A parceria nacional fez o jogo da vida e ganhou dos irmãos Bryan no sábado e adiou a decisão para o domingo. Thomaz Bellucci colocou a cabeça e o jogo no lugar para vencer John Isner. Coube então a Thiago Alves tentar a heroica virada diante de Sam Querrey. Quase deu.
O Brasil precisava da vitória no jogo de duplas diante dos Estados Unidos para não ser eliminado precocemente. Mas a missão de Marcelo e Bruno Soares não seria nada fácil. Do outro lado da rede estavam Bob e Mike Bryan, os maiores vencedores entre parcerias de todos os tempos.
O Brasil foi até Jacksonville encarar os Estados Unidos, maiores vencedores da competição por países, com 32 títulos. Mesmo sem contar com Mardy Fish, os norte-americanos entraram com todo o favoritismo por terem escolhido a quadra rápida e coberta. É mais do que sabido a predileção dos brasileiros pelo saibro bem lento.
A final masculina do Australian Open nesta manhã de domingo colocou a frente o líder do ranking mundial Nova Djokovic e o número três Andy Murray. E pelo terceiro ano consecutivo o sérvio começou a temporada com o pé direito. Após 3h40, Djokovic venceu o britânico de virada e colocou mais de 5 milhões de reais em sua conta bancária.
A final feminina do Australian Open nesta manhã de sábado colocou a frente a líder do ranking mundial Victoria Azarenka e a chinesa Na Li. A bielorrussa tinha vencido seu único título de Grand Slam justamente em Melbourne, no ano passado, enquanto Na Li havia sido finalista na mesma quadra central em 2011.