
Ranomi Kromowidjojo chegou a Londres tentando confirmar seu favoritismo nas provas de velocidade. Conseguiu: venceu o 100 livre, mesmo sem repetir sua melhor marca do ano, e agora levou o 50 livre com a melhor marca de todos os tempos sem trajes. Aleksiandra Herasimenia levou a prata e sai de Londres com duas medalhas, e Marleen Veldhuis ficou com o bronze aos 33 anos, sua primeira medalha olímpica individual
A norte-americana de apenas 15 anos fez uma prova fortíssima, liderou desde o início, impondo um ritmo alucinante, e venceu com 8’14”63, uma boa vantagem de quatro segundos para a segunda colocada. O esperado era que a favorita Adlington nadasse próximo dessa marca, o que brindaria as arquibancadas com uma disputa acirrada entre as duas. Mas Adlington nadou mal, piorou frente a tempos que já tinha feito esse ano, e fez apenas 8’20”32, ficando com o bronze
Acredito que, mais do que número de finais, a pior estatística é a de atletas que não conseguiram fazer o seu melhor nas Olimpíadas. Nervosismo, periodização errada do treinamento, doença: há muitas causas, algumas mais e outras menos justificadas, mas fato é que alguma coisa está errada quando 75% dos atletas pioram suas marcas na principal competição. O que pode explicar isso?
O tempo não foi o melhor de todos, mas a prova foi especial. Michael Phelps, que já tinha nada menos do que 20 medalhas olímpicas, queria nadar a última individual da forma como se acostumou a fazer: vencendo. A parada era dura, com o embalado Chad Le Clos, o mordido Milorard Cavic e todos os demais, que nos últimos oito anos viram Phelps, sonharam em batê-lo e se perguntaram: será que é possível batê-lo?
Em uma prova tensa e muito diferente do que os brasileiros sonhavam, Florent Manaudou fez uma prova perfeita, chegou bem, e frustrou o sonho do bicampeonato de César Cielo. O campeão olímpico, bicampeão e recordista mundial nadou mal, piorou o tempo da semi-final e a marca que fez no Maria Lenk, aparentemente muito nervoso na final
Na principal prova da nova sensação da natação americana e mundial, Missy Franklin mostrou que é o novo nome do estilo costas no mundo. Dominando toda prova e impondo ritmo abaixo do recorde mundial desde o início, Franklin fez o incrível tempo de 2’04”06, superando em 80 centésimos o antigo recorde mundial, batido com trajes
Uma das esperanças de medalha da natação brasileira, o revezamento 4×100 medley foi muito mal e parou nas eliminatórias. O Brasil nadou para 3’37”00, ficando em último na primeira série e 15º no geral. O Brasil nadou com Thiago Pereira, Felipe França , Kaio Márcio e Marcelo Chiereghini. O problema do revezamento não foi ter poupado Cielo, mas as parciais fracas dos três primeiros nadadores
Em sua estreia olímpica, a brasileira Graciele Hermann piorou sua melhor marca, nadando para 25”44. A nadadora de 20 anos nadou para 25”44 e acabou na 22º posição. Seu melhor tempo, 25”12, alcançado no Open de 2011 quando conseguiu o índice olímpico, seria suficiente para avançar das eliminatórias. As principais favoritas avançaram para as semifinais
Se no 100 peito Rebecca Soni foi surpreendida pela jovem Ruta Melitutyte, no 200 a norte-americana mostrou que ninguém é páreo para ela em sua principal prova. Em uma prova completa e de alto nível das três primeiras colocadas, Soni superou o recorde mundial, quebrou a barreira do 2’20 e venceu, conquistando o bicampeonato olímpico – o primeiro em Londres, depois de cinco dias de competição
Na sua terceira prova individual em Londres, veio o feito histórico que ele queria. Mesmo já tendo quebrado o recorde de medalhas olímpicas, ao conquistar sua 19º medalha anteontem, foi hoje que Phelps saiu realmente satisfeito da piscina, ao se tornar o primeiro tricampeão da história da natação entre os homens, e levar seu primeiro ouro individual em Londres