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	<title>Esporte em Pauta &#187; Luta Olímpica</title>
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		<title>Esporte em Pauta &#187; Luta Olímpica</title>
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		<title>O melhor ano para os esportes olímpicos no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Dec 2013 18:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/>O título mundial inédito do handebol feminino encerra um ano de resultados expressivos para o esporte olímpico do país. Foram oito medalhas de ouro em provas olímpicas em Mundiais, e 27 medalhas no total. Como comparação, nas últimas Olimpíadas, foram 17 medalhas, sendo três de ouro. É claro que Mundial é diferente de Olimpíada. Ainda assim, os resultados devem ser comemorados. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Coberturas" title="Coberturas" /><br/><p>O título mundial inédito do handebol feminino encerra um ano de resultados expressivos para o esporte olímpico do país. Foram oito medalhas de ouro em provas olímpicas em Mundiais, e 27 medalhas no total. Como comparação, nas últimas Olimpíadas, foram 17 medalhas, sendo três de ouro. É claro que Mundial é diferente de Olimpíada e, em muitas modalidades, o ano pós olímpico tem bons competidores dando um tempo, se aposentando, novos nomes surgindo. É um período de transição.</p>
<p>Ainda assim, os resultados devem ser comemorados. Primeiro porque precisamos parar de pensar que os resultados só fazem sentido se virarem uma medalha olímpica lá na frente. Toda competição tem sua importância, todo título deve ser comemorado &#8211; não superestimado nem o contrário, mas comemorado dentro do seu significado. E em segundo porque sim, várias modalidades deram um passo importante agora rumo ao Rio-2016.</p>
<p>Acho que as modalidades <strong>como um todo </strong>que mais se destacaram no ano foram o handebol feminino, natação (especialmente as maratonas aquáticas), judô, vôlei e vela. Também foi um ano com medalhas em Mundiais para ginástica artística, boxe, vôlei de praia, pentatlo moderno e taekwondo.</p>
<div id="attachment_12453" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/hand.jpg"><img class=" wp-image-12453  " title="hand" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/hand-800x532.jpg" alt="" width="576" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Handebol: Conquista histórica</p></div>
<p>O <strong>handebol feminino </strong>quebrou uma série de tabus &#8211; venceu uma seleção europeia pela primeira vez em mata-mata de grandes competições (e já foram logo três), bateu as donas da casa da Sérvia (campeãs olímpicas em 1984 e Mundiais em 1073) no jogo com maior audiência da história do handball (quase 20 mil pessoas), e se tornou a segunda seleção não europeia a vencer um Mundial (a primeira foi a Coreia do Sul). Resultado histórico.</p>
<div id="attachment_12451" style="width: 275px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/Captura-de-Tela-2013-12-23-às-14.26.36.png"><img class=" wp-image-12451  " title="Captura de Tela 2013-12-23 às 14.26.36" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/Captura-de-Tela-2013-12-23-às-14.26.36.png" alt="" width="265" height="234" /></a><p class="wp-caption-text">Judô: modelo a ser perseguido</p></div>
<p>Se eu &#8220;fosse uma modalidade&#8221;, escolheria ser o <strong>judô</strong>. Não somente pelas medalhas conquistadas no Mundial deste ano (seis medalhas, uma de ouro), mas porque, diferente da natação, o judô não depende tanto de alguns poucos nomes para subir ao pódio. É claro que a modalidade tem grandes ídolos, como Sarah Menezes, mas o mais legal é que há muitos atletas fortes com chances de chegar a uma medalha nos Mundiais e nas Olimpíadas.</p>
