Difícil apontar favoritos nessa prova não olímpica. O bicampeão mundial (Liam Tancock) não estará em Barcelona para defender o título, e tanto os franceses como os norte-americanos são bons e velozes para levar o ouro. A prova está muito aberta
Em seis edições com disputa do 800 livre masculino, prova não olímpica, a Austrália venceu três vezes e a China duas. Este ano, os chineses estão perto de empatar, feito que deve acontecer pelas mãos de Sun Yang. Embora não tenha o melhor tempo do ano, Sun é favorito absoluto e busca o recorde mundial da prova, feito com trajes em 2009 pelo seu conterrâneo Zhang Lin.
Entre velocistas, especialistas em 100 livre e meio fundistas, o 100 livre feminino reunirá alguns dos principais nomes da natação mundial em busca do ouro. É difícil fazer um palpite até mesmo para quem serão as três medalhistas. Uma breve análise das principais concorrentes
Assim como no 400 medley, a pergunta aqui é se alguém consegue parar a chinesa Ye Shiwen – e se ela repetirá o desempenho espetacular de Londres-2012. Sua principal adversária é Alicia Coutts, atual vice campeã olímpica e mundial, mas pesa contra ela o calendário de provas – no mesmo dia, ela tem a final do 100 borboleta para nadar, prova em que é uma das favoritas ao pódio
Fernando Ernesto Santos teve no Maria Lenk de 2013 a melhor competição da sua vida. O atleta do Corinthians saiu do Rio de Janeiro com vaga para o Mundial de Barcelona, conseguindo pela primeira vez um lugar na competição mais importante da natação junto com as Olimpíadas. Nadador de costas, ele passou a nadar também crawl quando foi treinar nos Estados Unidos em 2010
Ranomi Kromowidjojo foi o grande nome da velocidade nas Olimpíadas de Londres, vencendo as provas de 50 e 100 livre. Em 2013, a holandesa, que nunca foi campeã mundial de longa em provas individuais, segue como a mulher a ser batida nas provas de velocidade. Mas a tarefa está longe de ser fácil. Para começar, as irmãs australianas Cate e Bronte Campbell fizeram uma prova ótima nos Trials do país
Alguém pode parar Ye Shiwen? Considerando o Mundial de curta do ano passado, sim. A britânica Hannah Miley parou a chinesa que parecia imbatível em provas de medley, vencendo por 20 centésimos. Mas Shiwen ainda é a atleta a ser batida. Ninguém chegou perto de seu 4’28 em longa, e seu final de prova espetacular é difícil de ser segurado.
O 100m borboleta feminino em Barcelona promete. É difícil apontar uma favorita: embora Dana Vollmer seja a atual campeã mundial, olímpica e única mulher no mundo a já ter nadado a prova abaixo de 56”, ela não tem o melhor tempo da temporada e não parece estar no auge da sua forma nesse ano pós olímpico. De toda forma, Vollmer é obviamente muito difícil de ser batida, compete bem e tem total condição de chegar ao bi
Em provas não olímpicas de 50 borboleta e costas, a disputa costuma se polarizar entre velocistas e especialistas no estilo – se juntar as duas características, tanto melhor. No borboleta, isso acontece ainda mais.
A prova de 200 livre feminino reunirá algumas das grandes estrelas da natação feminina mundial, e é difícil apontar uma favorita. A única certeza é que temos uma ausência de peso, depois que a atual campeã olímpica Allison Schmitt não conseguiu classificação para a prova no Trials dos EUA. Sem Allison, vamos às concorrentes ao ouro