
A competição vem sendo bem diferente para Lochte do que se imaginava antes das Olimpíadas. No seu dia mais duro nas Olimpíadas, com as finais do 200 costas e 200 medley, o norte-americano liderou a prova toda, mas não conseguiu abrir vantagem, e foi superado nos últimos 50 metros por Tyler Clary, que levou sua primeira medalha olímpica, e Ryosuke Irie, que foi prata
A final do 50 livre, amanhã a tarde, promete uma briga acirrada ente EUA e Brasil, com Anthony Ervin, Cullen Jones, Bruno Fratus e César Cielo disputando o ouro da prova. Os quatro estão com os quatro primeiros tempos e a diferença de classificação que os separa é de nove centésimos. O Brasil tem chances reais de fazer uma dobradinha
Kaio Marcio chegou a Londres bem classificado no ranking mundial para chegar ao menos às semifinais. Com índice no 200 borboleta e 100 borboleta, a expectativa era que chegasse à final na primeira, que é sua principal prova, e ao menos à semifinal na segunda. Piorando seus tempos nas duas provas, Kaio acabou parando nas eliminatórias
Ontem Cielo já tinha avisado, após a final do 100 livre: velocidade eu tenho. Nas eliminatórias da prova hoje pela manhã, o Brasil mostrou que essa é mesmo sua prova mais forte. Atual campeão olímpico e bicampeão mundial, César Cielo avançou para as semifinais com o segundo tempo (21”80), seguido de Bruno Fratus (21”82). O melhor tempo foi do nadador de Trinidad e Tobago, Richard Bovell, com 21”77. Cielo é o favorito ao ouro olímpico, e Fratus tem chances reais de medalha
Há quatro anos, em Pequim, as chinesas surpreenderam a todos fazendo a dobradinha na prova de 200 borboleta. Hoje, a vitória também foi chinesa, mas as duas estiveram bem mais pressionadas do que antes. Jiao venceu com novo recorde olímpico (2’04”06), mas Liu foi apenas oitava. Na segunda colocação, Mireia Belmonte, que conquistou a primeira medalha espanhola em Londres
Nem Cielo nem Magnussen: o novo campeão olímpico do 100 livre é Nathan Adrian, dos EUA. Por um centésimo, o norte-americano venceu o australiano, que não nadou bem e ainda não conseguiu repetir sua marca dos Trials. César Cielo passou na frente mas cansou na volta e chegou mal, terminando em sexto
Oito anos depois de surgir para o mundo em Atenas, quando foi prata nas Olimpíadas com apenas 15 anos, Gyurta conquista seu primeiro ouro olímpico. O húngaro, que acabou fora do pódio em Pequim-2008, venceu os dois Mundiais deste ciclo olímpico e conquistou o título que faltava, em um 200 peito irretocável em que superou o recorde mundial por três centésimos
O tempo do bronze deve ficar próximo à melhor marca de Cielo sem trajes, que ele fez no PAN e não conseguiu repetir este ano. Para chegar ao ouro, Cielo precisará superar Magnussen, que segue favorito mas decepcionou no revezamento 4×100 livre, o francês sensação Agnel, o embalado norte-americano Adrian e segurar os azarões. Cielo deve passar na frente, e o segredo é conseguir segurar no final
O Brasil teve nessa quarta-feira o melhor dia de eliminatórias na natação, com três nadadores classificados para as semifinais. Thiago Pereira e Henrique Rodrigues passaram no 200 medley com o quinto (1’58”31) e décimo tempo (1’59”37), enquanto Leo de Deus ficou com a 16ª vaga no 200 costas, com 1’58”22. Daynara de Paula nadou o 100 livre e parou nas eliminatórias
Não está sendo do jeito que ele queria. O dia em Phelps que superou as 18 medalhas de Larissa Latynina foi também o dia de sua derrota mais dura. Ainda assim, o feito é histórico. Desde 2001, quando bateu seu primeiro recorde mundial, nenhum nadador é tão vitorioso quanto ele. Phelps se emocionou após o revezamento e no pódio, sendo muito aplaudido pela delegação americana e por todos os presentes