<p>Nesse Mundial, subiram ao pódio Sarah, Rafaela Silva (ouro em uma campanha irretocável e uma volta por cima linda, digna de filme), Erika Miranda, Maria Suelen, Mayra Aguiar e Rafael Silva. Além disso, Um &#8220;sintoma&#8221; da força de uma modalidade está na forte disputa interna por vagas para defender a seleção, e temos isso no judô. Um <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,judo-renova-por-2-anos-com-principal-patrocinador,1049024,0.htm">leque de patrocinadores</a>, não só de estatais, fruto de um projeto organizado que consegue ser atrativo para a iniciativa privada.</p>
<div id="attachment_12452" style="width: 334px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/poliana.jpg"><img class=" wp-image-12452 " title="poliana" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/poliana.jpg" alt="" width="324" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">Poliana e Cielo: ano incrível</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <strong>natação</strong> conseguiu um resultado histórico no Mundial de Barcelona. Pegando apenas as provas olímpicas, foram quatro medalhas na piscina e duas nas maratonas aquáticas. Cesar Cielo voltou ao topo do mundo depois de ser bronze em Londres e mostrou que é um ídolo não só do Brasil, mas da história da natação &#8211; é o primeiro tricampeão mundial do 50 livre e certamente um dos melhores <a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/cesar-cielo-e-o-primeiro-tricampeao-mundial-do-50-livre">velocistas da história</a>. Thiago Pereira foi bronze duas vezes, e Felipe Lima atingiu outro patamar, conquistando o bronze no 100 peito, sua primeira medalha em competições desse porte. Sete finais em provas olímpicas.</p>
<p>Nas <strong>maratonas aquáticas</strong> então, o resultado foi espetacular. Poliana Okimoto e Ana Marcela fizeram dobradinha na prova olímpica de 10km, provavelmente uma das melhores provas da história do Brasil em esportes olímpicos, e Allan do Carmo foi sétimo nesta prova no masculino. Em partes, o resultado de Poliana e Ana Marcela &#8220;esconde&#8221; uma participação <a href="http://esporteempauta.com.br/natacao/analise-natacao-feminina-termina-participacao-em-barcelona-com-uma-final">fraca da natação feminina</a> nas piscinas &#8211; apenas uma final, e em prova não olímpica.</p>
<p>O <strong>vôlei</strong>é parecido com o judô (organizado, base forte, muitos atletas de destaque, boa disputa para chegar à Seleção, patrocinadores), mas esse foi um ano mais &#8220;morno&#8221; para a modalidade. Nos tradicionais Grand Prix e Liga Mundial, o Brasil foi ouro no Grand Prix (feminino) e prata na Liga Mundial (masculino), neste último perdendo para a Rússia, mesmo algoz da final de Londres. Ano que vem tem os dois Mundiais da modalidade, competição mais importante do vôlei depois das Olimpíadas &#8211; o Brasil busca um título inédito no feminino e o tetra no masculino. O legal é que o vôlei do Brasil está sempre lá entre os melhores &#8211; e até por isso, é claro, a cobrança aqui é sempre maior.</p>
<div id="attachment_12454" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/zarif.jpg"><img class="size-medium wp-image-12454" title="zarif" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/zarif-300x280.jpg" alt="" width="300" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Zarif: nova geração da vela</p></div>
<p>Não colocaria a <strong>vela</strong> no mesmo patamar de judô e vôlei &#8211; confederação é desorganizada, também dependemos em grande parte de poucos talentos individuais. Mas foi um bom ano, e acho que dá para chegar em 2016 com boas chances de medalha em várias classes. Foram dois títulos mundiais (Jorginho Zarif, de 20 anos e uma surpresa para este momento, e Robert Scheidt, que voltou a classe laser e já foi campeão, mostrando que é um atleta de talento inquestionável), uma medalha de prata (Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49erFX) e outros três resultados entre os melhores do mundo.</p>
