
A segunda etapa da série de Grand Prix dos Estados Unidos, no Missouri, traz menos estrelas americanas do que na competição inaugural, em Austin, na metade de janeiro. O primeiro dia colocou em destaque a equipe canadense. Entre os brasileiros, Felipe Lima levou o ouro no 100 peito com 1’00”89, Joanna Maranhão foi segunda nos 400 medley com 4’42”49 e Thiago Pereira garantiu o bronze com 53″66 no 100 borboleta
Neste vídeo logo após a chegada da prova em Santos que garantiu sua vaga na segunda e última seletiva para as Olimpíadas, o baiano Allan do Carmo compara o caminho até Londres a um jogo de video game, dizendo que havia conseguido passar apenas sa primeira fase, que foi a classificação para a seletiva, e a meta agora é conseguir a vaga olímpica.
A nova sensação da natação brasileira é gaúcha e tem 19 anos. Graciele Hermann surgiu para o público em geral após o PAN de Guadalajara. Ela chegou lá sem fazer muito barulho, conquistando sua primeira convocação para a Seleção Brasileira na última seletiva, e saiu como a maior surpresa do país, ao ficar a três centésimos do índice olímpico dos 50 livre. No final do ano, no Open realizado no Rio de Janeiro, Graciele confirmou as expectativas e atingiu a marca, nadando para 25″12, oito centésimos abaixo da marca A da FINA para a prova. Mas quem é essa nadadora sorridente de 19 anos, que está atualmente no México participando do treinamento em altitude com a Seleção Brasileira?
Há um ano, o australiano Ian Thorpe anunciou sua volta às piscinas em busca da vaga para as Olimpíadas de 2012. A poucas semanas dos Trials, Thorpe parece distante da vaga. Mas ninguém ousa duvidar do Thorpedo, e que até hoje não foi engolido pelos norte-americanos – que agora questionam seu traje. Treinando na Suiça com Greg Touretsky e certo de que só poderá avaliar sua volta após a Seletiva Australiana, Thorpe diz estar apaixonado pela natação de novo
Veja fotos da Travessia Internacional de Santos, válida como abertura da terceira principal competição do mundo na modalidade, contou com a presença de 90 atletas de 21 países.
O repórter americano Christopher Clarey, trabalhando na cobertura esportiva no New York Times há 19 anos, fez reportagem com suas previsões para o esporte de alto nível ao longo de 2012. Entre suas apostas:Murray ganha Australian Open, Bolt perde 100 rasos, Thorpe vai mal nos trials e Lochte vence Phelps
A bi-campeã olímpica Natalie Coughlin treina para conquistar o tri no 100 costas ano que vem em Londres, e está a uma pódio de alcançar o recorde de 12 medalhas de uma mulher em Olimpíadas
Na ausência de notícias quentes, as retrospectivas e entrevistas fazendo um panorama do ano dominam o noticiário esportivo. A quantidade de conteúdo com César Cielo deixa claro que há tempos ele deixou de ser um ídolo da natação e é hoje um dos maiores nomes do esporte olímpico brasileiro, status conquistado após um ouro e um bronze na sua primeira Olimpíada, dois ouros no Mundial e os recordes mundiais em suas principais provas.
OPEN fecha o ano da natação com Joanna e Graciele se juntando a Daynara no time olímpico feminino; Henrique Barbosa faz sétimo tempo do mundo no 200 peito, Nicolas acirra a disputa pelo 100 livre e João Junior a do 100 peito
O que se viu no PAN foi a melhor atuação das brasileiras neste revezamento desde Atenas-2004, quando conquistaram a segunda final olímpica de revezamento na história da natação feminina do país, terminando em sétimo. Na ocasião, tinhamos Joanna Maranhão, Mariana Brochado, Monique Ferreira e Paulo Baracho, um revezamento consistente com quatro nadadoras nadando entre 2’01-2’02.