Com o final dos Trials nos Estados Unidos, foram definidos os atletas da Seleção de natação mais forte do mundo. Serão 23 homens e 25 mulheres no Team USA, com destaques absolutos para Michael Phelps, Ryan Lochte e Missy Franklin – cada um nadará quatro provas individuais em Londres além dos revezamentos – Phelps se classificou para cinco provas individuais mas saiu do 200 livre. 
Diferente de quatro anos atrás, quando nove recordes mundiais foram quebrados no início da onda dos trajes, dessa vez nenhuma marca mundial caiu. Em compensação, ao final da competição os EUA lideravam o ranking mundial em cinco de 13 provas individuais no masculino e sete no feminino. Os americanos chegam como favoritos nas provas de peito feminino e costas feminino, e fortes nas provas de 200 e 400 livre; no masculino, são favoritos absolutos no medley.
Phelps x Lochte: o duelo em Londres continua indefinido. Phelps venceu três provas (200 livre, 200 medley e 100 borboleta) e Lochte uma (400 medley). Phelps saiu do 200 livre e Lochte não classificou no borbo, então serão dois enfrentamentos, ambos nas provas de medley. É difícil apontar um favorito, uma vez que a impressão após a competição foi de que os dois não estavam 100% polidos e ainda tem bastante coisa escondida para Londres
As provas mais fortes: com certeza as provas de costas foram as mais fortes, com Matt Grevers e Missy Franklin fazendo a melhor marca da história sem trajes nas duas. Outra que superou o recorde mundial sem trajes foi Alisson Schmitt no 200 livre, prova que deve ser uma das mais disputadas em Londres – seu tempo no 400 livre também foi de alto nível.

A mais nova: Kathleen Ledecky, 15 anos, classificou com estilo no 800 livre: liderando desde a primeira parcial, a atleta chegou comemorando e fez o segundo melhor tempo do mundo este ano, atrás apenas da campeã olímpica e mundial Rebecca Adlington
Quem ficou fora: A principal surpresa foi a ausência de Katie Hoff no time olímpico. Com um problema no estômago, ela nadou mal todas suas provas e não chegou em nenhuma semifinal, uma pena para uma atleta que foi ganhou três medalhas em Londres. Outras ausências marcantes são as de Elizabeth Pelton (terceira no 200 medley e 200 costas) e Christine Magnuson, prata em Pequim e que ficou em sexto no 100 borboleta nos Trials e terceiro no 50 livre. Dara Torres, que tentava classificar para sua sexta Olimpíada, também ficou fora por nove centésimos
Prova mais surpreendente: sem dúvida o 200 peito masculino. Quatro anos de ser um dos protagonistas da zebra de Brendan Hansen fora, dessa vez o favorito Eric Shanteau foi quem viu dois “azarões” levarem a vaga. Scott Weltz e Clark Burckle comemoram muito. Bem interessante a história de Weltz, que treinou sozinho com seu técnico esses quatro anos
Surpresa individual: Quem não chegou a ficar fora mas teve uma competição diferente do esperado, nas palavras da própria atleta, foi Natalie Coughlin. Bicampeã olímpica no100 costas, ela ficou em terceira na prova e não poderá defender seu título em Londres. Além disso, não classificou em nenhuma prova individual e entrou apenas ocmo segunda reserva para o revezamento 4×100 livre – se for bem nos treinamentos, pode acabar entrando na final do rev, mas pelo nível das americanas, será difícil.
Na última hora: vale destacar a reviravolta de Jason Lezak, que estava fora da final do 100 livre, em nono, mas acabou entrando com a desistência de Lochte e acabou ficando em sexto, se classificando como reserva no revezamento aos 36
anos. Mais do que ele, Ricky Berens não escondeu a felicidade ao herdar a aga de Phelps no 200 livre, assim como David Tarwater, sétimo na prova, que entrou como a última posição de reserva
12 anos depois: Nem Thorpe, nem Huegill, nem Klim. A volta mais bem sucedida da natação mundial até agora foi a de Anthony Ervin, campeão olímpico em 2000 e que depois ficou parado por cerca de dez anos. Ele voltou ano passado e classificou-se no 50 livre com o terceiro melhor tempo do mundo este ano
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