<p>A <strong>ginástica artística</strong> vive um ótimo momento no masculino, tendo em Arthur Zanetti a maior expressão. Ele teve um ano perfeito e ganhou praticamente tudo que disputou, incluindo o Mundial. Além disso, foram cinco finais na competição, com quatro atletas diferentes. No feminino, apenas com duas representantes, Daniele Hypolito e Letícia Costa, o Brasil ainda sofre com o imbróglio envolvendo Jade Barbosa. Destaque para destaques das mais novas, como Rebeca Andrade, que tem tido resultados bem expressivos.</p>
<div id="attachment_12456" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/alvaro.jpg"><img class="size-medium wp-image-12456" title="alvaro" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/alvaro-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Vôlei de praia: sempre lá</p></div>
<p>Boxe e vôlei de praia chegaram ao pódio nos seus Mundiais e devem chegar ao Rio com boas chances de medalha. Se fosse o Ministério do Esporte, eu pegaria o caso do <strong>boxe</strong> como &#8220;case&#8221; de sucesso depois das Olimpíadas de Londres. Com patrocínio da Petrobras e um trabalho legal, chegamos a três medalhas em 2012, depois de décadas da última medalha, de Servílio. Esse ano foram duas medalhas no Mundial, com Robson Conceição (prata) e Everton Lopes (bronze), e seis atletas chegando até as oitavas de final (contra um em 2007, como levantou o Guilherme Costa do <a href="http://brasilnorio.com.br/?p=2902">Brasil no Rio</a>). Já o <strong>vôlei de praia</strong> foi marcado por um <a href="http://brasilnorio.com.br/?p=3011">vaivém de duplas</a>, mudanças nas regras, criação de seleção permanente. No Mundial, foram duas medalhas: prata no masculino com Ricardo e Álvaro Filho, e bronze no feminino, com Lili e Bárbara Seixas. Minha sensação é que o Brasil continua tendo atletas entre os melhores do mundo (tem as duas duplas melhor ranqueadas no mundo no feminino, mas as duas caíram no mata mata do Mundial), mas tem pecado nas grandes competições.</p>
<p>Outras modalidades tiveram bons resultados individuais mas ainda estão um patamar abaixo dessas que falei antes.</p>
<div id="attachment_12455" style="width: 302px" class="wp-caption alignright"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/IsaquiasQueiroz_canoagem_FrankAugstein_AP_01092013_292.jpg"><img class="size-full wp-image-12455" title="IsaquiasQueiroz_canoagem_FrankAugstein_AP_01092013_292" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/IsaquiasQueiroz_canoagem_FrankAugstein_AP_01092013_292.jpg" alt="" width="292" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Resultado sensacional de Isaquias</p></div>
<p>Por exemplo, no <strong>taekwondo</strong>, o Brasil conquistou uma medalha no Mundial, com Guilherme Dias, mas muitos atletas perderam na primeira luta. No Grand Prix agora em dezembro, segunda competição mais importante do ano, Guilherme Felix foi prata e Dias ficou em quinto. No <strong>pentatlo moderno</strong>, mais um grande resultado de Yane Marques, vice campeã mundial, mas no masculino seguimos sem resultados expressivos. E Isaquias Queiroz, jovem promessa do Brasil na <strong>canoagem</strong>, fez uma participação sensacional no Mundial e terminou em <a href="http://esporteempauta.com.br/reportagem/um-dia-historico-para-o-esporte-olimpico-brasileiro">terceiro</a> na prova olímpica de c1-1000m.</p>
<p>Outras modalidades não chegaram ao pódio, mas seguem em evolução. Especialmente legal ver modalidades em que brasileiros atingiram o melhor resultado da história do país em Mundiais.</p>
