
Pelo menos quatro nadadoras eram muito cotadas para o ouro. Todas tinham chance, e quem levou a melhor foi a única que ainda não tinha um ouro olímpico. Allison Schmitt, de 22 anos, dominou a prova desde os 75 metros e venceu de forma contundente, colocando dois segundos sobre as demais. Schmitt nadou para 1’53”61, superando o recorde olímpico de Federica, que ficou em quinto
Prova incrível em Londres. Em uma prova que não perdia há 11 anos, liderada de ponta a ponta por Michael Phelps, o norte-americano perdeu na chegada, das mesma forma como venceu o 100 borboleta há quatro anos. O algoz foi o sulafricano Chad Le Clos, que cala críticas de que só sabe nadar em piscina curta e ganha sua primeira medalha olímpica. A diferença entre os dois foi de cinco centésimos
O brasileiro passou forte e conseguiu voltar be , terminando em segundo na série, fazendo seu melhor tempo do ano e passando para a final com o quinto tempo. Amanhã, nada para defender seu bronze na prova em Pequim-2008, quando classificou com o oitavo tempo e foi terceiro empatado com o americano Jason Lezak. Da final de 2008, Cielo é o único que estará na prova amanhã.
Hoje a tarde, Phelps compete na prova em que tem sua maior hegemonia. Foi no 200 borboleta que Phelps bateu seu primeiro recorde mundial, há 11 anos. E nessa prova, ele está bem: tem o melhor tempo do ano, tendo sido o único a nadar na casa de 1’53, e conquistando título mundial do ano passado, mesmo em uma competição para a qual não estava treinando tanto
No quarto dia de natação nas Olimpíadas, dois brasileiros avançaram para as semifinais. César Cielo se classificou com 48”67, o 10º tempo no 100 livre, e Tales Cerdeira marcou 2’11”05 para avançar com o 14º tempo no 200 peito. Já Joanna Maranhão, Nicolas Oliveira e Henrique Barbosa pioraram seus tempos e pararam nas eliminatórias, encerrando suas participações em Londres
Na maior surpresa dos Jogos Olímpicos até aqui, Ruta Meilutyte fez o que parecia impossível. Melhorando dois segundos do tempo com que chegou a Londres, superando todas as favoritas e ignorando a pressão da estreia olímpica com apenas 15 anos, Ruta conquistou o ouro. Após a prova, entre surpresa, confusa e feliz, Ruta afirmou que ainda precisa entender o que aconteceu
Nas últimas duas edições das Olimpíadas, os EUA venceram o 100 costas tanto no feminino como no masculino. No masculino, o país não perde a medalha de ouro desde 1992. Com esse retrospecto, Missy Franklin e Matt Greevers caíram na água como favoritos, e confirmaram suas vitórias, estendendo o domínio dos EUA por mais um ciclo olímpico, com direito a dobradinha no masculino
Um dia depois de frustrar os planos norte-americanos no revezamento 4×100 livre, Yannick Agnel mostrou sua força na prova de 200 livre. Ele era um dos favoritos, mas certamente foi uma surpresa a vitória com tamanha vantagem, colocando 1.8 segundos de vantagem sobre as dois segundos colocados, Park e Sun Yang, que deixaram Ryan Lochte fora do pódio
Na semifinal, a noite, a dúvida era: será que ela aguenta a presão, nadando do lado das maiores do mundo? Até agora, Ruta tem mostrado que não tem problemas com isso. Melhorando para 1’05”21, o melhor tempo da história sem trajes e a quarta melhor marca de todos os tempos, ela nadará a final na raia 4. Se a pressão sobre Ruta é grande para confirmar o que fez até aqui, imagine para as favoritas
Durante o terceiro dia de eliminatórias da natação, apenas Joanna Maranhão avançou para as semifinais na delegação brasileira. A nadadora marcou 2’14”26 e passou em 16º lugar para a próxima etapa. Kaio Marcio e Leo de Deus pioraram seus tempos e não conseguiram passar para a semifinal no 200 borboleta