
Mais um dia tranquilo para os favoritos em Paris. Um set perdido aqui, outro ali, mas tudo dentro do esperado. Na partida mais esperada, Agnieska Radwanksa atropelou Venus Williams. Gilles Simon e Jo-Wilfried Tsonga continuam como as maiores esperanças do público francês de ver um tenista da casa campeão depois de tantos anos. Já no feminino, Marion Bartoli, melhor francesa da atualidade, se despediu precocemente
Entre os homens, nenhuma surpresa e vitória tranquila dos grandes favoritos ao caneco, Nadal, Murray, Ferrer e Gasquet. Já entre as mulheres, atropelamentos em massa e o resultado mais inesperado no torneio desde a derrota de Rafael Nadal para Robin Soderling em 2009, com a derrota de Serena Williams para a francesa Virginie Razzano, número 115 no ranking
O tênis brasileiro deu adeus à chave de simples. Rogério Dutra Silva não resistiu ao potente saque do gigante top 10 John Isner e perdeu em sets diretos. Thomaz Bellucci fez outra de suas batalhas de cinco sets e saiu derrotado, ficando com chances remotíssimas de conseguir vaga direta para os Jogos Olímpicos. Roger Federer alcançou mais uma marca histórica, ultrapassando o lendário Jimmy Connors e se tornando o maior vencedor de partidas de Grand Slam ao chegar a 233 vitórias
Enfim começou o torneio mais esperado do ano para os brasileiros e fãs do saibro. O charmoso Grand Slam francês deu a largada neste domingo e as próximas duas semanas prometem fortes emoções. Grandes jogos, a briga por valiosos pontos no ranking mundial e a definição dos classificados para as Olimpíadas de Londres.
Nadal, Djokovic e Murray despontaram muito cedo. O espanhol, por exemplo, com 18 anos já havia vencido Roland Garros e o sérvio e o britânico estão no top 4 desde os 20 anos. Hoje não vemos essa precocidade em nível tão alto. Se considerarmos tenistas com até 21 anos, temos o canadense Milos Raonic e o australiano Bernard Tomic como melhores apostas.Cada tenista tem seu momento de amadurecimento e de afirmação no circuito, mas não custa nada analisar o ranking atual
O suíço sacou muito bem durante toda a semana e se adaptou melhor ao novo piso. O resultado foi o tricampeonato, o 20º troféu de Masters 1000 – se igualando a Nadal como recordista – e o retorno ao 2º lugar do ranking mundial, a 1.800 pontos de Djokovic. No Brasil, destaque para Teliana Pereira. A nossa número um faturou um ITF em Rosário, na Argentina, e beira novamente o top 200. Nas últimas três semanas, a pernambucana acumulou um vice e uma semifinal
Hoje o tenista número um do país, Thomaz Bellucci, estaria fora das Olimpíadas de Londres. A chave do torneio terá apenas 56 jogadores, com um limite de quatro por país. Hoje a Espanha tem nove atletas nessa faixa, a França seis e Argentina cinco. Dessa forma a lista fecharia hoje por volta do número 64 e o brasileiro não entraria, depois de cair para 69º, após os pontos descontados do último Masters de Madrid
Nadal chega à expressiva marca de 34 vitórias seguidas no torneio e a 32 sets de invencibilidade no saibro catalão.A semana foi também de vice-campeonatos a serem comemorados por brasileiros nos torneios de menor expressão. O experiente Júlio Silva só parou na final do challenger disputado em São Paulo e aos 32 anos está próximo de atingir o melhor ranking da carreira (144º), enquanto a número 1 do Brasil, Teliana Pereira, foi vice em Caracas, na Venezuela e deve retornar ao top 250
Nadal foi, mais uma vez, brilhante no torneio e levantou o caneco sem ceder nenhum set. O espanhol só perdeu uma vez no torneio, em 2003, quando ainda tinha 16 anos. De lá pra cá foram 42 vitórias consecutivas, apenas oito parciais cedidas e um inédito octacampeonato. Sobre Bellucci, o que preocupa não é a derrota de forma isolada, mas o fato de que o brasileiro não engrena após vitórias espetaculares
Quando acabou o jogo, ao invés de tristeza e choro pela derrota por mais e vinte pontos, as brasileiras comemoraram como se houvessem vencido. Fizeram muito mais festas do que as americanas, acostumadas às finais olímpicas. A cena de Paula e Hortência correndo com a bandeira comemorando a inédita e histórica prata não sai da minha memória