<p>Destaco aqui o <strong>levantamento de peso</strong> (melhor resultado da história em um Mundial, com Fernando Reis em sétimo), <strong>tiro com arco</strong> (também o melhor resultado da história em um Mundial, com <a href="http://esporteolimpicobrasileiro.blogspot.com.br/2013/10/entrevista-da-semana-sarah-nikitin-tiro.html">Sarah Nikitin</a> em sétimo0) <strong>handebol masculino</strong> (derrota nas oitavas de final, melhorando frente aos últimos anos, jogadores saindo do Brasil), <strong>ginástica rítmica</strong> (12o lugar no <a href="http://brasilnorio.com.br/?p=2600">Mundial</a>, melhorando depois de ficar fora da última Olimpíada), <strong>badminton</strong> (Lohaynny Vicente chegou a posição 63 no ranking mundial, melhor da história do Brasil), <strong>luta olímpica</strong>(Joice Silva chegou até as quartas de final no Mundial; mas a maior chance de medalha para 2016 aqui virá dos estrangeiros que a confederação está tentando naturalizar), <strong>ciclismo MTB</strong> (Henrique Avancini teve um problema no Mundial mas chegou ao melhor ranking de um brasileiro na história da modalidade).</p>
<div>Algumas modalidades seguem com resultados tímidos, sem melhorar ou piorar. Casos da <strong>ginástica de trampolim</strong> (melhor resultado foi um 27o no Mundial), <strong>remo</strong> (confederação desorganizada, campeonatos nacionais esvaziados), <strong>saltos ornamentais</strong> (semifinal de Cesar Castro no Mundial é obviamente um bom resultado, mas falta renovação), <strong>polo aquático</strong> (Brasil não classificou no masculino e no feminino não ganhou nenhum jogo no Mundial; por outro lado, legal o sétimo lugar do masculino no Mundial júnior, e a notícia do tetracampeão olímpico Ratko Rudic para <a href="http://brasilnorio.com.br/?p=3015">treinar</a> a seleção) e mesmo da <strong><a href="http://blogs.estadao.com.br/olimpilulas/brasil-nao-sai-do-papel-de-coadjuvante-no-mundial-de-esgrima/">esgrima</a></strong>, que vem evoluindo, mas este ano não teve desempenhos tão expressivos (no Mundial, só cinco atletas passaram para o round de 64).</div>
<div></div>
<div></div>
<div><strong>Quem tem tradição e piorou</strong></div>
<div>Para terminar, vale a pena mencionar três esportes com tradição que caíram: atletismo, basquete e futebol feminino. O atletismo saiu do Mundial sem nenhuma medalha, repetindo o que aconteceu em Londres (primeira Olimpíada sem medalha na modalidade desde 92).  Por outro lado, há algumas provas com bons resultados &#8211; vale muito a pena ver <a href="http://brasilnorio.com.br/?p=2625">essa análise</a> do Guilherme. No basquete masculino, nenhuma vitória na Copa América &#8211; vale ler <a href="http://balanacesta.blogosfera.uol.com.br/2013/09/04/depois-do-vexame-na-copa-america-a-hora-da-reflexao-pro-basquete-brasileiro-tem-solucao/">essa reflexão</a>. E o futebol feminino, que por muito tempo esteve entre os melhores do mundo, hoje já não está mais &#8211; não houve nenhum resultado específico este ano, mas a comparação entre as vezes que a seleção jogou comparada às demais evidencia a <a href="http://brasilnorio.com.br/?p=3209">distância atual</a>.</div>
<div>
<div id="attachment_12457" style="width: 662px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/rev.jpg"><img class="size-full wp-image-12457" title="rev" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/12/rev.jpg" alt="" width="652" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Queda no bastão foi imagem &quot;emblemática&quot; do Mundial</p></div>
</div>
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		<title>&#8220;A luta não é &#8216;qualquer&#8217; esporte&#8221;, presidente da CBLA fala sobre decisão do COI</title>
		<link>https://esporteempauta.com.br/reportagem/a-luta-nao-e-qualquer-esporte-presidente-da-cbla-fala-sobre-exclusao-da-luta-olimpica</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2013 14:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Luta Olímpica]]></category>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Reportagem" title="Reportagem" /><br/>O presidente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), Pedro Gama Filho, falou em entrevista ao Esporte em Pauta sobre a recomendação do COI de excluir a luta olímpica dos Jogos Olímpicos de 2020. Uma das nove modalidades que fizeram parte da primeira edição das Olimpíadas da Era Moderna, em 1896, a luta está na origem dos Jogos. 
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Reportagem" title="Reportagem" /><br/><p>Em reunião realizada na terça-feira, o COI <a href="http://esporteempauta.com.br/lutas/coi-surpreende-e-retira-luta-olimpica-dos-jogos-olimpicos-de-2020-decisao-pode-ser-mudada">recomendou a exclusão da luta olímpica</a> dos Jogos Olímpicos de 2020. Uma das nove modalidades que fizeram parte da primeira edição das Olimpíadas da Era Moderna, em 1896, a luta olímpica está na origem dos Jogos. Agora, a luta tentará, junto com outras sete modalidades, ser incluída no programa de 2020. A decisão final sai em setembro, após painel a ser realizado em maio.</p>
<p>O presidente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), Pedro Gama Filho, falou em entrevista ao Esporte em Pauta sobre a exclusão.</p>
<p><strong>Já era sabido que a reunião do COI levaria a recomendação de exclusão de uma das modalidades dos Jogos Olímpicos de 2020. Você esperava que fosse a luta olímpica ou foi pego de surpresa?</strong><br />
Eu particularmente fui pego de surpresa, acredito que a FILA [Federação Internacional de Lutas Associadas]  também, e esse no meu ponto de vista foi o grande problema, acho que a confiança era muito grande por parte dos dirigentes da Federação internacional. Na política, como na vida, isso é imperdoável, e tem consequências, geralmente graves. Temos sempre que ter a &#8220;guarda alta&#8221;, e estar antenados com as demandas para mantermos o esporte atual e atrativo.</p>
<p><strong>O próprio presidente do COI, Jaques Rogge falou que &#8220;haveria reação de qualquer esporte excluído&#8221;. Quais os argumentos da luta?</strong><br />
Com todo respeito ao Presidente jaques Rogge e às outras modalidades, a luta não é &#8220;qualquer&#8221; esporte, é um dos esportes fundadores dos Jogos Olímpicos. A história da modalidade se confunde com a história dos Jogos e da própria humanidade, é a mãe de todas as lutas&#8230;acho que a reação nem começou a acontecer, isso foi uma amostra baseada na instrução do COI, se a exclusão for confirmada, aí sim os protestos virão&#8230;O wrestling é citado nas letras do hino Olímpico, e se o IOC espera manter sua credibilidade enquanto instituição deve voltar atrás nessa instrução. Espero que FILA e COI se encontrem logo, e discutam o que precisa mudar para melhorar a modalidade, e que as mudanças fiquem por aí. Jogos Olímpicos sem o wrestling, é o mesmo que uma partida de futebol sem as traves&#8230;.</p>
<p><strong>Haveria a possibilidade de diminuir o número de categorias (hoje são 18), ou aumentar o número de categorias femininas, para buscar a igualdade de gêneros buscada pelo COI?</strong></p>
<p>Acho que está é uma tendência sim, a diminuição do número de categorias, ou até mesmo a exclusão de um dos estilos masculinos, e a equiparação das categorias femininas, mas por enquanto estamos falando em suposições baseadas no modo de pensar do IOC. Mas certamente a FILA terá adequações a fazer, se quiser continuar nos Jogos, o sinal amarelo foi aceso.</p>
<p><strong>Quais os próximos passos? A Federação Internacional está se articulando com as Federações Nacionais para pleitear a reversão dessa decisão?</strong><br />
Obviamente, todo apoio que vier das federações nacionais é importante, no sentido de gritar aos quatro cantos do mundo, o que a Luta Olímpica representa para o movimento olímpico, é uma forma de pressionar, mas importante de fato, são as adequações que a FILA deve fazer para manter o esporte atrativo, e a busca por apoio político dos membros do IOC, que deve ser um trabalho incessante a partir de agora.</p>
<p><strong>Outros esportes de luta, como judô e taekwondo, tiveram alguns atletas demonstrando solidariedade após a decisão. Acha que isso pode ajudar?</strong><br />
Todos os atletas de combate sabem do peso e da importância da Luta Olímpica, é uma das modalidades mais tradicionais e populares pelo mundo todo. Muitos outros esportes de combate foram originados do wrestling. Obviamente, toda ajuda é muito bem vinda, e fico extremamente feliz com o reconhecimento e apoio desses atletas, certamente a comunidade do wrestling mundial faria o mesmo por eles, são pessoas que viveram os Jogos Olímpicos de dentro dele, e não dos bastidores políticos, e sabem exatamente o que uma decisão como esta, se confirmada, pode significar para o sonho de milhares de jovens atletas&#8230;</p>
<p><strong>De todo modo, a luta está garantida em 2016. Acha que, caso seja mantida, essa decisão pode atrapalhar no desempenho nos Jogos de 2016?</strong><br />
Não, muito pelo contrário, nossos atletas estão focados, irão lutar em casa, a preparação segue forte&#8230;além disso, se esta instrução se confirmar, e acredite, faremos de tudo para que não se concretize, ajudando como pudermos, o nível técnico da competição em 2016 já será afetado, pois muitos países, sem a perspectiva de futuro da modalidade, cortarão investimentos desde já&#8230;certamente as chances dos brasileiros aumentariam, mas não queremos isso, queremos que nossas conquistas sejam obtidas contra os melhores, no melhor de suas formas, e suas preparações. Queremos a luta viva, pois o Brasil ainda será muito grande nessa modalidade.</p>
<p><strong>Como está a preparação dos brasileiros para as Olimpíadas do Rio? O Centro de Treinamento foi inaugurado recentemente e os brasileiros tem participado de treinamentos e competições internacionais. O que podemos esperar do desempenho em 2016?</strong><br />
O foco é total, no momento temos 3 equipes mais que completas pelo mundo treinando e competindo, chegamos a um ponto no desenvolvimento técnico em que encostamos nos países de tradição, faltam pequenos detalhes e teremos 4 anos para buscar aprimorar esses detalhes&#8230;O CT da FILA foi uma grande conquista nossa, é o primeiro das Américas, uma vitória da nossa gestão, com grande apoio do COB, do nosso Ministério do Esporte, da CAIXA, nossa patrocinadora, e da própria FILA. O CT dará as condições ideais de treinamento aos nossos atletas, um local aonde eles poderão, única e exclusivamente, focar em serem os melhores.<strong></strong></p>
<p>Como está o processo de naturalização dos dois atletas estrangeiros que hoje treinam com a seleção? Eles vão competir em 2016?<br />
O processo está adiantado, eles já moram no Brasil a algum tempo, falam português e vieram voluntariamente, nunca tiveram regalias diferentes dos nossos atletas. acredito que lutarão sim em 2016, mas não os destacaria como melhores ou piores do que nossos atletas, pois realmente estão em um nível parecido. A partir do momento que se naturalizem, são brasileiros como os demais, e terão nossa atenção, como os demais. Eles vem para somar ao grupo, mas terão que conquistar suas vagas no time brasileiro, dentro dos tapetes.</p>
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		<title>Lista da organização dos Jogos antecipa cortes no vôlei e ginástica</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jul 2012 17:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Nantes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Destaque" title="Destaque" /><br/>O mistério dos cortes no vôlei e na ginástica artística chegou ao fim, antes mesmo do anúncio final dos treinadores. O site oficial do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres divulgou a lista final dos convocados, e Sassá foi cortada no feminino, enquanto na ginástica Daiane dos Santos e Laís Souza ficaram com as duas vagas restantes. No vôlei masculino, Theo, Mário Junior e Lucarelli não estão na lista]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img src="http://esporteempauta.com.br//wp-content/uploads/2012/01/filler.png" width="128" height="128" alt="Destaque" title="Destaque" /><br/><p>O mistério dos cortes no vôlei e na ginástica artística chegou ao fim, antes mesmo do anúncio final dos treinadores. O site oficial do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres divulgou a lista final dos convocados para as Olimpíadas, que começa dentro de duas semanas.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4978" title="sassa" src="http://esporteempauta.com.br/wp-content/uploads/2012/07/sassa-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" />Na lista de vôlei feminino, constam os nomes de Camila Brait e Sassá como possíveis substitutas em caso de lesão, e de acordo com apuração do Globo Esporte apenas a líbero Brait tem chances. Já haviam sido cortadas a central Juciely, a levantadora Fabíola e a ponteira Mari, um dos destaques do time campeão em Pequim e que em entrevista coletiva se mostrou frustrada com o corte, dizendo que &#8220;ainda tinha muita lenha para queima&#8221;.</p>
<p>Na ginástica artística, a veterana Daiane dos Santos e Laís Souza, que voltou de um período de lesão, foram confirmadas na equipe, e se juntam a Danile Hypólito, Bruna Leal e Adrian Gomes, que já estavam confirmadas. Quem ficou fora foram Harumy de Freitas e Ethiene Franco. No vôlei masculino, Theo, Mário Junior e Lucarelli não estão na lista de inscritos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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